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Friday, April 13, 2012

Schlecker chega a Coimbra

Isla Fisher

Há pouco passei pela Baixa de carro e soube a novidade: finalmente, esta cadeia  de drogarias decidiu assentar arraiais por aqui, mesmo junto à Loja do Cidadão. Acabam-se as idas a Cantanhede e ao Porto para comprar as fantásticas máscaras de rosto, as miniaturas de creme e outros artigos que recomendo vivamente. Não entrei porque já era tarde (suponho que fechem às 7) e estava com pressa, mas pelo que me foi dado ver parece-me que em termos de espaço e decoração é a Schlecker mais conseguida que encontrei até agora. Espero que o stock também seja mais completo, porque não tenho encontrado em Portugal alguns produtos vendidos por esta loja, como os champôs do John Frieda.
Tinha um post-giro-interessante-e- profundíssimo quase pronto para hoje (gaba-te cesto...) e comentários amáveis a responder mas vou ficar por aqui, porque o dia foi longo:  tenho as pestanas a doer  -se é que isso é possível - e os neurónios a implorar repouso, desencaixados. É impressão minha ou os dias de chuva puxam mais por nós?
Vou aproveitar esta noite tradicionalmente mágica de Sexta-feira 13 com a água a cair lá fora. Vocês façam o mesmo, porque amanhã é Sábado. Enjoy!

Thursday, April 12, 2012

Belle Époque is back


Com o 100º aniversário do Desastre do Titanic e o sucesso de produções de época como Downton Abbey,   vemos regressar às ruas tendências inspiradas na Belle Époque (aprox. 1890-1914). 
Esta foi uma era dourada em que a rigidez e sobriedade vitoriana no estilo de vida, decoração e vestuário deram lugar à luminosidade, à ostentação despreocupada e a uma certa "joie de vivre" que não mais se repetiria após a I Guerra Mundial. 


 Com o desaparecimento da Rainha Victoria (1901) os trajes graves e recatados foram gradualmente substituídos por visuais vaporosos, fluidos e cheios de graciosidade, que enalteciam as formas femininas.  O novo estilo decorativo, a Art Nouveau - repleto de elementos fluidos, luminosos e naturais - fazia furor e reflectia-se não só nos ambientes (que perderam os cretones pesados, as salas misteriosas e os móveis severos) mas também na forma de estar, de receber, de vestir.

 Cores suaves, inspirações feéricas e orientais popularizaram-se. Surgiram espartilhos menos restritivos - os chamados "health corsets"  que conferiam a silhueta alongada e sinuosa  "de pombo" ou "em S" - e novidades como as harem pants (curiosamente presentes nas colecções deste ano). As saias perderam roda e os pés começaram a aparecer.
O ideal de beleza Eduardiano era a senhora madura, bem nascida, sofisticada, com pele de porcelana, faces rosadas e cabelo escuro, personificada pelas " Gibson girls". 
Enquanto as mulheres lutavam pelo direito ao voto, os cuidados de beleza democratizaram-se: surgiram os primeiros salões de estética, ainda frequentados com alguma discrição (pretendia-se parecer naturalmente abençoada por Vénus) e a maquilhagem deixou de ser usada às escondidas.  
Pó de arroz, "enamel" (uma base branca que continha chumbo) tinta para os lábios (conseguida à base de papoila) e rouge deixaram de ser apanágio de cortesãs e actrizes, tornando-se "de rigueur" entre as senhoras de sociedade.  
Em termos de inspiração esta é uma das minhas épocas preferidas, por associar tecidos leves,  cores mágicas e riqueza de texturas a uma confecção de estrutura impecável. A tendência é particularmente visível em acessórios, casacos, saias maxi, blusas elaboradas e vestidos de noite para eventos formais.
                                    
                                             Marc Jacobs para Louis Vuitton, Outono Inverno 2012



Wednesday, April 11, 2012

Miguel Torga Dixit


"É uma tolice desculpar um falhado"

Tolice, perda de tempo, ingenuidade, fé no Pai Natal...

Tuesday, April 10, 2012

Floral pants







Já vos falei esta semana nas calças com motivos florais que esta Primavera surgiram em vários formatos, texturas e padrões. 


Das harem pants aos corsários, passando pelas
 pata de elefante, palazzoskinny cigarrette, há muitas opções e maneiras inesperadas de as coordenar. Combinações à parte, embora as floral pants sejam mais versáteis do que parecem, as velhas regras de estética aplicam-se: desenhos grandes e cores claras para quem quiser acrescentar volume na parte inferior do corpo, padrões miúdos e tons escuros para quem prefere não comprometer a esbeltez da figura.  Usar uma ou mais cores do estampado das calças no casaco, top ou acessórios; contrastá-las com uma peça estruturada, de corte masculino, ou acrescentar-lhe um item de padrão diferente, tendo sempre as cores presentes como ponto de orientação (vide Olivia Palermo, em cima) são algumas fórmulas para ousar sem errar.

