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Saturday, September 1, 2012

Get these looks, ASAP

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Clothes We Love - September 2012WHY WE LOVE IT

Guess who´s back

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Alguém ainda guarda os seus sobretudos de lã compridos? Estive quase a desfazer-me dos meus e ainda bem que refreei o meu impulso libertador. Aí estão eles em toda a sua glória, na Vogue España.

O Pingo Doce e os gulosos

"Supermarket lady", escultura de Duane Hanson, 1969             
Não há paciência. Ontem tencionava fazer uns hamburguers gourmet à minha moda e nesse sentido, dirigi-me ao Pingo Doce, que ficava em caminho. Ainda hei-de aprender que trocar às vezes o Supercor pela concorrência, onde o preço é igual e o atendimento inferior, não é boa política.  "Queria x de carne picada para hamburguers, por favor" disse com o ar natural de quem espera que o sol nasça amanhã.  "Não há carne de vaca" responde o homem do talho. "Como não há?" pergunto eu. "Houve de manhã" diz ele. Come again? "Oh, é que temos hoje uma promoção de carne de vaca a 50% ". " Mas a promoção ainda está activa e já não há?" indaguei, a  apontar para o cartaz, que entretanto vi, a dizer em letras gordas " Carne de vaca - 50% de desconto". "É que se foi toda antes do meio dia!" responde o funcionário, muito cioso dos seus pergaminhos. E lá fiquei eu sem hamburguers. Imagino o circo que não há-de ter sido, com todos os lambareiros açambarcadores das redondezas a  ir ao Pingo Doce em família, comme il faut, a fazer fila, a açambarcar todo o stock disponível à ganância,  a destratarem-se uns aos outros e a gritar com os trezentos filhos. Não acredito que estas pessoas precisem assim tanto de comprar bifes para o ano inteiro. Mas fazem questão de atafulhar a "arca FIGORÍFICA" com frangos deprimentes, nacos e tudo o que se lembram. "Ao fim de semana o meu genro e a minha nora vêm cá e preciso de fazer o comer para a menina". E em última análise, já que não mandam em mais nada, nem está fácil ter sucesso neste país, e os divertimentos ficam caros, ao menos ultrapassam os outros clientes. E orgulham-se de dizer "olha, aqueles queriam carne e eu já a levo toda, eheheh!". Sempre se varia do desporto rei, e enche-se "o figorífico"... e serenidade para aturar isto, onde se compra?

Diana de Gales, 15 anos















Ontem já não fui a tempo de assinalar a data - tive vários afazeres em noite de Lua Azul - mas não gostaria de a deixar passar em branco. Considero-me bastante imune às desgraças noticiadas pelos media, mas houve duas que me marcaram profundamente: 31 de Agosto de 1997 e 11 de Setembro de 2001. Eu era muito novinha quando aconteceu, mas a morte da Princesa de Gales foi um momento que ficou. Creio que a maioria das pessoas se lembra do que estava a fazer quando ouviu a notícia. No meu caso, talvez me tivesse chocado por  estar numa fase significativa da minha vida. Foi um ano estranho, em que me sucederam muitas coisas novas, na maioria boas, mas definitivamente transformadoras. Uma fase feliz, cheia de agitação e possibilidades. Nesse dia eu regressava de férias em família, e parecia que nada poderia alterar o estado das coisas. Tínhamos o rádio ligado e a voz do locutor, que não escondia a comoção e o nervosismo, atingiu-nos como um raio. Houve um " o quê??" em uníssono e lembro-me nitidamente da sensação de ficar com as costas coladas ao banco, sem me conseguir mexer. Essa incredulidade não veio tanto por eu ser uma grande admiradora da Princesa Diana, mas da  sensação de insegurança causada por ver uma mulher e mãe tão linda, tão jovem, com filhos que precisavam dela, a desaparecer assim tragicamente, sem mais nem menos. Sempre me senti encantada pela sua sogra, a Rainha Isabel II (nunca a mencionei por aqui, mas gostaria de o fazer um dia destes) uma mulher capaz, desde muito jovem, de pôr os seus deveres à frente de si mesma, de enfrentar tempos difíceis, de dirigir uma família e acima de tudo, de fazer tudo isso com extrema elegância e modéstia. Diana de Gales...era uma mulher bonita, genuína, boa mãe, glamourosa, com brilho próprio e de grande generosidade, mas extremamente frágil. Ao casar abraçou, pese embora a sua timidez e insegurança iniciais, o sonho - o sonho completo, sem olhar ao que era de facto esperado dela. 
                                    
