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Thursday, February 10, 2011

Ó Abreu, dá cá o MEO...

Eu tenho Meo, mas não tenho Meo. Ou seja, ainda estou naquela fase ingénua de utilizar o comando para mudar de canal para trás e para a frente. Nada de fazer rewind ou pause a filmes, nada de jogatana, de videoclube ou música a metro. Tudo bem que vejo pouca televisão. Também é um facto que olho com desconfiança para este admirável mundo novo, não sem receio de me tornar numa taradinha canta monos enguiçada com a caixa mágica. Mas a verdade é que não percebo népia daquela traquitana. Parece-me muita tecnologia para um remote tão pequeno. Vou ter de conjurar o inspector engenhocas que existe em mim, porque detesto mistérios. Só por isso, juro.

Chinoiserie is back!

Wednesday, February 9, 2011

Estado de graça e bom senso

Penelope Cruz


A propósito deste post da Kitty Fane, veio-me à mente um tema sempre "embarazoso" para nós, mulheres. Se há prova de fogo para o estilo de uma menina ou senhora, é manter o dito cujo durante a gravidez e pós parto. Uma mulher que não perde a elegância e a classe numa fase tão complicada como essa tem sempre o meu respeito. Acredito que não seja nada fácil - se fosse, não se viam por aí tantas tristes figuras. As hormonas estão ao rubro, a pele e o cabelo ganham um certo brilho, nenhuma roupa assenta como deve e depois, há aquele equívoco na nossa sociedade que leva certas pessoas a crer que o "estado de graça" (e períodos associados) desculpa qualquer asneira.
 No tempo das nossas avós, uma senhora que se prezasse devia sair o menos possível a partir do momento em que a barriga começasse a crescer. Se comparecesse a uma reunião social, as roupas camuflavam o mais possível qualquer protuberância indiscreta, e ninguém se atreveria a perguntar pelo bebé, quanto mais fazer festas na barriguinha ou convocar baby showers. A coisa elegante a fazer era ignorar o assunto. Os tempos mudaram e nos nossos dias, estar de esperanças não é nada do outro mundo. Na última década, a roupa para grávidas evoluiu muitíssimo, alargando o leque de opções das futuras mamãs. A outra face da moeda é que, se a gravidez passou a ser vista com naturalidade, também há muita gente que esqueceu que é algo íntimo. Por uma mulher estar de esperanças, não perde o dever de salvaguardar a beleza e a dignidade. Arrepio-me quando vejo grávidas com a barriga exposta (parece-me que ficam tão desprotegidas e desconfortáveis!) ou com peças - como as malditas jardineiras ou t-shirts coleantes - que as transformam numa botija de gás. O conjunto deve ser harmonioso e ter em conta o ventre saliente, não realçá-lo. Ou seja, o objectivo é dizer " sou uma grávida elegante" e não " sou um barrigão ambulante". Acreditem, uma barriga com inquilino fala por si...
É claro que há mamãs mais sortudas do que outras, que têm um aumento de peso menos significativo, que não ganham inchaço ou manchas, mas com tantos produtos e informação* disponíveis é sobretudo uma questão de bom senso - não só da grávida, mas do marido e restante família, que a devem aconselhar nesta altura tão...sensível.
A maternidade é algo afortunado e natural, mas isso não justifica que uma pessoa se desleixe com a aparência, ou cometa actos como disponibilizar fotos da barriga ou do parto a torto e a direito, andar de top na rua, parecer uma super heroína da Marvel que engoliu uma melancia, tirar retratos "artísticos"em trajes menores e deixar que o fotógrafo as ponha na montra "porque uma grávida é sempre linda" - deixem isso para a Vanity Fair - ou amamentar em público. Ninguém precisa de testemunhar as refeições do bebé. E não julguem que para muitos tarados um peito nu deixa de ser um peito nu só porque exerce a função de biberon. Estado de graça implica isso mesmo...graça e vulnerabilidade!


Acredito que qualquer mulher deva preparar a sua imaginação para nove meses de desafio, porque, como diz o Doctor House, alojar um "parasita que dá para vestir roupinhas e calçar botinhas"  não é pêra doce. Mas o esforço compensa quando 20 anos depois, os filhos comentam que bem que a mãe estava. Disso eu sei!

*O livro de Victória Beckham, que já pôs três crianças no mundo e sabe do que fala, tem uma série de conselhos preciosos para os nove meses de "embarazo".

Tuesday, February 8, 2011

Ó tempo, volta para trás!




Gwyneth Paltrow



Ainda num mood nostálgico, eu confesso: sou bota de elástico. Do tempo da outra senhora. Old School. Mas que culpa tenho? A par com as modernices que tanto nos facilitam a existência vão-se perdendo algumas coisas boas do antigamente. Num cenário ideal, eu viveria num universo Sissiniano e paralelo. Nesse mundo fabuloso facilidades como a internet, a powerplate e os telemóveis conviveriam alegremente com ambientes, linguagem, maneiras, costumes, casas e roupas vitorianas, medievais, renascentistas, rococós e das décadas mais cool do século passado. Um assombro!
 Como isso não é inteiramente possível, quem gosta de sabonete que ainda cheira a sabonete, champô que deixa o cabelo perfumado o dia todo, fósforos que ardem à primeira, acendalhas que acendem mesmo, máscara de cabelo que amacia, açúcar que derrete bem e outros luxos que tais, tem de ser um smart shopper e distinguir as marcas que valem a pena entre tanto produto da treta. Ainda dizem que temos a vida simplificada. Pois.

Sunday, February 6, 2011

Eu embirro com...Panikes



Quem viveu ou cresceu em Coimbra em meados dos anos 80 recorda decerto a "croissanterie" da Baixa. Decorada ao estilo de um diner americano, oferecia os melhores croissants do planeta...massa folhada fofinha, com recheios deliciosos como nunca mais encontrei. Eu, que em pequena detestava comer, não resistia ao croissant de queijo e cogumelos. E o de chocolate? Aquilo sim, era um verdadeiro e requintado croissant de chocolate.
Depois a croissanteria desapareceu. Deu lugar a uma das boas padarias da cidade, mas já não é a mesma coisa. E parece-me que o fenómeno é nacional. Há pastelarias que vendem croissants (folhados e sem folhos, salvo seja) de qualidade ao peso, mas o mercado dos croissants de ovo, chocolate e queijo foi tomado de assalto por coisas pré fabricadas, da estirpe dos Panikes.
Não digo que os Panikes não tenham a sua utilidade, mas fazem-me azia - não sei que diabos misturam naquela massa. Chegam em camiões foleiros, por amor da santa. E lembram-me o liceu e cafés adjacentes, sem glamour. Panikes não são croissants - nem sequer têm forma de croissant - são uma versão reles e baratuxa, de consumo rápido, e estão para os seus primos "verdadeiros" como uma LV falsa ao pé do original. É assim a vida.

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