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Saturday, November 17, 2012

Oh, não: Rihanna desencaminha Kate Moss

        Rihanna and Kate Moss "V" Magazine
Mario Testino fotografou Kate Moss e Rihanna para a revista V, numa produção dedicada ao tema - surprise, surprise - do sadomasoquismo. Já aqui tinha assinalado a mudança de estilo da cantora; também não é segredo para ninguém que ela gosta de badalar as suas intimidades de forma algo postiça, e que com a maluqueira associada a Fifty Shades of Grey os chicotes estão na moda. O que eu não esperava era que Mario e Kate Moss embarcassem numa ideia tão popularucha. O lesbian chic como figura de estilo foi chão que já deu uvas (assunto estafado em fotografia de moda e tudo quanto era videoclip durante os anos 90) e sinceramente, é de Kate Moss que estamos a falar, um ícone, a rapariga que consegue ter estilo a fazer as piores asneiras - desde que seja genuína. Kate Moss não precisava disto. Todos já vimos que Kate Moss, a grande e intemporal Kate, é capaz de fazer tudo bem - do high fashion às mais comerciais campanhas de lingerie. Lembram-se dela como imagem da Agent Provocateur? Ora recordemos:
                          
Por isso, o mal não está em ver Kate a fazer algo de sexy. Talvez o problema resida no esforço excessivo de Rihanna em parecer sexy (descontraia, menina, não é preciso descabelar-se para isso! Limite-se a parecer bonitinha como tem andado que o resto sai-lhe naturalmente!). E ao ficar pouco à vontade no seu papel "hei-de ser a rainha da sensualidade nem que me mate!" contagia quem trabalha com ela. Just my two cents here...
A produção não está feia - é Mario Testino, afinal - mas carece de originalidade, de garra, de subtileza. Não tem sequer a virtude de parecer uma brincadeira entre amigas. Sugere que ambas levaram muito a sério o seu papel de repetir clichés mais do que gastos - e o resultado é uma "sensualidade" forçada. Vamos lá a ver se a gente se entende: em vez de Kate Mos ensinar alguma coisa a Rihanna, é ela que desencaminha Kate Moss? Volta, Pete Doherty, estás perdoado.


O vestido...e o ar enjoado de Kristen Stewart: sim ou não?

                                                                 
Até há pouco tempo, Kristen Stewart era criticada pelo seu estilo Emo e desleixado. Mas em meados deste ano a menina iniciou uma estreita relação com a casa Balenciaga e começou a dar nas vistas com looks realmente bonitos - ou no mínimo, interessantes de ver - e uma abordagem fresca, jovem, de uma certa elegância. Não consigo perceber se simpatizo ou não com a pálida e estranha rapariguinha - o tempo o dirá - mas escândalos à parte, tenho gostado de acompanhar a sua evolução. Não será uma beldade no sentido tradicional do termo, não sei se tem ou não verdadeiro talento (em boa verdade, pouco vi dos filmes em que participou) mas se ignorarmos o ar enjoado há alguma coisa nela que dá vontade de olhar duas vezes para ver melhor e isso, para mim, é um ponto a favor. Bem vistas as coisas, um ar enjoado sempre foi associado a um certo snobismo chic, de quem se está borrifando para o mundo. Algumas das pessoas que mais estimo têm um ar enjoado. Eu própria saco ocasionalmente de uma expressão enjoada ou neutra, quando a necessidade obriga - chamo-lhe a cara número três, e hão-de experimentar porque às vezes dá muito jeito. Não se pode, com justiça, embirrar veementemente com alguém só porque tem faz cara de enjoo, e por aí fora. Nos eventos associados à estreia de Amanhecer, parte II (*acho que finalmente acertei com o nome do milésimo filme da saga dos vampiros chorões*) a  jovem actriz passeou-se pelo planeta com algumas fatiotas dignas de registo. Mas foi o vestido nude com grandes transparências de Zuhair Murad, usado na estreia de Los Angeles, que concentrou todas as atenções. Se gosto? Pessoalmente, tenho as minhas reservas quanto a transparências. Este vestido é de uma grande delicadeza, parece uma peça de boudoir e já tenho visto coisas mais indiscretas na red carpet. Em termos de formato, cai bem ao seu tipo de corpo (triângulo invertido). Creio que está a um passinho de se tornar vulgar - especialmente na pose acima - mas escapa por escassos milímetros. Não havia necessidade de expor o derrièrre, mas também não me agride. A questão aqui é inteiramente outra: considerando os falatórios em que se viu envolvida e o enorme protagonismo do filme, será que Kristen Stewart precisava deste vestido? Isso sim é discutível.
Top looks de la semana: Kristen Stewart de Zuhair Murad alta costura otoño 2012
Já em Londres, Zuhair Murad voltou a dar um ar da sua graça com mais transparências - desta vez com um jumpsuit rendado da colecção Outono de alta costura. Desta feita, não me agrada. O tema gótico da peça tem tudo a ver com a situação, mas o formato e a distribuição das rendas não fazem nada pelo seu tipo de corpo - seria muito melhor se a renda simulasse ali um bustier e que houvesse menos brilho na parte de baixo, deixando o protagonismo às aplicações dramáticas na área superior. Assim, a cintura desapareceu e ela parece mais direita e menos esguia do que é na realidade. Concordam?

                                                           

Henrique Monteiro dixit: carga policial


                               
Vi o início da carga policial em directo na RTP: os apupos, as pedras, o crescendo, as bombas de indicação de desordem pública e por fim, o avanço sobre a multidão compacta que se tinha formado em frente ao Parlamento.