Uma união do género seria sempre tingida de pesado dever, um dever que se sobrepunha aos sentimentos e crises pessoais. Ao unir-se ao príncipe herdeiro, Lady Diana Spencer não contraía matrimónio somente com o homem, mas com tudo o que ele representava. Aceitava obrigações para com todo um povo, for better or worse. E embora simpatizasse, como tanta gente, com os seus desgostos enquanto mulher, não pude deixar de pensar (embora eu fosse uma miudinha na altura) que a encantadora Princesa não se conduziu com a dignidade e discrição que a sua posição exigia. Cedeu às suas fragilidades, ao procurar desesperadamente (e nos locais, pessoas e ocasiões erradas) o grande amor que o marido não lhe podia dispensar. Uma mulher sensata sabe que não há perfeição em lado algum, mas Lady Di continuava, inflexivelmente, em busca de uma realização romanesca no pior momento e lugar possível. Cedeu a uma certa vaidade ao procurar chamar para si a atenção dos media - um dom que inegavelmente possuía - o que teria os seus benefícios, se não o fizesse com o objectivo de captar simpatias para a sua "causa". O seu papel não seria, jamais, o de causar cisões. A sua folhetinesca entrevista à BBC em 1995, expondo aspectos tão privados (e moralmente repreensíveis) não só me pareceu desnecessária, como nascida de impulsos pouco altruístas. Se o homem (ele próprio vítima das circunstâncias) não apresentava um comportamento modelar, o Príncipe não deveria ser atacado perante todo um povo pela mulher que elevara ao prestígio e carinho do público...em última análise, o respeito entre os membros de um casal, célebre ou anónimo, é para mim - a despeito das guerras privadas que existam no seio familiar - sagrado. Apesar de tudo isso, contam as boas acções, as causas (mesmo as mais polémicas, como a SIDA) que escolheu corajosamente apoiar e divulgar com recurso ao seu mediatismo. Tivesse a Princesa Diana usado de mais serenidade e paciência, e direccionado todas as suas energias, a sua beleza e a simpatia de que gozava para o trabalho em prol dos mais desfavorecidos, e tudo teria sido, se não perfeito, pelo menos maravilhoso. Rest in peace.







Friday, August 31, 2012

Boss AC...misericórdia!

É que já não posso ouvir a cantiguinha orelhuda da Sexta feira não sei quê não sei quê. Quem diz a verdade não merece castigo, as pessoas identificam-se com a canção, o instrumental é curioso e o vídeo está giro - esse gatinho de Lego é a coisa mais fofa -  mas aquela traquitana entra pelos ouvidos dentro e fica na cabeça que é uma coisa doentia. Com o spot de regresso às aulas do Continente, pior um pouco. Em boa verdade, já cheguei a pensar (que eu tenho uma certa crença na máxima o semelhante atrai o semelhante, Abyssum abyssus invocat, e por aí fora...) se os portugueses não terão magicamente atraído a crise por tanto gostarem de se queixar. Agora que realmente têm razão para isso, é vê-los lamentar-se freneticamente, com ar guloso, mesclado com um certo olhar de desapontamento porque agora toca à maioria e já não podem ser mais infelizes do que o vizinho, nem cascar nesses malandros privilegiados dos funcionários públicos.  Tenho para mim que essa coisa da crise é como o Diabo: quanto mais se fala nela, mais contente ela fica. E canções sobre a dita cuja, haja paciência. Palpita-me que se a ignorássemos, se fizéssemos por levar a nossa vidinha como se tal coisa não existisse, se não lhe déssemos importância, a criatura metia a cauda entre as pernas, a viola no saco e ia chatear outro. Just my two cents here.

