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Wednesday, September 5, 2012

Hail Freddie: in the lap of the Gods



"I won't be a rock star. I will be a legend".

"I dress to kill, but tastefully".

"I want to lead the Victorian life, surrounded by exquisite clutter".


"What will I be doing in twenty years' time? I'll be dead, darling! Are you crazy?"

Freddie Mercury dixit

Hoje faria anos o meu querido Freddie, o músico mais amado cá em casa e talvez a única pessoa a quem eu poderia chamar "ídolo". Não porque o considerasse perfeito. Era imperfeito à semelhança dos antigos Deuses Gregos, com falhas que lhe davam graça e o tornavam vulnerável como nós. Era genial, carismático, imbuído de um talento divino, de uma centelha que ardeu com demasiado brilho,  demasiado fulgor, e que se apagou cedo demais. Freddie Mercury era uma estrela, porque não sabia ser outra coisa. Tinha o seu quê de Oscar Wilde no discurso, nos gostos, no ambiente que criava à sua volta.  Sendo de origem persa, carregava no sangue a magia dos seus antepassados. Era Virginiano, como eu e a mamã (que foi quem me incutiu a paixão pelos Queen, ainda andava eu à espera de nascer) e embora não acreditasse na astrologia, escolheu o seu planeta regente, Mercúrio, para nom de guerre. Mercúrio, o belo e sagaz mensageiro dos Deuses, protector de artistas e salteadores, o que dá e tira  a sorte, abre e fecha portas e caminhos, o único com permissão para viver no Olimpo e caminhar pelo Submundo, bom e mau, compassivo e maroto, cheio de dualidades e contradições. Também usou os signos de cada elemento dos Queen para criar o brasão da banda, mas só por uma questão de estilo. Divertia-se com a moda, com a astrologia, a arte e a literatura, brincava com todas essas referências, mas não se regia por elas. Não precisava. Era um ser de outro tempo, feito de outra coisa, eterno. Freddie Mercury brilhava com luz própria, bastava subir a um palco ou sentar-se a um piano para que a arte lhe fluísse dos dedos e a voz dos anjos se fizesse ouvir. Só tinha de ser quem era, ora raiando a Lua ora roçando a terra. Talvez tivesse pisado demasiado o chão. E os Olimpianos não gostaram, porque querem perto de si aqueles que amam. Está como sempre esteve, no colo dos Deuses. Dissimulado por uma nuvem dourada, porque é assim que Hermes - Mercúrio gosta de aparecer aos mortais.




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