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Saturday, November 24, 2012

Ora adivinhem lá...

...por onde esta vossa amiga andou ontem. Eu disse que teria novidades e o que a Sissi promete, a Sissi cumpre, a palavra da Patroa jamais volta atrás, o prometido é devido, etc, etc. Mais tarde conto-vos tudo. Ta ta, my dear friends, que agora tenho de correr e o dia mal começou. Um excelente começo de fim de semana para todos, apesar da chuvinha-desmancha-prazeres.

                                                        

Thursday, November 22, 2012

Closet Magazine + Sissi

Hoje é o dia das surpresas: temos crónica nova da Sissi na Closet Magazine.net. Estou contentíssima por colaborar com um projecto sofisticado que admiro imenso - quer em termos de comunicação com os clientes Dolce Vita, quer a nível de conteúdos. Convido-vos a explorar o site, que vale bem a pena. Amanhã terei um dia bastante agitado e poderei estar algo misteriosa, mas prometo que no fim de semana haverá novidades. Have a nice evening and see you tomorrow, ladies and gentlemen.


O passatempo Concreto + Sissi está a decorrer! Para habilitar-se a uma camisola linda de morrer assinada por Helder Baptista, é clicar aqui.

Passem pelo site da Revista Activa...



Tremei , mulheres da luta. Estais apanhadas!





...porque esta semana, a Crónica Sissiniana dá tareia nas mulheres desesperadas -por-obrigar-um-diabo- a carregá-las nem que seja à lei da bala. Ora tomem lá,  a ver se abrem a pestana. Hear, hear! Aqui

Amor eterno


                           
                                                                                                      (image credits:a-pic.co.tv)
Esta maravilhosa escultura (cemitério Mount Macedon, Victoria - Austrália) chama- se "Asleep" e é uma obra de Peter Shipperheyn em homenagem ao seu amigo Laurence Matheson. Quando Laurence morreu, a viúva desolada encomendou ao artista esta figura para colocar sobre o seu túmulo, como expressão de amor eterno. Adoro a forma como a imagem está deitada, como se cobrisse o corpo do seu amante perdido. Pessoalmente não sou de romantismos patetas (se a minha felicidade futura depender de demonstrações públicas e disparatadas, estou feita) mas há ocasiões para tudo e se é para ter um acto de fazer chorar as pedras da calçada que seja em grande, com verdadeira inspiração. Existem duas esculturas semelhantes em Coimbra (uma no cemitério dos Olivais, outra no da Conchada, local que recomendo vivamente para quem queira beber uns ares de ultra romantismo mórbido) ambas lindíssimas, mas não possuem a sensualidade desta. "Asleep" mostra desespero, mas recorda também a vida e os momentos apaixonados compartilhados pelo casal - e se o memorial faz justiça à sua história de amor, que paixão do outro mundo não há-de ter sido...


O vestido é do piorio, mas...

                                               
                         
                          Lidsay Lohan apresentou-se ruiva, linda, mas mal vestida num jantar alusivo ao seu novo filme "Liz & Dick"

...adoro o cabelo e a maquilhagem. Lindsay Lohan devia assumir - e realçar - o cabelão e o seu tipo de ruiva natural. É o que a torna única. Sei por experiência que quando o cabelo é naturalmente strawberry blonde, acobreado ou auburn em vez de laranja, por vezes há vontade de experimentar, de tentar visuais mais dramáticos e ficar louríssima ou morenaça. Mas acredito naquilo que a minha avozinha sempre disse: não convém que uma mulher se afaste demasiado daquilo que Deus lhe deu;  e se é para um look marcante, o melhor é avivar o que se tem. Quem é loura, platina-se ou "doura-se"; quem é morena, castanhos ricos ou preto; e quem é ruiva...bom, já perceberam. Nuances deliciosas não faltam por aí, e esta é muito bonita. 
Quanto ao makeup, o blush salmão, madrepérola ou âmbar, os tons dourados e os bâtons em cores de frutos do bosque são das paletas que melhor caem às "cenourinhas". A maquilhagem das bochechas, para quem é tão pálida, é sempre um desafio, e aqui está muito bem conseguida. Do vestido nem vou falar muito, porque é um disparate pegado: primeiro, não sei como estavam os outros convidados, mas para um jantar  parece-me excessivo: um vestido de cocktail com alguns brilhos seria melhor.
 Segundo, se a ideia era ir para o look Old Hollywood, seria preferível não inventar: nem aberturas, nem piercings ou penduricalhos e um tecido de melhor qualidade, que ficasse no sítio e não marcasse a roupa interior. A cor pérola e os acetinados são trunfos para meninas branquinhas e mimosas, mas se não se tem a certeza quanto ao modelo, o melhor é confiar a tarefa a um stylist competente...principalmente quando se está a homenagear a deusa Liz Taylor.