Farinelli in the house


Saudável, meigo, com mau feitio...um ano e meio depois, eis que volta para casa para me deixar MUITO feliz. A fazer muito romrom, ainda um tanto ou quanto desconfiado e assustadiço, com medo de qualquer barulho e dos flashes (daí este retrato que não lhe faz justiça; ele está muito mais bonito do que parece aí)  mas muito mais moderado nas dentadas e pantufadas. Ou seja, civilizou-se na rua. A liberdade fez-lhe bem. É miraculoso como sobreviveu e soube voltar a casa! O Mê gato, o mê gato, o mê gato está cá, benza-o Deus! A todos os que se preocuparam, que me mandaram mensagens de apoio e torceram pelo seu regresso, o nosso muito obrigada.

Olha que choras com razão!

Se há coisa que me põe fora de mim e que acorda a peste que vive cá dentro (ninguém é perfeito) é que me façam acusações parvas, disparatadas, sem nexo e obviamente falsas. Conhecem o género - quando alguém procura ler nas nossas atitudes, sem nos perguntar, sem uma conversa franca, um determinado comportamento que só existe na sua cabeça. Sempre me responsabilizei pelo que faço; se erro peço desculpa e procuro reparar os estragos, o que é justo é justo. Agora, quando eu estou inocentemente minding my own business, cheia de boas intenções (ou sem nenhumas) e alguém perde o seu tempo a ver-me à lupa, a observar-me, a tentar encontrar motivos para me culpar de alguma coisa e depois se atreve a apontar-me o dedo, então perco toda a bondade, cortesia e diplomacia. Não sou, por natureza, uma pessoa que se desdobre para agradar ou impressionar. Procuro ser amável ou mesmo generosa com quem me rodeia, mas what you see is what you get. Nessas alturas, porém, até isso desaparece. E tenho vontade de aplicar a regra lá de casa, ou seja, de fazer muito pior e de lhes dar boas razões para reclamar. Se tenho a fama, tenho o proveito, mais vale sê-lo do que parecê-lo, ora essa. Os meus pais nunca toleraram crianças queixinhas e dissimuladas, nem choraminguices sem motivo. Por isso, quando alguém esboçava vontade de fazer uma birra injusta, lá vinha o bom e velho " ou esta criança acaba com isso, ou chora com razão". Era remédio santo. 

Thursday, August 30, 2012

Pensamento da noite: perseverar


As ideias de persistência, esperança, perseverança e paciência, tão familiares, tão batidas, sempre tiveram um eco moderado no meu espírito. São aquelas máximas sem grande graça, que reconhecemos como verdadeiras sem realmente meditar nelas -  que pomos em prática, se formos capazes, quando a situação o exige. Aprendi a utilizar o dom (ou a prática) da serenidade desde muito nova, mas nem sempre sigo o meu instinto teimoso tanto como gostaria. Porém, nos últimos tempos tenho pasmado com as resultados que estes "lugares comuns" são capazes de trazer. Com as recompensas do silêncio, da fé, da tentativa e erro. Estamos sempre a aprender, é outro lugar comum...e há cada surpresa fantástica à espera de nos apanhar distraídos!

Gostar tem limites

Há algum tempo que aqui a Godmother andava com vontade de ler o romance de Mario Puzo que deu origem ao filme (que preciso de rever, pois tenho dele uma memória muito vaga) The Godfather. Ontem, por mero acaso, arranjei um exemplar e estou bastante impressionada quer com a prosa, quer com o protagonista, Don Corleone. Claro que o livro tem partes de arrepiar ( até ver, da autoria de outras personagens) mas o Padrinho é, em essência, um anti-herói, um generoso homem à moda antiga fiel aos códigos de honra dos seus antepassados, de uma lealdade extrema aos amigos. Um mafioso fofo, vá, que começou por negociar em azeite. A sua bolsa, os seus homens, os seus favores estão sempre ao alcance daqueles, pobres ou ricos, poderosos ou humildes, que lhe jurem amizade. Para obter justiça? Falem com o Padrinho. Para resolver um problema que parece impossível? Lá está o Padrinho. Todos gostam dele, é o Pai Natal daquela gente toda. Um dia poderá - ou não - cobrar o favor, que pode ir de obter uma informação importante a receber legumes ou bolos frescos da loja do devedor. Obviamente segue as velhas máximas italianas, como "o bem sempre que possível, o mal sempre que necessário" e "odiar e esperar"  apoiado nas regras da omerta, pois claro.