Pensei dizer alguma coisa sobre o assunto. Mas no Expresso, Henrique Monteiro tirou-me as palavras da boca com uma excelente crónica. Eu que tenho medo de multidões e ajuntamentos (até em circunstâncias felizes, como a Serenata em Coimbra, fui arrastada por duas vezes...numa delas, tive de gatinhar até ao átrio de um prédio onde me refugiei até que a confusão dispersasse) não compreendo como é que quem já se manifestou ao longo do dia, já disse pacificamente da sua justiça e até está acompanhado de idosos ou crianças, se deixa ficar na zona de maior tensão, observando a polícia a ser apedrejada entre vaias e avisos mais ou menos audíveis. Mesmo que não se ouçam as advertências tim tim por tim tim o crescendo, a crispação que se avoluma, o berreiro e os empurrões têm de ser perceptíveis. Sabe-se que àquela hora os ânimos estão exaltados, que nem todos os manifestantes estão de boa fé ou razoavelmente sóbrios - na última manifestação aconteceu uma situação semelhante. Prudência e amor à pele nunca fizeram mal a ninguém. Não só por medo a eventuais cacetadas -numa confusão daquelas pode facilmente pagar o justo pelo pecador -  mas porque os acidentes acontecem e em apertos mais ainda. Foi uma sorte ninguém ter acabado esmagado aos pés no meio do pandemónio.


Há coisas do arco-da-velha. Uma delas é acreditar que um polícia, depois de hora e meia a levar pedradas, tem discernimento para, durante uma carga, saber quem prevaricou e não prevaricou.
Vamos a factos. Vários energúmenos (que nada tinham a ver com o espírito da manifestação, e já depois de esta ter acabado) começaram a apedrejar polícias em frente ao Parlamento. Vários manifestantes (entre os quais Daniel Oliveira, segundo o próprio relata na sua crónica) pediram insistentemente para não o fazerem, no que não tiveram sucesso e abandonaram o local.Um dirigente do PCP, que se encontrava a dar uma entrevista a uma televisão, condenou o sucedido e disse que ia retirar-se imediatamente daquele sítio, o que fez. Mais de uma hora depois, as pedradas continuavam. Alguns populares (ligados, presumo, à manifestação da CGTP) colocaram-se em frente da polícia tentando demover os delinquentes. De nada serviu, a chuva de pedras continuou. A polícia fez um aviso: retirem-se da praça que vamos carregar. Dois minutos depois repetiu o aviso. Cinco minutos depois, carregou. Quem ainda estava na praça sabia o que ia acontecer.
Bateram em pessoas que jamais tinham atirado uma pedra? É possível. O que não é possível é ser de outra maneira; o que não é possível é durante uma carga, um polícia que esteve sob uma tensão enorme durante horas, indagar e interrogar-se sobre a justeza da sua ação. Isso é lírico.

Friday, November 16, 2012

Operação Bolachas

                                              
Há dias dissertei sobre a profunda e fracturante temática das bolachas e uma querida amiga do Imperatriz deu-me, via Facebook, uma dica para as conservar: colocar um bom punhado de arroz na lata ou tupperware onde as guardamos. Sucede que o arroz tem propriedades anti humidade (e eu que julgava que o maior truque com arroz era o hábito japonês de usar a água de o lavar para enxaguar o rosto, e aplicar saké como tónico facial...) e evita que os biscoitos ganhem mofo. Dito isto, hoje fui às compras - o que para mim, significa correr dois ou três supermercados para trazer produtos específicos de cada um. Um dia hei-de mostrar-vos a minha lista...para ervanária, cosméticos e charcutaria o Jumbo, para chás e doces o Continente, para certas compotas o Pingo Doce, para peixaria e enlatados o Supercor e para produtos alemães, americanos ou para bolachas, o Lidl. Não concordo nada que seja um supermercado low cost - pelo contrário, se fizer compras volumosas a brincadeira sai-me bem mais cara do que nos outros- mas tem algumas marcas exclusivas com coisas que não se encontram em mais parte nenhuma. Hoje saíram-se com doce de  rosas e compota de figo com cacau, por exemplo. Criativos, esses "alemitos". E ainda por cima sabem fazer bolachas e chocolates, os malandros. Sempre que lá vou passo de largo na secção dos biscoitos senão é um sarilho. Mas hoje, para fazer o teste, trouxe um pacote dessas bolachas sandwich na imagem acima. São gigantescas, deliciosas e uma grande porcaria que nunca havia de existir porque é impossível comer só uma, eu que nem ligo a bolachas recheadas. Mas a bem da ciência, todos os sacrifícios são válidos. Vou fazer a experiência anti mofo e depois conto como foi.


E a Crónica desta semana...

                                   
Já está na Activa. Para espreitar aqui.


O estilo Michonne



Desde o início de The Walking Dead que os fãs andavam ansiosos pelo aparecimento de Michonne, personagem favorita da versão BD. Eu não segui a graphic novel como se deve, mas também estava curiosa: é que Michonne tem tudo para eu gostar dela. É uma mulher que não se atrapalha com nada; usa uma katana com habilidade e graciosidade extraordinárias; não tem medo nenhum de zombies (e quem não tem medo de zombies, não receia coisíssima nenhuma); é o tipo de rapariga que agarra a vida pelas presas -  se lhe dá limões ela faz limonada, vai buscar açúcar e ainda arranja maneira de fazer cair granizo para lhe pôr gelo. Como toque final anda encapuçada, e já devem ter percebido  a minha simpatia por capas com capuz. Na série, até ver, ainda gosto mais de Michonne. A actriz Danai Gurira (de origem zimbabuana) além de ter uma figura impecável, uma beleza original e um porte lindo, encarna a personagem de forma mais fria e menos doidivanas. Michonne é desconfiada, carrancuda e depende do seu instinto apuradíssimo para sobreviver. Se algo lhe cheira a esturro, ela não dá segundas hipóteses, por mais bonitas que sejam as aparências. Em caso de dúvida, saca da sua lâmina afiadíssima, ou deixa tudo para trás e segue adiante. Faz o que tem de ser feito e mais nada. É uma verdadeira badass