Um camisolão Concreto, 3 looks

Uma camisola Concreto, 3 looks



O Passatempo Concreto + Sissi ainda está a decorrer, e fiquei agradavelmente surpreendida pela adesão e entusiasmo relativamente ao primeiro sorteio do Imperatriz! O camisolão assinado por Helder Baptista é realmente giríssimo e nada me deixa mais contente do que saber que vai ser oferecido a quem o sabe apreciar. Estou muito curiosa para saber quem será a dona desta versátil  peça Concreto. Como as malhas fofas se prestam - principalmente neste Inverno de tendências diversas e muitas misturas - às mais variadas combinações e temos participantes de várias idades e estilos, sentei-me um bocadinho a inventar três visuais diferentes. É uma questão de gosto individual, mas aqui vão as minhas ideias:

1- Skinny jeans escuros, clássicos (ou para quem deseja adelgaçar a figura, uma calça cigarrette preta)  botas longas com cano ligeiramente largo, para tornar as pernas mais compridas; saco a tiracolo em couro. Descontraído, mas garantia de bom ar instantâneo mesmo em dias de "má cara".

2 - O camisolão é bastante amplo, logo pode ser usado com leggings; mas pessoalmente prefiro as jeggings, que são mais democráticas e também não atrapalham. As pretas são sempre a opção segura. Usar com um botim que ofereça bom suporte à perna ou então, fazer como Olivia Palermo e juntar-lhe uns pumps ou peep toes clássicos. Esta última opção é ideal para as meninas esguias.

3 - Por fim, uma silhueta diferente: optei por uma saia maxi bourdeaux, que é uma peça em voga nesta estação; mas uma calça larga a direito, estilo pantalona, oferece o mesmo resultado. Para um porte elegante, longo e majestoso em vez de "achatado" e largueirão, convém usar com botins de plataforma ou chunky heel. Uma bracelete ou cuff de pérolas chama a atenção para o pulso e dá um toque mimoso. Eis outra vantagem desta camisola...faz os pulsos parecerem mais delicados, como todas as mangas que terminam abaixo do cotovelo.

E vocês, como usariam este camisolão Concreto? Para experimentarem pessoalmente, já sabem: é concorrer aqui. Apressem-se, que já não falta tudo...


Wednesday, November 21, 2012

Brilhante comentário da semana #2: 50 sovas de Grey


                                  

Li o primeiro livro e não me serviu de nada... continuo a não ser espancada durante o acto sexual, aliás o mais perto de ameaço que houve aqui por casa foi qualquer coisa do género "Se não te calas com o livro, levas com ele nas fuças" 

Dinona dixit

Perante a minha opinião acerca da  visita de EL James -  a autora desse livro que salva relacionamentos à bordoada - a Portugal a querida Dinona, da Confraria da Gataria, teve uma das suas deliciosas tiradas, demasiado eloquente e recheada de bom senso para ficar discretamente na caixa de comentários. Só posso concluir que aquela casa, além de ser uma casa de gente boa porque tem gatos, é uma casa de gente sensata, com um homem de juízo ao leme (salvo seja...).  O mesmo não se poderá dizer de outros lares por esse mundo fora: a prova de que as mulheres suspiram pelo dominador Mr. Grey porque têm uns bananas em casa é que os mesmos bananas não dizem nada quando vêem as suas mulheres fazer fila, aos pulinhos e guinchinhos,  para autografar um livro disparatado que classificam de revolucionário. Se tratassem do que lhes compete, não as tinham por aí feitas taradinhas canta monos, numa relaxaria de todo o tamanho, a fazer figura de mal amadas e a gritar ao mundo como algemas e chicotadas as fazem sonhar e "porque é que o meu marido não é assim"?. 