Salvo as devidas diferenças (sou uma pessoa honesta, não dirijo um império e nunca faria mal a cavalos, nem a outro bicho qualquer com a honrosa excepção das centopeias ) identifico-me com a atitude da personagem, no sentido de ter uma lealdade absoluta às pessoas que me são próximas e de esperar delas o mesmo. Não sei se isso vem  do meu lado siciliano, do meu lado celta, da educação que recebi ou disso tudo junto, mas tenho uma noção de clã muito forte. Com quem não me é nada, sou condescendente ( no mundo em que vivemos a lealdade é rara, não vale a pena contar com tal coisa nem zangar-se por tão pouco).  Para as pessoas a quem abro o coração, porém  - e são poucas , que eu demoro a afeiçoar- me - estou sempre disponível. Podemos não nos ver durante imenso tempo que o meu carinho é sempre igual, mesmo que a vida nos tenha afastado, que a pessoa que eu conheci já não seja exactamente a mesma. Se erra, lá estou eu para perdoar setenta vezes sete vezes. Se precisa da minha ajuda, ali me tem. Tenho o hábito de gostar de certas pessoas e não o perco facilmente. Se houver uma relação de sangue ou de amor mais entranhada é  a minha lealdade, embora não seja cega (nunca fui de fidelidades caninas nem de ignorar os defeitos dos que me são caros). Só há duas coisas que me fazem mandar às malvas estes princípios sagrados: a primeira é que abusem da minha generosidade. Ou seja, que estejam sempre disponíveis para me pedir um favor, para aceitar os meus convites, mas jamais para retribuir embora se arvorem "amigos até ao fim do mundo". E isto uma, duas, três vezes, mais vezes, com o maior atrevimento. É uma atitude de egoísmo, oportunismo e infantilidade que não consigo respeitar. Amigo que é amigo está lá quando é preciso, não se limita ao "venha a nós". Dizerem a esmo que me admiram tanto, gostarem muito de mim mas não terem nenhum trabalho com isso -  quando eu me dou a infinitos trabalhos para lhes valer nas suas aflições  - não é um "negócio justo". Amizade ou amor envolvem sempre reciprocidade. 
A segunda mata-lealdades acontece quando, por mais que se faça, uma pessoa amiga mostra fraqueza de carácter, insistindo em comportamentos que a  desmerecem ou degradam - envergonhando quem está à volta. Más companhias, vícios, embrutecimento, rebaixar-se por vontade própria a situações desagradáveis de forma sucessiva, têm o efeito de matar, a médio prazo, a minha amizade. Posso ser atraiçoada por alguém e apesar de magoada, continuar a gostar dessa pessoa; mas não posso ter afeição a um ser humano que me inspira desprezo. Aí...morreu, e faço como o Don Corleone: vai em paz, mas não me chateies mais, nem batas à minha porta...

E na Primark foi assim...

Pois é, tenho de ter atenção ao que converso cá com os meus botões. Tinha eu acabado de partilhar convosco que estava dividida entre o meu impulso natural (fugir como da peste aos entusiasmos-de-inauguração) e o meu instinto de repórter quando recebo um convite amoroso, em forma de desafio, para marcar presença na cerimónia de abertura da Primark Coimbra. Perante essa gentileza - e a promessa de um evento agradável em que as bloggers e jornalistas convidados teriam a ocasião de conhecer a marca "por dentro", observar a loja com calma e colocar questões -  a minha decisão ficou tomada. Uma irish lass participar nas boas vindas a uma  loja irlandesa... pareceu-me lógico. A manhã começou com o espaço ainda fechado ao público, refrescos e um desafio às bloggers: completar o seu outfit com uma peça ou acessório da marca em tempo recorde. 1800 m2 de roupinhas, calçado e tudo só para nós...certo. 
É o equivalente a soltar uma criança numa loja de doces. 

