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Saturday, October 20, 2012

Sissi @ Portugal Fashion: desfile da Concreto

                                                           
A convite da Concreto, o Imperatriz Sissi deu um pulinho ao Portugal Fashion, na linda Alfândega do Porto, para espreitar a colecção Primavera/Verão desta marca 100% nacional. Durante a semana conto-vos mais, mas posso dizer que fiquei muito bem impressionada com o que vi, com o ambiente do evento e como sempre, deslumbrada com a beleza da Cidade Invicta. Mais informo, mais informo que tive uma das aventuras fashion mais surrealistas da minha existência, bem digna da nossa rubrica "Isto só comigo".... Para não falar que precisei de habilidades de Picasso versão makeup, para esconder o desaire causado pelo Farinelli (que quase me fazia ficar em casa). Deixo-vos algumas imagens de um passeio movimentado, que valeu bem a pena pela experiência, pelo convívio e pelo tempo lindíssimo que esteve ao longo de todo o dia.

              A maravilhosa vista do rio a partir da Alfândega; com os representantes da Concreto, Helder Baptista e Aida Santos.










Quanto mais me bates, mais gosto de ti...



Não acredito que o meu próprio gato, o meu ai-Jesus Farinelli, me deu um soco no nariz! Estou a ser alvo de  violência doméstica perpetrada por um saco de sarilhos peludo. Está certo que o mau feitio deste birman cream point felpudo e traumatizado já não é surpresa para ninguém (não se chama Don Farinelli Dexter Della Malva Corleone por nada, Fofinho é só alcunha) mas ultimamente anda mais tranquilo e civilizado – uma meiguice -  e mesmo quando ataca, fica-se  fica-se por pantufadas fofas, sem unhas. Ontem porém, depois de muito jogar à bola comigo,  passou-se e atirou-me um murro com garras que até vi estrelas! Palavra de honra, parecia uma mistura de Muhammad Ali com Freddy Krueger – só não digo Mike Tyson porque desta vez (não pode ser tudo mau) absteve-se de me ferrar o dente. Fiquei a sangrar e com dores de tal ordem que julguei que me tivesse partido alguma coisa. Quem diria que o maroto do persa, que nem cinco quilos pesa, tinha tanta força? A culpa foi minha, que não devia 
pegar-lhe quando o vejo demasiado entusiasmado. Foi castigado e não quase não falei com ele até ao pequeno almoço, quando veio ter comigo contrito, arrependido, cheio de ronrons e a puxar-me pelo cinto do robe-de-chambre, como quem diz “desculpa lá isso”. É caso para dizer quanto mais me bates, mais gosto de ti, porque voltámos a ficar muito amiguinhos apesar de eu estar condenada a uns dias de muito creme cicatrizante e corrector para disfarçar a brincadeira. O que vale, o gato é o único ser à face da Terra a quem dou esses amens – e mesmo assim, só porque para todos os efeitos, ele não sabe o que faz…

Friday, October 19, 2012

Às vezes, nem eu me entendo


Todos os anos por esta altura - e até mais cedo, ainda o Verão está para as curvas - eu ando a ansiar pelo Outono. Adoro o calor mas a perspectiva de usar os meus lindos casacos, de acender a lareira, de assar castanhas e de criar toilettes de Inverno encanta-me igualmente. Não sou como o Visconde Reinaldo d´O Primo Basílio, que dizia não haver "nada mais reles do que um bom clima" e "preciso o Norte! Preciso a Escócia!" mas acho que um arzinho frio tem  a sua graça e que as fatiotas frescas, sempre, cansam. Pois desta vez, ando aflita só de pensar em me entrouxar em roupa e calçar botas. A simples ideia  parece-me cansativa. Talvez porque no ano passado tive de andar bastante de um lado para o outro, com os casacos a pesar-me (mesmo eu tendo sempre o cuidado de escolher agasalhos quentes, mas leves) pastas a fazer-me tendinites (que ainda aqui andam) e coisas desse género, associadas a memórias que não são do mais agradável. Com o closet mais organizado como está, tenho de dar uma volta pelas minhas coisas e ver com redobrada atenção os sobretudos que ainda não usei e as peças-chave que vou realçar, a ver se me entusiasmo. Nunca me aconteceu isto e sinceramente, não me está a apetecer perder a boa disposição por um motivo tão disparatado.

Something fabulous this way comes




É maravilhoso ter boas expectativas, boas surpresas, boas notícias e boas certezas. Estar feliz com diferentes aspectos da vida.  Há que exercitar isso para elas se habituarem a nós e continuarem a surgir. Ainda por cima, é Sexta feira. Já agradeceram as coisas boas que vos aconteceram esta semana? Eu já.


Destino misterioso ou gente complicada?

