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Friday, December 14, 2012

Quando magreza não era beleza...



Este blog, que é uma delícia, publicou há pouco um post que não resisti a roubar, e que me lembrou uma história de família. O artigo, ilustrado por imagens muito giras, recorda os padrões de beleza dos anos 50/60, quando - se ignorarmos o êxito de Twiggy, Penelope Tree e outras lá mais para o final da década - uma figura curvilínea era tudo e as mulheres recorriam a vitaminas ou artifícios para garantir um aspecto saudável e voluptuoso
 Estava na moda a silhueta muito feminina, com busto, ancas e rabiosque, a contrastar com uma cinturinha de vespa, e as meninas com figura "arrapazada" passavam um mau bocado. Cá para as minhas bandas, recebiam mesmo o nome pouco simpático de "frascos". Ora, a minha tia- avó era muito bonita e vaidosa, e como ainda estava a desenvolver-se (e tardava, no seu entender, em ganhar curvas como a irmã mais velha) não queria de modo algum passar por "frasco". A solução era enfarpelar-se em várias camadas de roupa. Como não lhe chegavam as camisolinhas, combinações e saiotes para obter o efeito desejado, "pedia emprestados" os das irmãs, que não achavam graça nenhuma à brincadeira.
É curioso olhar para os padrões de imagem corporal em décadas passadas. Tenho dito que o conceito da "figura curvilínea" é muito relativo, já que Raquel Welch - que anuncia um dos produtos citados no referido post - era tão magra como a maior parte das estrelas de cinema de hoje; Brigitte Bardot, idem;  e a própria tese "Marilyn Monroe era rechonchuda" falta à verdade: embora tivesse tendência a flutuações de peso, na maior parte do tempo mantinha-se bastante esguia para a sua altura, até porque seguia um regime rigoroso à base de proteínas e pilates. Embora fosse mais aceitável do que hoje ter algumas "gordurinhas supérfluas" o padrão tinha mais a ver com o biotipo, com a criação de uma figura de ampulheta (naturalmente ou com recurso a exercício, cintas e outros truques) do que propriamente com o tamanho...tal como hoje, afinal. Raparigas elegantes ou assim assim conseguiam facilmente dar a volta ao problema: só  as muito magras ou muito fortes tinham realmente dificuldades. E tal como hoje, as mulheres não estavam satisfeitas com o que Deus lhes deu. Se numa época tomam batidos para engordar, noutra tomam-nos para emagrecer - a insatisfação há-de estar impressa algures no código genético, eu aposto.









2 comments:

Sérgio Saraiva said...

Eu que não aprecio particularmente mulheres magricelas... :P
"Frascos"? Na minha terra eram "tábuas"... :P

Imperatriz Sissi said...

eheh, por cá eram mais torcidos, os rapazes. Que maus!

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