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Friday, September 14, 2012

A Princesa Badagaio

A propósito do texto de ontem lembrei-me de uma personagem do meu segundo livro, Crónicas dos Reinos Encantados (2007) que era o protótipo da Mulher da Luta: a Princesa Badagaio. Era a vilã, claro, e fez sucesso junto dos meus leitores jovens nas escolas, como é apanágio das personagens trapalhonas e não muito espertas. Confesso que eu própria, à força de tanto falar nela, acabei por ganhar um certo carinho pela criatura, de quem deixo um esboço aqui:

Para caracterizar a personagem, baseei-me em alguns espécimes que conhecia, e não precisei de inventar assim muito. Rabugenta e desleixada, mas muito determinada, a Princesa Badagaio faz de tudo - sem olhar a meios - para conquistar (e conservar) o seu Príncipe, o Imperador Alexandros, que por sua vez está apaixonado pela bela e romântica Rainha Shane. Ameaças, chantagem, planos infalíveis, cenas de ciúmes, escandaleiras, magia negra, tudo é pouco para alcançar o seu objectivo. Passa a vida a correr atrás dele, a persegui-lo, a espiá-lo, a viver em função de cada passo que ele dá e como todas as Mulheres da Luta, vive permanentemente à beira de um ataque de nervos. Como vê que assim não tem sorte, esforça-se por disfarçar, por mostrar uma aparência zen, de mártir que aguenta tudo e faz tudo por amor. O que destrói o pouco juízo que lhe resta, porque ninguém aguenta representar o tempo todo. É uma triste. Não pensa em viver a sua vida, não se apercebe que há mais príncipes encantados ao cimo da terra, nem se preocupa em cuidar da sua aparência para atrair o amor naturalmente.  Faz da sua vida (e da dos outros) um inferno. É certo que o Imperador Alexandros também não é flor que se cheire, e encaixa no género Homem Cenoura ou Homem Tofu. Não sou boa a criar personagens perfeitinhas, que havemos de fazer? Felizmente, na vida real só me rodeio de pessoas normais e sãs de espírito. É a minha sorte, porque nunca gostei de cenas desse género e embora não seja uma pessoa violenta, em caso de necessidade não luto como uma menina, não. Há que contrariar o estereótipo...
Vide aos 9:30 do vídeo. Ribeirinho dixit: "Eu devo ser muito bonito!"
                           
 Enfim, para fechar o ciclo das mulheres da luta (que davam um bom motivo para uma colecção de t-shirts) quis encontrar um vídeo que caracterizasse a espécie, que mostrasse exemplares em acção, ao melhor estilo National Geographic. Infelizmente, e depois de muito procurar, concluí que foi uma missão impossível: todos os vídeos de raparigas à pancada por causa de um homem acabavam da mesma maneira: com as mulheres sem roupa, sensualmente à pantufada para gáudio do homem-troféu, que assistia à cena deliciado, sem sofrer um tabefe que fosse. O sonho de qualquer machão -alfa, pois, e realmente ilustrativo: o objectivo, o sonho, a realização suprema de qualquer mulher da luta é agradar ao seu homem (expressão horrorosa!) nem que isso implique sujeitar-se a cenas muito pouco decentes e ser muito amiguinha (cof, cof) da pior inimiga. Como isto é um blog lido por senhoras, abstenho-me de mostrar sequências menos elevadas. Escolho assim, uma das melhores catfights da história do cinema, protagonizada pela grande Laura Alves. Um clássico! Reparem no vídeo aos 9:30 minutos. PricelessLuta luta, Badagaio, luta...

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