As pessoas complicam cada coisa...
Hoje tive um sonho assaz curioso e acordei a pensar nisto. Será que o destino nos empurra uma e outra vez para o mesmo padrão, como se tentasse passar uma mensagem? Há quem lhe chame Karma. Há quem leia essas repetições e acredite que até agirmos em conformidade, até que paremos de as ignorar, as mesmas circunstâncias continuarão a atravessar-se no caminho. Será que o destino realmente decide tudo, ou cria janelas de oportunidade que se repetem...até que o Fado se cansa de tanta teimosia e das duas uma: desenvolve as questões de vez ou deixa os casmurros entregues à própria sorte? Vale a pena passar por cima das próprias convicções e dar um empurrão ao destino? Ou segue-se adiante e a predestinação que deixe as pessoas em paz, para variar?

Sweatshirts de outro mundo



 De vez em quando, lá aparece uma peça que eu não compreendo e que inexplicavelmente, vende como pãezinhos quentes. Eu percebo o apelo das t-shirts com estampas de rock...e até com bonecos. São das poucas coisas estampadas que compro. Também as compreendo em versão manga comprida: são ligeiramente justas, favorecem a figura. Mas a sweatshirt Wave da Balenciaga, da linha "Egyptofunk", principalmente o modelo Rebel  que anda a pôr toda a gente doida, eu não compreendo: nem a ideia, nem o formato que dificilmente favorece seja quem for, nem o material estranho (53% Viscose, 47% algodão)  nem as versões de outras grandes casas que andam, talvez, a fazer justiça ao estribilho  "Balenciaga did it first". O modelo mais simples e acessível (cerca de 400 dólares) está esgotado e o mais extravagante custa o mesmo que um vestido fabuloso ($ 3150). Numa estação tão feminina, este "must have" é sem dúvida uma nota de rebeldia. Mas por muito confortável e prática que uma sweat seja, vejo-a sempre como uma peça utilitária, dificilmente um objecto de desejo. Pessoalmente, vejo ali material para tristes figuras de muitas fashion victims por esse planeta fora. Gostava mais quando a imaginação dava à casa Balenciaga para criar vestidos e casacos impossíveis...
                                          

Thursday, October 18, 2012

Tachas...e o edgy bem conseguido




Pois é, já não nos livramos das tachas. Quando até a Burberry faz um trench coat espinhoso, nada nos resta a não ser aguentar e esperar que passe. Tinha comentado a tendência (como é que uma coisa que não chegou a sair de cena é tendência, ultrapassa-me) e pensado como era possível haver gente que ainda não tivesse tachas em casa, ou que quisesse comprar mais. Até eu, que não gosto delas, estava certa de haver alguma coisa no armário com os benditos apliques: e não me enganei. Além dos cintos punk e de uma pulseira lá estavam umas botas, uns sapatos e um vestido (não os comprei por terem tachas, mas eram os únicos disponíveis naquele modelo). Pus-me então a pensar no que fazer com eles e no que disse esta semana sobre os looks edgy que correm mal. 

    Para usar as "peças tendência" sem disparatar nem comprometer a beleza da figura (e o apelo estético da toilette) há, quanto a mim, três regras a seguir:

- Ter em atenção o tipo de corpo e abster-se de usar as peças que não são desenhadas para ele...(ou, se possível, adaptá-las).

- Não misturar várias tendências; uma ou duas no mesmo look, no máximo, bastam para dar um aspecto actual. Há que manter a base simples: um visual polido com um elemento novo e central, em vez de uma amálgama de tralha.

- Quando se usam novidades, especialmente se são espampanantes, ter especial atenção à pele, ao cabelo e à maquilhagem. Quanto mais extravagante a roupa, mais  impecável deve ser o styling.

Eis dois exemplos bem sucedidos para um visual trendy e edgy: proporções e styling perfeitos. Na primeira imagem, estão presentes três elementos fortes da estação.  Os picos, o blazer e o noir (estes últimos, sendo tendência também são clássicos). O negro do gótico e do punk também nos remete para o uso original destas aplicações; porém, a roupa que alonga a figura, a discrição do todo e o bom ar da menina tornam o visual arrojado, mas inegavelmente chic. Simples, mas poderoso...




Perdoai-me, Senhor

                         
Se não consigo evitar pensar "estava-se mesmo a ver" ou mesmo " bem feito!" em alguns momentos, quando vejo pessoas bajuladoras ou mafiosas a terem a merecida paga. Não é que eu tivesse rezado por isso, ou que o assunto me ficasse a pairar na mente. Mas são coisas que nos marcam, que nos ensinam bastante sobre a natureza humana. A ganância e maldade de alguns seres é tão óbvia que chega  a ser cómica. E como num filme com um final mal amanhado, quem assiste ao desfecho do enredo fica  a pensar " então isto acaba assim?". Quando vemos que a realidade não é essa, e que de facto há uma ordem no Universo que nos governa, temos um sentimento de conclusão. Ou será de justiça? De "afinal isto até funciona", de "os maus não andam sempre a nadar em mar de contentamentos" e " parece que apesar de tudo, há um guionista talentoso a dirigir as operações". Praise the Lord... acho eu.

