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Friday, May 27, 2011

Coisas que eu ouço- A verdade sobre Judas

Norman Reedus, o Judas (giríssimo) de Lady Gaga


Um grupo de adolescentes num café, a propósito da canção "Judas" de Lady Gaga: eu não gosto do Judas! Ficou com o dinheiro, depois morreu e não o gastou!

I rest my case.
   

Sabemos que estamos no fim do Mundo quando...


Os bons são castigados, os maus são enaltecidos, os filhos batem nos pais e os asnos andam "a cavalo" nas pessoas. Algum engraçadinho baldeou esta porcaria toda, a modos que já não se sabe distinguir o que está em cima e o que está em baixo, o certo do errado, o preto do branco. Se daqui a dias os porcos começarem a voar, as galinhas a ganhar dentes de leite e os ovos barbatanas, garanto-vos que não fico espantada.

Thursday, May 26, 2011

Do a little dance, make a little love, get down tonight.





Eu bem sei que estou cheia de trabalho e de trapalhadas para resolver. E que o tempo não dá para tudo. Mas a Primavera anda por aí, ainda por cima armada em Verão. E as noites estão lindas, quando não troveja. O amor anda no ar. Tenho amigos, uma energia misteriosa e um closet cheio de trapinhos que ainda não viram a luz da Lua. Creio bem que a silly season começa mais cedo.



Os Jeans de Sua Majestade


Os jeans (tal como o preto) não são desculpa para tudo. Este artigo da InStyle dá algumas ideias preciosas para os usar com graça nos meses de calor. Que se há coisa feia, são calças de ganga mal calculadas ou vestidas na ocasião errada. Por falar nisso, a Máxima - na minha opinião, uma das publicações de moda mais interessantes na língua de Camões - de Maio já avisou que está out vesti-las para sair à noite. Até que enfim, alguém aborda o assunto. Se a combinação denim + top giro teve a sua graça há alguns anos, agora já cansa. Afinal, há tantas opções e tão pouco tempo para as usar: vestidinhos, saias, jumpsuits, coordenados...

É nisto que dá

O vídeo chocou o país, porque uma imagem vale mais que mil palavras. E porque não quero repetir-me, só tenho a dizer, como uma velha rezingona, é nisto que dá. É nisto que dá a permissividade, a indisciplina, o facilitismo. É nisto que dá achar muito lindo e muito normal que as crianças e os jovens sejam tão espertinhos, tão precoces (menos naquilo que é aconselhável) que tenham tanta autoridade, autonomia e liberdade como os adultos. É nisto que dá obrigar a andar na escola marmanjos que não querem estar na escola, aprová-los com louvores só por fazerem o grato favor de passearem os livros para a estatística, desautorizar os professores e dar amens aos pais que se demitem da sua educação,muitos deles a precisar urgentemente de ser reeducados. É nisto que dá fomentar a cultura do TER (nem que seja à custa de manobras ilegais, importa é ter um carrão e trapinhos de marca e ser "pimp", yo!) e não do SER. É nisto que dá só ter direitos e não deveres, é nisto que dá enaltecer participantes de reality shows e transmitir porcarias como Jersey Shore, recheadas de peixeirada e pancadaria, à hora em que os miúdos saem da escola. É nisto que dá quando os paizinhos ouvem o rebento a berrar, a incomodar meio mundo, e olham para o lado, e ainda dizem " o meu filho é hiperactivo e sobredotado, uma criança índigo, não castigo porque traumatiza, coitadinho". A bênção paternal, a autoridade, o respeito pelos pares, pelos mais velhos, foram substituídas por " toma lá outro brinquedo e não me chateies". E as criancinhas, super protegidas, super autónomas, super cobertas de mimos, rebelam-se, acham que podem tudo, e como ninguém lhes puxa as orelhas, tratam de se espancar e puxar os cabelos umas às outras. É nisto que dá.