                                                                                                  
Seguiu-se uma apresentação de Breege O´Donoghue -  Directora de Recursos Humanos e Business Development  - às entidades e convidados, para melhor dar a conhecer o conceito das lojas Primark, onde "Everyday is a Special Day". Um lema que, a par com a ideia "Look Good, Pay Less" considero muito feliz. De acordo com esta representante da Primark estamos perante uma marca que " viaja muito bem" graças ao acompanhamento constante das tendências e à adaptação das suas gamas à realidade e características dos consumidores de cada país e região. Além da ênfase na qualidade- preço, foi realçado o empenho da Primark na Responsabilidade Social e no Comércio Ético. Um aspecto que nos deixa, consumidoras conscientes, muito mais tranquilas. E para começar com o pé direito, a marca ofereceu um presente a uma instituição local: a Cavalo Azul - Associação de Famílias Solidárias com a Deficiência

Mar Morón, Breege O´Donoghue e José Luis Martinez de Larramendi com os representantes da Cavalo Azul
Logo depois, chegou o momento que me trouxe ali: uma tour à loja, guiada pela (lindíssima) Mar Morón,  Responsável de Produto Primark Iberia, e pelo Director para a Península Ibérica, José Luis Martinez de Larramendi. Com um look irrepreensível e o entusiasmo de quem verdadeiramente adora moda, Mar Morón conduziu-nos pelas várias secções, explicando os pontos mais importantes no desenvolvimento das colecções Primark. A aposta permanente na qualidade dos jeans de diferentes modelos (skinny, high waist, flare...) para todos os tamanhos, a existência de quatro blocos de moda e dois mini blocos de transição por temporada - o que permite que cada loja receba linhas diariamente, no melhor espírito fast fashion - e uma oferta "para toda a família" que vai do mais casual ao smart (" toda a família encontra algo", explicou) foram alguns dos aspectos a assinalar. De realçar, também, um dos ex libris da Primark: os acessórios. "Permitem jogar com as cores e a moda de forma mais rápida e ágil" afirmou a nossa anfitriã. "A cliente portuguesa gosta de acessorizar, tem uma resposta enorme à bijutaria. E adora saltos altos" recorda, apontando estantes e ilhas intermináveis de pumps, stilettos, bailarinas  e botas. As carteiras, porém, são o acessório mais vendido.
Conversando com José Luis Martinez durante a visita guiada

 " Fazemos questão de ter, por exemplo, collants de grande qualidade e super baratos"  disse, mostrando-nos um longo expositor de meias de liga, mini meias e pantyhouse. "Assim, uma mulher pode ter sempre um suplente consigo"afirma, garantindo que não as dispensa. Música para os meus ouvidos: nunca saio sem um par extra. Ou dois. Como sabem, tenho pavor de malhas nas meias. De facto, a minha relação de consumidora com a Primark tem-se concentrado, como já comentei aqui no IS,  na roupa interior  para o dia a dia e utilidades. Precisa-se de um Spanx de qualquer feitio? Um soutien fiável para um decote nas costas impossível que só se vai vestir uma vez? A Primark tem isso tudo sem que seja preciso investir muito em peças de uso esporádico

         

















Claro que eu tinha de colocar a questão que para mim, é mais importante: os materiais e o tailoring.   Apesar de a crise ter levado algumas marcas de fast fashion a uma maior aposta no poliéster, outras começaram (ou voltaram) a trabalhar tecidos naturais, ou mesmo nobres, para o público mais informado e exigente a quem a variedade constante não basta. É verdade que a Primark se limita aos tecidos sintéticos? Mar Morón esclarece que não é bem assim: apesar de os preços controlados serem sempre uma prioridade, os clientes mais atentos ao detalhe encontram muitas peças em algodão orgânico, ou mistura de algodão e linho. Para breve, está uma edição limitada à base de pele e tecidos sofisticados. José Luis Martinez realça que em muitos produtos da Primark - é o caso dos atoalhados, mas não só - "é preciso tocar para compreender a qualidade". "Queremos que uma peça seja barata, mas que não o pareça" assegura.

