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Netscope

Saturday, November 5, 2011

It´s raining again

The Row shoulder pad dress
$1,150 - net-a-porter.com

Burberry coat
$1,695 - burberry.com

Burberry Prorsum high heel boots
€705 - montaignemarket.com

Handbag
fashion.1stdibs.com

Kenneth jay lane necklace
€41 - pret-a-beaute.com

Burberry umbrella
$250 - bloomingdales.com

CHANEL ROUGE COCO SHINE

Nordstrom

£21 - nordstrom.com

Take me as I am

Take me as I am


 


Porque nunca serei uma rapariga-tapete, disposta a vender a alma nem por brilhos nem diamantes. E não importa o quão maravilhoso seja; por mais belo, por mais generoso, importante, imperdível,  por mais flashes que que me ponham à frente, eu direi sempre o que tenho a dizer, sem consideração especial. Sou flexível e tolerante com fraquezas e manias alheias, mas impaciente com o que me fere - e no momento em que algo me fizer vibrar as cordas para o lado errado, saio porta fora. Não peço nada, nem recrimino, nem tento mudar o outro, mas queimo as pontes. Mando tudo pelos ares, e o que deixo para trás não dou como perda. Sou uma rapariga com água a menos na personalidade, toda terra e fogo; ainsi sera, groigne qui groigne, nem que me doa. Não sei o que é ter medo, não as penso, os meus raros receios coso-os cá comigo; quando amo adoro, quando detesto odeio sem paninhos quentes, quando quero quero mesmo, mas há aqueles momentos em que não sei o que desejo até ter tudo explicadinho e calculadinho. Sou uma confusão, porém organizo-me muito bem no meio do meu caos privado. Não cedo na honra, nem no orgulho se o caso é sério, não tolero sabujos, não aceito pessoas de quem não gosto porque essa obrigação não está escrita em lado nenhum. Por aquilo que quero, por aqueles a quem quero bem, pelo meu clã restrito e sagrado, por aquilo que é justo e faz sentido, sou capaz de qualquer coisa, capaz de heroismos. Não tenho limites para a resignação e generosidade, nem para a guerra se for necessário. As coisas de que gosto têm de me rodear, bem arrumadinhas, por ordem de importância, ali à mao no seu trono. Objectos. Vestidos. Animais. Livros. Pessoas. Nunca deixarei de venerar, usar, ler ou fazer o que quer que seja só porque a outrém lhe apetece. É uma chatice às vezes, ser um espírito livre, um espírito de fogo que me vale umas queimaduras valentes. Mas há coisas que não mudam. Take me as I am, de todo o coração, ou nada; quem me ama atura-me, que eu sei como compensar.

O mundo ainda não está perdido

Vogue Italia


Sou como a Rainha de Copas, acontecem-me sempre coisas extraordinárias por volta da hora do pequeno almoço. A caminho do meu local de trabalho, deparo-me com um gatinho às riscas a correr desorientado por ali. Era tão minúsculo e ranhoso que o tomei por um rato! Pergunto na loja de animais em frente de quem era o bichinho, e como me dissessem que não sabiam, iniciei uma operação de resgate. Bonita figura a minha: de joelhos debaixo de um carro, em plena rua, a dizer " chinho, chinho, bichiiinho". Juntou-se gente, uma rapariguita francesa de um lado, uma velhota por outro " ó menina, espere lá que eu empurro-o com a bengala a ver se o consegue agarrar" e a Sissi nuns preparos muito pouco senhoris. Vendo-se cercado, o gato enfiou-se no talho. Encurralei-o num canto, e ele a bufar e a ameaçar esgatafunhar-me com as liliputianas garras, e o talhante "ó menina, eu arranjo-lhe um saco de plástico para o apanhar". Lancei-lhe o meu casaco e levei-o bem embrulhadinho - e já mais tranquilo - para a loja de animais, onde o dono se prontificou logo a guardá-lo durante o dia (numa gaiola de pássaros, logo calculem o tamanhinho da fera) e a dar-lhe comida e água até que eu arranjasse uma solução. Telefonema para a esquerda, telefonema para a direita, até o levava para casa mas à hora que chego o veterinário já lá não está e ele precisa de assistência médica imediata, ai o que é que eu faço. Por fim, com a ajuda da Menina Lamparina o bichano (que como eu imaginava, estava doente a valer) foi socorrido e medicado. O senhor da loja de animais não quis aceitar nada pela estadia e alimentação. Várias pessoas largaram os seus afazeres, mexeram-se, ajudaram. Foi um salvamento em equipa. O gatinho sem nome já está melhor, mas não teria sobrevivido à noite chuvosa que sucedeu àquele dia se não o tivéssemos ajudado. É em alturas destas que ainda tenho esperança na humanidade.

Eu embirro com... as leggings "da moda"

Alessandra Ambrósio para Victoría´s Secret - sim, nem a ela se perdoa. Leggings, só de quadris tapadinhos!



As leggings são daquelas peças que voltam a estar na berra por acaso, caem na graça das consumidoras e nunca mais saem de cena. Eu até compreendo que possam ser úteis ( com um vestido- túnica mais espesso, por exemplo) mas em geral, são difíceis de combinar e complicam muito a toilette. Na maioria das vezes, skinny jeans ou collants opacos são uma solução bem mais elegante. Não percebo a vantagem de enfiar leggings com tudo, se ainda por cima não ficam bem a toda a gente. Exigem um corpo esguio e sobretudo tonificado, porque não perdoam nada: nem celulite, nem rabiosques com um pouco de flacidez. Em pernas muito fortes ou traseiros maiores, é a desgraça. Quando vejo mulheres assim vestidas, vem-me imediatamente à ideia um queijo Limiano que ficou fora do frigorífico - sem ofensa ao queijo, nem às ditas senhoras.

