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Friday, October 22, 2010

Eu embirro com Tupperwares

A propósito deste post, lembrei-me de partilhar algo convosco: a minha embirração com os pobres tupperwares. Não que eu não seja uma dona de casa prendada, empenhada no conforto do lar, que até sou. Gosto de cozinhar; compreendo a necessidade de acondicionar bem a comida.
 E tenho o maior respeito por amigas e parentes que amam de paixão os seus mini contentores de plástico com artilharia para cada ocasião . Mas que querem? Não encaixo a ideia de existir um certo snobismo com...tupperwares. Uf, sabe bem dizer isto ao mundo! O Tupperware (uso o masculino por ser um mini armazém, embora dizer " a" dê mais jeito) é a Vista Alegre, a Companhia das Índias, a Birkin bag,  o Ferrari dos utensílios de cozinha. Mas no fundo, bem no fundo, não passa de uma marca de caixas de plástico, que muitas vezes limita a sua utilidade a guardar restos de comida e sopa para a semana inteira (credo) no congelador. Depois há a questão das reuniões de Tupperware. Eu lá sou pessoa para me sentar uma hora inteira a filosofar sobre caixas a cheirar a armazém de ferragens e a competir com as amigas a ver quem tem "a" tupperware mais recente? A/o Tupperware desactualiza-se? Precisa de upgrade? Se não actualizarmos a colecção de tupperware periodicamente, corremos o risco de haver uma catástrofe na cozinha? De apanhar um vírus culinário? De ficar démodé?  Expliquem-me por obra de quem é legítimo, e chic,  usar o cartão de crédito para comprar tupperwares. Ou comprar tupperwares a prestações.
Que se gaste uma fortuna em faianças bonitas eu percebo. Agora, ter vaidade em tupperwares
 parece-me algo mais próprio de uma técnica de superfícies profissional (é uma ferramenta de trabalho, oras) do que de gente que pretende ser benzoca. Se calhar a snob sou eu, mas as caixinhas do IKEA servem-me lindamente. Até inventarem reuniões para isso, porque aí estou fora.

Socorro, eles "andem" livres para amar!

Não há grande coisa a esperar da imprensa "rosa". É daquelas coisas que são o que são, como a fast food, os saldos ou os carrinhos de choque. Divertem-nos, há publicações melhores e piores, e disto não passa. Mas também não é preciso chafurdar no lodaçal. Entrar numa papelaria e ser assaltada por manchetes que berram "drama!" "miséria!" "tragédia!" a propósito de gente  mais amarelo-fome do que rosa  (agigantando estórias que nada têm de tão trágico assim ou que quando têm, são tão reles que deviam ser lamentadas em vez de ser notícia) é como um cheeseburguer estragado: põe-me maldisposta. Isso e frases melosas que agora estão na moda e são ditas a torto e a direito por "figuras" com obrigação de ter um bocadinho mais de cultura do que os desgraçados participantes de reality shows.
Ler pérolas como "Estou livre para amar" é foleiro demais para as minhas capacidades. Mesmo. Fujam.

Wednesday, October 20, 2010

Há algo de estranho no reino da Dinamarca...

Estranho sim. Não digo que esteja podre, porque este é um blog perfumadinho, limpinho, bem cheiroso. Mas que eu, cujos neurónios andam sempre em permanente actividade (mesmo que a actividade seja inteiramente recreativa) seja capaz de ficar longos minutos parada, a olhar para ontem, sem um único pensamento a martelar-me a mente, soa-me incrível. Nunca me aconteceu, nem durante a infância e eu fui o que se chama uma valente cabeça no ar. Mais estranho ainda, esse estado sabe-me bem.

Às tantas alcancei o Nirvana sem dar por isso. Em cima de tudo, era só o que me faltava.

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