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Monday, August 20, 2012

O piano silencioso...e canção do dia

Brigitte Bardot
O meu amigo piano tem estado tão caladinho que dá dó, nas minhas deslocações de um lado para o outro e nas tarefas que propus a mim própria acabar nem que chovam canivetes. Passo por ele sem ai, nem ui, e as canções que me bailam na cabeça não chegam a ver o marfim das teclas. É muito raro acontecer isto, e geralmente não é bom sinal - lá dizia a minha avozinha que quando eu não cantarolava, nem tocava, algo não batia certo. Para contrariar esta tendência perniciosa (que se lhe dou asas, tende a
 instalar-se, como a preguiça ou qualquer hábito nocivo) de manhã, após uma chávena de café, 
fi-lo trabalhar um bom bocado. Há alguns temas que precisam forçosamente de ser aprendidos na perfeição - quando gosto de uma cantiga e não a sei, fico desgostosa. Uma delas é esta, de que já vos falei. Mas é sempre assim: sento-me, depois lembro-me de um trecho desta, e daquela, e daqueloutra, entretenho-me  e dou comigo a fazer versões intimistas de cantigas que não lembram a ninguém. Há bandas que se prestam mais a isso do que outras, e os Maroon 5 são uma caixinha de surpresas. 

Os temas parecem dançáveis e leves, mas vai-se a prestar atenção e saem-se com as canções de amor mais perturbadas e angustiadas que há. Como as estórias felizes não têm graça para estas coisas, um tema angst e doentiozinho é do mais inspirador que pode haver. A voz pouco comum e elástica de Adam Levine ajuda a fixar a melodia no ouvido, claro, mas o que me prende mesmo é a letra. Para muita gente será fácil identificar-se com uma história de amor que mais parece um campo de batalha, cheia de jogos, culpa-pós-reconciliação-número-2000 e de momentos "rough love", totalmente errada mas irresistível como uma tentação do demo. "Got you stuck on my body like a tattoo"diz ele ... sempre acreditei que as relações são um processo químico do organismo, que há um motivo cientificamente explicável e lógico - feromonas ou coisa semelhante - para que se ache graça a uma pessoa e não a outra. O que por sua vez, torna sair delas tão complicado como desabituar-se de um medicamento, droga ou vício. Mas isso é que as torna interessantes, e tão misteriosas que se continua a escrever sobre isso...

You and I go hard, at each other like we going to war
You and I go rough, we keep throwing things and slammin' the door
You and I get so, damn dysfunctional we stopped keeping score
You and I get sick, yah I know that we can't do this no more

But baby there you again, there you again making me love you
Yeah I stopped using my head, using my head let it all go
Got you stuck on my body, on my body like a tattoo
And now i'm feeling stupid, feeling stupid crawling back to you
So I cross my heart, and I hope to die, that I'll only stay with you one more night
And I know I said it a million times
But i'll only stay with you one more night

Trying to tell you no, but my body keeps on telling you yes
Trying to tell you stop, but your lipstick got me so out of breath
I'd be waking up, in the morning probably hating myself
And i'd be waking up, feeling satisfied but guilty as hell


1 comment:

A Bomboca Mais Gostosa said...

Estou a ver que precisamos de fazer um dueto, que também gosto muito de cantar ;)

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