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Monday, November 28, 2011

Eu embirro com...Coimbra B



Este post era para se chamar " eu embirro com comboios" mas os transportes ferroviários têm as suas vantagens, por pouco que eu goste deles. O que me chateia mesmo é a insegurança de viajar nos ditos cujos. E não falo dos assaltos, ou pior, dos mirones que se sentam no banco da frente a embasbacar para nós (que a um assaltante uma pessoa sempre tem um pretexto óbvio para o esmurrar). Refiro-me ao risco de acabar ferido, ou feito em panqueca, ao apanhar um comboio. Poderíamos pensar que esse perigo só se verifica em apeadeiros isolados, ou zonas rurais com passagens de nível sem guarda, não fosse a estação de Coimbra B - esse lindo cartão de visita da nossa cidade.
Alguém me explica porque é que enquanto andam em bolandas com o projecto para uma estação toda "fashion" não colocam umas passagens aéreas sobre as linhas? Será que ficava assim tão caro? Até morrer ali alguém esborrachado, que venha em todos os noticiários, acho que não temos sorte nenhuma.
Vejam o medo: até perto da hora, ninguém sabe ao certo em que linha (e estas distinguem-se mal para quem já conhece, quanto mais para forasteiros) vai parar o nosso comboio.
Uma pessoa anda ali para trás e para a frente, e ver um guarda linhas que nos informe é uma sorte! Se nos atrasamos à procura e temos o azar de o nosso cavalo de ferro se encontrar no outro extremo da estação, cava filipe e seja o que Deus quiser. Porque não há cancelas, os semáforos são uma confusão e se o guarda não estiver por perto, resta-nos o altifalante para nos orientar. Ok, eu paro, escuto e olho - mas os Alfas sem paragem passam à velocidade da luz. E mesmo que houvesse recursos humanos suficientes, as pessoas falham. Não podem tomar conta de todos os passageiros desorientados, digo eu.
Há dias, tivemos de aguardar que o Intercidades estacionado no meio do caminho arrancasse para apanharmos o comboio do outro lado - a guarda mandou o maquinista esperar, foi uma sorte. Tem algum jeito? Mas há mais.
Na mesma semana, saí já de noite na linha junto ao parque de estacionamento. Passei com outras pessoas à frente do nosso comboio e só houve tempo de dar um salto para trás quando um guarda veio a correr gritando " cuidado, cuidado, olha lá!" porque, sem que tivéssemos o menor ângulo de visão, outra máquina saiu na linha ao lado. E se o guarda não estivesse lá? O rapaz à minha frente - tenho o cuidado de nunca sera primeira a aventurar-me - era atropelado com certeza.

Olha lá olha lá o quê, c*****ho?" gritou, mal refeito do susto.  "Enquanto não se f**** alguém aqui esmagado nesta m***** de estação não estão contentes, c******.
Malcriado, mas com razão...
No ano passado, desmaiou um jovem no meio da linha mais movimentada. Acudiram-lhe a tempo, mas se passasse um comboio rápido? Porque diabos é que alguém há-de ser obrigado a caminhar na via ferroviária?
Uma amiga minha viu uma rapariga ser "sugada" para debaixo de um comboio junto à bilheteira. Não ganhou para o susto nem para um braço partido, mas podia ter havido uma desgraça.
Há tempos, uma velhota enfiou um pé entre os carris; não havia meio de conseguir sair e o Intercidades a aproximar-se - até o guarda entrou em pânico.
Sem falar nos turistas e estudantes estrangeiros que não percebem patavina de português, nem das instruções do altifalante. Vale-lhes de muito ouvir " senhores passageiros, atenção à passagem de um comboio sem paragem na linha número 3".
Não criarem uma solução provisória enquanto a estação nova não vem é o mesmo que passar fome porque não se pode comprar caviar e lagosta. Pela parte que me toca, apanho os comboios noutra freguesia sempre que posso. Se quiser emoções fortes ando na montanha russa - também tem carris e não atropela ninguém.

Eu embirro com...a lei insossa

Lindsay Lohan


Certas medidas de saúde pública aborrecem-me. Nos útimos tempos tem-me calhado broa sem sal, manteiga sem sal, entre outros produtos insossos, sem que eu tivesse pedido a versão light de nenhum deles. Um desconsolo. Não acho piada quando os órgãos de poder interferem com aspectozinhos destes na vida das pessoas, como se elas fossem estúpidas demais para cuidar de si próprias. Que haja cuidado é uma coisa, excesso de zelo é outra. Reduzir quantidades absurdas de sal, açúcar e conservantes está muito bem, mas comida insípida ninguém merece. Só porque alguns indivíduos são descontrolados e enfardam um pacote de batatas fritas gigante, ou uma barra de manteiga de uma assentada, eu é que tenho de pagar as favas? Estão a castigar as pessoas regradas, é o que é. Já me têm dito " deixa lá, daqui a nada habituas-te e já não dás pela diferença". Infelizmente não é assim: sofro de tensão baixa e hipoglicémia e se os meus níveis de sódio se desequilibrarem pode dar-me uma coisinha má. Nestas minorias ninguém pensa, nos pobres hipotensos, hipoglicémicos sujeitos aos caprichos dos comilões, e que daqui a nada já nem com um amendoinzito torrado podem contar em caso de fanico iminente. É sempre tudo ou nada neste país de modas.

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