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Sunday, October 24, 2010

Em privado, faz favor!

 Não há país (europeu, pelo menos) que ame tanto os grandes shoppings como Portugal. Estas catedrais do consumo foram-se tornando cada vez mais práticas, cada vez mais versáteis: hoje, só de um salto, é possível tomar uma refeição, fazer as comprinhas básicas, retocar a manicure e regressar ao escritório como se nada tivesse acontecido. Até aí, óptimo. Esse é o tipo de modernice que eu aceito bem. A não ser que a manicure seja retocada num "nails corner" ou o threading de sobrancelhas feito em pleno corredor central, à vista de quem passa. Expliquem-me o sentido disto, porque eu ainda sou do tempo em que unhas e depilações eram uma coisa íntima, não muito agradável de se ver. Procedimentos estéticos, só em espaços fechadinhos.
 Vejamos: a cliente paga pelo serviço sensivelmente o mesmo que pagaria num salão normal (ou mais um bocadinho, que as rendas de shopping estão pela hora da morte); faz de cobaia e publicita o trabalho das esteticistas; não pode fazer caretas de dor, mesmo que lhe enfiem uma lima pelo dedo dentro, e ainda muito obrigada por cima. Para mim, isto é o equivalente a tirar macacos do nariz em público. Não gosto de ginásios, restaurantes, ou cabeleireiros com aspecto de aquário. E também não quero mandar lascas e pó de unhas para cima dos infelizes que vão a passar.


O que se segue? Depilação brasileira nos corredores? 

1 comment:

Sara Silva said...

muito bem observado! esses "mostruários" também me causam alguma estranheza, mas nunca pensei seriamente no assunto, sei apenas que não seria capaz de estar lá feita cobaia, naquele espaço mínimo, com olhares indiscretos à minha volta e as funcionárias a agirem como se nada fosse. mas depois de ler este seu texto, faço das suas as minhas palavras!

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