A primeira maquilhagem nunca esquece

Constance Carroll – CorrectorConstance Carroll – Pó Compacto


Constance Carroll – Sombra de Olhos Tripla
Fico sempre feliz quando reencontro uma marca de confiança, principalmente se está associada a óptimos produtos e boas memórias. A britânica Constance Carroll tem cerca de 30 anos de existência, está presente em 80 países e foi uma das primeiras marcas de maquilhagem que usei: uma espécie de Essence da minha adolescência. Tinha uma linha completíssima, com muitas cores e texturas a preços muito simpáticos. As sombras eram super pigmentadas, as bases, pós e correctores tinham uma qualidade excelente - mesmo para a  minha pele super sensível - e  tons para cútis de porcelana, como eu gosto. Ainda recordo o cheirinho do pó compacto, à moda antiga. Poucas vezes voltei a encontrar um que fosse tão aveludado e confortável na pele. As minhas nuances preferidas para o rosto eram PorcelainIvory e Translucent (é curioso como estas coisas não esquecem). Ir às lojas da Baixa e voltar com um saquinho cheio de produtos novos fazia o meu dia. Depois, gradualmente, fui deixando de ver Constance Carroll à venda. Durante uns anos ainda encontrei em algumas drogarias de Lisboa, mas pouco a pouco desapareceu de vista e assumi que se tivesse extinguido. Constance Carroll – Batom Impulsionador 
Surprise surprise, afinal está de óptima saúde e a loja portuguesa Velvet - Bag  vende Constance Carroll no nosso país, entre muitas outras marcas de makeup, beleza e perfumaria para todas as bolsas. Algumas, como a Clinique, L´oreal e Givenchy, são familiares para as consumidoras portuguesas; outras, como a Beauty UK (que vou experimentar e logo vos conto) são menos conhecidas, mas não duvido que venham a fazer sucesso por cá. Os cosméticos ingleses costumam ser de boa qualidade, com um value-for-money incrível e cores que nunca mais acabam. Sempre que deito a mão a alguns fico toda contente. As entregas da Velvet- Bag são muito rápidas e entre a surpresa e a felicidade de rever velhos amigos, pude comprovar que a Constance Carroll,  que fez as minhas alegrias nos anos de liceu, continua igualzinha na textura, no perfume e que até as embalagens bourdeaux que eu recordava tiveram apenas uma ligeira actualização. Adoro quando uma marca mantém as características que fidelizaram as consumidoras, e esta já tem estatuto vintage! Alguém se recorda?


Wednesday, October 17, 2012

The Walking Dead...once again!

Começou, finalmente, a Terceira Temporada e o primeiro episódio foi uma coisa bonita. Ia tendo um chilique e estou para ver como vou dormir hoje. Acho que vou ter de repetir, como um mantra, as palavras que a minha professora primária me enfiou na cachimónia para me tirar a fobia de mortos-vivos que eu tinha aos seis anos, " eu não tenho medo dos mortos, que estão lá quietinhos...eu tenho medo é dos vivos.... eu não tenho medo dos mortos, que estão lá quietinhos...eu tenho medo é dos vivos.... eu não tenho medo dos mortos, que estão lá quietinhos...eu tenho medo é dos vivos.... " . É que a escola era mesmo ao lado de um dos cemitérios mais incríveis do país, com jazigos impressionantes, uma autêntica cidade do Hades. Mitos urbanos não faltavam e para a minha imaginação muitíssimo fértil não era difícil imaginar cenas de terror sempre que as aulas acabavam depois do pôr-do-sol. Enfim, a lenga lenga que a  corajosa professora Isabel me ensinou, indignadíssima com tanto disparate, serviu-me de cura e durante anos a fio não tive medo de praticamente nada ... até voltar a ver filmes de zombies.

Look assim - assim da semana: pequenos quês

Chanel-Fall-2012-Couture-Dress-UpscaleHype
Numa soiree de aniversário da Chanel Fine Jewelry, Blake Lively apareceu com um vestido da colecção de Outono desta Casa e pumps Louboutin, tudo em tons de prata. A actriz tem uma figura muito equilibrada e poucas coisas lhe ficam mal. O vestido é de uma beleza discreta (tenho um semelhante em branco-creme) e tanto as pregas rosa-claro como os bolsos dão -lhe uma certa graça. Ou seja, é uma toilette para não colocar defeitos. No entanto, falta ali qualquer coisa e pessoalmente, não me parece que brilhe - o que não tem nada a ver com a discrição ou singeleza do vestido. Prefiro-o com as luvas e capuz do desfile, mas acho que se presta lindamente a looks mais normais. Porém, vejamos: na imagem à direita, nota-se que o modelo foi desenhado para ter uma bainha mais comprida e cair verticalmente num corpo com menos formas. Em Blake, aparece tea lenght, não longo, e como o decote está mais preenchido, o tecido "levanta" na zona da cintura - ou seja, não fica carne nem peixe. Das duas uma: ou usava o modelo original, ou, já que a costureira subiu a bainha, ajustava a cintura também...
Não tenho nada contra adaptar vestidos (bem pelo contrário) mas quando se trata de Chanel não se espera menos do que perfeição, certo? Por fim, os sapatos: são lindos e versáteis, mas neste caso, sendo o vestido tão etéreo, optaria por um modelo mais aberto nos mesmos tons, que parecesse quase inexistente...e também mais alto. Não que a menina precise de mais centímetros, mas para equilibrar o comprimento da bainha. Numa comum mortal nem valia a pena assinalar tal coisa, mas Blake Lively pode escolher entre mil modelos, não tem necessidade de optar por uma combinação assim-assim num prateado -chumbo bastante mais escuro do que o resto da toilette.  Está bonita, mas com uns pequenos "quês" estaria deslumbrante, me thinks













































