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Thursday, July 8, 2010

De (cabelo) preto nunca me comprometo...


Julgam elas! Eu adoro a Maga Patalogika. Adoro cabelo preto, sempre adorei. Mas a verdade é que esta cor não cai bem a toda a gente.

Logo, não percebo esta moda que se vê por aí de há uns dois anos a esta parte. Começou com as WAGS ( marias chuteiras/ namoradas de jogadores da bola) que fartas de descolorir as extensões, e procurando uma cor igualmente chamativa e provocante, trocaram o louro queimado pelo preto escorrido.

Ora, não se pode dizer que WAGS sejam exemplo para alguém.

Mas como é costume, meio mundo ( não a melhor metade, claro) foi a correr copiar.

Uma amiga, cabeleireira nos subúrbios, confessou-me que as cores que mais se gastam naquele salão são o preto e o preto-azul. É um ver se te avias.

Não sei como as góticas deste planeta estão a reagir a esta invasão, mas não deve ser bonito de se ver!

Vamos ao que interessa:
O mal do preto é que (tal como o louro platinado e outras cores dramáticas) exige que quem o usa tenha uma pele fantástica e esteja sempre com o cabelo imaculadamente limpo, o brushing feito, a maquilhagem impecável e roupas elegantes, de bom corte, sem muito ruído visual. Não permite grandes casualidades, ar de cansaço, a pele a brilhar nem fatiotas berrantes de ar baratuxo. Ah: também fica péssimo com logótipos e strass.

Ou seja, para suportar o preto com estilo é preciso ter carradas de estilo. Depois, o preto - seja asa de corvo, azulado ou qualquer outra nuance - é uma cor arriscada, que não vai bem com todos os tons de pele.

Pode resultar em peles claras + olhos claros, peles morenas + olhos claros, e peles douradas + olhos escuros, por exemplo, mas ainda assim precisa de ser bem calculado. O menor erro do colorista estraga o efeito.


Para muita gente - morenas ou louras de pele clara e olhos escuros, por exemplo - o que resulta é um castanho muito escuro, que parece mesmo preto, e não dá aquele ar de marylin manson mergulhado num balde de azeite durante dois dias.

Por fim, há a questão da textura: a tinta preta, em cabelos muito finos ou muito frisados, dá um aspecto "mordido" e mole ao cabelo, que fica parecido com graxa. Nada agradável.
Mas o pessoal não quer saber disto para nada e atira para o cabelo a primeira coisa preta que lhe aparece, de preferência com extensões enormes, desfrisagem japonesa, botas brancas, calças rasgadas e pele torrada pelo solário, com um grão terrível.

Um look de bruxa? Fantástico. Mas de bruxa má dispensa-se, obrigadinha!

Eu bem disse, coelhinho, para te vestires...


Eu bem avisei, ainda há poucos dias.A Playboy portuguesa andava a portar-se pouco de acordo com os seus padrões internacionais.



Desta vez decidiu brincar com Jesus Cristo, a propósito de José Saramago. E pimba, lá se foi a edição lusa da Playboy. Digam o que disserem sobre a liberdade de expressão, já se viu que brincar com a religião alheia dá mau resultado. Se a Igreja Católica não simpatiza com gente pouco vestida, para quê cuspir-lhe na face?

Não arranjam outra forma de provocação?Outro alvo para brincadeiras?


Pela parte que me toca, só me incomoda o facto da ideia ser tão...DÉMODÉ.

Isto é tãoooo anos 80/ 90. A Benetton já o fez. A Madonna já o fez. Get over it.

E já agora, podiam ter procurado uma beleza renascentista e atlética para fazer de Jesus...assim como se vê nas Igrejas.

se querem provocar, ao menos façam as coisas com estilo. Digo eu.

Wednesday, July 7, 2010

deixa-te estar, que ´tás bem...



....Fantástico actor, com um rosto perfeito e uma presença magnética.
Mas intimida. Mete medo. Muito medo. Lamento
dize-lo, mas se encontrar Jonathan Rhys Meyers numa esquina à noite, fujo a bom fugir.