Entrevistando José Luis Martinez 
"Procuramos que o nosso conceito fale por si. Que as pessoas experimentem como se sentem dentro da loja, que compreendam a fórmula através de uma experiência real" diz o responsável da Primark para a Península Ibérica. Para além do value-for-money, para a Primark importa compreender a demand dos consumidores locais e ir-se adaptando a partir daí. Nesse sentido, falo a José Luis Martinez da realidade de Coimbra: uma excessiva aposta das cadeias de lojas em roupa casual, devido à ideia " Cidade dos Estudantes", que leva as compradoras que procuram maior requinte a optar por alternativas. Perante este feedback, o Sr. Martinez salienta a área mais elegante da colecção: à semelhança do que se vê noutras cadeias irlandesas (e inglesas) tenho perante mim uma bela selecção de jersey e sheath dresses bem cortados e moldados, pencil skirts, blazers... 
Ao experimentá-los (curiosamente, fui a primeira pessoa a estrear o provador) comprovo que os moldes e as costuras são realmente bons e que o design não resulta só no cabide. Nada de cinturas nas costelas; cavas, costas e zippers no lugar certo, comprimento equilibrado, tecidos que - não sendo todos naturais - são firmes e sem brilho "plástico".  

Momento Carrie Bradshaw

Uma coisa é notória: o sucesso da Primark compõe-se de muito savoir faire.
A atenção ao detalhe é sem dúvida um dos ingredientes chave.  Isso é visível em aspectos como o "sistema  de caixas super rápidas"(o que comprovo sempre que passo por uma das seis lojas portuguesas; mesmo uma fila grande desaparece num ápice, ao contrário do que acontece noutras lojas que evito por esse motivo) e no cuidado posto na organização deste evento. Não só receberam os convidados com a maior simpatia como ao abrirem-se as portas, a multidão de clientes foi ovacionada por toda a equipa (com muitos colaboradores a segurar balões) como num red carpet. É um pormenor; mas é bonito de ver e dispõe bem. Acrescente-se que apesar do entusiasmo que se sentia lá fora - e de uma enchente superior à das outras inaugurações da marca -  o público de Coimbra foi, como sempre, de uma grande elegância. Houve muita gente mas nada de confusão nem barulho desnecessário. 
Deixo-vos alguns instantes da manhã. Às bloggers presentes foram oferecidas algumas lembranças muito queridas à escolha de cada uma, que mostrarei daqui a uns dias. Entretanto, poderão ver mais imagens no Facebook da Sissi.

Sissi e Lamparina "in the house"
                                                                                          O grupo de bloggers









Tuesday, August 28, 2012

Get the look!


Laetitia Casta vestida por Dolce & Gabbanna, Veneza

You sexy thing: eles, em tópicos

                                      
                                                                                   Aaron Eckhart

As leitoras (e leitores, que os meninos não gostam de ficar de fora no que lhes diz respeito) tiveram a gentileza de responder ao meu desafio de ontem. Como o prometido é devido, deixo aqui algumas pistas - baseadas na minha opinião e no que ouço às minhas amigas - sobre o que torna um cavalheiro realmente sexy. Ressalvo que este post não pode ser  totalmente imparcial (já que é impossível isolar  os meus gostos pessoais...) mas acredito que há coisas que resultam com a maioria das mulheres. Alors:


                                                               Porte, expressividade e espírito
Não há nada tão sedutor como um cavalheiro seguro de si, com uma postura calma e orgulhosa, varonil, de quem não se impressiona com qualquer coisa, não dá troco a qualquer uma  e não se deixa dominar ou intimidar. Isto não significa mover-se como um pavão e fazer poses. Muito menos agir à James Bond, rodeando-se mulheres: com isso poderá fazer meia dúzia de cabeças ocas competir pela sua atenção, é um facto, mas as raparigas realmente interessantes - que por seu lado, têm a sua própria corte de admiradores - são demasiado senhoras de si para jogar esses jogos e vão achá-lo ridículo. Simplesmente, seja você mesmo. Pela parte que me toca, além da atitude "sou um rei exilado" sempre tive um fraquinho por pessoas espirituosas. O sentido de humor não é um mito: quebra o gelo, gera intimidade e cria private jokes que cimentam a relação. Uma maneira gira de falar ( aposte no seu vocabulário e cultura) uma voz bem modelada e um rosto expressivo fazem maravilhas. Sempre achei piada a quem é capaz de mexer as sobrancelhas ou tem gestos engraçados, por exemplo.



