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Saturday, December 17, 2011

Aleluia, irmãos!



Finalmente o produto- que-fazia-sucesso-no tempo-das nossas-mães-mas desapareceu-misteriosamente das lojas portuguesas está de volta. No final dos anos 70, com a moda dos cabelos extra lisos e a humidade dos capacetes, as meninas "freak" recorriam a este spray milagreiro. Os champôs secos são excelentes para espaçar lavagens ou prolongar o brushing, ou seja, funcionam como um champô do dia seguinte - quando o cabelo até não está mal, mas tem cara de quem vai acabar com as raízes pegajosas antes do pôr do sol.
 Nesses casos, garante mais 24 horas (dependendo do tipo de cabelo) de frescura, madeixas soltinhas, cheirosas e com zero electricidade estática.
Também funciona lindamente como texturizador, para acrescentar corpo à cabeleira. Se as vossas melenas têm tendência a achatar, se precisam de lhes dar textura para um penteado especial, ou se têm pela frente um evento longo num espaço quente e fechado - o pior assassino de styling que pode haver - o dry shampoo é vosso amigo.
O problema tem sido a falta de oferta, porque noutros países a maior parte das marcas tem uma gama " a seco" a preços acessíveis.
Por cá, a Klorane foi pioneira. O produto faz o que lhe compete mas é para cabelos sensíveis, logo não tem perfume. O tamanho pequeno da embalagem  também é um turn-off. Seguiram-se a Lee Stafford (que cheira muito bem, mas ainda só vi em versão pocket) e a Oriflame ( não é mau, mas deixa as pontas bastante secas comparado com os outros).
Julguei que a Tresemme, marca que me tem impressionado positivamente, viesse a seguir, trazendo a sua gama Fresh Start - com vários produtos do género- para Portugal. Mas a minha favorita, a Schwarzkopf, adiantou-se e a Syoss apresenta duas versões: para acrescentar volume e anti oleosidade, por um preço médio de 5 euros. Trouxe ambas e posso dizer que este é o melhor champô em spray até aqui. Só me falta experimentar o da Sephora. As meninas já o testaram?

Update - BB Cream, Benamôr, reclamações e outras coisas


Depois de algumas voltas ( não pude passar ainda pelo meu ponto de venda preferido, o Supercor) encontrei prateleiras cheiinhas de BB Cream no Continente do Fórum Coimbra.
Morenas, corram que "ali há-os". Caras pálidas, desiludam-se: como é costume no nosso país, o tom "light" não está disponível, pelo menos por enquanto. Resta saber se o problema se verifica só em Coimbra ou se vão repetir o que tem acontecido (com esta e outras marcas) relativamente a vários produtos, recusando-se pura e simplesmente a enviar para as lojas as cores mais claras. Certa vez tive uma discussão de pé de orelha com o apoio ao consumidor da Garnier por uma questão do género. Quando perguntei acerca de um tom para o cabelo que havia em Espanha, mas não cá, limitou-se a insistir malcriadamente "que em Portugal essas cores não se vendiam". Pois. Se não as põem nas prateleiras é natural que não... Estou a ver que tenho de me contentar com os cremes, primers, iluminadores e bases do costume.



Para não ficar desconsolada, trouxe comigo um tubinho dos grandes de Benamôr. Comecei usar a marca na adolescência, antes de ficar na moda, porque já na altura achava  a maior das graças às coisas de outros tempos. Lembro-me de haver umas embalagens em casa da avó, junto com a água de rosas e outras coisas que ela fazia tudo para esconder de mim quando era pequena (a mini Sissi era o terror dos cosméticos, mas disso falo outro dia).  Milagrosamente, talvez por ser um creme de tratamento, não me fez alergia. Este post da Flor deu-me vontade de o experimentar como primer - ou BB Cream sem cor. Para já, tem duas fãs cá em casa. Ilumina, uniformiza, é confortável na pele e controla os brilhos. Tencionava comprar o novo Normaderm, mas acho que o nosso Benamôr me fez mudar de ideias! Surpreende-me a sofisticação de um produto tão antigo: combina a hidratação, acção anti rugas, anti acne e iluminador num só. Essa era uma característica comum nos cosméticos de antigamente, antes de lançarem gamas para tudo e mais alguma coisa...uma tendência que está a voltar. Uma conhecida  marca de champô viu-se recentemente obrigada a um downsizing porque a quantidade de produtos confundia os consumidores e prejudicava as vendas. Variedade é bom, mas ter um aliado de confiança é melhor ainda.

Dos espertalhões, ou a maior tareia de Bruce Lee



Esquece a vitória ou a derrota; esquece o orgulho e a dor. Deixa teu adversário arranhar a tua pele e esmaga a carne dele; deixa-o esmagar a tua carne e fractura-lhe os ossos; deixa-o fracturar os teus ossos e toma a vida dele! Não te preocupes em escapar ileso; deixa tua vida diante dele! - Bruce Lee

Não faltavam valentões a desafiar o mestre Bruce Lee, na tentativa de pô-lo à prova ou ganhar celebridade às suas custas. Quando valia a pena, o artista marcial - que fora ele próprio um rufia na adolescência - não fugia à disputa. Outras vezes, limitava-se a virar as costas: cobarde não é aquele que evita um combate; é aquele que mesmo sabendo que é superior luta e fere o mais fraco...
Certo dia, porém, um chico esperto abusou. Como tantos outros, tinha assistido às suas lutas, estudado os seus métodos, imitado os seus movimentos, observado as suas técnicas e lido as suas entrevistas. E achou que copiar Bruce Lee bastava para sovar Bruce Lee. (Aquele que não sabe, e pensa que sabe, é tolo). Não contente com as suas más intenções, atreveu-se a procurá-lo desprevenido no seu próprio território: invadiu-lhe a casa. Se o descarado era muito corajoso, psicopata, ou apenas doido varrido, nunca saberemos porque não lhe foi dada ocasião para explicar.  Reza a história que esta foi a maior tareia que Bruce Lee deu a alguém. Só pelo atrevimento.






