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Monday, September 5, 2011

Aqui há fantasmas!

Foi o que pensei ontem à noite. Estava eu descansadinha em casa, quando ouço este som do outro mundo a ecoar lá fora. Parecia um grito, um ronco, um uivo de gelar o sangue- ou tudo isto junto -  a viajar de um lado para o outro no escuro.
Reacção automática: raciocinar friamente e tentar perceber que bicharoco seria o autor daquela gritaria. Afinal, não sou propriamente uma inexperiente rapariguinha da cidade incapaz de distinguir entre o berreiro de javalis, saca rabos, furões, corujas, humanos e demais animaizinhos que habitam estas bandas.
Ocorreu-me tudo: patos histéricos, perus furiosos, um gato apanhado nalguma armadilha de caçadores, uma pobre pessoa a ser esventrada no meio do mato e quando todas estas hipóteses se esgotaram, vieram-me à cabeça as histórias de lobisomens e almas penadas da tia Isilda. Ou aqueles documentários do Zone Reality sobre criptozoologia, em que há sempre uivos assustadores que nem o mais batido dos camponeses sabe explicar. Fui buscar reforços para ir à rua tirar o caso a limpo, mas dos vizinhos nem rasto. Treva e um silêncio danado, só cortado por aquele guincho de rasgar mortalhas. Estava nisto - vou buscar a caçadeira, vou buscar o alho super concentrado, vou chamar os bombeiros - quando o "fantasma" achou que eram horas de ir para a cama e eu lhe segui o exemplo. Hoje - viva o Youtube! - lá consegui deslindar o mistério. A nossa assombração não passava de uma raposinha fofinha e peluda. Nada de novo, mas as que tenho visto estavam bem caladinhas: ao que parece, só as crias e as fêmeas à procura de namoro berram desta maneira. E aquelas que querem pregar sustos às pessoas, claro.

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