Claro que não posso ignorar o efeito do figurino da personagem nesta minha preferência. Lá porque o mundo acabou não quer dizer que uma pessoa perca o seu sentido de estilo, e os produtores da série pensaram em tudo isso: reparem nas luvas, no colete de couro e na capa/capuz que parece feita de um saco de serapilheira.
 Num cenário apocalíptico, como diz o povo, a tropa manda desenrascar. As roupas, como medicamentos e todos os recursos necessários, obtêm-se em perigosas razias às poucas lojas ou habitações que não estejam invadidas por mordedores - o que pode ter as suas vantagens numa Chanel ou Hermès, mas inflaciona consideravelmente o "custo" de vestir numa marca de fast fashion...
Os figurinistas consideraram tudo isso e procuram, dentro de um certo realismo - salvo seja - escolher peças que combinem com o carácter das personagens. Ora vejam o  visual do über- fofinho - redneck-com-coração-de-ouro Darryl Dixon. O poncho com desenhos índios é ou não é perfeito para ele?

daryl























Thursday, November 15, 2012

Dúvida legítima: os assanhados


Ainda há dias reflecti sobre tipos de homem que me dão volta ao estômago, com mulherengos e taradões a liderar o pódio. E agora, do alto da minha candura e da compreensão que costumo manifestar para com as maluqueiras do próximo (o que leva, invariavelmente, a que todos os malucos batam à minha porta) pergunto aos céus, num lampejo de indignação e de bom senso:

- Mas porque é que essas pessoas que tanto gostam de fazer trocadilhos embaraçosos, de levar tudo para o fecho-éclair e de se divertir com as Playboys da vida não se juntam a quem é como eles? 
Não faltam, na vida real e no mundo virtual, mulheres desesperadas que fazem tudo por um bocadinho de atenção masculina, e até acham graça a esses gracejos sem piada nenhuma. Mas parece que os assanhados morrem por fazer conversa com quem despreza esse tipo de comportamento. E acham que se insistirem, acabarão por ter sorte e converter gente normal ao seu maravilhoso mundo (Not!). Tem mais piada, acham eles- dá mais luta. Tem outro picante, pois então! São da mesma classe dos idiotas que se sentam na mesa do café e decidem fazer olhinhos à mulher que está na sua pausa, descansada da vida, por menos troco que ela lhes dê;  insistem, insistem e insistem, por mais que não tenham resposta, até a pessoa se levantar ou dar-lhe umas chapeladas. Não têm noção de que incomodam. Se lhes agrada...a ela, como Santiago aos Mouros! Como se o sonho de qualquer mulher com a cabeça no lugar fosse ter quem lhes dissesse coisas tão...inspiradas, vulgo romance da Harlequin. Oh, paciência. Só gostaria que alguém dirigisse tais "piropos" injustificados e não requisitados às suas mulheres, filhas, irmãs e namoradas, a ver como se sentiam. Acham-se muito modernos, muito cool, com um espírito muito livre - mas no fundo são uns chauvinistas de primeira. Não conseguem ter uma conversa civilizada, de trabalho ou de outra natureza, com um ser vivo que use saias, sem tentar a sorte; não se pode dizer-lhes olá ou ser educada sem que imaginem cenários mirabolantes ao melhor estilo produção de série B com bolinha. Podem proclamar aos sete ventos a igualdade dos sexos, dizer que os homens tradicionais são uns machistas, que as mulheres haviam todas de ser livres e umas grandes malucas, mas só porque isso lhes convém; nas suas cabeças, em cada mulher há uma grande maluca, disposta a tornar os seus sonhos malucos realidade, e nenhuma tem o direito de não ser assim. Nem ao menos vêem que não, como dizia a minha avozinha. E um bocadinho de auto análise, conversas  olhos nos olhos com o espelho e cálculo de probabilidades, não vos fazia bem? Fazia pois!


Se te foge o pé para o chinelo...


Há sempre um clique, uma gota de água que faz transbordar o copo, que é diferente para cada pessoa. Cada um tem o seu ponto de ebulição. A minha paciência para com as pessoas que deixo entrar na minha vida é uma das coisas que sempre me elogiaram. Há aspectos em que falho (sou um desastre com datas e por vezes, um pouco preguiçosa) mas quanto a tolerância, deixar andar, desculpar e dar novas oportunidades sou uma campeã. Depois existem alguns antídotos para essa serenidade zen, que me fazem mandar isso tudo às urtigas em menos de um Credo, sem olhar à longevidade desse afecto ou ao quanto ele significa para mim. É como se um pesticida lhe matasse as raízes. Um deles é a persistência no erro - tenho tolerância, mas não sou santa. Chega a um ponto em que digo basta, porque odeio repetir-me, não há nada mais desgastante. Outro é a falta de lealdade e de reciprocidade, porque não tenho jeito para masoquista. Mas o maior mata -ligações, no que me diz respeito, é quando as pessoas mostram uma tendência irresistível para deixar o pé fugir-lhes para o chinelo. Quando insistem, uma e outra vez, em tomar hábitos reles, gestos reles, companhias reles. Primeiro procuro chamar à razão, porque por mais que já me tenha deparado com essa realidade, parece-me sempre incrível. Depois desiludo-me - não há nada que me cause tanta repugnância como ver degradar-se a admiração que tinha por alguém . E por fim corto laços. Consigo suportar a maior parte dos defeitos, mas esse não. Qualquer dia arranjo um sinal luminoso para trazer comigo, que diga a potenciais-pessoas-importantes-na-minha-vida: se te foge o pé para o chinelo, afasta-te da minha pessoa. Olha que eu tenho gás pimenta. O tempo que isso me poupava...

