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Monday, July 2, 2012

Bicho Venenoso


Tipo, assim.

Acho que as centopeias se estão quase a tornar uma mascote aqui do Imperatriz. Eu não gosto delas, mas dei-me conta de que me inspiram bastantes meditações (como todas as coisas eu nos provocam emoções fortes, boas ou más) e eu ando numa fase “ conhece-te a ti próprio” como já devem ter reparado. Ninguém tem poder sobre nada se não tiver sobre si mesmo, e só podemos dominar aquilo que conhecemos. Ora vejamos: eu sou uma pessoa muito simples de entender. Dada à paz, amiga do meu amigo, vive e deixa viver e com um grande saco de paciência de que já vos tenho falado. Se eu vir uma centopeia na rua, a tratar da sua vida, não vou lá esborrachá-la por me achar no direito de varrer a espécie da face do planeta. Era bom, mas não me cabe decidir quem tem direito à existência ou não. No outro dia vi uma no jardim e tentei afastá-la com a mangueira: juro que a estúpida gostou de tomar banho, ficou agarrada ao muro a gozar a hidromassagem. Desisti – desde que não vás para dentro de casa…
Se desprezamos uma coisa ou alguém é só não nos darmos com ela e pronto.
Mas aí acaba a minha tolerância: se invadem o meu espaço, se conspurcam a minha vida ou têm o azar de roçar de leve nas pessoas (ou mesmo coisas) que eu estimo, torno-me implacável, a roçar a crueldade, de Mafu em punho para combater o visível e o invisível. E esborracho o que apanhar no meu caminho até sentir que a ameaça foi eliminada e que estou em segurança. E depois ai que a Sissi é má. Claro que quem diz insectos diz outra coisa.
Como dizia o outro, caminha suavemente mas carrega um grande bastão; se te provocarem, avisa-os; se te atacarem, destrói-os. Fácil, fácil.

5 comments:

Sara Silva said...

concordo com muitos aspectos neste post! e é verdade: as pessoas tendem a achar que somos inofensivas até nos verem com motivos para o contrário, e aí acham que algo está errado, que estamos alteradas, que já nem somos a mesma pessoa (...) quando na verdade sempre fomos assim, simplesmente o fazemos quando temos razões que justifiquem, enquanto há pessoas que são assim sempre, e eu acredito que é bem pior ser como elas

Daniela said...

Muito boas frases, as últimas!

Imperatriz Sissi said...

É verdade. Mesmo quem é bom, ou procura sê-lo, tem os seus limites. Quem não se sente não é filho de boa gente, e como dizia a minha avozinha, Deus Nosso Senhor não gosta que a gente seja palerma.

Imperatriz Sissi said...

E "inofensivo" não é uma reputação desejável, nem segura. Atrai parasitas e pessoas maldosas...

Imperatriz Sissi said...

São um dos meus lemas ;)

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