Aqui ficam alguns exemplos (retirados de sites e blogs internacionais) que considero bastante equilibrados. Convém que possamos divertir-nos com a tendência sem pensar "que figura a minha!" daqui a uns tempos...
 www.savvysassymoms.com








 modawmu.wordpress.com

Fashion Notebook via Plenty Of Hangers, asterisque5, Hello Rio





Karma Police?





"Não acuse a natureza, ela fez a parte que lhe cabia. Agora, faça a sua."


John Milton

  
What goes around comes around, karma´s a bitch, cá se fazem, cá se pagam, quem vive pela espada morre pela espada, quem com ferros mata com ferros morre, etc. Hoje enviaram-me esta imagem curiosa e comecei a pensar com os meus botões.
O conceito de Karma (que pressupõe que toda e qualquer acção tem uma reacção, independentemente das circunstâncias ou intenções) foi-nos "emprestado" pelas filosofias orientais, mas a ideia de retribuição divina, Ira Justa ou justiça poética é comum a várias culturas e credos. Pessoalmente, sigo a natureza: e a natureza busca sempre o equilíbrio. Quando a harmonia é ameaçada, as forças naturais procuram reavê-la, nem que seja por meios violentos. Por outro lado, acredito profundamente na inteligência e omnisciência da divindade: não me parece que Deus seja um computador que se limita a registar imparcialmente o que acontece para cobrar mais tarde, sem se importar com os motivos. O Todo Poderoso Criador há-de ser um bocadinho mais complexo do que isso. 
Isto para dizer que em karma, karma mesmo, daquele que diz se não fores um Buda reencarnas em barata não acredito lá muito, até porque quem não se defende não precisa de mau karma para ser um infeliz.
 Uma pessoa fraca, cobarde, que se deixa pisar, está a cooperar com o opressor: ou aprende a gostar de si mesma ou é bem feito que leve sopapos até acordar.

 Já na Justiça Divina, creio sem pestanejar.
Vejamos:vocês  vão a passar na rua e vêem um facínora a raptar uma rapariga. Não há mais ninguém por perto e, sorte das sortes, trazem convosco um spray pimenta e um grande guarda chuva - o que vos dá a hipótese de o tirar do caminho, salvar a  vítima e pedir ajuda.
Pela lógica do karma, se derem uma traulitada no malfeitor, vão atrair um castigo. Mas pela lógica da justiça divina, não prestar socorro é mais grave do que ferir um tipo que assim como assim, não faz falta ao mundo. Se como consequência da vossa acção o bandido for preso e julgado, talvez vocês fossem o instrumento da justiça divina. Who Knows? 

 Dito isto, eu não acredito no karma cego e impessoal. São os padrões de comportamento, o cozinhar deliberado e constante de maldades e esquemas para prejudicar o próximo, a insensibilidade e falta de empatia que descompensam o curso do destino. E quando um dos pratos da balança pende demasiado, a Roda da Fortuna começa a girar. É nessa altura que
os Deuses, para quem acredita neles, dizem algo do género "meu filho, estás a abusar" e empurram os dominós para restabelecer o equilíbrio. A natureza é sábia. E por vezes escolhe instrumentos curiosos para se despachar mais rápido. Afinal, justiça tardia é injustiça, já dizia o outro.

Monday, April 9, 2012

Something wicked this way comes

Lestat (Tom Cruise)
E de repente, assalta-me a sensação de que me ando a portar bem há demasiado tempo. E a certeza de que tenho sido demasiado bem educada/ diplomática/ superior/ocupada/disciplinada/ conciliadora/ forte para me chatear com as coisas. Demasiado amorosa para o meu próprio bem. 
   Se não é coisa que me cause incómodo, não me importo de dar a mão. Se posso resolver as coisas com bofetada de luva branca, sem atritos, não há necessidade de cenas desagradáveis. Mas tenho abusado da minha mania de dar o desconto, do laissez faire laissez passer, de não me envolver emocionalmente. De ser compreensiva com as dores/maluqueiras alheias, de fazer de ombro sem, por outro lado, chatear os outros com os meus problemas. Sim, a Sissi normalmente resolve as suas próprias questões e mais umas quantas do clã e do próximo se preciso for. Mas não abusem. Pensarem "posso fazer desfeitas, ser irresponsável, abusador (a) ou  irritante à vontade, porque a Sissi é demasiado bem criada (ou peneirenta, conforme) para me puxar as orelhas" ou " isto é a casa da Joana e nunca preciso de devolver as amabilidades, porque ela é tão forte e desembaraçada" é sinal de que não me conhecem ou andam esquecidos. 
 