Eu embirro com...noivas loucas, a.k.a bridezillas


 Quem me conhece superficialmente, ou dá uma vista de olhos aos textos sobre l´amour que aparecem aqui no Imperatriz, pode achar que sou a rapariga menos romântica que há. Quem me conhece um pouco mais, ou se dá ao trabalho (que eu muito aprecio e agradeço) de se debruçar um bocadinho mais sobre os meus posts sabe que embora eu não seja dada a coisas açucaradas, forçadas e pirosas nem a lamechices, sou uma rapariga bastante tradicional. Ou seja, o meu romantismo é um romantismo de outros tempos, funcional e de acordo com a natureza.

Homens decididos e impetuosos, check; mulheres que se deixam conquistar após alguma ponderação e resistência, check; paixões avassaladoras e fugas romanescas (depois de avaliado o carácter do herói da história, que fique claro; os tempos não vão para graças) check; cenários bonitos e inspiradores (dispensando-se as velas porque tenho medo de incêndios e além disso dão sono, música de fundo que é um turn off de todo o tamanho e folhas de rosas pelo chão, que sujam imenso) check; e viveram felizes para sempre? Check, porque isso é uma questão de esforço. 
Este é o MEU dia! EU! EU!EU!
Antigamente, como os divórcios eram quase impossíveis, as pessoas davam segundas, terceiras e quartas chances a um casamento, pois não havia outro remédio. Hoje tudo é descartável, mas se agirmos como se não fosse as coisas têm mais chances de durar. Dito isto, é fácil perceber que para mim  o casamento é de facto, um sacramento. Um juramento sagrado. Selado magicamente por um Sacerdote, qualquer que seja a sua fé. Ou julgam que "o que Deus uniu, o homem não separa" é só conversa para enfeitar a cerimónia?
 De preferência, há-de ser um acto de paixão. Desde que apoiada em bases sólidas, creio que a paixão é a única razão verdadeiramente boa para entregar a vida inteira nas mãos de outrem  Ou seja, convém que se esteja ligeiramente louco para dar um passo desses.. pois como diz o povo, quem pensa não casa. Confesso que os casamentos de hoje - cerimónias intermináveis e cansativas, com copos de água disparatados e ainda mais intermináveis - não são programa que me agrade. 


Isto para dizer que fico realmente chocada com o fenómeno bridezilla, ou noivas - que - ensandecem - com - os -preparativos- do - casório. Tenho-o visto em conhecidas (felizmente, as minhas amigas são sensatas, ou ver-me-ia forçada a dar-lhes tabefes) e naqueles programas de TV sensacionalistas de que toda a gente fala, estilo Say Yes to the dress, Rich Bride, Poor Bride e afins. Sinceramente, não sei como mulheres assim conseguiram arranjar noivo - ou conservá- lo até à data da cerimónia. Para cada noiva histérica, deve haver um noivo encharcado em valiuns, só pode. Talvez porque fui educada a achar que o casamento é um dia especial, com o seu próprio tema, logo dispensa festas temáticas, palhaços, dançarinas do ventre e bolos de três metros; talvez porque graças a Deus, por motivos vários nunca me faltaram dias especiais e ocasiões para usar vestidos bonitos... custa-me entender as noivas que berram: ESTE É O MEU DIA! O MEU DIA! QUERO UM VESTIDO COM CINCO DÍGITOS, UM BOLO MAIS ALTO QUE UM HOTEL NOS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS E UM VÉU DE CATEDRAL QUE OCUPE A IGREJA INTEIRA! GASTAR! GASTAR! QUERO GASTAR!

 De bolos em forma de sapatos Louboutin, a pares a zangarem-se por causa de brindes que os convidados atiram para o fundo das gavetas ou para o caixote do lixo, a pessoas zangadas por causa distribuição das mesas, já ouvi de tudo. Como se o dia não fosse do noivo também e como se o que está em causa não fosse celebrar a união de duas pessoas perante testemunhas, mas criar um evento aberrante pela extravagância, que mais pareça um festival de ostentação do que uma festa de família. 
 É um dia especial mas - espera-se - não é o único dia especial na vida de uma mulher. Pelo menos para mim, que cresci na tradição "festa elegante e simples, usar uma peça de família, uma noiva deve parecer angelical, um vestido de noiva tem mangas e um véu inocente, não se usam pérolas nem grandes decotes" etc...

Falar para o boneco do Multibanco



Desde pequena que tenho um certo fraquinho pelo boneco do Multibanco. Tão querido, tão gentil, tão fofinho, sempre preocupado com as pessoas (até faz uma cara tristinha quando a máquina está avariada e é obrigado a mandar o utilizador chatear o Multibanco mais próximo). 

