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Saturday, December 29, 2012

10 Coisas que eu gostava que ficassem em 2012

                     
Além dos aspectos sérios, óbvios e comuns a quase toda a gente- chatices de toda a ordem, pouca sorte neste ou naquele aspecto, etc - que não queremos que nos sigam quando começar o Ano Novo, há sempre coisas específicas, a nível pessoal ou geral, que gostaríamos trancafiar no Ano Velho e deitar fora a chave. Aqui ficam algumas das minhas:


1- O uso ad nauseam das expressões (pipoquianas?) "...(insira opção) que só ele" (lindo lindo que só ele, fofinha que só ela, etc) e "e tudo e tudo e tudo" (esta creio que foi a Maria Rueff a inventar, ainda os blogs não estavam na berra). Nada contra. Não serão de um brilhantismo queirosiano, mas também não são nenhum palavrão. Não quero com isto ofender ninguém, até porque tenho amigas que usam os estribilhos: provavelmente muita gente já o faz porque vê fazer e entranhou sem perceber bem como. Mas por muito que uma frase/termo/seja o que for ande na boca do povo, é bom que se cultive vocabulário, ditos e interjeições próprias. Originalidade, autenticidade, bocas ou algaraviadas genuínas e noção do prazo de validade de piadas ou modismos é refrescante, faz bem e revela sentido crítico, que é coisa que eu gosto de ver!

2 - A minha falta de timing para me chatear na hora certa. Tenho de me começar a chatear mais vezes, mais rápido, de forma radical e assim, reduzir o tempo que fico chateada comigo mesma por não ter cedido ao meu primeiro impulso. Pratiquei um ano inteiro mas ainda preciso de afinar a minha capacidade de identificar as minhas emoções e agir de acordo, em vez de me armar em Buda ou disparatar quando a oportunidade já passou. A boa educação deve ser q.b - em excesso, é confundida com passividade. Sinais dos tempos e quem não se adapta, extingue-se.


3 - As tachas. Já o disse e repito: toda  a gente tem, teve ou está para comprar alguma coisa "entachada" nos saldos. Não nos batam mais, que já não posso ver mães de família de meia idade com isso na rua. E por favor, designers que nos governam: lembrem-se que nem todas as vossas ideias mirabolantes vão ser usadas por pessoas com boa figura, sentido estético e ainda por cima, sensibilidade artística para as empregar sensatamente. Não, os empregados das lojas não querem saber e deixam-nos sair dos provadores nesses preparos. Para não falar nas cópias baratas que aparecem à velocidade da luz, propagando as pragas.


4 - Pelos mesmos motivos, os desgraçados dos calções, principalmente em denim. Sim, os calções são engraçadinhos. Ficam muito bem com a roupa certa, na ocasião certa, no corpo certo, e a quem tem idade, silhueta e estilo para os usar. E até os há discretos. Mas enquanto continuarem nas lojas em quantidades industriais, as pessoas vão continuar a querer usá-los com tudo e mais alguma coisa - e já não posso ver moçoilas a exibir pequenos presuntos com botas com cano curto demais que esborracham a parte mais rechonchuda da perna, e calções de ganga com collants horríveis, quando não têm malhas caídas, tiritando de frio só pelo prazer estranho de vestir precisamente o que lhes fica pior.


5 - A malfadada crise, a atitude subserviente de Portugal perante a Todo Poderosa "Europa" e pior ainda, as pessoas que à custa disso, debitam diariamente, via Facebook, a sua amargura contra os políticos  - a quem todos os dias descobrem novas carecas - sentindo-se muito atentos, inteligentes, conscientes e informados por esse exercício de "cidadania virtual amargurada". Independentemente da justiça que haja no seu descontentamento, não tenho paciência para queixumes de quem se divertiu à grande no 25/4 e agora nada faz senão convocar protestos, pensar em protestos, sonhar com protestos e partilhar piadinhas. Algo me diz que não é via Facebook que se muda alguma coisa e não tenho paciência para profetas de redes sociais...

 Mais ainda, notícias sensacionalistas sobre hipotéticos pecados de Padres, por quem não põe um pé na Missa desde pequenino. Quem quer vai, quem não quer não vai, mas não há paciência para tanta histeria.

6- A Casa dos Segredos, pessoas normais a discutirem apaixonadamente a Casa dos Segredos, crianças a ver a Casa dos Segredos e miúdos e graúdos a partilhar no Facebook (que se vem tornando um depósito do disparate) "quem achas que deve ganhar? quem achas que deve ser expulso?". Posso escolher a opção "eu gostava era que a Casa dos Segredos fosse expulsa do país para fora, sem novas temporadas"?

7 - A ideia recente de que um look fashionista ou "com estilo" (principalmente em stylists, artistas, bloggers de moda e por aí) tem de ser uma árvore Natal e acumular statement necklaces, cuffs, litas, top knots, caveirinhas, caveironas e assustar as velhinhas na rua. A indústria de Moda já existia antes da Lady Gaga, da Nicki Minaj e de outras porta estandartes do chapitô estarem na berra e brincadeiras à parte, o verdadeiro estilo não tem nada a ver com "modas". Mais ainda, há muitas formas de perceber de moda, de ter sentido de estilo e nem todas (ou poucas) passam necessariamente por ter um visual "artístico" ou dramático.

8 - E a propósito do anterior, todo e qualquer tipo de carneirada, de fazer por ver andar os outros, de idolatrias cegas, de modismos parvos. Haja respeito, que a Era de Aquário já começou!

