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Tuesday, August 21, 2012

Kicking ass, ou o direito de mandar passear


Muita gente fica indignada comigo, espantadinha mesmo, quando a Sissi - habitualmente bem comportada, diplomática e gentil para toda a gente - perde a tolerância e manda ilustres personagens lamber sabão. Oh-oh-oh...ela atreveu-se! - é frase que já ouvi dizer a meu respeito mais do que uma vez. Creio que se deve ter a maior consideração pelas hierarquias, pela idade, pelo "posto" de cada um...mas se há coisa que nivela isso tudo, é a obrigação de as pessoas agirem de acordo com a sua categoria. Dar-se ao respeito, ser justas, respeitar quem as rodeia - especialmente meninas, senhoras ou idosos. Proceder com correcção e não descer  a figuras tristes.
" Deus, quanto mais dá, tanto maior humildade requer" . Eis uma frase que resplandece de verdade!
Como não tenho jeito para bajuladora, nem interesseira  (e por muito desejosa que esteja de provar o meu valor, isso não inclui engolir abusos ou ofensas) a minha forma de mandar passear é muito democrática. Ou seja, ninguém está livre de sentir o meu sapatinho de salto alto no seu honorável traseiro: nem o Papa (céus, espero que nunca aconteça) nem o Rei, nem o Presidente. Por outro lado, ninguém se pode queixar de desconsideração quando o faço, porque tenho dito "desampara-me a loja" a gente de muita (suposta) categoria, assim como o digo a qualquer mortal que seja inconveniente ou malcriado. Sem me ralar com o que podia perder, com retaliações ( as pessoas são muito infantis...não haja dúvidas, o ego governa o planeta) ou com as consequências. 
Já disse das boas e das bonitas a certas celebridades ou "pessoas influentes" que se atreveram a pisar a linha do cavalheirismo em situações profissionais. Perdi oportunidades com isso? Quem sabe...o que sei é que não podia ouvir desconchavos e ficar calada, como uma boa menina, e deixá-los continuar "porque podiam" à espera que a situação piorasse.  Disse tudo, até ficar satisfeita, a um chefe sádico que - depois de meses e meses a atormentar meio mundo - teve o atrevimento de me massacrar com os seus delírios antes do pequeno almoço. Lição número um, meu amigo: NINGUÉM-ME-INCOMODA-ANTES-DO-PRIMEIRO-CAFÉ.  MUITO-MENOS - COM- IDIOTICES. Ficou chateado? Claro, não imaginam o pânico que se instalou. Saiu da sala como uma bicha, com a cauda a arrastar os móveis, e todos apostaram que a minha cabeça ia rolar antes do final do dia. Rolou? É o rolas. Quando uma pessoa tem razão...
Em diversas áreas da vida, nunca deve haver amor, beleza, influência, poder, riqueza, ou afecto que nos intimide na hora de colocar os pontos nos ii. De dizer "desinfecta, seu louco varrido" ou "não, não e não". Quem não é tímido, nem atrevido, nem se julga uma grande pessoa, não pisa ovos. Não pensa "ai que bela oportunidade que eu perco se me der ao respeito" ou  "tenho mesmo de agradar a este e engolir os sapos que forem precisos" nem " ai que medinho que eu tenho do senhor director". Não se trata de ser refilão ou anti poder, bem pelo contrário. Mas há coisas que nenhum dinheiro, oportunidade ou felicidade pode pagar. A dignidade é uma delas, e quem gosta de se rodear de sabujos não é decerto companhia que interesse. Pessoalmente, não gosto de pessoas que se deixam pisar e se eu for injusta ou parva, agradeço que me ponham categoricamente no sítio. Por muito mau que o diabo seja, não há problema que um pontapé no derrièrre não resolva:


Well, I ain't seen a problem yet can't be solved by kicking ass.


Kickin' ass, 

Kickin' ass is what we do,

Kickin' ass, 
Iron foot in the velvet shoe.
We don't care whose ass we kick, and if we're ever all alone,
We just stand in front of the mirror, and try and kick our own!


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