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Friday, August 3, 2012

Pensamento do dia

                                              
As regras existem para serem quebradas. Principalmente as regras parvas. 

Férias, parte I

Durante os próximos dias, se não houver nada em contrário, vou estar fora do país, num sítio mais ou menos assim.  Para desligar a mente, arrumar as ideias e dizer bye bye a certas poeiradas.  Ainda não é a viagem que ando a planear fazer mas não se distancia muito. Caso tudo corra pelo melhor, o Imperatriz não vai fechar para férias. Tentarei passar por aqui para ir partilhando os detalhes giros convosco. De resto, esperam-me, Ámen e assim queira Deus, uns quantos dias de sol e praia, dedicados inteiramente à nobre arte de não fazer nenhum...

Losing my religion?- My love songs 2#

     
Esta expressão sulista, que deu nome à extraordinária canção dos REM, significa perder a calma, a pose ou as estribeiras - aqueles instantes em que a fúria ou o desespero levam a melhor sobre nós. Na terra dos meus avós, existe um dito parecido: "eu perco a religião e... dou-lhe uma tareia/digo tudo o que tenho a dizer/faço aqui um disparate, etc". Quando a fé, a educação e tudo aquilo em que sempre acreditámos, a nossa atitude habitual, já não servem perante determinada situação. O tema, que os autores descreveram como "uma canção clássica sobre a obsessão" retrata uma paixão sombria, angustiada, que se despedaça uma e outra vez e consome a alma e o corpo. É uma das minhas canções preferidas e a letra sempre me assombrou um pouco, em diferentes fases da vida. Se a espera, a antecipação, as tentativas, as birras, as primeiras aproximações - em suma, tudo o que compõe o desenrolar de um romance - têm um encanto indispensável, também é um facto que prolongando-se demasiado a tempestade, a película se torna doentia, a fé se esbate, perde-se a orientação. Mói. Cansa. Passa-se de uma angústia boa, de uma espera voluptuosa e de um enredo romântico a uma doença que nada traz de construtivo. O ano passado falei precisamente disso aqui no blog. É essa fase que Losing My Religion capta com pungente sensibilidade: eis-me pelos cantos e na ribalta, perdendo a religião; tentando acompanhar-te, sei saber se consigo; oh não, puxei o assunto, falei demais....mas não disse o suficiente. E podia jurar que te vi tentar. A cada hora escolho a minha confissão, mantendo-te por perto, como um tolo perdido, magoado e cego. Será que falei demasiado? Será que disse o suficiente?


That's me in the corner

That's me in the spotlight

Losing my religion
Trying to keep up with you
And I don't know if I can do it
Oh no, I've said too much
I haven't said enough
I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try

Every whisper
Of every waking hour I'm
Choosing my confessions
Trying to keep eye on you
Like a hurt lost and blinded fool (fool!)
Oh no I've said too much
I set it up



Thursday, August 2, 2012

Extreme makeover-home edition em Portugal?

Não venham trabalhar para cá.  Estão avisados.
Extreme makeover-home edition é um daqueles guilty pleasures para quando tenho tempo, preciso de desligar os neurónios e faço um bocadinho de zapping. Puxa à lágrima em nome do espectáculo, há verdadeiros disparates decorativos, mas é inegável que aquela gente tem imaginação e que - lamechice à parte - o programa é recheado de boas acções. Fico sempre a pensar o que inventaria aquela equipa se eu a contratasse - havia de ser giro. Mas há um aspecto incontornável em Extreme Makeover, um aspecto muito americano: o sentido de comunidade. E de generosidade. É extraordinário como vizinhos, empresas e instituições se envolvem no processo de ajudar o próximo. Dou por mim a imaginar se a mesma coisa seria possível em Portugal, mesmo que tivéssemos dimensão, meios e métodos de construção para erguer casas assim em tempo recorde. E chego à conclusão que não: ora pensem lá comigo. Estão a ver portugueses todos contentes porque o vizinho do lado vai de férias uma semana enquanto lhe constroem uma casa novinha em folha...de graça? Não faltaria "eu, contribuir para isso? quem é que me agradece? A paga é sempre a mesma!" ,"olha os espertos!"" ai, eu precisava mais que eles", "são uns malandros", "devem ter alguma cunha na produção", "cá para mim a mulher andou metida com algum figurão para conseguir isso, nunca me enganou!", "eu sou mais pobrezinho", "as finanças vão cair-lhes em cima" (se calhar, aqui não se enganavam) "vejam lá se era preciso um luxo assim para uns pelintras daqueles", "agora ficam cheios de vento e ninguém os atura" etc. Com um pouco de sorte, dali a dias tinham grafitti nas paredes ou coisas piores. Há gente mesquinha para isso e para muito mais. Quanto mais de dá, mais se tem, e é uma pena que por cá se repita ad aeternum a anedota dos caranguejos:

Estão dois homens a pescar na praia. Um deles repara que o outro traz dois baldes cheios de caranguejos - um com tampa e outro sem. E pergunta:
- Ó amigo, porque é que esse balde está tapado?
- Porque estes são caranguejos japoneses. Os que estão em baixo empurram os de cima para fora do balde, e daqui a nada fogem todos - responde o outro.
- Então e o outro, não tem tampa porquê?
- Porque estes são caranguejos portugueses. Os que estão em baixo puxam os de cima para dentro do balde!





Traje de noite, onde estás?

                           
Ontem, a propósito dos calções, abordei o assunto da roupa de sair, que me deixou cá a pensar. De há uns anos a esta parte, o casual-chic transformou-se em casual puro e duro, as fronteiras entre a roupa para o dia e para a noite esbateram-se e de certo modo, tudo é permitido. Parece-me que este hábito começou a meio da década, com a combinação jeans + corpete para saídas à noite, e se foi instalando. Na outra face da moeda, os saltos altíssimos, as lantejoulas baças e os dourados foscos, entre outros detalhes tradicionalmente reservados para depois do por-do-sol, passaram a ser "admissíveis" para o dia. Se por um lado é bom que haja  liberdade para criar, por outro assiste-se a uma nova decadência do chamado "traje social" - e torna-se cada vez mais difícil evitar o desleixo....ou o overdressed. O que é estranho, considerando que as lojas têm sido pródigas em opções para smart-casual, cocktail, cerimónia, e por aí fora. Há vários anos que não era tão fácil comprar vestidos, ou peças elaboradas como hoje. A qualquer altura é fácil arranjar um outfit para uma ocasião mais formal ou festiva, mesmo nas cadeias fast fashion. Então que se passa? Eis o que vejo.
E o bruxedo começou assim...

Cenário 1
Mulheres de pumps vertiginosos, com aplicações, em plena luz do dia na calçada portuguesa (com calças de ganga, calções ou mini saias).

Cenário 2
Em bares e discotecas: homens de jeans, ténis e t-shirt estampada; senhoras de calções ou calças de ganga - ou pior, cargo - bailarinas e t-shirts de algodão. Em eventos de maior formalidade: senhoras de tigresse, saias tipo cinto, ou...jeans. Cavalheiros em mangas de camisa e sem gravata.

É certo que nos nossos dias as rígidas regras de antigamente se aligeiraram. Já não existe uma divisão tão clara entre o traje matinal, da hora do chá, de noite ou de gala . Que há uma maior versatilidade das peças - um vestido para jantar pode ser facilmente adaptado a  cocktail ou a algo um bocadinho mais formal, com os acessórios adequados. Mas com tanto por onde escolher - abundância de saias lápis, vestidos, saias com aplicações, calças de cabedal, tailleurs, peplum, calças clássicas, só para nomear algumas - para quê usar à noite o mesmo que se veste para o dia? Nem nos minimalistas e despojados anos 90 se via tanta confusão de critérios. Os dress codes suavizaram-se, mas surpreende-me como - particularmente no caso de night clubs - os ténis deixaram de ficar à porta.
Pessoalmente eu recuso sapatos altos e desconfortáveis para o dia, por exemplo - prefiro-os compensados ou mais baixos . Por isso, quando saio, aproveito para variar. Em última análise, não se vestir para a ocasião mostra falta de respeito pelo anfitrião (se aplicável) por quem perdeu tempo a arranjar-se (que por sua vez se sentirá overdressed, quando se limitou a respeitar o dress code) e retira todo o encanto ao acto de sair. Existem vários "graus" para o smart dressing - que será diferente num jantar solene, numa ida a um bar, no lançamento de um disco, num baile tradicional, numa gala, numa discoteca ou num festival de rock.  E é perfeitamente possível estar composto com simplicidade, sem cair na vulgaridade, no overdressed nem em pinderiquices. Impõem-se sofisticação e bom senso.
Ficam alguns exemplos para ocasiões diferentes, sujeitos à sensibilidade e gosto individuais:








Do pânico

Sou uma pessoa tranquila, que raramente perde o sangue frio. A partir de certa altura (não recordo quando nem porquê) desenvolvi uma estranha qualidade zen de não me enervar com frequência. Exceptuando em assuntos chave, de modo geral quanto mais os outros correm, se afligem, berram e saltitam, mais calma e focada eu estou. Há ocasiões em que apresso quem está à volta, mas por razões estratégicas. Por isso, quando me sinto incomodada ou assustada com qualquer coisa, normalmente é o instinto de que já vos falei a dar sinal. E quando dá, aí sim, tenho os meus momentos de tensão. Sucede que isso provoca certa confusão e considerando a minha impassibilidade habitual versus os instantes hiperbólicos, em dadas situações o meu breve e justificado pânico não é levado a sério. Resultado: só se apercebem que eu tinha razão quando todos já me convenceram a reagir de modo contrário ao meu receio. E aí sim, temos desatino, com todos feitos baratas tontas e a Sissi no seu canto a apreciar o pandemónio, a erguer uma sobrancelha e a resmungar "eu não disse?".

Wednesday, August 1, 2012

Sabemos que estamos a blogar demais quando...#1



                               
...o senhor nosso pai nos liga de Londres a perguntar "Sissi, que texto foi aquele? Alguém te andou a chatear? Passa-se alguma coisa?". Relax, papa. Everything is under control.




Estou farta: tachas, calções e outros

Correndo o risco de ver muitas bloggers aborrecidas comigo, preciso de dizer isto. Espero que não se zanguem muito - afinal, gostos são gostos - mas há algumas tendências que começam a cansar os meus olhos. 


                                             Tachas
Andam por aí há pelo menos dois anos, e considerando as peças de má qualidade que invadiram o mercado - como acontece sempre que uma tendência mais chamativa cai na graça dos consumidores - era de esperar que saíssem de cena. Julguei que depois de ter visto tantas sandálias e botas com tachas nas lojinhas do chinês e nos pés de certo tipo de pessoas a scene fashionista se cansasse delas, comme d'habitude. Erro crasso!  Nunca fiz questão de ser uma trensetter ou uma early adopter, porém recordo-me de me antecipar cerca de seis meses a tendências deste género e descartá-las quando se tornavam repetitivas. Mas parece que as regras do jogo têm mudado nos últimos tempos e vejo imensa gente entusiasmada com as tachas que apareceram nas novas colecções em casacos, carteiras e calçado. Surpreende-me como ainda vendem e geram interesse: já estão na berra há tempo que chegue para todo o mundo ter peças semelhantes no armário. Eles lá sabem e só posso rezar para que haja moderação, ou não vai ser bonito de se ver. A vantagem é que atrás das tachas vieram os picos - e eu tenho dois ou três cintos de cabedal (só isso, nunca fui de exageros) com saudades de ver a rua em looks punk chic.



Shorts de ganga
Já falei deles e não me quero alongar. Volto a dizer - podem ser descontraídos, muito teen, práticos até, ficam muito bem a certas mulheres mas não são tão versáteis como algumas pessoas pensam. Denim shorts à noite, em plena cidade, é coisa que na minha óptica não faz sentido, ainda por cima quando as marcas se têm desdobrado a fazer roupa gira para sair. Depois é o disparate das meias brilhantes, com este calor, que provocam o efeito de que falei aqui. As prateleiras dos saldos estão a abarrotar destes daisy dukes. Variem um bocadinho, que eu gosto de ver gente bem arranjada.




                                         Litas coloridas e companhia
Há uns tempos, analisei o fenómeno da Lita (reflexão que se estende aos Foxy e afins) e interroguei-me se seria um tipo de sapato duradouro, ou se se tornaria insuportável dali a uns tempos. Penso que nos aproximamos perigosamente da segunda hipótese, graças ao exagero de lojas e consumidoras. Com muita pena minha, ainda havemos de assistir a uma viragem e voltamos a ficar reduzidas a stilettos desconfortáveis, por enfado dos designers. Poucas pessoas gostam tanto de chunky heels como eu - e repito, sou apreciadora dos sapatos Campbellescos -  mas tal como já disse, um modelo tão marcante (seja original ou uma inspiração de outra marca) exige bom senso e noção do coordenado, da figura que se tem e da ocasião. Enfiar umas Lita não é um "atestado fashion". Até porque sendo modelos totalmente compensados não adelgaçam tanto como possa parecer: quem é rechonchuda continuará a sê-lo, mas em cima de um degrau, por isso, cuidado com a fatiota! A isto acrescem casos de contrafacção que não se compreendem. Quem não quiser investir num modelo que pode ser efémero tem a possibilidade de optar por outra marca. Por fim...botas no Verão, meninas? E em encarnado? Que sofrimento. A vantagem reside na multiplicação de opções para quem, como eu, adora saltos maiores e mais largos. Por isso, não é obrigatório cingirem-se sempre ao mesmo...