Já que se falou em Silmarillion, eis aqui o meu Maeglin the eleição. Nunca vi uma pessoa tão bela e tão assustadora ao mesmo tempo. Suponho que esse seja o efeito que uma serpente venenosa tem sobre as suas vítimas. Tenho a certeza que este Henry Tudor podia fazer cair Gondolin, a ponte de Londres e a Torre de Belém a seu bel talante e receber aplausos por cima. Comigo na fila da frente, a agitar pompons!

You get me closer to God!


Cabelo negro como o ébano e olhos cinzentos; um aspecto sombrio e misterioso temperado com um sorriso que lembra o sol a abrir-se depois da tormenta...

Hans Matheson ( Escócia, 1975) é a prova viva do famoso encanto celta. Filho de um músico folk, neto de um cantor gaélico e bisneto de um Bardo coroado, o rapaz parece apostado em tornar-se um arquétipo do cool, com uma pitada de herói Byroniano.

Alec Duberville, Sir Mordred, Nero e Caravaggio ( ainda por cima...como amante da mais famosa serial killer/vampira de sempre, a condessa sanguinária Erzebeth Bathory)são apenas algumas das peles que vestiu. Nem "The Tudors" lhe escapou.

Já que Hans está determinado em fazer-me vontadinhas e entrar em todas as minhas produções favoritas, voto nele, e só nele, para interpretar Turin Turambar, na adaptação cinematográfica de Silmarillon. Ninguém melhor que ele para compreender o belo e trágico "Mestre do destino, pelo destino vencido".

Tuesday, July 6, 2010

Os monstros do Multibanco


Se há coisa que eu odeio nesta vida são os monstros do multibanco: aquelas pessoas que se plantam nas calmas à frente do ATM em plena rua, a fazer 1001 operações seguidas, mesmo que esteja uma fila de dois metros atrás delas.

Quando eu tenho de fazer várias operações, das duas uma:

- vou a um banco (onde estou à sombra e tenho vários ATM disponíveis)

- pergunto se a pessoa atrás de mim tem muitas operações a efectuar, porque eu tenho, e caso só precise de fazer um levantamento ou coisa assim, se estiver com muita pressa cedo-lhe o meu lugar. A pessoa levanta dinheiro, vai à sua vida, e eu continuo a fazer pagamentos, carregamentos e coisas demoradas de forma educada.

Mas a maior parte dos utilizadores - talvez porque tem uma vidinha frustrante, em que não manda em nada, não controla nada e tem muito pouca coisa a que possa chamar seu - levanta dinheiro, carrega telemóveis, faz transferências, paga contas, sem pausa para respirar, com uma calma de morte, sem se virar para trás, sem um "não se importa?" sem um "desculpe", com ar de posse, como se dissesse:

ESTE MULTIBANCO É MEEEEEEEEEU, SUA ESTÚPIDA, e se o quiseres usar usas quando EU deixar!

Dão-me vontade de lhes bater ou de gritar " isto é um assalto!"

Ou pior, de lhes perguntar: já viu a carinha de falhado/a que tem? é que tem mesmo!

E não é mentira nenhuma, porque as pessoas que tenho visto com esta atitude têm um ar frustrado, infeliz, de pobres coitados.

Vale-me o boneco do Multibanco, que tem e sempre teve um ar simpático!

Monday, July 5, 2010

Se eu mandasse cá na minha eira...


Com um calor destes ninguém trabalhava. Muito menos ao ar livre ou em locais sem ar condicionado. E todas as moradias tinham de ter, obrigatoriamente, uma piscina bem fresquinha, ou não passavam na vistoria. Era uma alegria. A produtividade disparava que era um gosto ver, com um povo tão bem disposto e mimado. Mas os portugueses deixaram de ser portugueses, tornaram-se tuguinhas (ou como o povo, que deixou de ser nobre povo para ser só povo mesmo, gosta de dizer, " arremediados" ) e já não sabem viver.

No tempo de D.Manuel I é que era! Ser português era fashion. E sexy. No tempo de Sócrates é o que se vê. Mas lá está, o menino Zezinho não é rei, nem venturoso, nem sexy.

E quer as piscinas todas só para ele, o maroto.

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