Recomenda-se:

Netscope

Thursday, April 7, 2011

Eu também tenho preconceitos, pois.


Acredito profundamente que o racismo, assim como a maior parte dos preconceitos ou discriminação, é uma atroz parvoice. Cresci com gente de todas as cores e feitios, com diferentes origens, credos, cor política e orientações sexuais e se houve coisa que aprendi - pelo simples facto de a questão me passar totalmente o lado - é que ser branco, preto, amarelo ou às pintinhas, dormir com A ou B não  faz (ou não devia fazer) a menor diferença na vida das pessoas. É certo que a amostra com quem convivi- de vários países e cores do arco íris - era composta por pessoas de bem e pessoas bem formadas, o que pode influenciar consideravelmente a minha opinião. Se dou o benefício da dúvida a qualquer um e mantenho a mente aberta, também considero que o fruto não cai longe da árvore e quem teve a sorte de crescer com acesso a cultura e educação, numa família instruída e de valores, tem maior obrigação de se portar bem em sociedade. Não quer isto dizer que não simpatize mais com algumas culturas (ou subculturas, ou meios) e menos com outras. Questão de empatia. Aqui há tempos, à conversa com uma grande amiga com ideias semelhantes às minhas, cheguei à conclusão que sofro de um tipo de racismo: sim, esse horror. Tenho "racismo" contra a labreguice. Tenho "racismo" em relação à falta de chá. É um tipo de racismo muito chato, porque as pessoas com falta de chá andam por toda a parte, em diferentes sectores da sociedade, e é  complicado isolar os alvos do meu preconceito para os mandar refundir num Gulag qualquer e deitar fora a chave, amen. Como se define a labreguice? Não é decerto por área geográfica. Factores socio economicos também são enganadores. O que me faz encarquilhar os dedos é o atrevimento, a intromissão, o novo riquismo, o miserabilismo, a pretensão, o descaramento, a falta de cuidado com a língua, com o saber estar, o desrespeito pela liberdade dos outros, o mau gosto, a ausência de refinamento e de simplicidade, todos os atentados à modéstia (da falsa modéstia ao despudor completo) a ignorância voluntária, a carneirada. Para isso não tenho pachorra. Dou o desconto, que eu tenho os meus defeitos e faço bastantes exames de consciência para tentar dominá-los. Mas perante tais espécimes, caio facilmente em Ira e Soberba. Ninguém é santo.

1 comment:

menina lamparina said...

Subscrevo. O meu único e real preconceito é relativo à labreguice, seja lá a pessoa de onde for. Não suporto.

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...