Citação do dia: da inveja


Não há nada mais constrangedor - mas apesar de tudo, mais cómico- do que partilhar o mesmo espaço com um invejoso. O invejado senta-se serenamente, sem querer fazer alarde de si mesmo nem provocar o ressabiado. Mas este! Cada palavra que o outro diga é motivo para gargalhadas fora de contexto; contradiz o suposto rival  sem quê nem para quê; finge que o ignora, mas bebe cada palavra que diz. Se não o pode superar pelo prestígio, pela beleza ou pela forma de estar, procura fazer espavento da sua inteligência, olhar para o lado, interrompê-lo. Se não consegue levar a melhor sobre a influência do outro, ostenta as suas posses, puxa por todos os galões de que se lembra, prepara mentalmente argumentos para o apunhalar pelas costas. Mexe-se na cadeira como um esquilo histérico, esboça grandes gestos para que reparem nele. Em suma, faz uma verdadeira figura de urso, que a uma pessoa perspicaz não merece mais do que um erguer de sobrancelhas...
As mulheres são particularmente hábeis nestes números desesperados, mas os homens não escapam a figurinhas assim:

"Saruman não tardou a ter inveja de Gandalf, e essa rivalidade acabou por transformar-se em ódio, mais profundo ainda porque era oculto, e mais amargo porque sabia, no íntimo que o caminhante cinzento era quem tinha maior força exercia maior influência (...) apesar de esconder o seu poder e de não desejar medo nem reverência. Saruman não o reverenciava, mas começou a receá-lo (...) por isso, tratava Gandalf com menos respeito do que aos outros sábios, e estava sempre pronto para o contradizer ou apoucar as suas opiniões; secretamente, no entanto, anotava tudo quanto ele dizia (...) e imitava-o à socapa".

Tolkien, Contos Inacabados

Há sempre um avião


Marilyn Monroe
Há muitos anos que ouço dizer "se te estás a apaixonar, apanha um avião para bem longe". É um dos melhores conselhos que já encontrei para o mulherio  - útil para quando a paixão em causa não convém, para esquecer um desgosto, mas também para colocar sentimentos demasiado intensos em perspectiva. Em contacto com outras caras, outros lugares, à distância, nada parece tão dramático nem tão romanesco. Em suma, é uma excelente maneira de arejar a cabeça e recuperar o sangue-frio. Mas esta manobra de diversão tem outras utilidades: na situação oposta, por exemplo. Ou seja, quando é necessário escapar a algo que não nos agrada de forma radical, sem deixar lugar a dúvidas. E uma conhecida minha fê-lo de uma maneira bastante incorrecta e chata, mas que ficou para a história das private jokes.
 Estava ela de férias no estrangeiro com o noivo e a respectiva família, quando se apaixonou repentinamente por outra pessoa, como boa desmiolada que era (sem ofensa a todas as que se apaixonam do dia para a noite por um estranho, mas neste caso era mesmo). Volúvel mas sincera, não quis perder mais tempo nem enganar ninguém: arrumou as malas e foi vê-la marchar até ao aeroporto. O noivo e os futuros sogros tentaram impedi-la, seguindo-a por ali fora - ele, coitado, todo ranhoso e choroso - mas sem sucesso. Foi e foi mesmo, bons ventos a levem. Problema resolvido a ferro e fogo...mas resolvido. O que não tem remédio, remediado está. Penso muitas vezes nesta estória quando preciso de enfrentar uma situação desagradável: por muito má que seja a assistência, por mais insuportável que a ocasião seja, há sempre um avião. Nada nos obriga a ficar, nada nos constrange, as únicas guitas que nos atam são auto-impostas. Podem acusar-nos de desagradáveis? Sem dúvida, mas pela minha experiência, aceder a algo que cheira a esturro nunca acaba bem. Claro que quem diz avião diz táxi, comboio ou outro meio de transporte qualquer...



