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Wednesday, September 5, 2012

Querido bâton: o drama

 De x em x anos - luz, apaixono-me por um produto que se torna insubstituível. E eu não gosto disso, porque já sei que atrai sarilho. Durante muito tempo, foi o translucent red da extinta Gemey (que deixou de se fazer ainda a marca existia com esse nome). Tinha um brilho cristal lindo, super natural - comprei quantos podia e andei a poupá-los até já não ser possível. O OUI-NON da Kookai, que é o que se sabe, foi outro caso; a base adaptável da Bourjois, o primer branco da Galenic e mais recentemente, o Serpentine de Roberto Cavalli, todos me deram o desgosto de sair de cena. Continuidade e confiança do consumidor, anyone? Olha se a Chanel decidisse descontinuar a carteira 2.55, ou o Chanel nº 5. Ou a Hermès acabar com a Kelly Bag. Mas estas empresas não aprendem com quem sabe, ou quê? Depender de um produto específico e conceder-lhe o título supremo de meu kido batonzinho, kida basezinha, kido perfuminho ou kido qualquer coisa nunca acaba bem.  Desta feita foi um bâton  que me ofereceram e que nunca vi à venda por cá: o volume up Margaret Astor nº8, encarnado clássico estilo anos 50 com uma ligeira nuance laranja. Normalmente prefiro os tons morango ou cereja, mais profundos e subtis, mas este escarlate foi amor à primeira vista. A textura é cremosa, espessa mas não demais, confortável, um amor. A cor não é viva ou transparente em exagero, faz exactamente o que quero que ela faça. Por fim, a embalagem é bojudinha e resistente, o que significa que não a perco dentro da carteira com duas lérias. Ainda tenho alguma quantidade mas vai a meio; já procurei por toda a parte e não encontro, é uma chatice. Se souberem de uma loja online que ainda tenha alguns exemplares, please let me know. E vós, meninos e meninas? Costumam depender de um produto com tendência para desaparecer da vossa vida, ou são mais sensatas (os) do que eu?

8 comments:

mypencil2b said...

Acho que nunca fiquei em sofrimento por causa do fim de vida de um produto! Mas nunca se sabe o futuro... :D

Ilídia said...

Revi-me completamente neste post. Aquele cuja extinção mais desgosto me deu foi o meu perfume preferido de todos os tempos (Venezia Pastello, da Laura Biagiotti). Ainda tenho meio frasco, dois dois que comprei quando percebi que o iam descontinuar. E ando a poupá-lo muuuuuuito. Uso-o só em ocasiões muito especiais.
Beijinhos,
Ilídia

belle du jour said...

Giveaway Chanel! Participa!

Imperatriz Sissi said...

Cuidado que o teu dia pode chegar e é uma maçada :D O melhor mesmo é uma pessoa não se apaixonar muito...

Imperatriz Sissi said...

Ainda bem que alguém me compreende! É tão chato quando isto acontece...

Ao Virar da Esquina said...

Só com o perfume Opium da YSL, mas é um clássico tal como o chanel nº 5 por isso penso que não será descontinuado. Desde os 18 anos que tenho sempre um frasco de opium na minha mesa de perfumes e é o que escolho para as saidas á noite.

Imperatriz Sissi said...

Creio que não! Mas se acontecesse havia duas mulheres com u fanico cá em casa. O Opium já não é o que era, mais ainda é o kido perfuminho, benza Deus!

colibri esverdeado said...

Então não percebo? É terrível, já corri Portugal (de chamadas) só para ter o último produto antes de ser 100% descontinuado por cá. Quando se instala, peço que me procurem coisas fora do país, chateio tanta gente... E perante essas experiências, a verdade é que, quando me apercebo que está a ser difícil encontrar o produto que estou a usar, encho a gaveta de uns quantos enquanto há tempo (e dinheiro). Tenho ali vários pós compactos da Bourjois precisamente porque ameaçaram deixar de vender o mais clarinho, que não terá tanta saída. Esse exemplo e muitos outros! Ainda encontrei o Oui-Non no ebay mas quase de certeza que já não está em condições... E sombras, cujas cores nunca mais se repetem? É um pesadelo mesmo... Um bem haja às colecções permanentes...

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