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Tuesday, July 20, 2010

Blinded by the Guardian: cantas bem e alegras-me!


No final de Agosto chega o novo álbum dos Blind Guardian. Melhor do que isto, só acertar na raspadinha - não muda a minha vida, mas sabe muiiiito bem. Ainda mal ouvi as previews de "At The Edge Of Time". Quero saborear o disco quietinha, bem enroladinha, a sonhar acordada. Hansi Kürsch tem a voz dos anjos. É tão raro ver uma banda genuinamente talentosa e inspirada nos dias que correm, que os bardos merecem ser aclamados. Pelas letras que contam uma história, pelos temas que norteiam cada álbum, pelos instrumentais magníficos e pelos coros a fazer lembrar os Queen. A sua música soa-me como pôr vintage rock, mitologia, poesia e fantasia na Bimby e agitar com força. O resultado é soberbo. Tão soberbo, que é de uma mulher se casar com o Hansi só de bem que ele canta. Mesmo que a maioria das fãs não lhe tenha perdoado a grande carecada, vale?

Christina Aguilera está Gagá?



Passe o trocadilho! Sem contar, volto à música pop.

O novo album de Christina Aguilera, Bionic, é um flop de vendas que lançou o pânico na sua editora, a RCA. Com Lady Gaga a dominar os tops, mesmo antes da saída do disco não faltou quem acusasse Aguilera de imitar a mais recente estrela no firmamento da música comercial. Até aí, era só disparate - afinal, Christina Aguilera já era uma diva de classe A quando Gaga ainda estava escondida nos bastidores..

Mas com o single " Not myself tonight" Aguilera deu-lhes razão e foi um ver se te avias, a chamar à moça " lady gaga barata".

O videoclip polémico - mas sem nada de novo - cheira a desespero para se manter a par das Gagas e Rihannas da vida. Não era preciso. Provocar, já aqui o disse, só tem interesse quando não é redundante. Pior do que usar um tema mais que usado e debatido hoje em dia, é que Aguilera já o tinha feito (Dirrty, lembram-se?) passado a prova com distinção e voado para outras paragens, com aquele estilo pin up que era tão giro.

Voltar atrás é apenas...ir de cavalo para burro, como diz o povo que é muito sábio. Aguilera já tinha construído o seu espaço, já tinha atirado a roupa fora, já a tinha voltado a vestir (mais ou menos, vá). Em Dirrty, fez sentido. Em Bionic, foi despropositado, e o público não é parvo.

Com a sua voz e experiência no meio - goste-se ou não do estilo, Christina é uma das cantoras mais marcantes da sua geração - o pedestal estava assegurado. Podia reinventar-se. Escusava de se repetir. Esta era a altura para fazer algo totalmente diferente, até para colaborar com Gaga se lhe apetecesse (foi o que fez Beyonce, que se mantém intocável nas suas tamanquinhas) e não para ir com a carneirada.

A artista é uma boa artista, não havia necessidade, como dizia o outro.

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