     Porém, quem embirra com ele (e conheço algumas pessoas assim) acha que a mascote do ATM - que tanto quanto sei, não foi baptizada - põe aquele sorriso quiducho porque está sempre com alguma na manga e se delicia a dar más novas ("andaste a abusar do cartão de crédito, ora toma que é para aprenderes, estoura vergas" ou " o teu saldo só te permite levantar X, seu pobretanas") a quem procura os seus serviços, além de cobrar uma taxa de não sei quanto dinheiro por cada sorriso e piscadela de olho que dá. Para esses, o bonequinho do MB é um maroto e um escroque. Os pessimistas que implicam com o ar positivo e bem disposto do ATM mais sorridente da Europa - em alguns países, bastante prósperos por sinal,  o multibanco não tem cá bonecos; só umas setas carrancudas e lentas como o raio a indicar as operações num monitor velho e decrépito, o que me faz pensar se Portugal não terá andado a levar o dinheiro na brincadeira estes anos todos - viram finalmente na crise a oportunidade de se vingar de anos e anos de embirração passiva. Agora reclamam com razão, e quem é o bode expiatório? O boneco que se limita a cumprir ordens, ora pois. Como não são de modas, a retaliação faz-se logo nas redes sociais, com retratos difamatórios em que a mascote é apresentada como o vilão de serviço ou vê levantadas suposições em relação à sua intimidade. Ódio velho não cansa. Ou matem o mensageiro, que é capaz de ser mais exacto...




                   

Tuesday, October 16, 2012

Amor não correspondido


Desde que veio para esta casa que o meu gato branco, o Farinelli, tem uma paixão louca pela nossa gata preta, a Maria Bolacha. Esse amor assolapado não diminuiu com a sua fuga e ausência de um ano e tal. Deve ter conhecido outras gatas, namorado por aí, mas o amor verdadeiro é tramado, não acalma  com prémios de consolação; por mais carinhos e amens que se recebam de outros lados, nada preenche aquele vazio. O Farinelli é a prova disso:  assim que a voltou a ver, a reacção foi a mesma de sempre -  ficar-se a olhar para ela com ar de adoração e depois, sem um miado, persegui-la em silêncio e com a cauda em riste pela casa fora, como um carrinho de choque peludo e imparável. O pior é que a Bolacha é uma gata esterilizada e sem paciência para brincadeiras. Ainda por cima, acho que tanto pelo a assusta - e ele tem imensa vaidade em "enchouriçar" a bela pelagem para parecer maior e mais imponente. Ou seja, a única reacção que o coitadinho do Farinelli obtém é gritaria e rugidos. Ela foge dele a sete pés, em pânico, e não lhe dá a menor hipótese. Tudo bem que os métodos dele são um tanto abrutalhados (ser decidido não é tudo numa relação) mas dá pena vê-lo contemplá-la (ele no chão, ela no alto de qualquer coisa para garantir que não há chances de ele chegar perto) tristinho, tristinho. 

Que vergonhaça, Olivia


Há coisas que uma senhora que se preze não diz nem sob ameaça de bala mas Olivia Wilde, a Thirteen de House, perdeu a transmontana. Revoltada (presumo) com o fim do seu casamento de oito anos com o cineasta italiano Tao Ruspoli (filho do 9º Príncipe de Cerveteri) a actriz fez declarações pouco agradáveis, no mínimo, perante uma plateia cheia de jornalistas num evento da revista Glamour, em Nova Iorque. Entre afirmações bastante estranhas a beldade devassou a intimidade do ex maridinho, revelando a quem quis ouvir que o seu Knight in Shining Armour afinal não prestava para nada e que o actual namorado, esse sim, é um autêntico campeão...
Não vou entrar em detalhes (podem ler aqui) nem sei o que terá ele feito para merecer isso, mas a pequena agiu como uma autêntica mulher desprezada: arrastou-o pela lama, arrasou-o perante aquela gente toda, usou-o como um trapo vil. Nunca entendi como o fim de uma paixão transforma a relação entre duas pessoas que se amavam num campo de batalha onde vale tudo. Não há sofrimento que  justifique descer tão baixo, expor assuntos íntimos desta maneira. É certo que do amor ao ódio vai um passo, mas o respeito por alguém que se amou, o respeito próprio e a compostura devem estar acima disso tudo. Pelo menos para mim, que fui educada a acreditar que uma mulher decente cose as desgraças consigo e resolve estes problemas em privado, para parecer sempre radiosa e civilizada em público...



E hoje, na Activa...

A Sissi volta a "cronicar"

Olha o bâton da moda!