O passatempo Concreto + Sissi está a decorrer! Para habilitar-se a uma camisola linda de morrer assinada por Helder Baptista, é clicar aqui.

Aprendam, mulheres da luta...



E apetece-me acrescentar mais um always, bem marcado. Ponto. O desespero é a pior característica que uma mulher pode demonstrar, e só perde para a falta de dignidade que o acompanha. Por ambição, por vontade de assentar a todo o custo ou por aquilo que julgam ser "amor", não faltam por aí mulheres da luta, prontas a fazer todas as tolices para agarrar um bom partido. 



Falo -vos disto novamente , questão já amplamente debatida por aqui, graças a uma história cujo final infeliz  ouvi há uns meses. Curiosamente, vim a ter notícias da maior e mais irritante mulher da luta que já me foi dado conhecer - ou da segunda maior, vá, que distribuir justamente os lugares num pódio destes é tarefa ingrata: nunca conheci uma de que gostasse, ou que não fosse desequilibrada noutros sectores. Uma mulher desesperada é, temporária ou permanentemente, uma grande maluca, com sérios parafusos soltos. 

Mas divago: a mulher em causa, chamemos-lhe J., tinha um namorado desde os tempos de liceu. Com os anos, ela desleixou-se na aparência e no brio: ele, no entanto, era um rapaz de magnífica presença mas pouco juízo, e solicitações não lhe faltavam. As faltas de respeito não tardaram e o namorado, chamemos-lhe R., dava todas as provas de já não estar empenhado na relação.  Porém, ela meteu na cabeça que estavam juntos para a vida e que tinha de ser assim, por pouca felicidade que isso lhe trouxesse. Terminaram inúmeras vezes e mesmo quando estavam oficialmente juntos, R. mantinha casos com outras raparigas. Julgam que a J. se importava? 

Fechava os olhos e tolerava, com pontuais provocações às rivais, com a ajuda de amigas tão tontas como ela (que em vez de lhe abrir os olhos torciam para que tudo "acabasse bem") e uma explosão uma vez por outra. Sabotou-lhe vários novos namoros em cada interregno, mas nunca procurava sair com outros rapazes -  esperava e desesperava, como se não houvesse mais homens à face da Terra. Quando R. tentava pôr fim à situação de uma vez por todas ela fazia cenas, ora de histeria e perseguição em público, ora de chantagem emocional. Porque estava doente, porque tinha gasto a sua juventude naquele namoro (por culpa de quem?) e ele tinha obrigação de casar com ela, porque mais nenhuma teria  a mesma paciência para as liberdades, facadinhas e indiscrições dele. Complementava tudo isso com uma abjecta solicitude, com a comédia " eu estou sempre aqui para ti" e muita, muita graxa. 

Quando tudo isso falhava recorria aos pais, que tinham algum poder económico, para aumentar a pressão: ai, que o papá dá-nos isto e aquilo, nem precisas de trabalhar, é cama, mesa e roupa lavada de graça, e por aí fora. O caso era motivo de chacota e toda a gente esperava para ver o desenrolar da tragédia que era, aliás, totalmente previsível: R. não era mau rapaz, mas pecava por fraco e doidivanas. E o que tinha de suceder sucedeu. Após uma fase tempestuosa, J. conseguiu finalmente arrastar R. até ao altar. Quis uma grande festa para inglês ver - e para fazer inveja às amigas, como é apanágio de mulheres que adoram marcar território. Eram dois seres totalmente alheados um do outro que ali estavam a dar aquele passo perante Deus e os homens, mas isso pouco importava. Ele não a amava...e depois? Tinha levado a dela avante. Deu um grande suspiro de alívio, como quem diz "ganhei" ou como quem leva o cordeiro para o holocausto, depois de o ter perseguido monte abaixo, monte acima, anos a fio...a Lua de Mel deve ter sido digna de registo!


