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Saturday, December 24, 2011

Considerações Natalícias

Custou, que desta vez o meu espírito de Natal sobre humano parecia não querer funcionar. Mas uma pessoa não pode fazer vontade ao corpo, e como eu digo sempre, se não há espírito de Natal, força-se um pouco que ele aparece!
Tive de puxar mais pela cabeça para encontrar os presentes certos. Mas está feito. Já fiz a minha boa acção secreta de Natal, e acreditem que este ano foi grandinha. A árvore está um primor, mas
apetece-me dar traulitada ( apesar da quadra) nos senhores que a venderam. Imaginem, comercializam árvores naturais " para plantar" e depois cortam-lhes as raizes rente...só para poupar num vaso de plástico! Pobrezinha, vai precisar de muitos cuidados para continuar a crescer. Espero que sobreviva, como outras que enfeitámos e depois devolvemos à terra. Brutamontes!
Os embrulhos ficaram giros como sempre - graças a nós, porque os das lojas já não são o que eram e em Portugal não há casas especializadas nesse serviço como nos Estados Unidos. Sem hipótese de os mandar fazer a quem sabe, é comprar papel - a trabalheira que dá encontrar papel do bom - sacos bonitos, etiquetas e laçarotes e deitar mãos à obra. Não houve muita confusão nas compras ( ou toda a gente tratou delas com antecedência, ou a crise está mesmo a sentir-se, o que me entristece muito) mas ainda me ri um bocadinho - não resisti - das pessoas com cara de tacho na fila do bacalhau. Parecia o racionamento da Segunda Guerra Mundial! Felizmente cá em casa preferimos outras coisas. Olha esperar na "bicha" por um peixe seco! Não me faltava mais nada...
Ainda há muito por fazer, desde a preparação da Consoada ao arranjo das mesas, por isso passei aqui para vos desejar um Natal 2011 (ou um solstício de Inverno) muito feliz, com uma canção da amiga Kate Bush que eu adorava em pequenita...
 Que o Deus renascido vos dê aquilo que mais desejam. Menos aos meninos que se portaram mal. A esses, espero que o Pai Natal e o Menino Jesus tragam só uma coisa: JUÍZO. (Podia pedir uma tareia mestra com aquelas bengalas de Natal; seria divertido mas não condizia com o lema da boa vontade e blá blá blá).

Friday, December 23, 2011

O Homem com H da Land Down Under

Charles Mesure


Melhor do que um remake de V, que fazia as minhas delícias quando era pequena, só uma versão com  personagens como Kyle Hobbes, interpretada pelo britânico Charles Mesure.
V prima pelo casting e pelo figurino. (Os vestidos da Anna, que maravilha!) Adoro. E adoro este mercenário endiabrado. Primeiro porque sendo filha, neta, bisneta e por aí fora de militares, tenho uma atracção irresistível por este tipo de figura. Não fui para o Exército porque não me deixaram, porém "treino militar" não me faltou e o bichinho ficou cá, o que pode parecer contraditório a quem acaba de me conhecer. Mas isso é assunto para outro post...
 Hobbes é corajoso, mauzinho e gosta de o ser, apesar de ter bom coração lá no fundo. É vê-lo todo contente, com um sorriso malandreco, de cada vez que o deixam torturar alguém ou recorrer a medidas extremas. Posso explodir com isto? Posso provocar dores excruciantes a este monte de lixo?  Posso matar este lagartão, posso, posso?  Encantador.
Charles Mesure cresceu na Austrália ( eu gosto dos Australianos que são gente valente e desempenada...) e escreveu, interpretou e produziu mais de 30 peças de teatro antes de se dedicar à televisão, enquanto acabava o curso de Direito. Depois começou a escolher papéis. Fez de Arcanjo Miguel e agora de aventureiro. Em relação à sua figura, não há nada a dizer...eu, que por ossos do ofício nunca me deixei impressionar por celebridades bonitas e galãs de TV, aqui me confesso rendida à evidência. Uma cara linda, de perfil grego, cabelos escuros a contrastar com olhos azuis, barba certinha e o corpo mais perfeito dos dois hemisférios. Espero vê-lo em mais produções, e se eu fugir misteriosamente "lá para baixo" já sabem o motivo...

Make up low cost‏ - uma review geral


Até há uns três anos atrás, esta menina aproveitava cada viagenzita para comprar maquilhagem a preços simpáticos. Por cá, as marcas internacionais presentes nos supermercados e as de perfumaria eram as opções imediatas. Quando queria algo específico - sombras de qualidade, pincéis, bases com texturas diferentes- recorria às profissionais como a Kryolan, a Sephora ou a Make up Forever. Estas, por sua vez, foram-se popularizando com a chegada da MAC, Bobby Brown e Benefit, entre outras.
Porém, rapidamente as linhas low cost chegaram a Portugal - e eis que algumas coisas que eu costumava encomendar ou comprar "lá fora" se encontram facilmente por cá.
Estes cosméticos "baratinhos" têm vantagens além do preço (e do design giro). Não afirmo que substituam produtos profissionais, pois continuo fiel a muitos deles - mas complementam lindamente. Em primeiro lugar, a qualidade: eu sou alérgica a quase tudo e posso atestar que não me irritam a pele (nem os olhos, e uso lentes). Na sua maioria, preenchem a expectativa. Em segundo, a variedade e especificidade. Algumas propostas destas marcas - correctores, primários ou lip plumps - só estavam disponíveis até aqui em gamas profissionais. Por fim, pela minha experiência, posso dizer que a qualidade em muitos artigos é igual ou superior às marcas "médias" e que alguns não ficam a dever nada às alternativas mais luxuosas. Fica aqui a minha review:

Schlecker
Uma das minhas drogarias preferidas- e que existe porta sim porta não na maior parte dos bairros alemães e holandeses - está há algum tempo no nosso país. A versão portuguesa destas lojas é mais modesta, mas mantém algumas pérolas como os cremes em tamanho viagem, o expositor da Essence e a sua própria linha de cosméticos, a Basic.

Pontos fortes: as bases, principalmente a compacta (cremosa) a mousse e a versão em stick. O lip plump em várias cores. As máscaras de pestanas, que são muito variadas e fabulosas. As edições especiais. Máscaras de rosto para todas as peles e creme de olhos. Hidratante com cor. Creme de corpo reafirmante. É espesso, mas uma maravilha!

Pontos fracos: Há poucas lojas espalhadas pelo país (tenho de me deslocar até Cantanhede ou Porto para lá ir). O stock não se compara com o que vemos lá fora. Venham mais produtos " de lá". E já que estou a pedir, tragam as concorrentes da Schlecker: Etos, Kruidvat, Trepkleister e as megastores Hema, que vendem um dos melhores cremes e bálsamo labial que já usei. (Quem não as conhece pode espreitar aqui).



Essence

Já conquistou as portuguesas e dispensa apresentações.

Pontos fortes: as bases e máscaras de pestanas (já devem ter reparado que é por aí que adivinho logo se uma marca tem qualidade ou não). A base em mousse e a base mate são as minhas preferidas, e têm tons clarinhos tal como a Schlecker. Quanto às máscaras, ainda não encontrei nenhuma que me desagradasse, mas gosto especialmente da Smokey eye. Na minha opinião, arrumam a um canto muito "rimel" profissional que já comprei. Os eyeliners e lápis diversificados. As edições especiais, que têm tesourinhos como o pó de pestanas, lip stain ou blush em gel. O tónico. Os milhentos top coats para unhas. Primer para sombra. Pós compactos. E muitos outros.

Pontos fracos: As gamas não estão completas na maior parte das lojas. Ao introduzir novidades, por vezes descontinuam alguns dos melhores produtos, como o volumizador de lábios e o pó iluminador. As edições especiais têm um stock muito pequenino, que desaparece num ápice. As sombras são "o elo mais fraco" comparadas com o resto, embora haja algumas excepções.

Catrice:



Um pouco mais cara, mas muito acessível mesmo assim, com uma enorme variedade e um packaging muito atraente.

Pontos fortes: As sombras, muito pigmentadas e com cores lindas. Ainda não mergulhei a fundo porque tenho muitas, muitas paletes para gastar, mas estou fã. O primer, que é excelente e com óptima relação qualidade-preço. As cores dos vernizes. As bases e correctores, embora pudessem ter mais tons e texturas por onde escolher.

Pontos fracos: As máscaras de pestanas! Caí de amores por uma (de volume) e aquela coisa não seca nem à lei da bomba. Olhos esborratados todo o santo dia!
A reposição do stock também é lenta e em pequenas quantidades. Se gostam de um produto, comprem enquanto há...

Miyo:

 

Esta pequena linha veio da Polónia e está disponível nas parafarmácias do Jumbo (e nas lojas Carlos Santos, onde é bastante inflacionada em comparação).

Pontos fortes: O pó Doll Face, e apetece-me repetir isto non stop. É o mais perfeito que encontrei em muitos anos, e existe na cor "vanilla" que é literalmente a minha cara. Algumas máscaras são do melhor que já usei. Os lápis. As bases não são nada más, mas espero que tragam texturas novas (não sou grande fã de foundation líquida). Ouvi falar muito bem das sombras.
Pontos fracos: Se o expositor que vi está completo, a linha é básica. Merece mais variedade!
Gosh
Muito popular no Norte da Europa, esta marca dinamarquesa apresenta um posicionamento diferente e preços mais elevados. Poderia descrever-se como a irmã mais velha (e "pró" ) da Essence. Em alguns produtos a diferença compensa,
noutros nem tanto. Por um pouco mais, é preferível comprar alternativas de perfumaria.
Pontos fortes: As sombras e lápis, pela textura e pelas cores ricas. Variedade de primers.
Pontos fracos: Como é que uma marca escandinava só tem bases escuras?

Falta-me experimentar os produtos Elf, Kiko e Nyx. Todo o mundo fala neles mas não tenho encontrado em parte alguma...aceitam-se sugestões!

