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Thursday, September 29, 2011

Old habits die hard

Sienna Miller e Jude Law
Há coisas boas que nos chegam sem grande ginástica da nossa parte, outras que nos dão muito trabalho e nos fazem sentir nas núvens quando se realizam. Existem também aqueles desejos que ficam pelo caminho - porque arranjámos outra coisa em que pensar ou porque afinal não valiam o esforço.
 A questão é: somos educados para pensar que a dedicação, o trabalho árduo e a fé compensam. Se nos ralarmos muito com uma coisa, tudo correrá bem. Temos mais amor ao desejo que ao seu possível resultado. Habituamo-nos a desejá-lo, amamos o desejo que se torna uma companhia, um luxo interior.
Mas não tem de ser assim. Por vezes aquilo por que vale a pena lutar, que é realmente nosso, que nos está destinado, desabrocha amorosa, estável e firmemente. Sem birras. Sem tensão. Sem ranger de dentes, sangue, suor e lágrimas. Flui para nós suavemente, de braços abertos, com um laçarote por cima. As vitórias sofridas nem sempre são as mais espectaculares. O que nos faz batalhar, sofrer, esperar, queimar neurónios, pode reluzir e não ser ouro. Porque quando chega, se chegar, é geralmente tarde demais - quando estamos exaustos, ressentidos, magoados e inseguros demais para apreciar a nossa felicidade.

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