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Saturday, March 10, 2012

Timeless beauty

jennifer connelly wallpaper

Desde pequenina que me lembro de ver filmes com Jennifer Connelly já adulta. Hoje continua com a mesma cara, a mesma beleza de conto de fadas. Sem parecer retocada, demasiado juvenil nem matrona. Só ela própria no seu melhor - uma beldade com classe. Encantamento irlandês?

Friday, March 9, 2012

Em modo weekend





I feel like dancing in the rain

Can I have a volunteer?
Just keep right on dancing
What a damn jolly good idea
It's such a jollification as a matter of fact
So 'tres charmant' my dear

Queen - Seaside Rendezvous

Não detestam...‏

Teseu e o Minotauro
...situações que se repetem uma e outra vez, que andam às voltas para ir dar sempre ao mesmo, formando padrões na vossa existência? Não andam para trás nem para diante, sucedem-se sem evoluir, conseguimos prever exactamente o que vai acontecer de seguida, fazem calos na alma, cansam-nos a paciência e toldam-nos a visão. É extremamente enervante pensar " oh não, lá vamos nós outra vez. Está-se mesmo a ver que daqui a pouco..." e tufas, infelizmente temos razão. Parece karma - e eu sou pouco chegada a essa crença tão pouco subtil.

Sou daquelas pessoas com pouca paciência para mistérios, a  não ser nos livros. Quero tudo certinho, explicadinho, preto no branco, e com um desenvolvimento a ritmo normal. Nunca gostei de puzzles; de enigmas só gosto se tiver alguma coisa a ganhar com isso; não tenho tempo para charadas; nunca tive paciência para picotados, fascículos, tricot, nem bordados...como é que hei-de de arranjar pachorra para mantas de retalhos?

Thursday, March 8, 2012

I´m a good girl, sir‏

 
Sean Bean e Viggo Mortensen (Deus nos guarde de aflições, de O ofender e das tentações...)


O que penso sobre o Dia da Mulher está dito aqui e aqui . Não me apanham por dinheiro nenhum num jantarinho temático com o femeaço aos berros (o meu grupinho não grita, mas nestes dias sabe-se lá quem calha na mesa do lado, e em que estado) nem em "divertimentos" mais vulgares com culturistas de beleza e masculinidade duvidosa besuntados de óleo (blhec!).
Dia da Mulher é todos os dias: quando trato das minhas toillettes e arrebiques, quando me apetece reunir com as minhas amigas e sobretudo, quando me recuso a aturar tretas e faltas de respeito seja de quem for. Quando se luta diariamente para equilibrar feminilidade, força e dignidade. Quando temos que nos impôr porque outras mulheres, sem respeito por si próprias, nos dão má reputação.
Há algum tempo, uma pessoa da minha confiança contou-me que numa empresa de renome cá do burgo, era normalíssimo todas as candidatas fazerem o "teste do sofá". Ali mesmo, nas instalações (abstenho-me de contar detalhes). Parece que era regra da casa. Essas meninas estarão provavelmente a jantar hoje, com bandeirinhas hasteadas pela liberdade das mulheres. Ingenuidade? Hipocrisia?Se calhar, acreditam que o que fazem é o resultado da libertação sexual. Digam-me onde está a autodeterminação em ceder a um opressor, a alguém que nos diz na cara " Quero lá saber do teu currículo. És mulher, és carne para canhão".
Não é a ideia de boa versus má rapariga, de cada uma fazer com o seu corpo o que bem lhe dá na gana que me incomoda: é o facto de nem precisarem de ser enganadas com um jantar à luz de velas e outras piroseiras; de saberem perfeitamente à sordidez que vão, in your face, de não se importarem de serem tratadas como lixo.
Outras há que permitem que os namorados as tratem de forma igualmente grosseira, que sofrem as maiores ofensas à sua dignidade e auto estima, e ainda imploram para ficar. Por migalhas. Enquanto uma só mulher não se valorizar, temos um ciclo vicioso que nos prejudica a todas.


Mas para não dizerem que sou resmungona e mal disposta, deixo aqui algum eye candy de classe. Cavalheiros com tudo no lugar...principalmente o cérebro.




Mike Edward


É actor de teatro, fez Shakespeare e tem a sua própria companhia. Destacou-se como Segovax em Spartacus, e não imaginam a quantidade de pessoas que cai aqui à procura do rapaz sem nenhuma roupa e em pose interessante. Não vai acontecer - usem a imaginação...ou o Google.


Sean Bean



Dispensa apresentações e já fez de tudo, desde Shakespeare ao Senhor dos Anéis, mas ficou famoso como O Amante de Lady Chatterley. Vive retirado e muito metido consigo, caractecterística que eu aprecio bastante.
 