Oh La La, Laetitia


As curvas estão na moda e Laetitia Casta (34 anos) é a uma das suas maiores embaixadoras, legítima herdeira de mulheres-mito como Sophia Loren e Brigitte Bardot. A campanha de lingerie da H&Mdedicada à época festiva, marca o regresso da beldade à moda, depois de um longo interregno dedicado à sua carreira na sétima arte. Continua lindíssima, com uma allure de superstar que falta à maioria das manequins actuais. Pessoalmente, adoro ver as grandes modelos dos anos 90 a voltar ao activo, e todas as campanhas protagonizadas por celebridades dignas desse nome. Sabe bem olhar para uma cara familiar e ver que o estilo intemporal, o percurso e o savoir faire são reconhecidos pelas marcas. Et vous?

Get the dress: Ashley Greene em rosa chá

   
Eu embirro à grande com  Crepúsculo - certo. Principalmente no que respeita aos livros e à craze associada à saga. Confesso que no outro dia dei uma espreitadela a um dos filmes e houve alguns aspectos (como a caracterização e certos cenários) que não estavam mal pensados no meio da xaropada. Mas o que realmente me chamou a atenção foi este vestido personalizado Donna Karan Atelier que a actriz Ashley Greene (por sinal, dona de uma cara muito laroca e fora do vulgar) usou na premiere da última película. Tenho alguma reserva quanto a decotes assimétricos, porque não são a opção mais segura para a maior parte das mulheres e carecem de meio termo: ou ficam espantosos ou são um desastre. Mas das versões plissadas gosto muito, especialmente quando a textura é criada de forma diagonal, para realçar as curvas mas garantir que a figura parece esguia. Tenho um vestido de cocktail semelhante, também numa cor pálida, e adoro-o. Claro que tal como o da actriz, o meu foi acertado à medida para garantir que envolve devidamente a silhueta, sem sair do lugar nem apertar demasiado. Se não for assim, como o tecido é espesso e pesado o corpete tende a afastar-se do tronco, criando a ilusão de um bloco sem forma.
  Este modelo clássico de Donna Karan capta o olhar pela forma perfeita como assenta - reparem no volume  acima das ancas, para criar uma forma de ampulheta perfeita. O Tom de rosa chá é lindo e ilumina a maioria dos tons de pele - principalmente as médias, claras e muito brancas- sendo uma boa alternativa aos nude que por vezes "apagam" as feições. Ashley Greene complementou o vestido com sapatos Giuseppe Zanotti e Jóias Bvlgari. Sure, simple, and très chic.

                                          



Wednesday, November 14, 2012

Concreto...em modo country




No mês passado contei-vos  como fiquei encantada por conhecer mais de perto os produtos e know how da Concreto. Não poderia ter havido uma temporada melhor para o fazer, já que a malha é uma tendência forte deste Inverno: Michael Kors, Hermès, Yohji Yamamoto, Pucci e Cavalli, entre outras casas de moda internacionais, apostaram no tricot e nas malhas cruas. Celebridades influentes como Olivia Palermo foram vistas nas semanas de moda coordenando tops de malha com acessórios inesperadamente delicados,trazendo o casual para situações mais formais.
   O camisolão de lã estilo Jane Birkin é - a par com as capas - uma das poucas peças oversized que me apaixonam. Tenho uma colecção deles e este ano, adorei as versões estilo pescador. Escusado será dizer que este modelo da Concreto foi amor à primeira vista: é oversized, fazendo quase o efeito de uma capa; de entrançado espesso, mas maleável o suficiente para ser usada com um cinto ou obi belt. Adoro o ar um pouco rústico, que se presta a looks românticos mas pode ser facilmente contrabalançado com peças mais agressivas e actuais, criando uma contradição interessante. Hoje apeteceu-me 
experimentá-la e inspirei-me em alguns visuais de Jean Shrimpton nos anos 60 que me vieram à mente. Deixo-vos algumas imagens... 

 Mas acho que giro, mesmo giro, era haver um presente Concreto a ser sorteado pelas leitoras mais amorosas da blogosfera. O que é que vos parece? Conto-vos tudo esta semana.


 




Erro estúpido que me enerva: "carisma"


Há pessoas com obrigação de ter alguma cultura e que escrevem (ou dizem em público) carisma em vez de cariz. Por exemplo, "este é um evento de `carisma´ cultural". Lindo. Maravilhoso. E o pior nem é querer usar palavras caras e enfiar um barrete (podiam perfeitamente empregar "carácter" e ficavam muito bem servidos). É que por vezes, os yes men que os rodeiam não apontam a gaffe: ou por medo de desagradar, ou porque eles próprios não sabem a diferença. Ora vamos lá ver se o Priberam nos tira deste aperto:

cariz 
(espanhol carizaspecto da atmosfera) 

s. m.
1. Expressão facial. = CARA, FISIONOMIA, SEMBLANTE
2. [Figurado]  Modo como algo ou alguém é encarado ou se apresenta. = APARÊNCIA,ASPECTO
3. Aparência da atmosfera.

carisma 
(grego khárisma, -atos, graça, favor) 
s. m.
1. [Antropologia]  Autoridade de um chefe fundada em certos dons sobrenaturais.
2. Grande prestígio de uma personalidade excepcional, ascendente que exerce sobre outrem.
3. [Religião]  Conjunto dos dons espirituais extraordinários (profecias, milagres, etc.) outorgados por Deus a indivíduos ou a grupos.

