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Friday, May 11, 2012

Os psicopatas são desmiolados (e começam cedo)

"O pequenito tem cá uma cara de mau que é melhor trancafiá-lo e deitar fora a chave antes que seja tarde demais..."  

Recordam-se deste post? Parece que se conseguiu  um avanço que poderá ajudar a identificar os psicopatas com mais exactidão. Segundo o Público, o cérebro deles tem menos massa cinzenta do que o normal.

Cientistas britânicos e canadianos afirmam ter confirmado, pela primeira vez, que a psicopatia está associada a anomalias distintivas do desenvolvimento cerebral. (...)Os psicopatas têm um défice patente de empatia e de remorsos e usam friamente a agressividade para atingir os seus fins. Não distinguem o bem do mal, não se arrependem dos seus actos, gostam de magoar os outros. (...)

Os cientistas utilizaram a ressonância magnética para obter imagens do cérebro de 44 homens adultos que tinham cometido homicídios, violações, tentativas de homicídio ou causado ferimentos corporais graves a terceiros. Desses, 17 correspondiam ao perfil do psicopata, mas não os restantes 27. Também estudaram os cérebros de 22 pessoas não criminosas. E quando compararam as imagens, viram que os psicopatas, e só eles, apresentavam volumes de matéria cinzenta significativamente reduzidos em duas áreas: na região anterior rostral do córtex pré-frontal e nos pólos temporais. Estas duas áreas são importantes na percepção das emoções e das intenções alheias e são activadas quando pensamos em comportamentos morais (...) E as lesões nessas áreas têm sido associadas à falta de empatia, de medo, de angústia e de sentimentos de culpa e de vergonha.

Infelizmente já me cruzei com seres assim. São indivíduos com traços muito específicos, que a algumas pessoas passam completamente despercebidos, mas a outras causam uma inexplicável aversão. Muitas vezes conseguem manipular terapeutas, pois possuem um instinto para se moldar ao que os outros querem ouvir e para detectar fraquezas alheias. Alguns deles têm sido assim toda a vida; na primária eram useiros e vezeiros em arranjar intrigas entre os colegas, pôr os amigos à pancada e sair ilesos, ou ainda culpá-los pelas suas asneiras. Na idade adulta, perante a falta de talento e de capacidade de trabalho para se saírem bem, procuram satisfazer a sua convicção de "merecimento" através de golpes e esquemas. Um psicopata acha sempre que tem direito às coisas que ambiciona: seja matar, torturar, usurpar o lugar, emprego ou mesmo a vida/ identidade dos outros. E como tem a mania das grandezas, acha sempre que está além do castigo. A culpa é sempre de outrém, e se lhe perguntarem mil vezes, é capaz de inventar mil desculpas diferentes. Parasita, manipulador e mentiroso até à medula, é o tipo que arma confusão, provoca desentendimentos entre as pessoas e sai com um sorriso de orelha a orelha. Até que o "fumo" começa a ser demasiado, e alguém se lembra de que os distúrbios só começaram com a chegada do inocente, fofinho e prestável psicopata. Coincidência?

Também a Sábado aborda o assunto, explicando que os sinais começam a manifestar-se na infância, como já tinha mencionado aqui. A revista conta o caso de um mini psicopata português:

 "No jardim de infância não tinha amigos, todas as crianças se queixavam de que ele lhes batia. Mas nunca havia provas. Ele sabia como os magoar: agredia-os na cabeça, onde não ficavam marcas. Perto dos pais, ou sozinho comigo (terapeuta) parecia um santo. Era altamente manipulador. (...) Além de não sentirem empatia pelos outros, os miúdos com perturbações do comportamento também são alheios à culpa. Inteligentes, conseguem manipular as ideias que fazem deles; calculistas, planeiam as maldades para não serem apanhados”.

Numa coisa os profissionais da área parecem ser unânimes: psicopatas e sociopatas podem ser diagnosticados, não tratados. " Não há tratamento para um psicopata - as únicas pessoas que podem beneficiar de terapia são as suas vítimas". Dotados (?) de um "cérebro reptiliano" são incapazes de cooperar com os outros ou procurar obter os seus objectivos sem prejudicar ninguém. São frenéticos, com um instinto oculto de auto destruição. No fundo, detestam-se e querem que alguém os obrigue a parar.  Amigos especialistas na área confirmaram-me essa informação. "A única defesa contra um psicopata é ficar longe dele, não permitindo qualquer tipo de contacto. Pessoas assim inevitavelmente acabam na cadeia ou pior ainda".  O que nos deixa um pouco mais descansados. Ou não.
 

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