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Friday, December 9, 2011

Stripper chic??? Parem o mundo que eu quero descer!

Já só falta. (Foto: Agent Provocateur)


Afinal não sou só eu que reparo nisto.
Julguei que estava a ficar maluquinha, mas o Daily Mail fez-me saber que a praga já chegou ao Reino Unido (ou veio de lá para cá...). Que bicho mordeu às mulheres para sairem à rua vestidas de quenga?
Meias de rede com calções curtíssimos, hotpants com um frio de rachar, mini saias inexistentes, tanto de noite como de dia, tudo isto acompanhado de saltos assassinos ou botas ao melhor estilo stripper. Perdão, stripper chic - parece que lhe chamam assim. E não é só as jovens - há dias vi muita mãe de família nestes preparos em pleno centro comercial. A parte pior é que a maioria não tem gosto - as roupas não se limitam a ser mínimas, são reles e baratas - nem figura para tais farrapos. Desde que seja provocante, marcha, nem que se veja celulite, banhas a saltar e outras desgraças. Assim como assim, os homens não ligam a estas coisas...ou fazem vista grossa no escuro, depois de bem entornados. "O porno tornou-se mainstream" diz o jornal.
Outras, conhecedoras de moda e elegantes de corpo, fazem menos má figura mas tinham obrigação de ter juizo. Nem tudo o que vemos na passerelle é adequado para a rua, especialmente se faz frio; e fica cómico, para não dizer outra coisa, ver seis tontinhas todas vestidas da mesma maneira a tiritar rua abaixo de copo na mão.
Ao lado de muitas destas serigaitas, as meninas do Red Light District são um exemplo de classe. E ao menos estão em montras quentinhas, onde não se constipam. Pergunto-me o que vestirão as profissionais do sexo agora que as "raparigas comuns" lhes roubaram a roupa.

Thursday, December 8, 2011

Irina, again

Irina Shayk


2 282  pessoas visitaram este blog só por causa de Irina Shayk, o que pôs os meus botões a pensar. Porquê tanta curiosidade? Eu simpatizo com a pequena. Tem cara de desenho do Manara, é culta, tem sentido de humor, é neta de uma espia do KGB - eu gosto de histórias de espiões -  e quando não faz manguitos, é carismática. Embirro com o namorado que arranjou mas ela lá terá as suas razões, e uma moça capaz de colocar D.Dolores e companhia em sentido merece palmas. Pode ser que ensine qualquer coisa ao Cristiano, a ver se ele se torna num bom exemplo para as nossas crianças. Até ver, só lhe achei piada quando saiu de uma garrafa a resmungar "eu sou o génio da bola" e isto porque tenho a mania dos  génios da lâmpada. Mas como sou amorosa e boa pessoa, deixo um conselho ao craque: dê os diamantes todos à Irina. Caem-lhe muito melhor que a si.
Emily Blunt

Dizem que podemos esquecer um rosto, um nome, uma voz mas um perfume, jamais. A minha relação com as fragrâncias é intensa, no mínimo. Tenho um grupinho de perfumes permitido: a maior parte é francesa (sobretudo Yves Saint Laurent, Chanel e Hermès) mas há três italianos que não dispenso. Não aprecio novidades; mais facilmente corro atrás de relíquias. Como o Oui Non de Kookai, frutado e subtilmente provocante, que se mantinha o dia inteirinho. Terem acabado com essa preciosidade não faz sentido, e fico toda contente quando encontro um frasquinho à venda!
Os meus preferidos situam-se algures nos ramos oriental, frutado e amadeirado. Convém que sejam elegantes, sofisticados, e sensuais sem "folhos e xarope". O perfume é das poucas coisas em que a decadência pode ter charme, mas convém não exagerar.