É a cara de um, a cauda do outro...Mais disparatado, só os jornalistas que confundem luxo com luxúria. Está certo que o português é uma língua cheia de truques e subtilezas, mas custa alguma coisa verificar antes de atirar palavras por aí, ao esmo?

Odiozinho de estimação: pseudo intelectuais


                                         
A Menina Lamparina recordou hoje um luminoso texto dos seus. Nele, aborda um tema que veio várias vezes a talhe de foice e que já tenho aflorado à ligeira por aqui: um fantasma que assombra qualquer mulher (ou homem) que assuma gostar de moda mas 
que - pasme-se - tenha dois dedos de testa e alguma cultura (condições essenciais para realmente compreender a moda, a arte, a literatura ou qualquer exercício de imaginação e de espírito). É que além dos brutos de serviço, que alardeiam aos quatro ventos ser muito responsáveis e só pensar em "ganhar a papa" porque isto está muito mau, há sempre os pseudo intelectuais de carteirinha, espécie que eu corria a insecticida, se pudesse. Contagiada pelas palavras da Menina, comentei mais ou menos isto:

Tenho um ódio de estimação pelos pseudo intelectuais. Todos eles. Os chamados "pseudo intelectuais de esquerda" com a sua hipocrisia sem limites e teorias da conspiração para tudo, que metem política em tudo, então 
tiram-me do sério...principalmente quando decidem "tomar de assalto" certas organizações que não lhes pertencem. E o pior é que de todos esses, raramente se aproveita um, intelectualmente falando. Não há nada pior do que a cultura postiça, colada à pressa. No fundo, são tão paranóicos com a opinião alheia como a pior das fashion victims. "Se não me vestir mal, não andar meio sujo, não falar sem abrir bem a boca, estilo mistura entre filósofo doido com arrumador de carros com uma moca de caixão à cova, não sou intelectual nem profundo - o horror!". A sua "rebeldia" limita-se à conformidade, a imitar os seus pares. Não têm criatividade, nem imaginação, nem capacidade para sonhar, nem sentido de estética, nem espírito, nem génio, muito menos sentido crítico ou a coragem de ser eles mesmos, de se expressarem artisticamente: são umas cassetes, uns papagaios, uns...wannabes. E isso revela pouca inteligência. É uma cinzentona tacanhez, de quem não foi habituado de pequenino a exercitar o intelecto e depois procurou compensar isso à martelada...

 Tenho pregado vezes sem conta, de viva voz e por escrito, o verdadeiro carácter da moda como arte, indústria e como fenómeno social, a distinção entre o apreciar moda e a vaidade oca. É uma cruzada, meus amigos. Atrevam-se a falar de moda, ou mesmo a não abrir a boca mas ter um certo ar "composto" e verão que há sempre um chico esperto pronto a tirar conclusões precipitadas ou a apontar o dedo. "Tu não pensas em coisas sérias!", "tu sabes lá o que são dificuldades, andas sempre tão bem vestida", ou "aquela é lá pessoa para se levar a sério, deve perder duas horas só para se arranjar" são alguns disparates correntes, que levam uns bons meses a desmentir se a necessidade obrigar a travar essa luta tão difícil. Uma palavra de aviso para as "fashionistas" que acabam a licenciatura neste momento: a "boa apresentação" pedida em alguns anúncios é conversa da treta. Numa entrevista que não seja para uma empresa ligada à indústria de moda, preparem-se para fazer penitência: "tenho interesse por roupas e sapatos, mas também gosto de outras coisas...de quê? Literatura. Não, não li o Crepúsculo...cinquenta sombras de quê? Não, não levo o trabalho a brincar...etc, etc, etc". E não precisam de se apresentar com looks elaborados, como se fossem para a Semana de Moda de Paris. Qualquer coisa que fuja ao típico "primeiro - tailleur- da -minha -vida comprado -ontem -na Zara- de -propósito -para -a -entrevista" é imediatamente detectada. O mesmo vale para os tempos de faculdade. Ser o único, ou dos poucos, elementos de uma turma de Jornalismo ou Relações Públicas que quer seguir a área de Moda e não fazer coisas "sérias" como ser repórter de guerra ou responsável de comunicação da CIA (ou de qualquer coisa mega importante e crucial para a vida humana como o fabrico de caricas ou parafusos) é um factor de atracção para olhares de lado. Haverá sempre um espertinho que se põe a debitar política ou alta finança à vossa frente, esperando enterrar-vos. 
A vantagem é que ver a tacanhez alheia em todo o seu esplendor não deixa de ser divertido - sempre me deu um certo prazer trocar as voltas às pessoas que se julgam muito espertas com esta arte de camuflagem ... ou manobra de diversão, se preferirem.


