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Wednesday, April 20, 2011

Das tolices que passam de raspão

Rita Hayworth
Certas fases da vida surpreendem-nos, por mais racional que se seja. Há momentos em que uma pessoa olha e vê que aquilo em que perdeu tempo e concentração preciosos não passou, a bem da verdade, de fumo inútil. Não há lá nada - nem dentro de nós, nem fora de nós, nada para chorar, nada para acarinhar, nada para celebrar, nem sequer para dizer " que grande revés que me aconteceu". São coisas cuja iniciativa, se tivesse partido de nós, seria um arrependimento, mas que tendo acontecido porque calhou -até com um certo arquear de sobrancelhas da nossa parte - merecem apenas um encolher de ombros, um fungar, um aceno negativo, um " cada maluqueira que me sucede" um "isto só a mim". Coisas que não têm porquê, nem são uma peça no puzzle da nossa vida, que não fazem o mínimo sentido embora tenham surgido de uma série de coincidências que aparentavam ter algum tipo de significado razoável. Como diria Eça de Queiroz, assemelham-se a abrir um frasco de perfume e reparar que se evaporou. Nem sequer chega a ser uma chatice, não tem calibre para isso, é um simples e humilde "que raio aconteceu aqui?", mais um pedaço de tralha a ocupar o sótão, que foi lá parar por oferta de uma tia bem intencionada, mas tonta, um objecto que que nunca se usou e nunca teve história.

Tuesday, April 19, 2011

Cooler than thou

Sir Christopher Lee



Ninguém é mais cool que Sir Christopher Lee. Ele é um daqueles seres maravilhosos forjados na mesma oficina que Audrey Hepburn, Michael Caine, David Bowie, John Malcovich, Oscar Wilde, outros tantos e certas personagens de conto: só precisa de acordar e por as pantufas no chão para estar em permanente modo " ide-vos danar, sim?". Ele foi o Conde Drácula. Ele foi Saruman. Ele tem a voz mais incrível que já se ouviu por este mundo de Deus. Ele está sempre impecável. É um gentleman. Um senhor. Christopher Lee aprecia (e canta!) ópera e power metal. É descendente directo de Carlos Magno e não envelhece, fica mais cool com o tempo. É um ícone vivo. Christopher Lee tem mais pinta que qualquer pessoa à face da Terra Média e do Planeta Terra. Christopher Lee é transversal, imortal, está bem em toda a parte e tem tanto estilo que pode moer-me o juizo qualquer altura sem perder a minha devoção. Faz parte do livrinho dourado de pessoas autorizadas a chatear-me a molécula com um muito obrigada por cima. 
Afinal ninguém, a não ser Sir Ian Mckellen, ousa dar uma sova em Christopher Lee.






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