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Friday, February 3, 2012

Frase da Semana



Deus me proteja dos meus amigos, que dos meus inimigos trato eu.
(Provérbio italiano)

Wednesday, February 1, 2012

Gone with the Wind, part 2

Leonor de Aquitânia, it girl (e bad girl) medieval

                                      Leonor de Aquitania
De todas as mulheres célebres que admiro, Leonor de Aquitânia é talvez a mais completa. O exemplo de que se pode ter tudo, ser tão poderosa como um homem sem cair nos exageros do feminismo. E a prova de que a Idade Média não foi tão obscura e pouco divertida como muitas vezes os compêndios nos querem fazer crer. Sucessora de Guilherme X, o Santo, e neta de Guilherme IX, O Trovador, aos quinze anos era o melhor partido da Europa. Da mais nobre linhagem, riquíssima e deslumbrante, recebeu uma educação esmerada (algo pouco comum mesmo entre os herdeiros varões do seu tempo) e era fluente em oito línguas. Cresceu na corte mais animada e culta da época, onde imperavam a moda, a beleza, a música, a poesia e um estilo de vida refinado. Uma verdadeira it girl medieval, com a vantagem (ou maldição) de uma personalidade voluntariosa, de acentuada sensualidade.
Como destinado, casou com o jovem Luís VII de França. Aliança condenada à partida, já que o marido tinha crescido numa corte austera (que Leonor tratou de modificar rapidamente) e era um rapaz tímido, incapaz de se impôr à mulher. Foi Leonor que o estimulou a participar nas Cruzadas, que tratou de todas as diligências necessárias. E partiu à aventura, não enquanto Rainha consorte mas em pé de igualdade, como líder feudal de pleno direito e comandando o seu próprio exército - não se consegue ser mais cool do que isto - de tal modo que as notícias do seu comportamento escandalizaram o Papa.
Em Antióquia começaram as divergências. Deslumbrada pelo esplendor oriental, sentindo-se livre em horizontes mais largos,
Leonor reencontrou uma alma irmã, um homem feito da mesma fibra e do mesmo sangue: o seu tio, o príncipe Raimundo de Poitiers...e alegadamente, o seu antigo apaixonado. Raimundo era um aventureiro, guerreiro exímio e o príncipe mais belo da Cristandade. Grande, alto, louro, poderoso, cheio de vida. As faíscas saltaram e os mexericos também. Luís acusou a mulher da Fórmula Queirosiana: incestozinho e adulteriozinho. Desentenderam-se quanto aos objectivos da Cruzada e a união não duraria muito mais: foi anulada em 1152 por alegada consaguinidade. Leonor recuperou a liberdade e os seus territórios foram retirados da coroa francesa. Semanas mais tarde, uniu-se a com certo escândalo ao Conde de Anjou, futuro Henrique II de Inglaterra. Uma relação com final infeliz e rumores de infidelidade de parte a parte, mas da qual resultariam Ricardo, Coração de Leão, e boas razões para a Guerra dos 100 anos.
Leonor viveu inúmeras peripécias até à velhice, sempre igual a si própria. A Rainha que partiu em cruzada. Amante de lenda. E autora de um livro sobre o amor cortês. Melhor é impossível.

Tuesday, January 31, 2012

E no seguimento do closet, um Momento " ora toma"

