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Saturday, April 7, 2012

Feng Shui (e achados) do armário

Rachel Zoe

Já vos contei aqui e aqui que declarei guerra a toda a roupa, sapatos e acessórios que não se saiba para que servem. Estou decidida a ter no closet apenas peças que conheça bem, a arquivar as quero guardar mas não pretendo usar tão cedo, a reformar aquilo que precisar de arranjo e a desfazer-me do que estiver a fazer monte. É um processo que leva o seu tempo, porque as minhas horas livres são escassas para andar escada-acima-escada-abaixo numa combinação de jogo de tétris com corte e costura.
 Ter muitas coisas e não tirar partido delas equivale a desperdiçar cerca de 60% (cálculo de cabeça) do investimento que fazemos em roupas ao longo dos anos. Nos casos piores, uma pessoa acaba a usar sempre o mesmo núcleo de peças quando tem os armários a transbordar de tralha que já não sabe o que é. E a comprar coisas que vai-se a ver, já existem lá em casa.
Deve sempre haver espaço livre no armário de uma rapariga! Segundo o Feng Shui, a tralha acumula más energias e impede o fluxo do chi, ou seja: um closet atafulhado atrai bloqueios para a nossa vida. E de coisas que não atam nem desatam, já basta o que basta...
Esta teoria encerra um monte de vantagens: com espaço e organização reduz-se o stress e o efeito barata-tonta, sabemos exactamente onde está o quê, podemos entreter-nos a fazer combinações diferentes e - para quem crê nestas coisas - mandamos ao universo a mensagem  traz-me mais roupas lindas e sapatinhos, que ainda há espaço para eles cá em casa.
 Conhecer o nosso armário e encarar cada peça que adquirimos como importante e valiosa é um passo essencial para a construção de um estilo próprio e para maximizar o que possuímos, facilitando as actualizações a cada estação. No meu entender, esta deve ser uma parte do processo tão importante - e divertida - como fazer as compras.

 Assim de repente, nesta Fase 2 da Operação-Anti-Cacarecos, já descobri algumas coisas que faziam falta para os looks desta estação:

- Dois pares de botas italianas, pérola e nude, iguaizinhas iguaizinhas às que a Rachel tem na imagem acima, à direita;

- Casacos de tweed (cerca de quatro): combiná-los com jeans envelhecidos e sapatos estampados é uma das novidades mais giras do momento.












- Calças floridas: não tencionava comprar nenhumas, mas encontrei pelo menos dois pares na cave. Umas delas tal e qual estas, com fundo preto e tudo. Well, why not?













- Blazers: vários, com destaque para um modelo preto dos anos 80 com mangas curtas e botões dourados. (Tenho a certeza que também vi um colorido algures, com decote redondo, mas ainda não o encontrei). Não fazia ideia que existia cá em casa, mas ainda tinha a etiqueta.


Saias: tudo o que se possa imaginar. Desde as maxi plissadas, rodadas e a direito, minimalistas, até - pasme-se - uma assimétrica que passa por fish skirt, por não ter costuras. Uma Christian Dior vintage, com plissados sobrepostos linda de morrer. Pencil skirts, lisas e estampadas - entre elas uma de brocado que adoro e não via há anos. That said, talvez dispense a saia H&M, cópia daquela Givenchy fabulosa. E vocês? Costumam caçar tesouros no armário?
Givenchy

H&M


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