Não faço o género capacho- posso não gostar de abrir as hostilidades, mas sou excelente a dar-lhes resposta. Não morro de amores por confrontos, mas nunca fujo deles. E tenho mau feitio. Muito mau feitio. Lá por só se manifestar quando o saco está cheio, não quer dizer que o dito cujo não venha mal costurado quando calha e não possa estourar mais cedo do que se pensa. Construir casas no sopé de um vulcão, esperando que fique adormecido ad aeternum, é péssima ideia. Falando sem rodeios, há muito tempo que não faço uma maldade, que não entro em modo embirrento, que não dou o devido troco às malvadezas. E tenho saudades. 
 Mau Maria, assim não pode ser. Algo não bate certo e por este andar, acabo por perder o jeito...
Acabou-se a Quaresma. A partir de agora, no more miss nice girl. Ou andam direitos ou não me responsabilizo. Estais avisados.

Cats gone wild

Técnico sujador de superfícies. Resultados rápidos.
Fechem a porta por via dos gatooos ! Esta frase, dita muitas vezes pela minha querida avó (grande protectora dos felinos) sempre nos fez rir. Os gatos dela, em particular o Riscadinho, adoravam esgueirar-se corredor fora e esconder-se debaixo da cama, causando sabe-se lá que estragos.
 Como vivia numa quinta, os bichanos multiplicavam-se à rédea solta e como é lógico, não podiam andar à vontade indoors. Connosco, imposto um certo controlo populacional, é permitido que circulem no interior como qualquer membro da família. Ou melhor, era.
 A partir de agora, pelo menos até ao final da Primavera, estabelece-se a proibição de bichanos nos quartos de dormir durante o dia. Gatos até ao pôr do sol, sem donos em casa, só no jardim ou áreas sociais da habitação. O que nos obriga a um acréscimo de correria pela manhã, para fechar as portas e garantir que não fica nenhum lá dentro, sem poder ir à casinha (o que aumentaria substancialmente os nossos problemas).
 O motivo é muito simples: os marotos andam a mudar a pelagem, e a culpa não é deles. Mas fazem questão de se aninhar em todas as superfícies fofas da casa. Entenda-se o meu cadeirão de veludo, o divâ, mantas e pior, toda e qualquer peça de roupa que tenha o azar de ficar esquecida ao seu alcance. 
Não só se deitam, cada um no seu sítio de eleição, como fazem questão - juro - de se roçar, arrastar e esfregar, para garantir que o local fica bastante cheio de pêlo. E tratam de cuspir bastantes bolas do dito. Blhec. Se não encontrarem um local bom para sujar, procuram-no. Até uma clutch de veludo, guardada na respectiva caixa dentro do arrumo, fui encontrar numa lástima (essas passaram para uma prateleira inacessível, por via das dúvidas).  Uma destruição. Felizmente não lhes dá para aguçar as unhas, mas é só o que falta. Posto isto - e após exaustivas investidas com aspirador - além da interdição de frequentarem aposentos privados até nós, adultos responsáveis, voltarmos ao final do dia, todas as mantas e coberturas presentes em sofás e cadeirões foram substituídas por sedas e brocados - que os gatos detestam. E já não menciono o comportamento ridículo do Segovax (o macho alfa) desde que lhe deu para o amor
 Com um jardim tão bom para passear e salas à disposição, para que diabos querem estar no meu quarto? É preciso ter uma paciência...

Sunday, April 8, 2012

Consideração de Páscoa

Jesus ressuscita


Os Deuses estão para mim como a União Europeia está para Portugal: dão-me as coisas, dão-me os meios, mas nada de me ensinar os melhores métodos para os  usar. Não é fácil ser flexível e seguir a corrente quando se é fiel a si mesmo. Quando temos valores e vontade firme. Por isso, nesta Páscoa o único novo começo que desejo é equilíbrio, orientação divina e sabedoria.  Esta é, desde os tempos pré cristãos, uma época para renascer, com pleno uso de novos poderes, mais longe dos impulsos egoístas, mais perto do plano que Deus desenhou para nós. Com menos limitações. Tamuz, Adónis, Prosérpina/Perséfone, Ishtar, entre outras divindades que reflectem este mito, descem ao Inferno para regressar mais fortes e poderosos. O sofrimento purifica-os, destrói as últimas barreiras, lima as falhas, libertando-os definitivamente da condição humana.  O martírio e ressurreição de N.S.Jesus Cristo, que se revela definitivamente como O Filho de Deus, um Deus de pleno direito, depois de se ter imolado para resgatar a  humanidade, confirma este ciclo. Não se pede menos de nós: que aceitemos as provações e testemos os limites, porque só assim podemos estar mais próximos do nosso pequeno sopro de divindade. O melhor vem sempre depois.  Happy Easter, minha gente!




Vénus coroando Adónis

Ishtar resgatando Tamuz dos Infernos








Prosérpina regressa ao mundo dos vivos








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