 Serious Retail Therapy

Esta semana decidi atacar as carteiras: passar umas quantas à categoria "Arquivo", desencaixotar outras ou trazer do apartamento algumas que me faziam falta. Voltei com a bagageira cheia de carteiras e sacos giríssimos e na maioria, sem uso. Parecia um marroquino a caminho do mercado (numa versão melhorzinha, entenda-se). Tenho uma leve obsessão por carteiras, principalmente as vintage: entre as que compro, herdo de familiares ou pessoas amigas e desencanto em sítios que não lembram ao Menino Jesus, vai-se compondo uma colecção interessante.
Com o meu "tesouro" bem fechado, ainda passei pelo centro comercial. Dei um pulo à Zara, a ver literalmente em que paravam as modas. Dentro do segmento em que se insere, esta é uma loja que vale o que vale e tem vindo a melhorar bastante. Não compreendo a adoração de algumas bloggers por ela, mas há que reconhecer que do grupo Inditex, é talvez a única que se mantém apelativa - um assunto a desenvolver noutro post.
Ora, os acessórios são precisamente algo em que se nota o investimento desta marca. Além de não ter cedido ao PU nem a outros materiais horrorosos, o design das carteiras Zara está muito bem conseguido. Coisas bem acabadas, com um ar retro, cabedal envelhecido e envernizado, ou com detalhes fofinhos, tudo ladylike como eu gosto, a piscar o olho aos anos 30 e 70 com cores como verde escuro, amarelinho e bourdeaux. Um amor!
Os meus olhos brilharam um bocadinho ao reparar nelas, e um bocadinho mais ao lembrar-me que tinha cerca de 20 carteiras - fora as outras - tão ou mais bonitas à minha espera no carro, com a vantagem de serem items raros, originais...e muito minhas. Regressei a casa a fazer pisca-pisca de contente com a minha abundância, a sentir-me uma mistura entre uma smart shopper, um nababo e uma Paris Hilton desta vida. Em verdadeiro modo pomposo, excessivo e mete-nojo.
Eu sou toda contra a ostentação, é verdade, mas ninguém viu que me envaideci. E em tempo de crise até as pessoas discretas precisam de um momento "toma e embrulha" como este.

Da organização do closet



O meu closet - e todo o guarda roupa que anda desgarrado fora dele - ainda não chegou à fase de organização definitiva.
Não me queixo do espaço; mas num cenário ideal queria o dobro, com balúrdios de compartimentos. E tempo para trabalhar nele.
Felizmente revi-o antes dos Saldos, que os tempos não vão para desperdícios. Gosto de ter coisas novas como todas as mulheres, mas desagrada-me deitar dinheiro à rua ou perder horas esquecidas nas lojas. Comprar é quando encontro e posso (ou quando surgem bons negócios) não à última hora- porque há uma lei de Murphy para isso: quando precisamos de um objecto, ele nunca está à venda. Se vejo um modelo perfeito de t-shirt a bom preço, por exemplo, trago várias porque raramente as volto a encontrar. Sou exigente com a qualidade, adquiro apenas aquilo de que necessito, de que gosto mesmo e que vai durar várias estações. Mesmo assim, como conservo as peças e compro "por atacado" acabo por ter bastante tralha.
De modo que há muito para separar, desempacotar e catalogar nas categorias Uso Corrente, Uso Ocasional, Traje Social e Arquivo ( peças que quero guardar mas não me fazem falta no dia a dia, logo são "arquivadas" noutros espaços para não me atrapalharem). Por sua vez, as três dividem-se em grupos e subgrupos (outerwear, vestidos, saias, calças, botas, tops, entre outros, e vários de acessórios: luvas, lenços, carteiras...). No processo, decide-se o que será reciclado, enviado à costureira para modificar/arranjar, o será oferecido às amigas e as coisas para doar.

Não compro por impulso, mas há sempre roupas que nos enganam. 
É o caso daquelas coisas que adorámos, estavam tão baratinhas... mas só havia um tamanho acima do nosso. Erro crasso porque mandar apertar peças elaboradas (como casacos) fica caro e nem sempre funciona. Muitas vezes não compensa mesmo. Uma lição que aprendi há muito, mas ainda havia umas testemunhas do disparate lá por casa, que na sua maioria já foram devidamente encaminhadas.
Fiquei surpreendida com a variedade de jeans de marcas boas que por lá andam, muitos ainda com etiqueta, à espera que alguém se lembre de lhes arranjar as bainhas. Escusado será dizer que não comprei um único par!
Por tudo isto, o meu closet parece-se mais com o de um estúdio de televisão (tem de tudo, muitas coisas giras, mas atafulhado) do que com aqueles guarda roupas de sonho das estrelas. Não ambiciono tanto, mas não me importava tê-lo mais bonitinho!

Monday, January 30, 2012

100!!!!



Pessoas fofas, bonitas, de espírito e de gosto, respeitáveis, inteligentes, refinadas e ainda...amorosas já seguem este blog.

Much gratitude!

Sunday, January 29, 2012

Edgar Allan Poe dixit

Nemo me impune lacessit*, no seu extraordinário (e arrepiante) conto "The Cask of Amontillado". Para quem não o conhece- e não sabe o que perde- ou para quem quiser recordar, aqui fica o link para a versão original e uma curta que conta em 3 minutinhos esta história de vingança e terror. Aviso: impróprio para claustrofóbicos.

* Ninguém me insulta impunemente 







Gone with the Wind, part 1

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