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Tuesday, February 1, 2011

Coisas que me fazem espécie - a Lycra

"Ah, isto põe-se uma lycra por baixo e pronto"


Esta é uma frase que se ouve muito por aí, e que me arrepia até às fímbrias do ser. Nunca compreendi a paixão das pessoas por este tecido sintético cuja  utilidade- e só em certas gramagens! - se devia resumir a certos fatos de banho, peças interiores e pouco mais. A Lycra é uma praga na minha vida. Não porque me tenham obrigado a
usá-la ou coisa semelhante (tive algumas peças desportivas que raramente viram a luz do dia) mas por osmose. Muita gente, e vá-se lá saber porquê, muita gente "rechonchudinha" gosta de lycra com todos. Uma camisola de lã pica a pele? Pimba, veste-se "uma lycra" por baixo- com a manga visível! Queremos um top ou um vestidito colorido? Venha a nós a lycra. Vá-se entender: é fria, mole, realça as banhas e para cúmulo, faz transpirar. O pivete que se sente em certos espaços públicos por vezes não se deve, como possamos pensar, apenas à falta de banho e desodorizante, mas aos tecidos de má qualidade. E quem é a rainha deles, quem é? Já adivinharam. Não entendo o que leva alguém a gostar de uma fibra 100% sintética. Que a vistam porque não há outro remédio, ainda vá, mas gostar é masoquismo. E sadismo. Ver senhoras "fortes" com lycra coleante é a pior tortura que pode haver. Mas não se riam as magrinhas: também não as favorece.
Recordo-me de me encolher, em meados dos anos 90, quando colegas menos...vá, sofisticadas, aderiram em massa às terríveis camisolas sintéticas de gola alta. Existiam em todas as cores, colavam-se ao pescoço como body paiting e tinham o ar mais reles possível, mas venderam como pãezinhos quentes.

Talvez seja exagero ou preconceito meu, mas quando me deparo com "uma lycra" no meio de uma toilette cara, acredito que a pessoa está apresentada. Quem consegue transformar uma simples gola alta preta num atestado de bimbalhice é capaz de tudo.

A fúria do Adoçante


É fatal como o destino: se peço adoçante num café, é certo e sabido que me trazem dois pacotes de açúcar. São uns queridos, a insinuar que não preciso de dieta. Mas eu gosto mesmo de doces artificiais, que derretem mais depressa e não me obrigam a mexer a colher furiosamente. E lá vai o empregado, com cara de poucos amigos, como se eu não tivesse dito logo. Deviam estabelecer uma lei de Murphy para isto.

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