Tuesday, November 13, 2012

O Cônsul de Bordéus


Quando A Lista de Schindler chegou aos cinemas - era eu bastante novinha, mas já devorava todos os livros a que deitava mão sobre a II Grande Guerra - comentou-se lá em casa " é uma pena que não se faça o mesmo sobre Aristides de Sousa Mendes, que salvou ainda mais pessoas e morreu na miséria por causa disso". Desde então tenho um carinho especial pela figura do diplomata português e como é lógico, estou bastante curiosa para ver o filme. Parece-me que Vítor Norte terá feito um óptimo trabalho e pelo que pude observar até agora, só tenho pena que não o tenham caracterizado com um pouco mais de rigor, no que respeita ao penteado e maquilhagem. 
Estreia esta quinta-feira: «Aristides de Sousa Mendes - O Cônsul de Bordéus» Esta é uma história que merece ser contada: numa época dominada por um materialismo voraz, é importante recordar quem pôs os seus valores morais e espirituais acima do próprio bem estar. Desobedecendo às ordens de Salazar, que através da circular 14 proibiu os cônsules portugueses de emitir vistos às pessoas "de nacionalidade indefinida, contestada ou em litígio" incluindo os judeus expulsos dos seus países de origem, o diplomata concedeu cerca de 30 mil vistos de entrada em Portugal a pessoas de qualquer credo e nacionalidade que desejassem fugir de França, estimando-se que tenha salvo a vida a mais de 10 mil judeus (Schindler resgatou cerca de 1100). Otto de Habsburgo, Arquiduque da Áustria, e a escritora Ilse Losa foram algumas das personalidades que ajudou a escapar ao terror nazi. "Se há que desobedecer, prefiro que seja a uma ordem dos homens do que a uma ordem de Deus" terá dito quando confrontado com o castigo que o esperava caso persistisse no seu propósito de auxiliar refugiados. Monárquico, profundamente católico, pai de uma família muito numerosa (14 filhos) culto e amigo das coisas boas da vida, Aristides de Sousa Mendes viu-se, uma vez regressado a Portugal, punido da forma mais injusta pelo governo português: foi reformado compulsivamente, proibido de exercer advocacia e os seus filhos foram impedidos de frequentar a Universidade. Em 1945 Salazar felicitou-o pelo seu acto corajoso mas recusou-se a reintegrá-lo no corpo diplomático: o herói português morreu em 1954, na mais esquálida pobreza: não tendo um fato condigno, sepultaram-no num hábito de Franciscano. Foi reabilitado postumamente com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade e a sua família recebeu um pedido de desculpas público em 1986. A sua casa, no entanto, continua em ruínas, apesar dos vários projectos para a converter num Museu que celebre a nobreza e espírito solidário do diplomata. Espero sinceramente que a produção " O cônsul de Bordéus" chame a atenção para esta causa, e ajude a atrair mecenas para uma obra que há muito merecia estar concluída... 



Uma vez sem exemplo...

                                                    
Apetece-me berrar, como certos miúdos... "DESLARGUEM-ME" ! É expressão que nunca usei na vida, é incorrecta mas é eloquente e há uma primeira ocasião para tudo. E se existe coisa que eu detesto é repetir-me 30 mil vezes, passe o pleonasmo, para dali a nada virem com a mesma retórica como se eu tivesse falado para a mão, para o boneco ou para as paredes. Mas este pessoal não tem dó dos neurónios alheios? Dão-me cabo das sinapses e daqui a nada estou assim outra vez. E fazem isto - chatear-me com coisas que ainda não existem nem estão ao alcance -  quando eu estou atarefada com coisas reais, tangíveis e sérias, que necessitam da minha atenção imediata. Estou farta de citar o provérbio africano "procura o que está perto, que com certeza o que está longe te engana" mas há gente muito teimosa que enquanto não vê a sua vontade feita, não descansa. Só porque fazem birra não quer dizer que as coisas se apressem, capice? E paciência em pílulas, que era bom, alguém vende, por Júpiter?

Monday, November 12, 2012

Rapazes, atentem nisto



Já tenho dito que gosto de ver um cavalheiro bem vestido e apresentado na medida certa. Sou a maior fã do fato de bom corte, especialmente em quem o sabe escolher e usar. No entanto, tenham cuidado para não parecerem demasiado embonecados e penteadinhos. Pois, as mulheres são um bocadinho chatas e o equilíbrio entre o encantador, o "composto" e o "esforçou-se demais" é bastante delicado.
Como os homens são seres visuais, nada como ilustrar pelo exemplo. Jon Hamm é, sem sombra de dúvidas, muitíssimo bem parecido. Tem o porte, a estrutura óssea, a elegância e uma presença magnética. Acho-o muito bonito mas para ser franca, quando deito a pestana a Mad Men é mais por causa do decor...e das toilettes das personagens femininas. O look da personagem é glamourouso mas muito penteadinho, muito certinho, quase robótico...e não deixa transparecer a sua vivacidade natural.
Não há nada como uma madeixa rebelde ou qualquer coisa ligeiramente desalinhada para dar aquele "quê" à beleza masculina. Roupas boas sim, mas certos "pecadilhos" como a barba de dois dias, o cabelo ao vento ou - em circunstâncias casuais, claro - a camisa com as fraldas para fora do cinto acrescentam aquele factor extra...

             Ora vejamos:

                                                      
Na série está giro, mas tem a sensualidade de um manequim de montra. 

                                                       
                                                                        Melhorou!

           
                                                                      Fantástico!


 Oh la la!
           

Instante Carrie Bradshaw cá de casa

                                        
Mãe (a vir almoçar a casa num pulo e de saltos altos): por favor vai ao quarto buscar-me um cachecol fofinho, que está um frio terrível lá fora.
Sissi: * toc, toc, toc, sobe e desce a escada* este serve?
Mãe: Eu disse fofinho, não disse extremamente fofinho!
Sissi: está bem, vou buscar outro. * toc, toc, toc, sobe e desce a escada*  e este? 
Mãe: é enorme! É quente! É fofinho demais e sufoca uma pessoa. 
Sissi: eu não tenho tempo para decifrar os níveis de fofinheza do seu mundo, ouviu, senhora mãe?