Viggo Mortensen




Está em destaque esta semana por nenhum motivo especial: o seu rosto cinzelado é um dos  mais bonitos do cinema, mas ele não se rala nada com o aspecto. Em part time tem outros projectos, como uma editora de poesia para jovens autores.






Os Deuses amam-me



Esta tarde quase, quase fui atingida por um ovo de pomba voador que se despenhou em grande velocidade e veio esborrachar-se no chão com um sonoro "plosh". Foi mesmo por um triz. A sorte que eu tenho!

Wednesday, March 7, 2012

Marques Mendes dixit - Higiene





"(...)este homem é um mau exemplo, e os maus exemplos contaminam a sociedade.
 Denunciá-lo não é uma questão política ou partidária. É um imperativo de higiene e decoro".

Nesta excelente crónica. A sociedade, os costumes e os valores neste país estão a precisar de uma boa barrela com sabão macaco, já o digo há muito. 

A linha invisível e as cinzas do retrato


Viggo Mortensen

Maldita a hora em que esqueci que eras ingrato, e até deitei fora todas as cinzas do teu retrato....

  
A avó Celeste adorava esta canção (creio que era um fado antigo) e hoje acordei a cantarolá-la. Este verso sempre me fez esboçar um sorriso. Eu nunca fui de dramalhões desses, nunca deitei nada à lareira...tenho uma arca das trapalhadas para essas coisas. Escondo-as até que deixem de me incomodar cá por dentro e tenho um singular modus operandi de não chafurdar nas mágoas, de não abrir a caixa de Pandora, que não sei se é cinismo ou prudência. É preferível atirar tudo para o baú e quando as memórias forem menos dolorosas, pensar apenas nos momentos intensos ou felizes . 
    A fase em que uma amizade resvala, lenta e perigosamente, para outro patamar (muitas vezes contra a nossa vontade, sem nos dar jeito, sem planeamento, com um milhão de "ses" e "quês" no caminho) surpreendendo-nos com um entranhado jogo de poder, é uma das mais marcantes . Aquela etapa sombria - mas deliciosamente tentadora - em que a despreocupação e a leveza de uma afeição simples dão lugar a sentimentos tempestuosos, pungentes, tão fortes que magoam, como um colar demasiado apertado. Começam por invadir a alma, transportam-se para o coração, aos poucos, e daí para o sangue. É então que a verdadeira aventura-  ou dor de cabeça, conforme -  começa. Uma vez essa roda posta em movimento, vão-se as regras e a ordem, só resta saltar. É um lugar obscuro e tóxico, como uma câmara secreta, entre mundos, onde ainda não há fronteiras definidas, onde uma palavra, um gesto, podem ditar o prémio ou a catástrofe. Um tempo determinante, seja o desfecho da história feliz ou infeliz, que não volta mais. E por isso é tão precioso. Um coração partido pode não ter conserto, pontes queimadas podem reconstruir-se, uma ruptura nesta fase da linha invisível pode ser fatal, mas não há como pôr-lhe defeitos: esses são momentos que levamos connosco. Porque foi, porque poderia ter sido; porque não se sabe. 

 
A fraction, seduction, attraction
Eruption of passion
Corrupts if a lasted friendship's involved
But love to cross the line

We been friends for a long time, a very close friend of mine
Love you like you was mine, but respect a thin line

Jurassic 5 feat. Nelly Furtado, "Thin Line" 





Tuesday, March 6, 2012

Luciana Abreu dixit‏



 "O melhor é não olhar para a cueca dele durante uns tempos. Cueca de africano é muito forte".

in TV Guia


provando que não é preciso dizer palavrões para fazer corar um carroceiro. Hesitei antes de colocar aqui tão feio palavreado, mas a necessidade de comentar foi mais forte.
Isto ultrapassa a má criação: é boçalidade. Já o disse aqui ,uma asneira na hora certa pode dar jeito e até há quem as diga com graça. Ser brejeiro é outro barro, não se fica assim de um momento para o outro: são precisos anos de pensamento distorcido, ordinareco e constante exposição a vocabulário (e exemplos) do piorio, desde pequenino.  Innuendos, trocadilhos e a vontadinha de levar tudo para o fecho eclair são alarvidades que me fazem urticária. Pobre daquela linda criança com nome esquisito, a ouvir coisas destas. E eu a julgar que a menina tinha prometido ir estudar e deixar-se de dizer tonterias!