Serenidade, honra e pulso firme

Pode parecer que estas características nada têm a ver com ser ou não sexy, mas garanto-vos que fazem TODA a diferença. Não há como negar: embora muitas mulheres sejam mais tranquilas e racionais do que certos homens que conheço, é sempre bom que quem "usa calças" transmita alguma serenidade e auto domínio. Que nos acalme se tivermos um fanico (nenhuma mulher está livre) que controle as operações em caso de pânico e que se vir muita confusão, muitos nervos miudinhos, muito chilique, crianças e mulherio a fazer barulho, diga calma e carinhosamente o velho "mulher, basta" (a seguir podem dar um daqueles abraços que só vocês sabem, isso é muito querido).  Deve ser um elemento de firmeza e ponderação, e um apoio sólido. Saiba impor-se com respeito.  Detesto vivamente homens que gritam e explodem à mínima coisa. Uma mulher histérica é do pior que pode haver, mas um homem nesses preparos parece pior ainda. Sobre actos violentos, nem falo...jamais haja como um cobarde. Nenhum homem que se preze magoa alguém que não tenha o seu tamanhoLembre-se sempre: um cavalheiro não faz chorar uma senhora. Por motivo nenhum. Aja com nobreza de carácter; ser canalha é indigno de um homem. Grande tamanho, grande poder, grande responsabilidade. Também já comentei convosco que é bom ser ponderado e atento. Sei que vocês são naturalmente distraídos e não conseguem concentrar-se em tantas coisas ao mesmo tempo como nós, mas façam um esforço. 


                                                             Homem despachado...e diligente
Não posso dizer isto vezes que chegue: a iniciativa é da vossa responsabilidade. Bom, nós podemos dar um empurrãozinho, mas que aconteceu ao vosso espírito caçador? Não convém que entrem pela vida da vossa eleita dentro, ocupando demasiado espaço cedo demais (já vi isso resultar, mas é um tanto assustador). Mas já dizia Ovídio: nem Zeus, que era um Deus, esperava que as ninfas andassem atrás dele. Se é bom para o Deus dos Deuses é bom para os mortais, digo eu...Se gostam- de - uma - rapariga- sem-ser-como-amiga deixem isso claro. Não têm de casar com ela só por causa disso, e há muitas maneiras (verbais e não verbais) de acabar com os equívocos. Podem terminar um SMS com um coraçãozinho em vez de "beijinhos", que se mandam a qualquer pessoa, por exemplo. Podem dar o "abraço número três", segurá-la romanticamente pela cintura ou recorrer à "beijoca de pontapé de saída" num momento em que haja aquele clique. Como diz uma pessoa muito sábia que conheço " o pior que pode acontecer é levar um estalo". Resta dizer que não há criatura de saias que resista a festinhas, especialmente no cabelo. Não sejam preguiçosos e garantam-lhes um manancial vitalício de miminhos desse tipo. Asseguro-vos que mulher que os tenha, pensa duas, três, quatro vezes antes de vos trocar por outro. O mesmo vale para a intimidade: o encorajamento de um homem que "comande as operações" e "cumpra os seus deveres diligentemente" é o melhor estímulo que pode haver. No fundo, todas as mulheres são tímidas. Ajudem. 