      Uma vez casados, todas as máscaras caíram, todos os ressentimentos vieram à tona. Ele sentia-se coagido e encurralado e se a atracção já não existia, não foi o Sacramento do Matrimónio que a despertou: em breve voltou à sua vida de bon vivant, dez vezes pior do que antes; agora que tinha o título de marido, não precisava de estar com cerimónias. Ela tinha conseguido o seu objectivo, não podia exigir mais nada dele. Quanto à esposa, agora que já não necessitava de tentar agradar (o bom e velho "já me casei!") deixou transparecer toda a raiva acumulada ao longo de anos e anos de humilhações e desfeitas. Como podem adivinhar, foi o inferno na terra e poucos dias durou. Tantos anos investidos para um casamento relâmpago; a "vitória" foi de pouca duração. 
A mim, que fui educada no antigo costume "quando um homem quer uma mulher, não há nada que o detenha" e "aquilo que tem de ser nosso, às nossas mãos vem parar" não consigo entender estas mulheres sem vida, nem amor próprios. É um mistério a ser urgentemente explorado pela antropologia, pela psicologia, e sabe-se lá que outras disciplinas possam ser úteis para analisar o fenómeno...



Tuesday, November 20, 2012

Agarrem esse macaco!

                                 
Não sei quanto a vocês, mas eu estou encantada com este jumpsuit Maria Lucia Hohan usado por Kim Kardashian. Não morro pelo styling - muito sensatamente, no seu site a marca recomenda que seja usado com plataformas bem altas, mas Kim usou uns pumps clássicos. Também preferia vê-lo com um penteado mais solto. Mesmo assim, a peça é totalmente fabulosa e dá-lhe um ar muito composto. Está certo que eu sou suspeita nisto porque:

a) Adoro jumpsuits. Tenho um número simpático deles (uns de sair, outros para o dia a dia) e poucas coisas fazem uma toilette com tão pouco esforço. Se arranjarem um escuro, que não seja demasiado justo e tenha mangas compridas, guardem-no; fica bem a quase toda a gente.

b) Veludo negro  e espesso não só é tendência nesta estação, como é um clássico que poucas vezes cai mal. ( Curiosamente, tenho umas calças parecidíssimas, no mesmo material e formato, à espera de vez para sair à rua; também estou ansiosa por vestir as pencil skirts nesse tecido...).

c) Decote em V e mangas "puff long" são uma combinação favorita da minha pessoa...e também uma opção segura. 

Não tão inofensivo é o formato quase saruel na zona da barriguinha e ancas - os resultados são um pouco imprevisíveis e variam de pessoa para pessoa - daí a necessidade de saltos bem altos para que o look funcione. Outro reparo importante: meninas com peito como o da Kim que usem algo semelhante, o melhor é deixar o soutien push up  e optar por algo menos volumoso, para que o decote assente como previsto.



                                        

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Look icónico do cinema #4: os loucos Anos 20

Esta semana tive finalmente oportunidade de ver um filme que me andava a deixar curiosa há algum tempo: Easy Virtue, com o encantador Ben Barnes ( sem sombra de dúvida, um dos meus actores preferidos actualmente) e Jessica Biel - que está lindíssima - à frente de um grande elenco. Fiquei deslumbrada com os cenários, com a excelente fotografia e no todo, esta comédia de costumes é um filme muito agradável. A banda sonora teve o condão de me pôr a cantarolar esta cantiga até hoje:

Por causa disso, lembrei -me de uma canção que devia ser popular em Portugal na mesma época, extremamente característica, e que a avó Celestina tinha aprendido com a avó dela:

Mãe, compre-me uns sapatos, que estes já estão gastos... de dançar ´Charlot´!
Easy Virtue conquistou-me também, como não podia deixar de ser, pelo magnífico figurino: muitas produções que retratam a década de 1920 caem no erro de fugir ao detalhe, dando às fatiotas o ar barato de trajes de carnaval. Aqui, cada peça é admiravelmente feita, como se fazia de facto nesse tempo em que o Prêt à Porter ainda estava longe de ser inventado.
 Entre exclamações de admiração "aquele chapéu! As calças! O casaco! E o lencinho?" o filme recordou-me um certo fascínio que tive, na minha adolescência, por essa década em que se faziam competições a ver quem era capaz de dançar o Charleston ou o Quickstep mais tempo - gastando-se, precisamente, muitos pares de sapatos -  em que as meninas de boa família cortavam o cabelo à garçonne, encurtavam as saias e escandalizavam os parentes com as suas longas boquilhas e rouge nos joelhos. 