Quanto à variedade de opções (leggings brilhantes, leggings de napa, leggings com buracos ) isso então, é um paradoxo que me escapa por mais voltas que eu dê à cabeça. Nada feito: as leggings estão para o século XXI como o fato de treino sintético esteve para os anos 90.
Só esta semana já tive duas visões desagradáveis: uma moça alta e rechonchuda com pernas de amazona, de leggings a imitar cabedal, que lhe faziam uma escada de celulite por ali abaixo... isto em pleno dia de sol. Ela não era mal feita de corpo - porquê, senhores, chamar a atenção para as suas falhas daquela maneira?

Hoje vi outra rapariga com um modelo menos espampanante, em algodão castanho claro. Apesar de ser magra e bem proporcionada, cometeu o erro de usar as suas "não calças" com uma camisola curta. Pimba: conforme ela caminhava, notavam-se todos os pulos e solavancos dos glúteos, que não eram exactamente de betão armado.

A culpa aqui, entenda-se, não é do rabo, mas das calças. Por muito tonificado, rijinho e perfeito que o "recheio" seja, as leggings não se inventaram para realçar o derriere e sim as pernas (daí o nome).

São feitas de tecido fino, sem bolsos nem costuras, precisamente para não se notarem por baixo de túnicas ou camisolões. Não servem para usar sem nada por cima, porque deixam a zona dos quadris demasiado exposta. Leggings " a descoberto" só no ginásio, ou nas aulas de dança - actividades que por sua vez ajudam a evitar o efeito Limiano...

Wednesday, November 2, 2011

E viva Itália, outra vez

Monica Bellucci e Isabella Rossellini


A notícia é de Agosto, mas passou-me despercebida até esta manhã. A organização do concurso Miss Itália decidiu vetar as candidatas estilo WAG (namorada-de-jogador-da-bola). Ou estilo pindérica, como preferirem. Ao contrário dos seus compadres venezuelanos, que gastam anos a "polir" potenciais concorrentes à força de bisturi e postiços, os responsáveis pelo certame italiano decidiram banir a vulgaridade e fazer da Miss Itália "um exemplo de graça e pudor" que seja uma referência para as adolescentes. Ou seja, meninas plastificadas, com tatuagens e piercings muito evidentes, saltos altíssimos fora de contexto, com extensões de cabelo, grandes unhacas de gel, lentes de contacto e pouca cultura não serão aceites. Bravo. Exige-se além disso, "curvas generosas" como as de Sophia Loren (fala-se em tamanhos entre o 38 e o 40, o que me parece um pouco avantajado para algumas estruturas físicas, mas consideremos que as miss são altas...) sem exageros, todavia, pois rejeitam-se "raparigas vulgares, transgressoras e arrojadas em demasia". Além disso, as candidatas devem ler jornais diariamente e “pelo menos três livros por ano” (é um começo) sendo recomendadas obras como Madame Bovary, Anna Karenina, e Orgulho e Preconceito "adequadas pelo seu toque clássico sobre o que é de bom gosto e apropriado". Bravissimo. A minha costela italiana está orgulhosa. Porque um concurso de beleza vale o que vale, mas há que mostrar às meninas que nem todos os comportamentos e visuais são aceitáveis. Que só porque uma participante de reality shows ou uma acompanhante de Berlusconi sai nas revistas não quer dizer que isso seja bonito. 
Tinha de ser a pátria de Botticelli, de Ticiano e da beleza veneziana a mostrar que a ordinarice não cabe em todo o lado.  





Tuesday, November 1, 2011

Veramente bella


Considero Monica Bellucci uma das mais belas criaturas de sempre. É uma beleza clássica que seria aclamada em qualquer época, calcando aos pés cânones efémeros; tão linda que a sua beleza e classe não dependem da idade, de estar mais gorda ou mais magra, nua ou vestida. Por vezes aparece menos bem penteada, com um ar ligeiramente cansado, mais cheiinha- e continua espantosa. Quando o vestido não é oh la la, Monica é. Com uma curva a mais. Com uma curva a menos. Não importa. Aos vinte anos era perfeita e continua a sê-lo aos quarenta e muitos, como se o tempo a transformasse sem a degradar. E por muito sensual que apareça, por mais despida que esteja, por mais sinuosas que as suas formas sejam, Monica nunca é vulgar. Há sempre algo de digno e inocente na sua imagem, que nos faz recuar de admiração.Talvez porque, como boa italiana, vive intensamente, ama, gosta de comer, diverte-se, descabela-se.
E mesmo descabelada é fabulosa. Sem posar parece uma boneca de Manara. Veja-se acima, numa pausa entre fotos na mais recente sessão para a Dolce & Gabanna na companhia da novíssima, magríssima e mais- que-bonita Bianca Balti, a quem não resta mais nada senão arredar-se. É a Monica Bellucci, querida. Ajoelhe e desespere.

Sunday, October 30, 2011

Um pouco de paciência, meus bravos!

Caros leitores: por caprichos do Blogger, o endereço do Imperatriz Sissi volta ao antigo http://jessi-aleal.blogspot.com/ . O link na pesquisa do Google será restabelecido daqui a dias. Em breve, teremos esta casa redecorada e arrumada. Obrigada pela paciência!

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