9 - Os vários tipos de bicho careta: pessoas metediças e interesseiras, que vivem para controlar a vida das "galinhas dos ovos de ouro" que lhes arranjam convites e pagam as despesas. Mulheres da luta desesperadas, que dão cabo da reputação às outras mulheres e ainda lhes complicam a vida,  tudo em nome daquele que elas meteram na cabeça ser "o seu homem" por pouco que isso seja verdade. Já falei bastante sobre esses seres ao longo do ano, espero deixar de o fazer. (A expressão "o meu homem" também devia ir embora, se não for pedir muito...).  Gente atrevida que não sabe o seu lugar e ousa dar sentenças sobre pessoas que mal conhece, mas cuja cadeira gostaria de ocupar. Lambe botas que num momento criticam impiedosamente quem tem mais dinheiro e sucesso do que eles - até o "alvo" lhes dar dois dedinhos de confiança...aí dão o dito por não dito e multiplicam as vénias, os elogios babosos e as simpatias.  Get a *bloody* job. Get a life. Mas como uma coisa não vive sem a outra, há que deixar em 2012 pessoas que dão abertura, troco e facilitam o convívio aos seres acima descritos - atacando a causa, acabam-se os sintomas. 
 As companhias que escolhemos são das poucas coisas que podemos controlar a 100% nesta vida e quanto menos "fontes de inspiração" destas, melhor. 

10 - Tudo o que seja assuntos por esclarecer, palavras suspensas por orgulho ou porque não dá jeito, histórias mal resolvidas e conversas adiadas. Tenho tentado acabar com isso  e embora nem tudo dependa de mim, pois são precisas duas partes para dançar o tango, já consegui dar algumas coisas que andavam "em suspenso" há anos por concluídas. Outras não será possível, e pode acontecer que fiquem em 2012 tal como estão (temos pena) mas o que não tem remédio, remediado está. Moving on!


E vocês, o que querem MESMO que fique em 2012?








11 comments:

Colour my life said...

Partilho da tua opinião e ando a tentar, aos poucos, "reparar" a minha relação com o mundo, com a minha forma de estar, com as pessoas com as quais convivo.
De qualquer maneira, não poderia deixar de passar aqui pelo teu cantinho e dar-te os parabéns, sinceros, pelo excelente trabalho que tens feito. Gosto imenso de te ler, gosto da tua classe, da tua elegância de lady.
Beijinho :)

Tamborim Zim said...

Eia, Eia! subscrevo todos os items, sem exceção. No meu caso, acrescentaria a incapacidade de, muitas vezes, apagar da mente e do coração algumas chatices, ou momentos aborrecidos. Por vezes é mesmo preciso apagar. Ou seja, a rsolução firme e simbólica de apagar, repito, ajuda muito a q essas coisas se desvaneçam.

Carla said...

Estou de acordo com a Sissi.

Palavra - Brutal. A "Espectáaaaculo", acho que já está em desuso, e ainda bem!

Moda - As que eu mencionei no outro post e sim esqueci-me do raio das "tachas". Não tenho nem um artigo com essas "coisas". No dia do VFNO pareciam todas umas clones, sem imaginação, originalidade! Adoro moda, adoro roupa e sapatos, mas ser vítima? Não, muito obrigada!

Amizades - Acho que neste momento, só me dou com quem eu quero e com me quer, com quem eu gosto e com quem eu posso contar. Fretes, só no trabalho e olhe lá!(como diz o brasileiro)


Um BOM ANO para a Imperatriz e para quem passa por aqui.

Imperatriz Sissi said...

Muito obrigada, Colour :D
São elogios muito aconchegantes. The feeling is mutual. Um grande beijinho.

Imperatriz Sissi said...

Também adorava ter uma capacidade para me desligar interiormente das coisas chatas. Beijinho.

Imperatriz Sissi said...

Acho que a scene fashionista se está a desvirtuar, ou talvez esteja apenas mais acessível a quem tem um conhecimento muitíssimo superficial. Haverá uma selecção natural, esperemos!
Estou completamente de acordo quanto aos fretes - nem por amor, e com dinheiro...enfim, a necessidade obriga. Um Excelente Ano Novo! Beijinhos.

Imperatriz Sissi said...

Corrijo: a necessidade obriga, mas mesmo assim...haja capacidade de selecção e poder de negociação. A cada ano, tenho menos tolerância para o bicho careta e para quem o tolera.

Tamborim Zim said...

A exceção na minha concordância vai p a questão das aferições sobre os crimes perpetrados por padres. Uma coisa é levantar falsos, mas tudo o q for averiguação e denúncia sou toda a favor. De qqer cidadão, especialmente revoltante qto mais responsabilidades se reclamam p si.

Imperatriz Sissi said...

Concordo que, como quaqluer organização, a Igreja está sujeita a erros ou mesmo a crimes cometidos pelos seus membros - esses casos devem sim ser investigados e tratados devidamente, com seriedade. Como deve suceder no Exército ou sempre que alguém desonra a "farda" que veste e os juramentos que tomou. O que não acho correcto é o circo mediático, a piada gratuita, a acusação jocosa e que se utilizem esses casos para atacar todos os sacerdotes..mas enfim, as pessoas precisam muitas vezes de alguém para acusar. Nada como a Igreja, que perdoa 70 vezes sete...

Imperatriz Sissi said...

Digo, qualquer.

Tamborim Zim said...

Só Deus, existindo, pode perdoar. N a Igreja nem os seus homens, ou outros homens.

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