Monday, December 19, 2011

Sissi, a série de TV

Hoje sonhei que a minha vida era uma série de televisão. Não um reality show à Rachel Zoe, nem uma série sobre a minha vida. Eu era uma personagem, a minha família e amigos também, a minha casa era um cenário, os locais que frequento eram criados em estúdio, havia uma régie, sala de maquilhagem, guiões e câmaras por todo o lado. Os meus gatos eram "adereços" - tinham feito um casting para os contratar- e o meu guarda roupa criado por figurinistas (nada contra, a não ser que aquela não era a minha roupa mas um figurino pensado para alguém que não existia na realidade). Os meus produtos de beleza eram uma manobra de product placement, imaginem! Até pessoas de quem eu não gosto nada entravam na série, no papel de maus da fita. Ora, foi precisamente por causa disso, e pelas voltas desagradáveis para a protagonista que o enredo estava a tomar, que eu saí do plateau e fui direitinha à sala dos argumentistas. Estes senhores é que eram responsáveis pelas minhas aventuras e desventuras dos últimos tempos, pelos meus sucessos e arrelias, pelas minhas decisões, pelas minhas falas, por tudo e mais alguma coisa.
Bati-lhes à porta e reclamei: que assim não podia ser, porque a personagem principal também tem direito a respirar de alívio antes do final da temporada, não é só reveses, e o público já se andava a queixar (as heroinas sofredoras estão fora de moda); que os vilões que me tinham arranjado eram reles, baratuxos e representavam mal que se fartavam; por causa deles andávamos a perder tantas audiências que por esse andar íamos ter o programa cancelado.
Respondeu-nme o guionista sénior que eu tinha razão, que os executivos já lhes tinham dito exactamente a mesma coisa. Por isso iam dar um final apoteótico às personagens indesejáveis e introduzir novidades emocionantes nos próximos episódios, pois as audiências são soberanas.

Eça de Queiroz dixit



Se um charuto te cai à lama, não o podes naturalmente levantar: deves deixar fumá-lo em paz ao garoto que o apanhou: zangares- te com o garoto ou com o charuto, é de imbecil

As coisas que eu ouço - mas afinal, quem é que me avia?

John Malkovich, Jeremy Irons e Gérard Depardieu


Na terra dos meus avós, um conhecido nosso comprou o café local. A clientela era certa, o negócio corria bem e a rapaziada gostava de abancar por lá para se juntar ao amigo. Certa noite, já fora de horas, o jovem patrão recebeu os companheiros mais uma vez e decidiu ir ao andar de cima buscar uns aperitivos para lhes oferecer. Todo animado, voltou para baixo a dançar aos saltos e a cantar
" xálálálá li, a malta está aqui" - terminando o último verso com um salto das escadas para a sala do café, de braços no ar numa pose à John Travolta. E foi assim que estacou, porque um velhote da aldeia (típico frequentador das tabernas do antigamente) tinha chegado sem se fazer notar. Com um sério grão na asa e cara de poucos amigos, perguntou indignado - um pouco para os rapazes que se esforçavam para não rir à gargalhada, um pouco para o dono do café - Mas afinal, quem é que me "abia"? E ainda de mãos no ar, respondeu o inexperiente "taberneiro" : Sou eu.

Como "aviar" é um verbo com muitas utilidades e de fácil emprego, este tornou-se um chavão lá em casa. Não faltam ocasiões para atirar um "quem é que me avia" a alguém neste país de burocratas, macacos do rabo cortado, indecisos e pantomineiros.

Igualzinho a ti, eu conheço mais de cem*...


Detesto pessoas que se acham a última bolacha do pacote, a última coca cola do deserto. Guess what, baby, you´re not so special. Ou é de mim, que sou muito pouco impressionável.

* Gabriel o Pensador

Sunday, December 18, 2011

Pelo menos 30,322 leitores...

Andy Warhol e Jerry Hall (Studio 54)

têm passado por aqui, o que me faz feliz se pensarmos que este canto esteve mais de um ano parado. Jornalismo a full time e blogar não combinam, pelo menos quando se faz parte de uma equipa pequena e muito atarefada. Perdi a conta às vezes que tive uma ideia a fervilhar, os dedos a saltar, mas quando chegava a casa tarde e a más horas, depois de um dia inteiro a escrever, a fazer de inquisidora e a correr de um lado para o outro os neurónios pura e simplesmente não cooperavam. Este tem sido o meu trombone, o sítio onde digo o que bem quero e me apetece (que aqui quem manda sou eu, e às vezes sabe bem mandar em alguma coisa) desde modas e elegâncias a instantes mais "profundos" passando por assuntos sérios.
Tenho a agradecer aos que me seguem, aos que ainda não me seguem mas aqui vêm com frequência, aos meus amigos que me incentivaram a não deixar "a Imperatriz" morrer na forma, às centenas de visitantes portugueses e brasileiros que tenho todos os meses, a muitos outros dos EUA, de toda a Europa e de destinos mais exóticos; e àqueles que cá vêm ter à procura de coisas como " Irina Shayk nua" (não vai acontecer) " ratinhos anjinhos fofinhos" (vá-se lá saber porquê) ou "panikes de chocolate" (embirro com eles, mas quem procura não sabe) mas acabam por ficar um bocadinho. Grazie Mille!!!

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