Momento "acudam"

Bryan e Tara Ferry


A ultimar compras de Natal, fiquei em choque: então não é que as lojas de fast fashion (e outras not so fast) que eu até respeitava se renderam em massa ao poder do sintético? A crise está brava, minha gente!
Não se espera que numa H&M ou numa Blanco a maior parte das roupas seja em tecidos fabulosos, mas costuma haver opção. E decerto não vou dar por uma peça de rayon e viscose o mesmo que no ano passado paguei pelo equivalente em material mais razoável. Cada vez que me saía um "que  vestido tão giro!" tinha de morder a língua logo a seguir. Até polyester reciclado, senhores.
Vale-me que só faço aquisições pontuais nas principais lojas de departamento (um dia falo sobre o meu Modus Operandi, que passa por misturar e procurar). São grandes, barulhentas e arrisco-me a encontrar meio mundo com uma fatiota igual.
A minha disposição melhorou quando me deparei com Bryan Ferry na campanha da H&M, acompanhado do filhote. Esse homem é uber cool, tão blasé que pode vestir um saco de levar o lixo e continuar elegantíssimo, com o maior ar "eu posso. Tens algum problema?".





Tuesday, December 13, 2011

Maquiavel dixit



Lara Stone

"Os homens prudentes sabem sempre tirar proveito dos actos a que a necessidade os constrangeu".
                            

Monday, December 12, 2011

Dos fantasmas que se metem onde não são chamados


Moira O´Hara (Alexandra Breckenridge)
Estou a adorar esta série. Não é muito assustadora, ou eu sou difícil de assustar, mas fascina-me. O casting é excelente, o enredo desperta a nossa curiosidade (fica-se com tanta vontade de saber tudo sobre a casa como aqueles que lá moram) a fotografia e os cenários são luxuosos.
Nada melhor para substituir The Walking Dead até Fevereiro.
Torço para que esta não seja uma daquelas histórias de mansões assombradas que acabam com os donos a mudar de casa. Espero que consigam resolver os conflitos com a fantasmada que por lá mora e vivam todos como uma grande família. Mas pelo andar da estória, não vai ser fácil. Os fantasmas daquela casa, se descontarmos o bicho que vive na cave, não são muito sinistros. Em compensação...são chatos. Muito chatos. Umas carraças autênticas. Intrometidos. Mexeriqueiros. Intriguistas. O último episódio foi um sufoco, com maçadores a entrar e a sair constantemente, a meter o nariz onde não são chamados, a dar palpites. É a amante psicopata que diz que aquele homem é dela. É o gay com dor de cotovelo a berrar que a casa é dele e a querer mexer na decoração. É a técnica de superfícies que abre a porta a quem não deve. São os vizinhos do lado e os colegas assassinados pelo vizinho do lado, que por sua vez gosta de se meter com as mulheres e as filhas dos outros. E muitos mais...não há um minuto de sossego naquele sítio.
A última coisa que se espera ao comprar uma moradia vitoriana é falta de privacidade. Eu que tanto gosto de estar no meu cantinho, não suporto que haja muita gente a intrometer-se em assuntos superficiais, quanto mais na minha vida privada. Detesto pessoas abelhudas, vivas ou mortas. Se forem difícieis de exorcizar, pior ainda. Isso sim mete medo...muito!

Frase da Semana

Maureen O'Sullivan e Johnny Weismuller



O senhor meu irmão, a classificar uma situação que não vem agora ao caso: 

"Isto é uma aldeia dos macacos, uma ópera de Neandertais e um circo de Australopithecus".

Sunday, December 11, 2011

Mas está tudo tolo?


1- O BB Cream Miracle Skin Perfector da Garnier anda na boca de toda a gente, nos blogs de toda a gente, na cara de todo o mundo, enfim, está em todo o lado menos nas estantes do supermercado. Como é que se atrevem a esconder uma coisa dessas da minha pessoa? Já usei cremes com cor e não são o meu produto favorito, mas as características deste chamaram-me a atenção. Pelo que vi, não será adequado para mim: creio que no nosso país só está disponível numa cor, que é provavelmente escura demais ( para o mercado asiático foram criados vários tons clarinhos...que inveja!). Para além disso, a minha pele reage a quase tudo, o que me impede de testar certas novidades. Mesmo assim quero experimentar esta perfeição em bisnaga. Vou passar no Supercor a ver se tenho sorte - e já agora, se arranjo também o Bênamor que tem andado desaparecido. Costumam ser simpáticos e encomendar-me as coisas que não estão disponíveis na loja...

2- Mas porque é que pessoas cultas, inteligentes, com blogs interessantes, se dão ao trabalho de ver e comentar a Casa dos Segredos como se de uma série se tratasse? Como se fosse a coisa mais normal do mundo, um programa decente? Minha gente, aquilo não é ficção: é gentinha que faz tudo pela fama, anónimos problemáticos que não tendo onde cair mortos vão fazer figuras tristes em horário nobre. Dali não se tira nada e nem sequer é engraçado. Volta, Macaco Adriano!

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