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Saturday, January 7, 2012

Friday, January 6, 2012

Tokalon e recordações

TOKALON PRETTY QUICK
Quando comecei a ter idade para usar pó-de -arroz (gosto muito mais desse nome) ainda fui a tempo de apanhar as últimas caixinhas de Tokalon que se vendiam por aí. Lembro-me que os extintos Armazéns Amizade, na Baixa de Coimbra, vendiam todas essas delicadezas antigas. Adorava aquele estabelecimento escuro e confuso, semelhante a uma "lojinha dos horrores"....
Tanto as bases como os pós Tokalon vinham numa variedade enorme de cores (só tons claros havia uns quatro) cheiravam lindamente e tinham nomes românticos como Ofir, S.Remo, Maiorca, Monte Carlo...
Dos cremes tenho a recordação remota de andarem lá por casa. Ao que parece, actualmente só a drogaria Oriental, em Lisboa, e algumas lojas refundidas pelo país ainda vendem esta marca suiça.
Uma pena, porque nunca esqueci uma velhinha lindíssima, com a pele impecável, muito benzoca, que ma recomendou em miúda. Dizia que o seu segredo era ter usado Tokalon desde os 14 anos. Há cerca de dois meses voltei a encontrar a dita senhora. Ainda bonita! Só me lembrei de onde a conhecia quando voltou a falar no Tokalon. Infelizmente para mim, ela tem parentes na Suiça que lho enviam regularmente, por isso não me deu a dica para o encontrar cá pelas minhas bandas.
Se alguém tiver uma pista, agradeço. Tenho saudades e não podemos ignorar os conselhos de uma senhora que aos 90 anos mantém uma pele que é um mimo, não é?

Thursday, January 5, 2012

Allegro ma non troppo

Morena Baccarin

 

Quando andava de fraldas, já ouvia em casa: o sorriso (ou o riso) de uma senhora que se preze deve ser discreto e sereno. Seja feia ou bonita, uma mulher não deve arreganhar-se constantemente; nada de gargalhadas histéricas, nem de guinchos. Infelizmente, muitas moçoilas julgam que conseguem imitar a Cameron Diaz: abrem a dentuça a toda a hora, a despropósito, para todas as fotos e julgam " tenho um sorriso de arrasar" mas na verdade ficam assim:





Quando se tem um olhar pouco inteligente, pior um pouco...

Tuesday, January 3, 2012

Freddie Mercury dixit


                
                (...)Misguided old mule with your pig headed rules
With your narrow minded cronies
Who are fools of the first division
Death on two legs
You’re tearing me apart
Death on two legs
You’ve never had a heart of your own
                                                                         
Kill joy, bad guy, big talking small fry
 
You’re just an old barrow boy
Have you found a new toy to replace me?
Can you face me?
But now you can kiss my ass -  goodbye!
Feel good? Are you satisfied?
 
Do you feel like suicide?
(I think you should)
Is your conscience all right
Does it plague you at night?

                                                                              Do you feel good feel good? I feel good!

Que é feito do Pai Tirano?

Beatriz Costa e António Silva


Eu ainda me recordo do pai tradicional português, esse guardião dos velhos costumes. Não por experiência própria (lá em casa havia disciplina, com indução de bom senso e mecanismos de auto regulação nas crias ) mas porque conhecia raparigas que os tinham.
Embora a maioria dos meus colegas viesse de famílias muito instruídas e razoavelmente cosmopolitas, havia alguns com um background diferente. Pais que tinham subido a pulso, emigrado ou criado um negócio com a quarta classe debaixo do cinto e que agora estavam em condições de fazer dos filhos doutores. Essa ambição tão portuguesa reflectia-se, para esses honestos progenitores, numa atitude clara como água: estudas, sim senhora, mas nada de vadiagem.
Ti Joaquim não se importava de precindir dos outros sonhos da sua vida (mais braços para ajudar no negócio da família e ter netos cedíssimo) pela vaidade de poder dizer " a minha filha não é menos que ninguém, já é dôtora e tudo" .
Claro que tal cedência tinha o seu preço. As coitadas das filhas do ti Joaquim não podiam namorar, nem sair como as demais, era casa-escola-escola-casa, e rédea curta. Se à força de tanto controlo parental se rebelavam e faziam exactamente o oposto, lá estava o cinturão, e tapona, e gritaria, à porta do liceu se preciso fosse, que filha de ti Joaquim estudava sim, mas com virtude exemplar. O pobre ti Joaquim era um tirano, não percebia que o fruto proibido era o mais apetecido e que ao mudar de ambições, se muda de hábitos.
Quinze anos volvidos, passou-se de um extremo ao outro. Há dias, na fila do supermercado, tive a infelicidade de abrir uma revista de TV. E quem é que lá estava? O meu amigo ti Joaquim! Ou antes, vários ti Joaquins. O mesmo ar, os mesmos bigodes, o mesmo visual, o mesmo palavreado de pai babado e extremoso. Nem faltava o cinto sempre pronto a saltar! Mas estes não faziam questão de ter filhas doutoras. Estavam a torcer pela sua vitória na Casa dos Segredos, a acudir pela filhota que se meteu na cama de um gabiru qualquer em horário nobre, a inveja da aldeia, aquela que não é menos que ninguém, para esfregar na cara dos peneirentos lá da terra que a cachopa é famosa e sai nas revistas e ganha muito dinheiro. A virtude aldeã foi substituída pela cupidez aldeã (que é das coisas mais feias que existem). Nem faltou ao ti Joaquim a oportunidade de dizer mal de todos os vizinhos e dos pelintras dos compadres, porque agora que "dão muito valor" à rapariga os jornalistas publicam todos os disparates que a família atire. O cinto, esse, não zurze a filha, porque a vadiagem já lhe dá jeito - é para partir as trombas ao primeiro que lhe diga "a sua filha é uma maluca". (E há tantos assim, mesmo fora da TV, a empurrar as próprias filhas desavergonhadamente para o primeiro que lhes possa "dar a mão" para subir na vida"...)! Povo triste, o nosso. Tacanho e triste!