O caso Sparky...

                                   
 ...como os casos de tantos Sparkies por este país fora, corta-me o coração. Acredito na máxima de Ghandi " a grandeza e progresso de um país podem ser medidos pela maneira como trata seus animais" e infelizmente nesse quesito, como noutros, temos um país de brutos e de selvagens. Podemos arvorar-nos em muito modernos, muito evoluídos, muito "urbanos" e  todos os modismos estrangeiros: a essência do pé descalço que vê no animal apenas a sua utilidade continua, infelizmente, bem viva (sem ofensa à boa gente "do campo" que tratava e trata bem os seus animais, pois pessoas boas e ruins há-as em toda a parte...).  Trauma, reflexo de um povo habituado a uma vida dura e brutal, pouco dado a essas subtilezas que compõem uma sociedade civilizada, as desculpas são muitas mas nenhuma é boa. Enquanto não se legislar devidamente, não se criarem punições bem duras para quem se atreve a fazer coisas destas a um ser inocente e indefeso, enquanto os brutos não sentirem o peso das suas acções na liberdade e no bolso, a sociedade portuguesa, como um todo, não encarará os animais como importantes e não os vai perceber como seres vivos que sentem, amam e sofrem. Estas questões deviam estar tratadas há muito, mas como os animais não votam vai-se adiando e varrendo para debaixo do tapete. Quem pugna pelos seus direitos e doa o seu tempo ou dinheiro para estas causas é mesmo, por vezes, visto como um excêntrico - simpático e bem intencionado, mas ainda assim um excêntrico que não se dedica a "problemas urgentes e sérios". Um país que não trata bem os seus elementos mais vulneráveis é um país despido de bondade e humanidade; um país que não pode, de modo algum, cuidar bem das pessoas. Espero que este incidente lamentável ajude os portugueses a abrir os olhos e a ver estas questões doutra maneira. A onda de solidariedade e indignação que despertou é um grande sinal de esperança: pode haver selvagens, mas também temos muita gente decente e de bom coração. Entretanto, urge ajudar o Sparky: todas as informações estão na sua página de Facebook:

"O Sparky está a recuperar lentamente. Hoje encontrei-o de novo na ala de UCI, porque levaram-no ao Bloco para remover algum tecido morto, e foram colocados drenos, e suturadas algumas das feridas (...) o Sparky tem feridas profundas pelo corpo, e esse é o principal problema que o impede de ter alta. As feridas exigem tratamento diário e diferenciado. Além disso, em casa jamais haveria condições para fazer um controlo efectivo da dor do Sparky, que não tem posição sequer para se deitar. Assim, está medicado quer com antibiótico, quer com Morfina. Tem-se alimentado bem, tem mantido uma evolução favorável, mas o risco de sepsis ainda não pode ser excluído. Não sabemos quanto tempo irá ficar internado, nem de que tratamentos irá necessitar posteriormente.  Caso os donativos superem o valor das despesas com o Sparky, estamos ainda a ponderar qual o seu destino, mas certamente será uma causa animal. Posso garantir-vos que ao vosso contributo, será adicionado o meu próprio donativo. Assim, agradeço-vos por todos os donativos feitos até então, e a seu tempo pretendo documentar nesta página os nomes de todos aqueles que são responsáveis por este Final Feliz.
OBRIGADA!!!!"

Avé Angela...

                                                 
Esta tem de ser a melhor manchete de todos os tempos. Aplauso pela fina ironia, pela criatividade, pela genial referência. Podia estar aqui meia hora a fazer associações e a dissecar o assunto, mas a capa vale mais que mil palavras. Se ainda há espírito para estas bofetadas de luva branca, então restam portugueses - e da velha guarda - em Portugal. Obrigada, i.                            

Sunday, November 11, 2012

Meninas bem vestidas da semana

As últimas duas semanas tiveram visuais muito inspiradores. Já sabem que como sou um pouco distraída e só menciono mesmo o que me deixa os olhos a brilhar, estes " looks da semana" são tudo menos semanais, mas desta feita houve fatiotas tão originais e bonitas que não pude deixar de reparar. E todas elas  são bons investimentos. Ter alguma coisa parecida no armário é uma boa ideia para compor um guarda roupa de qualidade para eventos, tanto no quesito " peças para durar e usar várias vezes" como para criar looks à moda, dependendo do styling e dos acessórios que acompanharem a roupinha. Ora vejamos se concordam comigo:

                                                    Around Melbourne Cup Day
 Rose Byrne com vestido Alex Perry: adoro rosa chá e apesar das riscas com três cores o vestidinho presta-se a muitas combinações diferentes. Nota bene como foi  ajustado até à perfeição. É assim que um vestido "bonequinha" deve cair para não roubar as formas femininas. O penteado não é o que melhor fica à actriz (teria gostado de um look Veronica Lake, um bocadinho mais sexy) mas adoro os sapatos e a carteira.

                                      
  Julianne Moore, Calvin Klein. Como adoro esta dupla não sou imparcial. Acho mesmo que a actriz se tem descuidado um pouco com os moldes que escolhe. Neste caso optou por um tamanho demasiado grande para si (reparem no original): o decote, a cintura e o volume da saia, que são o que dá graça ao modelo, perderam-se. Ainda assim, aquele branco-gelo irisado é lindíssimo e fica maravilhoso na sua pele branca e sardenta. Também gosto muito das sandálias. Dá vontade de lho roubar e levar à costureira, e mais não digo...