Florais puros são demasiado frágeis para a minha personalidade. No entanto há um italiano cítrico que gosto de ter por perto, para cheirar a lavadinho-banho-de-espuma-com-montes-de bolhinhas todo o santo dia. Essências de tangerina, flor de laranjeira, especiarias, rosa, almíscar, patchouli e jasmim fazem as minhas delícias - na composição ou puras, caso não haja um perfume de boa qualidade por perto. Média perfumaria é o terror. Sou leal aos meus perfumes, mas não a ponto de usar só um, como a senhora minha mãe. A devoção ao seu perfume foi crescendo e hoje é tanta que não consegue pôr mais nada, chegando a indignar-se de cada vez que o desvirtuam com mais uma "edição especial" . É uma assinatura.
A memória olfactiva é uma coisa fantástica. Recordam-se do Maroussia, aquela invenção dos anos 90 que cheirava a casa de passe e que caiu na graça de meio mundo? Para mim foi o horror. Perdoem-me as senhoras que gostavam, mas nunca vi coisa tão sufocante, persistente e invasiva. Enjoo quando ainda o vejo à venda, porque me vem logo à cabeça um certo dia na neve em que ia morrendo intoxicada...traumas.
Mas há lembranças que me são gratas. O Aramis ou Paco Rabanne, quando o papá saía fardado de madrugada e se vinha despedir de mim. O perfume francês clássico da tia Gracinda. A água de violetas da avó Celeste. O ambiente de certas salas. E tantos outros...
Claro que recordações destas podem ser dolorosas também. Certa vez, ouvi uma jovem senhora confidenciar toda chorosa a uma amiga: julguei que já me tinha esquecido daquele estúpido, e acordo de noite a sonhar com o perfume dele! Lá me fui abaixo outra vez...
Pessoalmente, sempre desconfiei dos dandies muito perfumados, o que me livra de desgostos semelhantes e de "perfumes fantasma" a meio da noite. Nem quero pensar na sorte do desgraçado que levasse com os pés de uma utilizadora de Maroussia.

Cá em casa, toca-se piano

Freddie Mercury

O piano foi o melhor brinquedo que me ofereceram. É um valor seguro, para brincar a vida inteira. Quando tenho a honra de receber grandes músicos, que façam o Rippen vibrar enquanto improvisamos, rapsodiamos, criamos, sinto-me nas sete quintas.

Monday, December 5, 2011


O amor deveria perdoar todos os pecados, menos um pecado contra o amor. O amor verdadeiro deveria ter perdão para todas as vidas, menos para as vidas sem amor.

Oscar Wilde

Fabulosa!

Ruiva e branquíssima, Nicola Roberts (Girls Aloud) foi, durante anos, considerada o patinho feio da banda britânica. Um belo dia decidiu mandar à fava o autobronzeador que lhe dava um aspecto de tangerina chocha, assumir a cabeleira afogueada que Deus lhe deu e investir num belíssimo look vintage. O resultado foi tão bonito que ela é actualmente um dos príncipais ícones de elegância em terras de Sua Majestade: vai ser a cara de Vivienne Westwood Anglomania, foi porta voz pela sensibilização contra os riscos do solário e lançou a sua própria linha de maquilhagem para meninas com pele de porcelana, Dainty Doll (que eu quero mesmo experimentar). O estilo de Nicola é encantador - apresenta-se sempre imaculada e é tarefa difícil encontrar uma foto sua menos boa...ou escolher só uma para colocar aqui. Se não acreditam, googlem a menina. Um amor!

Sunday, December 4, 2011

Pérolas, as lágrimas dos Deuses



Na semana passada ofereci a mim própria duas lindas pulseiras de pérolas. Com o seu brilho discreto, as "lágrimas dos Deuses" são das minhas joias preferidas. Podem ser usadas durante o dia, com traje social, com um pullover, com vestido de noite...you name it. Só há uma ocasião em que, apesar de  muito recomendadas e de o seu uso ser esteticamente correcto, me arrepio toda ao ver pérolas: nas noivas.
A avó Celeste, que nunca se enganava nestas coisas, sempre disse "pérolas são lágrimas". Uma noiva que as use chorará tantas lágrimas pelo marido quantas pérolas a sua joia tiver. Por associação de ideias, uma mulher pode comprar pérolas para si própria, aceitá-las de pessoa amiga ou de uma pessoa de família, mas não de um apaixonado. O homem que as oferece (antes do casamento, pelo menos) vai oferecer motivos para chorar mais tarde, sejam as pérolas brancas, negras ou rosadas.
Felizmente, são tão versáteis que podemos utilizá-las em milhares de outras ocasiões. Isto para quem crê em tradições destas... mas que las hay, las hay.

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