Monday, January 2, 2012

A tonteria nossa de cada dia

Ao fechar o meu e-mail, deparei-me com uma nova publicação online para o macharedo de serviço...com uma mana do Ronaldo em poses atrevidas "com roupas da CR7". O portal do MSN é uma alegria. Enough said, que as imagens falam por si...
A publicação presta ainda serviços de scouting para as meninas que gostam de se descascar no Facebook, e dá books à séria a essas meninas, e assim de repente estou a ver dúzias de facebookianas daquelas que nos fazem rir na categoria "people you may know", benza-as Deus, a saltitar de contentes e a ver quem vira o derriere para a câmara mais rápido  ao som de "Baby got Back".

Uma campanha pouco triunfante (?)


A Campanha da Triumph do Natal passado andou nas bocas do mundo pela negativa, a reacender os rastilhos já estafados da anorexia, do que é feminino e do que não é, do que é desejável e do que deixa a desejar para as hostes masculinas.
Como considero que há mulheres bonitas em todos os tamanhos e feitios e que isso de "belezas reais", "curvas" e "ossos salientes" são coisas muito relativas, não me deixei impressionar por tais argumentos. Tão pouco acho que estas modelos sejam mais magras do que a Cláudia Vieira - que é atlética e elegante, mas nunca primou por curvas generosas. Não sei onde foram buscar semelhante ideia, mas vamos lá. A única coisa que me fez espécie foi realmente o mau photoshop e a produção fraquinha, que deu às meninas um tremendo ar de zombies. Palavra que ia nas escadas rolantes, deparei-me com o mupi no patamar e quase tropecei com o susto.
Penso ainda que Andreia Rodrigues, por mais conhecida que seja, estará melhor para editoriais ou passerelle do que para campanhas comerciais como esta. Mas não sou eu que mando, e a julgar pela atenção gratuita que a Triumph recebeu, se calhar não tenho razão. Just my two cents here.

A primeira embirração do ano


Modernices nunca me entusiasmaram. Mas como sou uma pessoa poupadinha e consciente, aplaudi que colocássemos lâmpadas de baixo consumo em casa, a julgar que eram um grande milagre. Pois sim: as sacaninhas iluminam menos que um saco de pirilampos. Estou cansada de andar à procura das minhas coisas e de me pentear ao lusco fusco pela manhã. Se não dão luz, é óbvio que não gastam nada, não é? Para isso compro lâmpadas de 20 velas, que também poupam energia...Olha o mistério.

Jupiter´s.....

....colour! Para entrar em 2012 escolhi o azul real. Há tempos decidi investir em alguns vestidos nesta cor (ainda ando à procura o vestido-tubo azul marinho perfeito, em tecido opaco). Este é em brocado, com um corte muito simples inspirado nos anos 50...e bolsos. Um detalhe que acho muito amoroso.
Como o dourado é uma cor auspiciosa para esta data e adequada para cabelos acobreados e peles claras, decidi brincar um pouco com isso. O encarnado convém estar presente para dar sorte, mas understated, apenas uma sugestão de cor. Lipstain em vez de bâton é uma boa solução para isso, mas convém espalhar muito bem (usei os novos cotonettes para maquilhagem à venda no Jumbo, que têm uma ponta fininha e outra espatulada...são perfeitos!).
Base: Bourjois compacta, Nu. Já não a fazem, infelizmente, mas ainda consegui caçar algumas caixas na cor Ivoire. Pó compacto translúcido Avon Color Trend.
                      Sombras: Guylond que recebi este Natal. Normalmente não sou fã das paletes vistosas que se vendem nas perfumarias, mas esta surpreendeu-me. Tem uma boa pigmentação e espalha-se facilmente. Fiz uma gradação em dourado, como um smoky eye usando só tons claros. Na parte externa do olho usei duas nuances de dourado e bronze de outras sombras fantásticas que por aqui andavam (aquelas que compro em passeio e ficam cá por casa...)
Sobrancelhas: Brow Shaper Arch de Triumph, Soap and Glory.
Máscara: Volume Swing, Basic.
Eyeliner e lápis: Essence.
Lábios: Lip plum Sephora. Lip Stain Essence.

Foi uma pena a humidade do ar não permitir que os caracóis se moldassem como habitualmente (convenhamos que andar aos saltos também não ajudou muito...). Por isso peço a vossa compreensão para o meu "despenteamento".

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