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Tuesday, January 31, 2012

Da organização do closet



O meu closet - e todo o guarda roupa que anda desgarrado fora dele - ainda não chegou à fase de organização definitiva.
Não me queixo do espaço; mas num cenário ideal queria o dobro, com balúrdios de compartimentos. E tempo para trabalhar nele.
Felizmente revi-o antes dos Saldos, que os tempos não vão para desperdícios. Gosto de ter coisas novas como todas as mulheres, mas desagrada-me deitar dinheiro à rua ou perder horas esquecidas nas lojas. Comprar é quando encontro e posso (ou quando surgem bons negócios) não à última hora- porque há uma lei de Murphy para isso: quando precisamos de um objecto, ele nunca está à venda. Se vejo um modelo perfeito de t-shirt a bom preço, por exemplo, trago várias porque raramente as volto a encontrar. Sou exigente com a qualidade, adquiro apenas aquilo de que necessito, de que gosto mesmo e que vai durar várias estações. Mesmo assim, como conservo as peças e compro "por atacado" acabo por ter bastante tralha.
De modo que há muito para separar, desempacotar e catalogar nas categorias Uso Corrente, Uso Ocasional, Traje Social e Arquivo ( peças que quero guardar mas não me fazem falta no dia a dia, logo são "arquivadas" noutros espaços para não me atrapalharem). Por sua vez, as três dividem-se em grupos e subgrupos (outerwear, vestidos, saias, calças, botas, tops, entre outros, e vários de acessórios: luvas, lenços, carteiras...). No processo, decide-se o que será reciclado, enviado à costureira para modificar/arranjar, o será oferecido às amigas e as coisas para doar.

Não compro por impulso, mas há sempre roupas que nos enganam. 
É o caso daquelas coisas que adorámos, estavam tão baratinhas... mas só havia um tamanho acima do nosso. Erro crasso porque mandar apertar peças elaboradas (como casacos) fica caro e nem sempre funciona. Muitas vezes não compensa mesmo. Uma lição que aprendi há muito, mas ainda havia umas testemunhas do disparate lá por casa, que na sua maioria já foram devidamente encaminhadas.
Fiquei surpreendida com a variedade de jeans de marcas boas que por lá andam, muitos ainda com etiqueta, à espera que alguém se lembre de lhes arranjar as bainhas. Escusado será dizer que não comprei um único par!
Por tudo isto, o meu closet parece-se mais com o de um estúdio de televisão (tem de tudo, muitas coisas giras, mas atafulhado) do que com aqueles guarda roupas de sonho das estrelas. Não ambiciono tanto, mas não me importava tê-lo mais bonitinho!

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