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Saturday, September 29, 2012

A (pouco) nobre arte de ser patética - em sete lições


                              
Há mulheres que não só causam aborrecimentos às outras como dão mau nome ao belo sexo. Raparigas assim só têm dois possíveis objectivos: arranjar um marido, qualquer marido (desde que preencha o requisitos mínimos e que lhes dê troco) ou conquistar um determinado homem por quem acham que se apaixonaram (ou que lhes dá jeito por outras razões) mesmo que já lhes tenham dito, demonstrado e comprovado por A+ B que não têm hipótese. Para governo dos homens (que assim ficam avisados contra este género) e das mulheres (não vá uma pessoa fazer figuras de urso sem querer) aqui fica uma breve lista para profiling. A mulher-tapete, histérica e patética pode vir em vários formatos (pretendente perseguidora, ex-namorada, ex-mulher, eterna amiga colorida que não se conforma com o papel, etc) mas o seu comportamento reconhece-se claramente:

1- Por mais desfeitas que lhe façam, está sempre disponível. Ele cancela no Sábado, aparece atrasado no Domingo, sai com outra à descarada na Segunda, mas a mulher patética aproveita cada oportunidade como maná caído do céu. Se depois de duas semanas a portar-se pessimamente ele lhe mandar um SMS a dizer "queres vir ao cinema daqui a 10 minutos?" ela vai, nem que seja de pijama ou que precise de cancelar os planos que fez entretanto.

2- Põe o carro à frente dos bois: manipula o rapaz para lhe apresentar os pais, para que a leve a todas as reuniões de família (principalmente hospitais e enterros, para melhor servir de ombro) e à primeira oportunidade anuncia ao mundo, via Facebook, que estão comprometidos, mesmo que ele não pareça entusiasmado nem lhe tenha formalmente pedido namoro. E movimenta amigas e familiares para fazer Like e manifestar o seu apoio com frases do género " tu mereces, depois de tudo o que sofreste por ele" sem reparar que só embaraça o pobre coitado. Quando corre mal é uma vergonha, mas não aprende e repete a graça à primeira oportunidade. Mais do que construir uma relação, importa-lhe a opinião dos outros e marcar território. Essa é a sua obsessão: parecer mais íntima do que é, agarrá-lo sempre que pode, fazer-lhe festinhas à frente das outras, para que percebam " este é meu". "Prender", "agarrar" e "conquistar" são os seus verbos preferidos.

3 - Como não o seduz pelos seus encantos femininos, recorre a outras técnicas: está sempre à mão para o ajudar com qualquer trabalho ou tarefa chata, engraxa-lhe os amigos (os aliados dão sempre jeito) vai visitar a avó dele ao lar de terceira idade (nem que lhe apeteça estrangular a velhota) faz de baby sitter para os irmãos mais novos (por muito que deteste crianças) e está constantemente a convidá-lo para aqui, para ali e a perguntar como ele está. Acha que para conquistar um homem tem de se tornar indispensável. Desconhece o conceito "antes desejada do que aborrecida" e que se ele quiser uma assistente contrata uma, não vai casar com uma.

4 - Desenvolve uma série de tácticas para lidar com as rivais (ou com as mulheres que encara como rivais). Se são pouco inteligentes, adopta a técnica " mantém os amigos perto, e os inimigos mais perto" ou seja, torna-se amiguinha delas por mais que lhe doa. É capaz de acompanhar o ex e a nova conquista num fim de semana com amigos, fazendo o papel "eu já ultrapassei a separação; somos bons amigos e só quero que ele seja feliz" enquanto se morde de raiva às escondidas. Faz tudo para ganhar a confiança da rival ou rivais e assim, na  primeira oportunidade, pode usar as informações que obteve para as eliminar. Se lhe parecem mais perigosas, enceta uma campanha de provocações e maledicência na sombra, usando todos os trunfos, intrigas e aliados que conseguiu reunir.

5- É macaca de imitação,  incapaz de originalidade, e ferozmente competitiva. A rival aparece de vestido curto? Ela usa uma micro saia, mesmo que lhe fique um horror. Tira o casaco porque está muito calor numa festa? Ela tira a camisola. Se estão a conversar, faz tudo para provar que é especialista nisto e naquilo, ou para chamar a atenção. Em casos extremos da "doença" é capaz de copiar o estilo das mulheres que detesta - nunca para melhorar, mas sempre no sentido de provocar ou "fazer ferro". Em geral, estas mulheres são tão obcecadas pelos outros que se esquecem de si, e  bastante desleixadas (estatisticamente falando, pela amostra que me foi dado ver). Quando começam a tentar embonecar-se (muitas vezes com resultados desastrosos) é mau sinal.