Partilhei convosco o drama (snif, snif) do meu querido bâton que se está a acabar. Desde aí, ando à procura de um substituto à altura. Tive algumas pistas, que contarei um dia destes, mas o sucessor ainda não está decidido. E de repente, eis que reparo num bâton todo poderoso que anda a enlouquecer a blogosfera por esse planeta de Deus, e que me deixou deveras tentada e curiosa: o Heatwave da Nars. Não é um bâton de volume mas a textura parece igualmente fofinha, a cor é muito semelhante à do meu kido bâtonzinho e tal como ele, não é totalmente mate, nem totalmente brilhante. Houston, I think we got a problem: sou um tanto esquisita em relação a comprar cosméticos sem ver um tester primeiro, mas parece que o maroto só se vende online e não encontro um representante por cá a quem pedir informações. Tenho as minhas dúvidas quanto a investir num produto cujo comportamento desconheço - pode ser seco, pode não ficar tão bonito como parece, e por aí fora...
Meninas super informadas, alguém já experimentou? Será que estou enganada e que alguma perfumaria em terras lusas vende a pequena maravilha, de modo a que eu possa dar lá um pulo e testar in situ?
Ou conhecem alguma alternativa igualmente boa? 

Monday, October 15, 2012

Looks mauzinhos da semana...e lições a tirar

Na era dos hipsters, as celebridades, it girls e fashion icons dão-nos uma lição preciosa: não colocar a moda à frente do efeito estético. Já se reflectiu aqui sobre o fenómeno das mulheres que se vestem umas para as outras (ou consoante as fantasias dos designers). Embora seja tentador aparecer com looks edgy, marcantes e originais -  que além de serem expressivos atraiam a atenção da imprensa e os elogios dos fashionistas de serviço -  é importante conseguir um equilíbrio entre as tendências e a beleza. Trendy ou clássico, um visual deve, acima de tudo, favorecer quem o usa. Por mais "interessante" que uma roupa seja do ponto de vista conceptual, se o  look for errado para quem o veste não é boa publicidade para a musa nem para o criador. Parece-me que alguns stylists andam a ser despedidos, ou atiram para cima das suas clientes cada "must have" que lhes enviam, sem atenção ao tipo de corpo nem às características específicas da senhora em causa...

O estilo alternativo e os looks "ugly pretty" de Chloe Sevigny são muito elogiados, mas aqui exagerou. Ser risqué não é tudo na vida e a menina já se arrependeu de escolhas precipitadas mais do que uma vez. O vestido Valentino é bonitinho, mas bandage skirts mini, de mais a mais em renda, não são a melhor opção para quem tem um derrièrre bem delineado e feminino. Os sapatos também são amorosos, mas o vestido pedia uma sandália e algo que elevasse, sem exagero, as pernas um pouco mais. O decote tão fechado não faz nada por ela - este formato é extra favorecedor para quem seja muito magra, de ombros estreitos e com busto XXS; para todas as outras é arriscado. Mas o pior é que lhe esborracha o braço (ver acima) o que, aliado ao cabelo molhado e sumido, lhe dá um ar muito desconfortável.

Alicia Keys é uma rapariga bonita, mas insiste em roupas totalmente inadequadas para o seu tipo físico.Em vez de apostar em looks refinados (que são o que lhe fica bem) e de realçar os pontos fortes, encurta a figura e chama a atenção para as curvas erradas. É raro não vestir tecidos coleantes ou falhar nas proporções. Há tantas peças que só ficam a ganhar num corpo mais curvilíneo... para quê espremer-se em skinny sintéticas, vestidos tubo com bainhas curtas demais e sapatos que escondem o tornozelo? 

Eva Longoria anda a perder qualidades. Costumava parecer uma bonequinha na red carpet, mas alguém a tem convencido a fazer experiências malucas. Os sapatos são um amor, mas não me canso de dizer isto: vestidos com a cintura alta, como este "Lolita" de  Dana Budeanu, só ficam bem a mulheres de figura direita, com silhueta de...Loita, muito adequadamente. Quem tem uma cintura vincada no lugar certo e busto do mesmo tamanho das ancas parece desarranjada quando os usa. A parte de cima "obrigou" a um penteado apanhado, o que não é muito lisonjeiro para o rosto da actriz. Se optasse por um vestido do mesmo material, cor e género, mas com um formato e decote mais apropriado para as suas curvas, estaria giríssima.

Quem nos ama...

 Relações superficiais sempre existiram - mas nos nossos dias, em que uma amizade pode ser imitada com um simples clique e basta um copy/paste para fazer uma declaração de amor que se esquece na semana seguinte, os afectos são encarados com uma ligeireza ainda maior e complicados por uma série de pressões, questões do ego e interferências externas. Assistimos a uma banalização sem precedentes do amor ou das amizades .O suspense e a privacidade que compunham o evoluir de uma relação estão muitas vezes condenados à partida, a não ser que os envolvidos tenham muita racionalidade, sangue frio e sentido do decoro para impedir precipitações ou influências de terceiros. Na era do individualismo, do digital e dos resultados para ontem é fácil fazer um juízo errado.
Mas há coisas que nunca mudam e se nos sentarmos a reflectir, percebemos facilmente a diferença entre quem  ama e quem pratica um "gostar" assim assim e egoísta. 