Monday, March 5, 2012

Desculpas de mau pagador



Quem já procurou ou procura emprego neste país está familiarizado com os anúncios de mau pagador - vulgo empresas que colocam regularmente classificados a propor estágios curriculares, algo do tipo " estamos a dar os primeiros passos, por isso nesta fase a função não será remunerada" ou pior, têm a lata de pedir colaboradores em regime freelance acrescentando a seguir que no seu entender, isso é trabalhar for free (viva a conveniente ignorância!). "Integração posterior dependendo da capacidade demonstrada"  um jeitoso "periodo experimental de dois meses" e "procuramos quem possua veículo próprio" são outras lérias comuns.
O descaramento deste povo tem o condão de continuar a surpreender-me. Organizações que trabalham assim estão condenadas a nunca passar de "uma empresa a dar os primeiros passos". Não se constrói um negócio a longo prazo numa atitude de chico espertismo, do género " vamos atrair meia dúzia de desesperados para nos desenrascarem, porque infelizmente não podemos pagar a ninguém neste momento...nem sabemos se alguma vez poderemos" - bonitas perspectivas e sólido planeamento, sem dúvida. Não é com estagiários numa constante "dança das cadeiras" que se forma uma equipa. E sobretudo, não se parte para um projecto sem meios para o pôr a andar. Quem tem ideias sérias de formar uma empresa calcula o montante (e/ou) financiamento necessário para as despesas nos primeiros tempos, incluindo mão de obra. Se não puder pagar mais, terá de oferecer menos. Da mesma maneira que se não puder logo de início instalar a sede da empresa numa zona in da cidade, terá de procurar uma opção mais económica. Mas tem de pagar o que consome - e isto é algo que os portugueses precisam de aprender, a bem ou a mal. 
Por acaso estes empresários da treta pensam em se dirigir ao senhorio e dizer " sabe, somos uma empresa pequenina, começámos agora e não podemos pagar renda, mas se nos deixar instalar aqui o escritório oferecemos-lhe integração numa equipa jovem e dinâmica"? É o pensas!
Meus caros senhores, isto é o mesmo que eu, Sissi, publicar o seguinte anúncio: Aceita-se senhora da limpeza estagiária (Full Time) com carro próprio, incansável e dedicada, que saiba engomar, limpar e fazer arranjos de costura, para instalações de jovem blog em expansão. Não podemos pagar um chavo, mas quando pudermos damos integração numa equipa jovem e dinâmica.  E fazer isto várias vezes por ano, que é cansativo ver sempre a mesma cara. Não é absurdo? Dava jeito, não dava? Escravos de graça e sem despesas de manutenção, que ao menos antigamente os escravos custavam os olhos da cara, logo não eram descartáveis como hoje.
Nunca respondi a um anúncio desses - se o fizesse, seria para lhes dizer umas verdades deste género. Cumpri dois estágios curriculares, um para cada licenciatura - mais outro de três semanas num jornal em fase piloto, para ganhar alguma experiência que me faltava. E bastou. Não digo que seja errado estagiar ou ficar um (curto) período à experiência numa empresa séria/sólida/de renome que se ambicione integrar. Mas atenção à reputação da casa...há que evitar organizações useiras e vezeiras neste exercício da mediocridade que não traz benefícios a ninguém. Quem age regularmente desta forma não tem ética de trabalho, não tem a menor intenção de motivar ou compensar os colaboradores, e muito provavelmente será caloteiro com fornecedores ou prestadores de serviços. Pelo menos, essa é a ideia que fica.  Procedimento de uma infantilidade cruel, mesquinha, rasteira e malandra.
Estágios não remunerados que não estejam associados à obtenção de um grau académico devem ser regulamentados de alguma maneira - e limitados a empresas que promovam, de facto, a integração de talentos no mercado de trabalho. Até lá, cabe a cada candidato dar um redondo NÃO a quem tem a lata de fazer propostas tão desonestas em público. Os escravos de hoje podem ser tão numerosos como os de antigamente, e mais baratos - mas têm a liberdade de virar as costas.

Sunday, March 4, 2012

Pelos cabelos

Viva Bianca

Desde que me conheço por gente que tenho o cabelo comprido, e nunca me aconteceu uma destas. Uma madeixa - e bastante espessa- prendeu-se no fecho do anorak. Felizmente era uma mecha daquelas de baixo, que não estão à vista, mesmo junto à nuca. Não conseguia soltar o cabelo nem conseguia despir o casaco, um disparate. Meia hora de pescoço torcido a libertar fio por fio, com muito jeitinho, vou buscar-a-tesoura-não-vou-buscar-a tesoura. Lá consegui, com danos mínimos para as minhas tranças. Resultado: agora estou com medo daquele anorak.

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