6- Acredita em duas máximas: "com paciência tudo se consegue" e " agarra-o antes que ele tenha tempo de acordar". Ou seja, aguenta o tempo, as afrontas e os ciúmes que forem precisos e à primeira chance que tiver para se aproximar (se ele estiver solitário, a superar uma separação, doente ou fragilizado) aposta numa falsa meiguice e humildade. Assim que o vê minimamente disponível, faz o que pode para o comprometer, quanto mais rápido melhor e publicamente, para que ele não tenha tempo de reagir nem descaramento para voltar atrás com a palavra dada. Viver com um homem contrariado que está sempre a suspirar por outras? Who cares?

7- Recorre à família (é preciso uma família a condizer para criar um ser destes) para ajudar na campanha de engraxamento. Se o pai é dentista, oferece-se para tratar o namorado em potência e a família toda de graça, por exemplo. Se vende automóveis, o rapaz passeia-se num bólide antes de um credo. É um grande empresário? Oferece-lhe sociedade. Este tipo de mulher não descansa enquanto as duas famílias não convivem alegremente, com laços que seja "chato" ou inconveniente quebrar com duas lérias. 

Quantos de vocês já tropeçaram em  alminhas assim?










12 comments:

Dxani said...

Adorei a expressão macaca de imitação. Já há muito que nao a ouvia =)

Ariana said...

Não consigo compreender tanta falta de amor-próprio, de orgulho. Da necessidade estúpida de estar com alguém só porque sim, para dizer que está com alguém (ou antes torturar alguém). Faz-me confusão! Mas talvez isso seja por nesse campo ser quase uma princesa do gelo, ahah.

Adorei o post, mesmo.

A Bomboca Mais Gostosa said...

Já tropecei em peças destas e digo-te, é um espetcaculo triste de se assistir.
São pessoas que não têm noção do ridículo e têm fraca auto-estima.

Imperatriz Sissi said...

Também gosto dela :D
De facto, anda um bocadinho em desuso, apesar da macacada que nunca passa de moda...

Imperatriz Sissi said...

Princesa do gelo! Adorei! Também sou um pouco assim. Reserva, pudor feminino, subtileza...

Imperatriz Sissi said...

A falta de auto estima é a raiz do problema, depois vem a necessidade imbecil de controlar o que não lhes pertence, e tudo isso descamba numa falta de sentido do ridículo que raia o absurdo. É que nem ao menos receiam que as "rivais" e quem mais assistir, perceba a jogada e se ria a perder com isso. Como diz o povo, "eu pintava a minha cara de preto".

Imperatriz Sissi said...

Conheci uma assim que era a chacota da cidade inteira. Chegou a perseguir o namorado - ex namorado (ele andava sempre a tentar acabar com ela) pelos corredores da faculdade aos gritos, e o moço a esconder-se debaixo dos carros. O pior é que além de tudo se desleixava completamente e o rapaz era uma estampa. Nem tinha noção de que ficava mal ao lado dele, não fazia nada para melhorar, só queria porque queria e pronto.

Imperatriz Sissi said...

(Bomboca, quis ir ao teu blog ver o post sobre fast fashion e deu-me aviso de vírus...)

Sérgio Saraiva said...

Hum... Lol... Mas voces dão-se com pessoas muito estranhas... Nunca conheci ninguem assim parecida...

Imperatriz Sissi said...

Que sorte, Sérgio! Onde mora? É que já conheço umas quantas, os malucos vêm todos para os meus lados...

Sérgio Saraiva said...

Ahahahah... Eu moro ao pé de Lisboa, num local onde se olham as flores (Miraflores), juntamente com os operários meus camaradas que não dispõem de posses para morar no centro de Lisboa, (e que se tratam por tu, já agora...) :P

Desejo um bom resto de fim de semana a vossa merce, cheio de cor, como o dia que aqui descrevo num post recente: bom dia, onde alminhas como as que a senhora descreve não tem de lugar: a minha janela... ahahahahah...

A Bomboca Mais Gostosa said...

Linda, não sei o que se passa nem como tirar aquilo, alguma sugestão?
Entretanto, o que queria dizer é que fiz um paper para uma cadeira de mestrado (Competitividade), que versava sobre o fenómeno do fast- fashion, não é um post :)
Mas posso colocar por lá um excerto ;)
bj

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