- Quem ama gosta de ver o outro bem, feliz e tranquilo; não tem prazer em arreliar ou provocar sofrimentos escusados. No início de um namoro, por exemplo, alguns ciúmes ou "jogos de poder" podem fazer parte das manobras de sedução e dar o empurrãozinho que falta para que os sentimentos se manifestem. Mais do que isso, é uma fonte de ressentimentos e desencontros.

- Uma pessoa que se importa com a outra não faz desfeitas, não se faz "caro(a)", "charmoso(a)" ou misterioso(a) sem motivo, não sai de cena nem muda de comportamento repentinamente. Tem tanto prazer em dar como em receber. É constante, carinhoso e honesto. Manifesta os seus sentimentos, por palavras e/ou actos. Não submete as pessoas de quem gosta a situações constrangedoras e caso tal coisa suceda, defende-as sem cobardias nem comodismos. Tão pouco se compraz com rivalidades e intrigas que lhe massagem o ego. 

- Quem ama confia; não dá ouvidos a rumores ou mexericos. É certo que todos os apaixonados se deixam assaltar pela dúvida ou pelo ciúme; a diferença é que quem ama verdadeiramente, se tem dúvidas por qualquer motivo, senta-se com o visado e comunica-as sem rodeios em vez de amuar sem explicar porquê ou de fazer acusações veladas que minam o relacionamento. Jamais submete o objecto dos seus afectos a provas ou testes; é humilde que chegue para se entregar emocionalmente, mesmo arriscando uma desilusão. 

- Age de modo a comunicar ao par (ou amigos) confiança e tranquilidade. As pessoas de quem gosta sentem-se bem e protegidas na sua presença. Isso não significa uma relação "morna", pouco divertida ou sem emoções fortes, e sim uma relação segura, com estabilidade e lealdade. 

- Jamais deita abaixo, diminui ou brinca de forma cruel com as pessoas de quem supostamente gosta. Não há desculpa para isso.


Quem não procede mais ou menos assim, das duas uma: ou não gosta realmente de ninguém, ou precisa de crescer. Todas as desculpas que se dêem não passam de mecanismos de auto ilusão...









Dúvida que não me larga desde ontem: trash TV

Como é que figuras que pretendem passar por ter "mundo" e estilo gastam toda a santa noite de Domingo a discutir - ao pormenor e em público - todas as tricas da Casa dos segredos? Eu sei, eu sei, lá volto eu ao mesmo, mas se fazem o mesmo todas as semanas querem que eu deixe de me arrepiar com isso?  Já dei tim tim por tim tim a minha opinião sobre este programa degradante e maçador - prova provada de que a trash TV pode ser tão chata como o mais chato dos documentários sobre a vida privada das amebas - por isso não me vou alongar. 
  A questão aqui é  (e  correndo o risco de ser acusada de "radical" ... yeah, foi preciso chegar a adulta para me classificarem assim, mais vale tarde que nunca!) que não concebo, porque não dá, que pessoas que tenham recebido uma educação orientada para o gosto, que desde muito novas fossem expostas a influências e referências culturais fortes, tenham pachorra ou paradigma mental para gastar um serão inteirinho a dissecar tal coisa em detalhe. Que espreitem, é aceitável. Que gozem com o assunto, é concebível. Que consigam baixar as suas ondas cerebrais o suficiente para perceber o que lá se passa, isso já é outra história e só pode significar três coisas:

a) Estes opinion makers, gente culta, "urbana" e sofisticada,  fazem sacrifícios horrendos em prol das suas audiências, sofrendo torturas insuportáveis para agradar a uma certa camada dos seus fãs;

b) Estes opinion makers pretendem passar por gurus de moda - cultos, "urbanos" e sofisticados, com aspirações a gente bem -  mas o verniz é muito recente e estala à primeira exposição a manifestações " close to home" revelando a sopeirada intrínseca em toda a sua glória.

c) Estes opinion makers têm uma elasticidade cerebral prodigiosa: num momento interessam-se ou fingem interessar-se por coisas com alguma substância, noutro 
deleitam-se com coisas assim.

Algum antropólogo competente se importa de me explicar isto?





Sunday, October 14, 2012

Modalisboa etc etc

A Isabel Angelino é uma simpatia, mas...solas de vinyl? 
Gostaria que assim não fosse, não queria ser indelicada, mas pelo que vi até agora (vou espreitar com mais atenção, mas receio que fique na mesma) mantenho o que disse num texto já antigo. Pouca coisa que entusiasme, que seja usável, que dê vontade de comprar e de vestir. É uma pena. Será que custa assim tanto criar propostas que façam uma mulher dizer "quero, quero, quero" sem que esteja obrigada a isso para agradecer o convite para a primeira fila? Deixarem-se de pretensões artísticas per se, largar os conceitos dos anos 90 - que já são vintage, mas parecem nunca ter abandonado alguns ateliers portugueses - apostar na forma, nos moldes, em tecidos apetecíveis (nem spandex, nem organzas sintéticas, nem plásticos) e em inspirações mais definidas (mais alfaiataria, menos confusão e umbiguismo) são, na minha modesta opinião (e olhando para o que se faz lá fora) ideias para não vermos mais do mesmo ad nauseam, ano após ano. É que mais do que encher a plateia e o ego importa atrair compradores, investidores e a atenção da imprensa internacional especializada. Que é aliás, o que está a acontecer com o calçado português - exemplo que devia ser seguido por quem cria roupa ou acessórios. E pensar que um dos nossos monarcas, D.Manuel I, foi um ícone de moda.