Monday, May 23, 2011

Há males que vêm por bem

Ralph Fiennes


Há coisas aparentemente chatas, mas pelas quais dou graças aos céus. Uma delas é nunca ter conhecido Ralph Fiennes pessoalmente. Isto porque eu, que nunca fui menina de ter paixonetas por ídolos, logo no começo da adolescência deixei-me fascinar completamente por este senhor. Os olhos metálicos, ora tristes ora frios, o sorriso de derreter uma pedra e as feições marcantes, a voz inesquecível, quase sempre acompanhados da franjinha diabólica (um dia escrevo alguma coisa a explicar isto das franjinhas) aliados à sua escolha de papéis...não foi preciso mais nada. Ora, Ralph Fiennes talvez não seja o homem mais convencionalmente bonitinho que já se fez mas está certamente entre os mais magnéticos. Ralph Fiennes não precisa de ser bonito, e apesar de vir de uma família de cavalheiros, não precisa de ser um cavalheiro. Pode comportar-se como um perfeito canalha, que continuará a ser irresistível. Se calhar, entre quatro paredes até é um doce de pessoa. Mas tem um ar perigoso. Intenso. Sem meios termos. De quem não dá ponto sem nó. De bad boy, mesmo quando se porta bem. Digamos que se Liam Neeson - o meu outro ai- Jesus de longa duração - é o homem de confiança, valente, corajoso, protector, Ralph Fiennes será sempre "aquele que escapou", o pedaço de mau caminho, o anti heroi Byroniano, aquele que (um bocadinho como eu) tem sempre um pé no lado negro da força, que é material para paixões de faca e alguidar ou bodice rippers.
Logo, dou graças aos céus e juro que não é como a raposa que não chegou às uvas. Porque Ralph Fiennes tem uma personalidade mais forte que a minha. E eu ia apaixonar-me irremediavelmente por ele, sem apelo nem agravo, íamos acabar ao estalo, e eu  tornar-me-ia exactamente no tipo de mulher (banana, desesperada e à beira de um ataque de nervos) que desprezo. Não há rosa sem espinhos, nem amor sem ódio, e o mais belo demónio nasce do mais belo dos anjos. Há coisas que é melhor apreciar à distância.

Eu embirro com...etiquetas

Não me refiro à marca da roupa. Essa eu gosto de a trazer bem escondidinha, que ninguém tem nada a ver com a minha vida ou com o local onde faço as compras. Nunca percebi se quem traz logótipos à vista de todos pretende superar algum complexo de inferioridade, vive na ilusão de que um dia será pago (ou receberá roupa de borla) pela publicidade que faz ou tem um desejo inconsciente de ser assaltado. Adiante. Por etiquetas, quero dizer as que vêm cosidas dentro das peças (indicando a marca, o tamanho e a composição da fatiota) e que, mesmo em trapinhos da melhor qualidade, volta não volta...picam e arranham que parece coisa má. Em lingerie, então, é algo que não está escrito em lado nenhum. Uma pessoa gasta não sei quanto dinheiro num negligee 100% seda, para ficar confortável, e eis que a etiqueta, bem camuflada e inacessível junto às omoplatas, desata a provocar comichão. Nas calças ainda me custa mais a entender: a desgraçada da etiqueta espinhosa diverte-se a massacrar os rins, ou a parte superior da anca, e o pior é que por vezes, só damos por isso a meio de um dia de trabalho e em momentos pouco adequados a retiradas estratégicas ("dê-me licença, senhor director, tenho de ir arrancar uma etiqueta que me está a picar...num local privado" - não me parece). Claro que podemos descosê-las logo que compramos as peças, por precaução. Mas algumas são bonitinhas, com bordados e arabescos dourados, e eu, que tenho estimação nas minhas coisas, gosto de as manter como vieram. A indicação do tamanho também me dá jeito, para saber que número uso em determinada marca; e a composição/ precauções de lavagem fazem falta para evitar estragos. Malvadas.  Parece-me que as etiquetas espinhosas são a prova viva de que até as coisas mais belas têm trunfos escondidos para nos tramar. Ou incomodar, no mínimo.

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