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Thursday, October 25, 2012

Viagem ao mundo Concreto: Portugal Fashion (Parte II)



Tricots e shift dresses que recordam Twiggy, Brigitte Bardot e os anos 60.   Silhuetas justas em contraste com vestidos amplos e soltos, com pontos bastantes abertos e transparências em tons fluo e cores fortes -  amarelo, laranja, limão, apontamentos de azul. Flapper dresses, numa versão primaveril da tendência revivalista dos loucos anos 20.  De tudo isto - sob o signo da intensidade da luz, do brilho e do lazer - se compõe a colecção Bright Days da Concreto para a Primavera/ Verão do próximo ano. Propostas versáteis, de elegante simplicidade apoiada na qualidade das matérias primas: tricots e jerseys 100% algodão, pura seda ou mistura de algodão e seda.  Bright Days (que podem espreitar em detalhe no site Vogue.pt, aqui, ou no vídeo do desfileé uma colecção que confirma um carimbo e um estilo, o Verão visto pelos olhos de Helder Baptista. No mercado português há mais de duas décadas, a Concreto detém uma tradição de qualidade - malhas que duram anos, juram os consumidores fiéis - e originalidade. 
 A marca é conhecida pela diferença, irreverência e agressividade na cor que lhe valeram a alcunha de Benetton Portuguesa, mas eu diria que me recorda mais o colorido e as texturas Missoni. A pureza das linhas - contrabalançada por uma interessante "engenharia" na construção das peças - permite a quem vê imaginar diferentes utilizações. 
Helder Baptista no seu atelier
Por exemplo, no trikini tricotado à mão, um dos modelos criados em exclusivo para o Portugal  Fashion (muito aplaudido pela assistência) a camisola de rede foi usada como écharpe. Para Helder Baptista, à frente das criações Concreto desde 2006 " certas peças dependem da criatividade de quem veste. Há uma versatilidade: um vestido pode ter um ar chic com um cinto dourado, sandálias compensadas...mas basta um cinto mais largo e ténis para ganhar um ar completamente diferente. Ou seja, a nossa roupa pode ser usada pela menina que vai para a escola ou pela senhora que trabalha num banco" explica. Para além da formação como designer de moda, o criador cresceu numa família ligada à alfaiataria - e isso é visível em peças mais estruturadas e bem construídas, em materiais sólidos e favorecedores para diferentes silhuetas; um luxo invulgar para vestidos ou jumpsuits de malha. Por vezes as roupas concebidas em materiais deste género tendem a não se segurar no lugar ou marcar demasiado - o que pode ser menos apelativo para quem, como eu, prefere um visual clean e de linhas impecáveis. Esse problema não se dará com um vestido Concreto -um cai-cai poderá ter lingerie incorporada, e é preciso tocar para perceber a consistência da malha, fabricada com fios italianos de mohair, cachemira, algodão - lã, 100% lã ou lã 80-20. Uma qualidade que valeu à Concreto colecções muito elogiadas em publicações de tendências a nível internacional, como a Maglieria Italiana e a Close Up- Knit &Tricot ao lado de Casas como Blumarine, Moschino Cheap&Chic, Lanvin, Balmain ou Balenciaga.

Croquis de Helder Baptista
                                         
Vestido de seda e carteira (modelo exclusivo para o Portugal Fashion)
Após o desfile, com Aida Santos e Helder Baptista

Alguns modelos marcantes (colecções de Inverno 2011 e 2012)

















7 comments:

Fashionista said...

adoro a marca!

Na Província said...

Muitos parabéns, ainda ontem desabafei no meu blogue que pouos bloggers falaram do Portugal Fashion, como ligada ao têxtil nacional fico contente com a sua referência.
Um beijinho

Carlos BB said...

Muito bom!

Imperatriz Sissi said...

Tem realmente diferencial e qualidade :)

Imperatriz Sissi said...

Muito obrigada :D
Sempre achei que o Portugal Fashion é um evento que embora não ponha de lado o aspecto artístico da moda, é mais voltado para a utilização real, para os consumidores e por isso, exigente na construção das peças. Vê-se realmente quem sabe fazer roupa, à semelhança das passerelles internacionais. Numa Burberry P. ou Dolce & Gabbanna vemos arte e criatividade, mas também "ciência".
De que forma está ligada ao têxtil? Isso é o máximo...

Imperatriz Sissi said...

Muito obrigada, Carlos :)

Na Província said...

O meu pai tem uma pequena empresa de fatos de homem, ainda com o conceito de alfaiate, portanto fui criada no ramo. Entretanto, trabalho numa empresa de meias e collants de senhora, uma grande empresa exportadora, que espero que se mantenha por muitos anos :) :)
Um beijinho

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