My love songs #4: Siúil A Rún

J.W Waterhouse, Miranda (1916)

Uma das minhas canções preferidas de todos os tempos e um dos mais belos lament tradicionais celtas, Siúl A Rún/Shule Aroon (Go, my love) conta uma história de paixão incondicional e separação trágica. Adoro cantá-la e adoro ouvi-la, mas é das melodias (e poemas) mais angustiados que conheço. Cantada em inglês, com refrão em gaélico, as suas origens são incertas. Há quem diga que nasceu no século XVII, a propósito da partida dos "Gansos Selvagens" - mercenários irlandeses - durante a Revolução Gloriosa de 1688, que seria trágica para todos os católicos na Grã Bretanha e Irlanda. Muitos pensam que a canção está relacionada com a derrota do  Bonnie Prince Charlie, que é objecto de muitas trovas na Escócia e na Irlanda (e de quem falarei um dia destes). Só com o seu regresso os seus partidários católicos forçados ao exílio poderiam voltar a casa, mas esse desejo nunca se realizou. Outros ainda atribuem-lhe uma origem mais recente. Mas apesar disso, e de algumas variantes (como a americana Johnny has gone for a soldier) o tema é sempre igual: uma jovem é forçada a separar-se do seu amado, que parte para a guerra, e cai em desespero. Para o ajudar, está disposta a vender o pouco que possui e assim comprar-lhe uma espada de aço; fará tudo para o seguir, nem que a família a amaldiçoe pela vergonha que lhes lançará em rosto ao fugir com um soldado, o que na época era muito mal visto. Muitas grandes vozes já interpretaram Siúil A Rún, mas minha versão preferida é a de Órla Fallon, do projecto Celtic Woman. 



I wish I was on yonder hill
'Tis there I'd sit and cry my fill
And every tear would turn a mill
Is go dté tú mo mhuirnín slán
Chorus
Siúil, siúil, siúil a rún
Siúil go socair agus siúil go ciúin
Siúil go doras agus éalaigh liom
Is go dté tú mo mhúirnín slán

(Go, go, walk my love
Go quietly, softly move
Go to the door and flee with me
And may you go safely my dear)
I'll sell my rock, I'll sell my reel
I'll sell my only spinning wheel
To buy my love a sword of steel
Is go dté tú mo mhúirnín slán
I'll dye my petticoats, I'll dye them red
And round the world I'll beg my bread
Until my parents shall wish me dead
Is go dté tú mo mhúirnín slán
I wish, I wish, I wish in vain
I wish I had my heart again
And vainly think I'd not complain
Is go dté tú mo mhúirnín slán
But now my love has gone to France
to try his fortune to advance
If he e'er comes back 'tis but a chance
Is go dté tú mo mhúirnín slán


Contra a depressão contagiosa...


Não sei quanto a vós, mas as notícias desanimadoras que grassam para aí já conseguiram contaminar algumas pessoas próximas de mim e não tarda, eu também fico mais triste que o senhor prior (don´t ask). Por isso há que pensar em maneiras de combater o pânico e a depressão pandémica. Assim de repente, ocorrem-me algumas:

- Desligar a TV, ignorar o Facebook e continuar a trabalhar (ou a fazer por isso) como se estivesse tudo na maior prosperidade; a vida tem de continuar, e a Sorte faz-se.
- Fazer qualquer coisa realmente divertida, nem que seja disparatada;
- Entrar em modo non-sense temporário;
- Embonecar-se; uma cara de tacho sempre fica melhor se lhe der uma polidela, e enquanto aplica a maquilhagem (ou no caso dos cavalheiros, enquanto faz a barba e o resto da toilette) está concentrada (o) demais para pensar em tristezas. Além disso, às meninas não lhes apetecerá chorar depois de terem os olhos pintados. O mesmo vale para o cabelo.
- Sorrir, inspirar, endireitar as costas e colocar-se numa posição de bailarina ou de general. Está provado que a postura condiciona o nosso estado de espírito. Fake it ´till you make it.
- Ver um filme que meta medo; não é possível estar muito assustado e deprimido ao mesmo tempo. Ou isso, ou qualquer coisa que obrigue a adrenalina a disparar (dentro dos limites legais: não se ponham a assaltar bancos e a dizer que a ideia foi minha...).
- Usar qualquer coisa realmente fabulosa. As compras levantam a moral, mas em tempos de crise isso nem sempre é possível - e para muitas (os) fashionistas de serviço nem é necessário, já que há quem não conheça ou dê uso a boa parte da sua colecção. Pessoalmente não gosto de ostentar marcas visíveis mas a simples sensação de vestir uma peça linda, de um grande designer, dá-me logo outro espírito. Não guarde as coisas de luxo para dias especiais - para que servem, senão para nos fazer sentir bem?


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