Shoes gone crazy...e outras coisas

Tia Carmencita, acha que tem problemas? Ah-ah!
Este tem sido, sem dúvida, o ano dos sapatos, como já tenho partilhado convosco. A população sapatesca (ou sandalesca) reproduziu-se de forma inesperada no meu closet, acompanhada das respectivas caixinhas. De modo que o quartinho de guarda roupa e o próprio roupeiro estão a ficar ligeiramente atafulhados, coisa que a minha cara mamã não vê com bons olhos. " Ou estas caixas ficam todas arrumadas de maneira a que a Sissi ande à vontade dentro do closet ou não respondo por mim!" diz ela, que embirra com caixas de sapatos (go figure...o direito de embirrar com as coisas mais estranhas é algo que assiste a cada um). Por isso, se quero manter o espaço organizado à minha maneira, tenho de deitar mãos à obra. O pior é que ainda há muitas voltas a dar, mesmo com as cargas de roupa que já ganharam novos donos e fizeram o favor de me deixar várias gavetas e estantes livres (hurray!).
Museu Carmem Miranda: prova provada
que um bom closet é arte. Jeffrey who?
  É que os varões também andam a sofrer um bocadinho - este Verão tem sido pródigo em vestidos, entre os que vieram para casa e os que estavam guardados (em caixas, pois) à espera que uma senhora habilidosa com a agulha se ocupasse deles. Dois 100% seda e lindos de morrer já estão em uso, e ainda fui dar com outro no mesmo material, de saia balão, à espera de ajustes nas alças. Conhecem coisa mais sultry do que um vestido em seda? Acho que poucas peças fazem uma mulher sentir-se tão especial.
 Já não falo de jeans e calças - mas não imaginam as saias amorosas que por ali andam. Descobri um coordenado estilo retro para usar uma saia lápis verde-menta com bolsos giro, giro, e outros para saias  lápis em couro de vários tons.
Sei que estes posts podem dar a ideia " esta criatura só pensa em trapos!" e eu podia responder " não, também penso em sapatos!". Estou a brincar: não é que uma pessoa viva para a roupa, mas o facto é que ela existe. E é preciso que uma mulher se ocupe dela antes que ela trate de nós. Ou que um pesadelo recorrente em que estou num provador e há cada vez mais roupa, e mais, e mais, para eu experimentar, se torne realidade. Vade retro!

Tuesday, July 31, 2012

Mas que é isto???

Vamos cá a ver uma coisa. Eu não sou o Primeiro Ministro, nem uma celebridade influente, nem a Rainha de Inglaterra - mando aqui no Imperatriz e já não é mau - para esperarem certas coisas e responsabilidades de mim, para me esmiuçarem ou terem expectativas elevadas e disparatadas em relação à minha pessoa. E embora esteja longe de ser santa, posso considerar-me um ser humano bem intencionado. Depois há duas coisas muito claras  a meu respeito: primeiro, sou uma pessoa transparente, que fala verdade e fala uma vez; odeio repetir-me, defender-me e justificar-me, porque sempre ouvi dizer quem se explica diminui-se. Sou verdadeira com as pessoas que estimo e quando digo uma coisa espero que tenham em mim a mesma fé que tenho nos outros.  Segundo, não me presto a espectáculos, a rambóias nem a figuras tristes. Não me ponho a jeito, nem em bicos dos pés, para obter coisas sem as quais passo muito bem, pelo que não admito que se sentem a observar-me e a analisar-me como se eu fosse um caso sério, prestes a lançar o terror, ou um bicho do circo. Quando vejo gente a achar-se no direito de me dissecar e escrutinar - sendo que eu, por mim, estou tão bem no meu cantinho - aí sim, apetece-me entrar em modo Chucky e espalhar o pânico. Suspeito que a minha baixa capacidade para me melindrar facilmente é um problema. Está tudo tão habituado a gente que se ofende por qualquer coisa, que desconfia de tudo o que mexe, que à mínima provocação agarra os outros pelos colarinhos, que quando uma pessoa reage com mais calma, diplomacia, ou subtileza - ou simplesmente tem mais que fazer do que cortar relações à primeira tempestade - a tomam por parva, ou tapada, e abusam. Pois muito bem. Vou ali trocar as pilhas e depois conversamos.

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