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Sunday, October 14, 2012

My love songs #4: Siúil A Rún

J.W Waterhouse, Miranda (1916)

Uma das minhas canções preferidas de todos os tempos e um dos mais belos lament tradicionais celtas, Siúl A Rún/Shule Aroon (Go, my love) conta uma história de paixão incondicional e separação trágica. Adoro cantá-la e adoro ouvi-la, mas é das melodias (e poemas) mais angustiados que conheço. Cantada em inglês, com refrão em gaélico, as suas origens são incertas. Há quem diga que nasceu no século XVII, a propósito da partida dos "Gansos Selvagens" - mercenários irlandeses - durante a Revolução Gloriosa de 1688, que seria trágica para todos os católicos na Grã Bretanha e Irlanda. Muitos pensam que a canção está relacionada com a derrota do  Bonnie Prince Charlie, que é objecto de muitas trovas na Escócia e na Irlanda (e de quem falarei um dia destes). Só com o seu regresso os seus partidários católicos forçados ao exílio poderiam voltar a casa, mas esse desejo nunca se realizou. Outros ainda atribuem-lhe uma origem mais recente. Mas apesar disso, e de algumas variantes (como a americana Johnny has gone for a soldier) o tema é sempre igual: uma jovem é forçada a separar-se do seu amado, que parte para a guerra, e cai em desespero. Para o ajudar, está disposta a vender o pouco que possui e assim comprar-lhe uma espada de aço; fará tudo para o seguir, nem que a família a amaldiçoe pela vergonha que lhes lançará em rosto ao fugir com um soldado, o que na época era muito mal visto. Muitas grandes vozes já interpretaram Siúil A Rún, mas minha versão preferida é a de Órla Fallon, do projecto Celtic Woman. 



I wish I was on yonder hill
'Tis there I'd sit and cry my fill
And every tear would turn a mill
Is go dté tú mo mhuirnín slán
Chorus
Siúil, siúil, siúil a rún
Siúil go socair agus siúil go ciúin
Siúil go doras agus éalaigh liom
Is go dté tú mo mhúirnín slán

(Go, go, walk my love
Go quietly, softly move
Go to the door and flee with me
And may you go safely my dear)
I'll sell my rock, I'll sell my reel
I'll sell my only spinning wheel
To buy my love a sword of steel
Is go dté tú mo mhúirnín slán
I'll dye my petticoats, I'll dye them red
And round the world I'll beg my bread
Until my parents shall wish me dead
Is go dté tú mo mhúirnín slán
I wish, I wish, I wish in vain
I wish I had my heart again
And vainly think I'd not complain
Is go dté tú mo mhúirnín slán
But now my love has gone to France
to try his fortune to advance
If he e'er comes back 'tis but a chance
Is go dté tú mo mhúirnín slán


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