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Tuesday, July 12, 2011

Da inocência




A inocência não necessita de muito, reveste-se de simples dignidade e brilha como um escudo polido perante as mais sórdidas acusações. Na semana passada, durante as minhas leituras costumeiras, encontrei um texto que me emocionou. É um excerto do discurso proferido pela Rainha Anne Boleyn ao receber  a sua sentença de morte. Não restem dúvidas que Henrique VIII sabia escolher as mulheres: se a antecessora e rival de Ana Bolena, Catarina de Aragão, defendeu a sua causa em tribunal como a grande senhora que sempre foi, Anne fez justiça ao espírito e intelecto que (acompanhados de sex appeal e beleza enigmática) a tornariam numa das rainhas consortes mais influentes de todos os tempos.

"I do not say I have always shown him that humility which his goodness to me merited. I confess I have had jealous fancies and suspicions of him, which I had not discretion enough, and wisdom, to conceal. But God knows, and is my witness, that I have not sinned against him in any other way. Think not I say this in the hope to prolong my life. God hath taught me how to die, and He will strengthen my faith".

Tentarei expressar a beleza desta singela "confissão" ( o que havia a confessar?) com uma tradução livre.


"Não direi que lhe demonstrasse sempre [ ao Rei] aquela humildade que a sua bondade me merecia. Confesso que tive caprichos de ciúme e suspeitas que não tive discrição e sabedoria suficientes para ocultar. Mas Deus sabe, e é minha testemunha, que eu não pequei contra ele de nenhum outro modo. Considerai que não digo tal na esperança de prolongar a minha vida: Deus ensinou-me como morrer, e Ele fortalecerá a minha fé".






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