Master of the Universe
As preferências em termos físicos podem variar, mas nenhuma mulher fica indiferente a um homem que -  sem exageros - pareça realmente masculino. No fundo, todas desejam um cavaleiro que as salve ou ... que pelo menos tenha ar de ser capaz disso. (Não precisam de nos salvar de algo em concreto, é mais um "just in case" que temos programado no código genético) . Eu gosto de ver uma figura algo imponente, que imponha respeito quando caminha ao meu lado e que me transmita protecção, segurança. Não é que eu seja incapaz de me defender, mas em caso extremo não tem muita graça um rapaz que se encolhe enquanto nós sovamos um carteirista...
 Por isso, embora as montanhas de músculos cheias de anabolizantes não sejam de todo atractivas - tudo se quer genuíno - convém que um homem tenha força e um certo ar marcial. Por isso é recomendável que coma, beba e se mexa como um homem. Os antigos espartanos não papavam tofu, bebericavam leitinho de soja e contavam calorias. Não há maior turn off. Inspirai-vos, portanto, e deixai-vos de esquisitices (salvo no caso de atletas de alta competição ou pessoas com problemas de saúde específicos). Querem-se mancebos com um apetite saudável e actividade ao ar livre suficiente para não engordarem que nem uns budas. Convém que se realcem ombros, peitorais e tudo o que possa servir para uma mulher se reclinar, capice? Características faciais como um perfil masculino (fujam das rinoplastias, não há nada pior que um narizinho de boneco) e um maxilar bem desenhado também são mais apelativas do que carinha de Nenuco ou queixos de periquito: uma alimentação adequada é meio caminho andado, mas uma sombra de barba ajuda bastante. Arrepio-me toda quando ouço falar de tirar a barba a laser! Mas estão tolos? Acima de tudo, há que evitar depilações exageradas, sobrancelhas feitas (excepto nos casos "lobisomem") e outros artifícios que os façam parecer um boneco de cera. Sobre toilettes e cabelo, já falei aqui: just keep it simple
 (*Não posso negar, todavia, que um cabelo médio com franja a emoldurar o rosto é o meu penteado masculino preferido, porque favorece quase todos os tipos de rosto. Quer-se algum cabelo, ou nenhum. E falando por mim, e por umas quantas senhoras de gosto, acabem com as malditas cristas!*)



Foi renhidíssimo, mas...

Considerando a votação aí do lado esquerdo, a poll que tive anteriormente (que esteve activa por alguns dias e fui obrigada a retirar devido a uma falha técnica) e os vossos comentários quer no IS quer no Facebook, ganha - por pouco - o SIM. Os leitores decidiram, por escassa maioria, que querem ver passatempos aqui no blog. Mas foi por pouco, e lisonjeia-me saber que quase outros tantos gostam do Imperatriz exactamente como ele é. Saber que (não desmerecendo quem oferece prémios aos seus seguidores) os que acompanham o blog o fazem pelo que publico, sem nenhum incentivo que não sejam os meus textos, é o melhor elogio que me podem fazer.
 A esses queridos leitores resta-me esclarecer um aspecto importante: caso o Imperatriz venha a ter passatempos,ou iniciativas semelhantes, jamais se tornará um espaço carregadinho de tralha que não deixa ler, nem ver os posts (não gosto disso nos outros, decerto não o permito em espaço que tenha o meu nome). Tão pouco um blog isento de opinião em prol de parcerias ou publicidade. Acredito que isso não só destrói o conteúdo e interesse de um blog como neutraliza qualquer veracidade que ele possa oferecer às marcas a que se associa. Dizer, por exemplo, "este perfume que me ofereceram é irresistível" sem explicar a que público se destina, nem a família de aromas a que pertence não só ocupa espaço que poderia ser dedicado a um post realmente interessante como presta um mau serviço aos leitores e à marca que - sabe-se lá porquê - o escolheu como meio de divulgação. Acredito que mesmo numa publi - reportagem (e tratei de muitas quando trabalhava na imprensa) é possível escrever de forma honesta e genuína. Basta olhar para algumas boas revistas de moda...
Nem todos os produtos são adequados a nós, mas podem sê-lo para determinadas consumidoras que por acaso, lêem o nosso blog. Não é difícil dar uma review sincera e esclarecedora que não se limite a fazer copy/paste do press release enviado pela RP da marca nem a dizer " adorei, é espectacular" (alguém ainda cai nesses?).
Vai tudo da qualidade e exigência que cada blogger estabelece como padrão. Acima de tudo, nem que me caísse aqui o Harrod´s (cada blogger tem o seu preço, vá lá, não sou santa) eu desistiria de dizer o que penso, o que bem me parece, de escrever os posts e rubricas a que nos temos habituado. Como se eu poupasse alguém às minhas embirrações...yeah, right. Não tenham medo, que o IS não corre o risco de se tornar um blog desmiolado. Mais do que já é, pelo menos.

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