                                                                    AFI FEST 2012 Presented By Audi - "On The Road" Premiere - Arrivals

Confesso que embirro um bocadinho com Kristen Stewart (tem um ar enjoado, feições um pouco estranhas e não compreendo a hype à volta dela). Mas dou-lhe crédito por popularizar a pele branca (haja quem nos defenda e obrigue as marcas de maquilhagem a pensar nas caras pálidas) e, desde que se associou a Balenciaga, apresenta um certo chic criativo com uma pitadinha de gótico. O top fica bem ali, nada a dizer; mas o que gosto mesmo é do branco marfim + preto + stiletto clássico. E olhar para as calças faz-me pensar no que ia inventar com elas. Simples, mas com óptimo (e dispendioso) ar.

                                                               
Amy Adams Dolce & Gabbanna: outra ruivinha, branquinha, victoriana beldade que se apresenta (quase) sempre muito bem. Tecido maravilhoso, com padrão oriental (tenho um fraquinho pela velha combinação cetim - preto- com-estampado-chinês), check; ainda por cima, poucas cores fazem uma ruiva brilhar tanto como o verde. Modelo New Look de balão com o cai - cai perfeito e cintura retocada para as medidas dela, check; sandália clássica e refinada, com tira no tornozelo, ideal para usar com saia 3/4 - pois com esse comprimento faz o tornozelo parecer inexistente - check. Prefiro-a com o cabelo solto e um makeup um bocadinho mais dramático, mas isso é mera questão de gosto...

                                                
Rita Ora com Roberto Cavalli: não sou fã da moça, embirro-lhe com o ar trashy e com as raízes à mostra. Também tenho as minhas reservas quanto a Cavalli: tem momentos de génio, mas por vezes exagera no bling bling, na extravagância e nos animal prints. Questão de gosto e relativa, lá está... Apesar disso, gostei muito da forma descontraída como cantora usou este fato, que a adelgaça imenso. Um tailleur de bom corte é um tailleur de bom corte -  e a prova disso é que o estampado extravagante não lhe tira elegância...

                                              
Elle Fanning, Dolce & Gabbanna: há muito entusiasmo em relação à mocinha e na maioria das vezes, não acho caso para tanto. Tem momentos giros, outros nem por isso, embora sempre adequados à sua idade, o que já é óptimo! Neste caso, acho a saia e blusa um amor e do mais versátil: podem ser usadas por alguém tão jovem como a actriz, mas também aos 20, 30, 40...dependendo do styling e acessórios. Também funcionam juntas ou separadas e permitem criar um visual elegante, clássico, romântico, formal, retro, gótico, punk...para não mencionar a qualidade óbvia das peças. No todo, não gosto muito do look: ficava muito mais interessante com um sapato mais alto e com um penteado...que não fosse despenteado. Não tenho nada contra a bandelette em si (embora eu própria fuja delas como da peste, porque me causam mau estar) mas parece que andou a correr no recreio, desmanchou as tranças e foi tirar o retrato para o livro de turma. Ainda assim, o oufit compensa tudo.

    E não posso deixar de acrescentar que na semana passada...

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...Eva Mendes deu um ar da sua graça com este Dolce & Gabbanna lindo, lindo, que lhe fica na perfeição. Volto a dizer - gosto de tudo o que ela usa. Não sei se é só o gosto impecável da Rachel Zoe se a Eva dá uns palpites, o que sei é que funciona sem erro e sem mácula.

 ...a cerimónia Top Life Figaro, em Pequim, teve convidadas de espantar uma pessoa. É que os chineses não se contêm quando o assunto é requinte...por vezes exageram, caem numa ostentação pouco elegante, mas as suas celebridades estão perfeitas em todos os eventos. Ora vejamos esta riqueza, coisa mais cuti cuti. Apetece levar tudo para casa:

                                    
Sui He: vestido de jacquard bordado fuchsia com mangas `banana´ e cinto Alexander McQueen. Adoro as mangas banana (mangas invulgares é comigo) o brocado, a cor,  os acessórios um pouco agressivos que contrabalançam a delicadeza do vestido com um toque avant garde; e o styling é o meu preferido: sure, chic and simple.
Yao Chen (que já foi mencionada aqui e anda sempre bonitinha): vestido Paco Rabanne e sandálias `Teazer´ Jimmy Choo. Não é o meu estilo, mas conheço uma ou duas amigas que iam ficar maravilhosas com ele...
Ni Ni: vestido Dolce & Gabanna. Já os mencionei várias vezes, por isso sou suspeita...
                               
Jing Tian: vestido de renda e bordados Zuhair Murad, colar de ónix e diamantes. Está simples, está encantadora e adoro vestidos de noite que parecem antigos vestidos de dia (ou de debutantes, vá).
Liu Yifei: vestido Reem Acra. Não adoro o feitio (parece que "flutua" um pouco numa figura tão miudinha) mas o púrpura é sempre uma cor luxuosa.
Sun Li: mini vestido cor de fogo Carven com mangas cap. O modelo não é bem o meu género, principalmente na parte superior. Dificilmente usaria algo assim, mas nela está perfeito - e não me importaria nada de ter algo parecido com um decote diferente. Há muitos anos que não vejo este tom em nenhuma peça de roupa: não é encarnado, nem laranja, nem tangerina ou ferrugem, antes uma cor de labareda que parece cereja à sombra. E as sandálias a condizer? Não consegui apurar o designer, mas reparem que sendo compensadas e com salto largo, são a coisa mais delicada que há. Ou seja, um visual descomplicado, que brilha mesmo pela riqueza dos materiais e dos tons. Linda!





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