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Wednesday, May 23, 2012

Sem comentar MET nem Globos de Ouro da SIC, mas já comentando...

Sara Sampaio (Jay Ahr): simples, clean e sem erro.

Não mencionei a gala MET por um motivo: os vestidos eram péssimos ou francamente sem graça. Não houve ali um único farrapo que me fizesse olhar duas vezes, nem mesmo o Ralph Lauren de Camilla Belle que foi tão elogiado à falta de melhor ( era um Ralph, só faltava que fosse mau, mesmo coleante e brilhante). Quanto aos Globos de Ouro portugueses, abstenho-me de analisar à lupa porque primo, meio mundo por essa blogosfera fora já o fez e eu pouco teria a acrescentar e secondo, porque não me parece que o evento tenha uma relevância por aí além. Já não falo na categoria de certos convidados, para não ferir susceptibilidades. Também não vou entrar por apreciações sarcásticas e mordazes. Por fim, creio ser inútil, maçador e cruel esmiuçar o mesmo: ano após ano (salvo honrosas excepções e vestidos com algum potencial, mas mal aproveitados) mais coisa menos coisa, a história repete-se.
 Assim, sem querer comentar mas já comentando, fico-me por alguns reparos, que cabem aqui ou em qualquer evento do género, seja público ou uma festa privada:

- As portuguesas têm um fraco irresistível por vestidos fluidos com lycra, nada a fazer, e num ano em que lamés e lantejoulas são permitidos, o terreno é fértil para gaffes. O vestido escorrido não é a opção mais sofisticada nem lisonjeira. Torna-se facílimo passar de uma elegância risqué à foleirada, bastando para isso ter o ar, a postura ou o sapato errado. Outra paixão a que se entregam fatalmente são as aberturas geométricas, estilo anos 90 - algo que quanto a mim, devia ficar guardadinho nessa década para não sair tão cedo.

- Adequar a toilette ao tipo e tamanho de corpo que se tem é uma regra incontornável- por mais modas que venham, por mais que um estilista faça por impingir (e exibir) a sua última criação. 

- Como sempre, predominaram dois cenários: o vestido das Modas Milu (com as suas organzas, corpetes mal enjorcados, tules e tafetás sintéticos ultra brilhantes) e o modelo emprestado ou comprado à pressa num costureiro a.k.a designer nacional emergente. Um vestido formal nunca é muito barato, mas também não precisa de ser caríssimo. Na dúvida, o melhor é optar por um estilo clássico e simples, bem forrado, com um decote mais aberto - uma vez que o evento tem lugar após o pôr do sol - e algum detalhe amoroso, feito em tecido de boa qualidade. O penteado e os acessórios, bem escolhidos e ensaiados com antecedência, fazem o resto. O essencial é que o outfit seja devidamente ajustado ao corpo, a tempo e horas. Bainhas, pinças e outros arranjos marcam a diferença entre um resultado soberbo e um saco de batatas. E isso precisa de tempo - mas os Globos de Ouro acontecem uma vez por ano, certo?

Sapatos, acessórios e postura:
Mais vale uma clutch discreta do que uma it bag para inglês ver que não combine com o resto. Clutch a tiracolo, principalmente cruzada em cima do peito, é mesmo para esquecer. A carteira deve ser usada na mão e aquando das fotos, coloca-se disfarçadamente sobre uma zona do vestido que não se queira realçar - em geral, logo abaixo da cintura ou de lado sobre a anca.
Quanto ao calçado, os pumps de salto vertiginoso estilo Louboutin (que tantas insistem em usar no dia a dia, sabe Deus porquê) foram criados para calçar nestes eventos. Ponto final. Peep toes e sandálias também são permitidos, uma vez que não se dança e não há risco de ter os dedos esborrachados.  Convém testá-los com alguma antecedência para não magoarem. Se mesmo assim fazem doer, pede-se a alguém que leve para os bastidores uma "bolsa de sapatos" com umas sabrinas para calçar aos bocadinhos, nos intervalos e em privado. Para a foto, convém mesmo que o calçado dê a melhor postura e eleve o mais possível o corpo. No entanto, parece que houve quem fizesse de propósito para levar saltos "assim assim" o que prejudicou alguns dos looks mais interessantes. O porte é tudo e noto que é sobretudo isso que falta a algumas figuras da nossa praça, quando comparadas com celebridades internacionais. Posar "sem pescoço", de ombros encolhidos e de barriga para a frente dá cabo da melhor produção.

 - Stick to the dress code: ser original e dar nas vistas pode custar caro. Senhoras e meninas, hoje em dia as oportunidades de usar um vestido de gala são tão poucas que não há desculpa para confundir vestidos de noite. Óscares, Globos de Ouro e eventos desse jaez pedem vestido comprido, formal (e de preferência, não "de baile") que quando muito pode ser "quebrado" com aberturas ou outros feitios. 3/4, mini saias, jumpsuits e vestidos de cocktail em geral são para outras ocasiões. E isso não se remedeia com longos véus, caudas traseiras, folhos nem saias de balão. 



2 comments:

Anonymous said...

Passei para reverenciar
minha imperatriz
e te dizer que gostei do
seu blog e suas reflexões
e dicas
Não sou tão poeta assim
mas quero mostrar o último
poema que fiz:

Houve um tempo
que tinha amores
esperava por elas
sonhava com minha Kamala
minha Yoko
minha Layla... Marília
Julieta
escrevia poesias apaixonado
cartas de amor
epístolas com o coração rasgado
jogava-as no mar
em garrafas azuis
jogava ao luar
mandava-as em envelopes
florais
lacradas com beijos
telegramas dramáticos
pássaros fantásticos
hoje não tenho mais amores
nem escrevo cartas apaixonado
meu coração apenas recita ondas
para o eletro-cardiograma
não faz mais poemas
sua estrofe é uma ponte
de safena
tomo drágeas controladas
não tenho mais namorada
não sou mais poeta
sou servidor público
vou apenas ao correio
pagar a previdência
e pegar meu contracheque.


Luiz Alfredo.

Imperatriz Sissi said...

Muito obrigada, Luiz! Também gosto desse poema, tem imagens muito bonitas. É na linha do outro do menino gordinho, com a mesma lógica, o mesmo formato mas uma história diferente. Quase que dá vontade de pegar nuns quantos poemas dessa "colecção" e ilustrar. Já pensou nisso?

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