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Saturday, September 8, 2012

O regresso das curvas (mas com equilíbrio)



Tamara Lazic no desfile F/W da Intimissimi 
Em meados dos anos 90, as figuras esguias e andróginas começaram a competir com as deusas como Claudia Schiffer, Helena Christensen ou Eva Herzigova. Os primeiros sete anos do novo milénio impuseram o reinado da linha arrapazada, com uma evolução gradual para os corpos triângulo invertido como o de Gisele Bündchen ( busto generoso, cintura pouco vincada, ancas e glúteos estreitos).  Aos poucos, com muitas polémicas associadas à anorexia, muitas campanhas pela suposta "beleza real" e a imposição da cultura hip hop ao mainstream, as figuras generosas ganharam terreno ainda como força paralela, de uma forma quase caricatural, e o derrièrre regressou à ribalta (Shakira, Beyoncé). Associadas a esta onda de sensualidade vieram os visuais girly de uma sexyness óbvia, com Kim Kardashian e a sua silhueta sui generis à cabeça, estabelecendo uma forma alternativa: os rabos grandes estavam na moda e as raparigas não tinham medo de os mostrar. Mas havia um problema: nem todas as mulheres, independentemente da forma física, se reviam na imagem hiper sexualizada e de certo modo, menos sofisticada das novas porta estandarte da figura " verdadeiramente feminina".  Previa-se uma viragem: iria a "ditadura" dos corpos magríssimos contra atacar, reclamar a imagem oficial da mulher elegante ? Nas passerelles desta temporada tivemos a resposta, com as principais Casas e designers a ditar o fim do sexy gratuito em prol de uma elegância requintada. E novidade, apresentando modelos com curvas acentuadas mas equilibradas, num regresso à figura de ampulheta ideal. Este Inverno tudo terá a ver com delinear o busto, a cintura e as ancas (em evidência na maior parte dos vestidos) mas com discrição, já que esse é o único elemento de sensualidade presente em visuais que se querem maduros, de um luxo depurado.
Calvin Klein Dress
Calvin Klein
Ventos que nos chegam por influência do sucesso de séries como Mad Men e de estrelas curvilíneas como Scarlett Johansson. O requinte dos anos 50/60 tem estado presente nas últimas colecções, com saias balão e pencil e vestidos cingidos, a modelar as ancas mais arredondadas dos últimos dez anos. Curiosamente, esta é uma tendência que cairá bem à maioria das meninas e senhoras, já que as curvas dependem das proporções e não do tamanho ou peso. É uma questão de as tornar harmoniosas (para quem tem muitas) ou de as criar visualmente (para quem tem uma silhueta recta). As peças bem cortadas e/ou os estampados colocados estrategicamente podem, inclusive, ajudar a esconder contornos excessivos. Pensar em  Brigitte Bardot, Sophia Loren, Marilyn Monroe, Monica Bellucci, Penélope Cruz, Gina Lollobrigida, Claudia Cardinale, Raquel Welch ou nas supermodelos de Balenciaga, Givenchy ou Dior nos anos 50 (magrinhas, mas de contornos hiper definidos) é uma excelente inspiração para adoptar este look- que-festeja-as-formas-naturais da maneira certa.

11 comments:

carolaine said...

adoro estes post's ! aprendo tanto . obrigada imperatriz

http://tarasneurasmanias.blogspot.pt/

Imperatriz Sissi said...

Eu é que agradeço, querida Carolaine! Um beijinho.

Tamborim Zim said...

Eu por mim gosto de curvas feminis. Claro q c classe e tal, mas a coisa demasiado seca só fica bem a alminha muito especiais, digo eu - q sou rechonchuda. Corporalmente, acho a Shakira, a Beyonce, a Jennifer Lopez (muito) bonitas. Depois, claro, estilo é coisa q n lhes assiste. Mas é assim mesmo, eu diria q há a beleza, a indumentária em si e o estilo (este geral, síntese de tuo o q se apresenta, aparenta, é e usa). Devo diver, entretanto, q a minha Diva é muito magra e belíssima. Marisa Monte, a mulher mais elegante à face do Cosmos.

Imperatriz Sissi said...

Tamborim, é uma questão complexa. Eu adoro ver uma mulher com curvas. A maior parte dos meus ícones são mulheres curvilíneas, mesmo a própria Grace Kelly. Por isso não acho muita graça quando se inventa uma suposta "guerra" entre as "curvilíneas" e as "magras". Há mulheres com curvas de todos os tamanhos e pesos...e pessoas mais gordinhas que não têm muitas formas. Quanto a atacar todas as mulheres mais esguias como sendo anorécticas, é igualmente mau. Há que celebrar diferentes tipos de beleza,diferentes biotipos, desde que não se estabeleçam ditaduras irrealistas nem metas impossíveis. Tudo depende, mas a ignorância de alguns média só contribui para baralhar e complexar as mulheres. A Shakira e companhia são muito bonitas, sem dúvida, mas ficaram associadas a uma sensualidade gratuita que está a sair de cena. No entanto, há que reconhecer que elas tiveram um papel importante na mudança de mentalidades. Gosto de elegância e também gosto de curvas, mesmo em tamanho mini. Sempre é mais confortável do que ver as mulheres matarem-se de fomeca porque o look Twiggy (que era linda e naturalmente assim) é o único aceitável...

Tamborim Zim said...

Concordo: "Há q celebrar diferentes tipos de beleza."

O Sexo e a Idade said...

Mim like, very much!
Like it, like it!

Imperatriz Sissi said...

;)

Imperatriz Sissi said...

Encanta-me :D É o mais natural...

Su said...

Ainda bem que a moda começou a "acordar para a vida". Estou cansada dos extremos repetidos até à exaustão. A reacção às mulheres extremamente magras tem sido as gordas. Sim, gordas sem rodeios, no sentido de excesso de peso. Quando as revistas decidem fazer edições sobre a beleza real, escolhem sempre mulheres com excesso de peso (tão saudável quanto a anorexia) e cheias de photoshop na mesma (quanta celulite se vê nessas produções? é esta a beleza real?).
Eu não magra, nem sou gorda. Estou dentro do peso, mas longe de ter o corpo das modelos. Sou uma pêra de perna curta e grossa. E nunca consigo encontrar referências/inspirações. Já sei de cor as celebridades com um corpo igual ao meu, mas lá está todas exalam uma sexualidade exagerada. Eu gostava (e tento ao máximo) ter um estilo casual, descontraído, elegante, mas desportivo. E digo, dá uma trabalheira procurar inspirações.
Esperemos que a moda tenha mesmo caído em si.

Imperatriz Sissi said...

Su, concordo completamente contigo! Sempre achei essas campanhas pouco saudáveis, condescendentes e disparatadas. Há "beleza real" em vários tamanhos, e tantas mulheres naturalmente magras, magras com curvas e assim assim! Acho que desta feita se acertou-at last.

*C*inderela said...

E viva às curvas! Sou apologista do meio termo, nem muito magras, nem muito gordas mas com umas linhas corporais bonitas e femininas.

Bjokas

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