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Saturday, August 20, 2011

Em modo fofinho

Em termos de moda raramente sou uma early adopter. O meu estilo tem uma componente clássica muito forte e se eventualmente arrisco num padrão ou num acessório com pormenores giros, é porque tem algo que se identifica muito comigo. Não sou fã de "grandes novidades" (mais rápido me inspiro noutras eras do que em ideias futuristas) e quanto a unhas, geralmente sigo a trindade sagrada: tons de porcelana, rosados e encarnados ( com particular incidência no cerise e rouge noir). Nada de extensões nem fantasias. Coisas fofinhas também não me dizem muito, com excepção de detalhes românticos e peças rosa chá. Prefiro paletas puras ou intensas. Mas este Verão os tons pastel encantaram-me e depois de muito observar e hesitar lá experimentei. O malva, verde água, amarelo pálido e um certo tom de salmão menos alaranjado que foi uma canseira encontrar (não queria salmão comum, nem nacarado, nem berrante-pata choca) quando bem aplicados dão muito bom ar às mãos. Não são cores para usar a semana inteira nem com qualquer fatiota - mal utilizados podem ficar vulgares. Mas trazem uma lufada de ar fresco e dispõem bem.

I spy, with my little eye...

Olhos Turcos, que supostamente "cegam" o mau olhado. Desconhece-se o efeito nos bisbilhoteiros.

Já se sentiram observados? Do género, terem a sensação de alguém vos seguir na rua, ou estarem muito descansadinhos na vossa rotina diária e do nada, aparecer um alcaiote como quem não quer a coisa... ouvirem, por portas travessas, que fulano perguntou tricas a vosso respeito ou sabe onde vocês moram, salvo seja. Nada agradável. Mais irritante, só duvidarem da minha palavra quando estou coberta de razão. Como graças aos céus selecciono muitíssimo os espécimes da raça humana com quem me dou ao trabalho de conviver, esta é uma situação rara. Com excepção de um admirador secreto que me assustou à brava há uns quantos anos, nunca precisei de olhar por cima do ombro, até porque cá em casa é tudo gente valente e pouco dada a aturar maluquices. Já estou como a outra: podem espiar-me à vontade que eu faço o que me der na gana.  Não se julguem é muito espertos, uns ases do disfarce, uns ninjas indetectáveis. Há mais quem tenha olhos (nas costas e tudo!) e miolo. Vivemos num mundo em que vale tudo menos arrancar olhos, mas esta rapariga não se chateia nada por quebrar uma regra ou duas.

Thursday, August 18, 2011

Get medieval, ou a viagem perfeita


Meu dito, meu feito. Foi só arrumar as malas, perdão, alforges, e rumar a terras Transmontanas. Como se os brigantinos soubessem que eu ia passar por lá, armou-se um arraial medieval onde nem faltaram caretos e justas de homens valentes (ainda os vai havendo por este reino!). As palavras voam céleres e eis que em terras da Hispânia, Sanabria se engalanou também para se embriagar na boas cantigas de amigo, na deliciosa música celta, no colorido de gibões, espadas e estandartes. Eu tracei armas. Eu cantei com jograis as melodias gaélicas dos meus antepassados. Eu, Sissi de mi gracia, volteei em viras de antanho, banhei-me em lagos assombrados, rezei e comovi-me em Santiago, fiz votos de buena dicha a coloridas noivas espanholas nos portais de Salamanca. Nunca se volta igual de Compostela, diz a voz do povo. Mas que uma jornada repentina, não planeada, possa ser mais-que-perfeita, isso dá que pensar.

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