                                

O optimismo tranquilo da Belle Époque tinha acabado com a I Grande Guerra, e não se sabia quando outra catástrofe voltaria a assombrar os ânimos (o que de facto se viria a verificar com a Grande Depressão e a II Guerra Mundial) por isso a palavra de ordem era viver bem e depressa. Portugal não escapou aos novos costumes: os palacetes lisboetas e clubes elegantes como o Maxim´s multiplicavam as festas trepidantes e sumptuosas ao som do jazz, onde as senhoras exibiam plumas, jóias espaventosas e toilettes de uma elegância extravagante.
Os anos 20 têm estado presentes, embora de forma discreta, nas tendências de moda internacionais ao longo dos últimos dois anos. Como um todo, não são a minha época favorita em termos de figurino: se vivesse naquela altura dificilmente aderiria ao penteado da moda (provavelmente faria como outras mulheres e adoptaria um fake bob, para dar o aspecto sem recorrer à tesoura); os vestidos soltos para dançar à vontade e a silhueta sinuosa das flappers, que procurava disfarçar a cintura e o peito (muitas raparigas enfaixavam o busto para obter uma figura lisa e alongada) não são a imagem que considero mais feminina. Em compensação adoro os tecidos, as rendas, a maquilhagem dramática e todo o ambiente de elegância decadente daquele tempo. A quem anda a seguir a Gabriela e está com vontade de se inspirar, recomendo outros dois filmes que captam bem toda essa atmosfera e têm figurinos/maquilhagem realmente icónicos: O Último Imperador e O Amante.
                            

     


           Não se esqueçam: o passatempo Concreto está a decorrer. Participem!








CREDO


Quem passar hoje pelo Colombo sem contar deve deparar-se com uma cena bonita, deve. Alguma alma corajosa vai lá estar para me relatar as filas, os sassaricos e os chiliques das discípulas deste catecismo de Sade light? Para ouvir as confissões do estilo "ai que a trilogia salvou o meu casamento" ou "graças a este disparate de malandrice vanilla com uns palavrões e umas chicotadas para apimentar o meu namorado começou a tomar as rédeas do que lhe compete" e as feministas de serviço a berrar à porta "salvem as mulheres da escravatura voluntária"? Se Oscar Wilde ou Eça de Queiroz se levantassem da tumba para dar autógrafos duvido que fossem recebidos com tanto entusiasmo. Then again, mais ficava para mim. Aguardam-se as imagens do trólaró, com as `famosas´ e as E.L James lusitanas a dizer que aquilo é tudo muito lindo, a jurar que vão copiar descaradamente o formato para português e a posar em bicos dos pés ao lado da autora da brincadeira, aliás, best seller

Get the look: Inverno + Kate Moss


La vida en imágenes de Kate Moss: abrigos de pelo
A Vogue España de Dezembro (digam-me what´s not to love nas revistas de moda de nuestros hermanos! Ainda estou para descobrir) tem como director convidado Mario Testino, que comme d´habitude trouxe consigo a sua musa, Kate Moss, para uma edição totalmente inspirada na cultura espanhola. 
E fazerem o mesmo por cá, mmm? Era bonito. Online, já está disponível uma galeria com os looks mais marcantes da mítica modelo. Tenho dito que para mim, Kate Moss é uma das poucas it girls da nossa época que ficará na história. Foi a cara dos anos 90 e fez como poucas a transição para o novo milénio. Mistura uma singular habilidade para se antecipar - ou mesmo lançar - tendências com um perfeito sentido de equilíbrio e noção dos clássicos. Raramente a vemos com um look, por mais antigo que seja, que pareça datado. Reinventa-se e actualiza-se, mas sempre com uma linha condutora. Senão, atentemos neste visual boho baseado nos anos 70 que usou em 2003, e que pode perfeitamente ser vestido agora. Tem o casacão de peles (check!) tem a bota elegante - nem demasiado chunky, nem demasiado desconfortável (check!) a calça skinny -  um item clássico que andou esquecido mas que sendo tão prático veio, conquistou e vai ficar, apesar das variantes mas largas (check!); uma clutch de ar vintage e um lenço de seda. Jovem e simples, mas elegante, esta é uma das "receitas" que aprecio bastante quando estou preguiçosa: basta um top bonitinho para criar uma toilette informal, ideal para saídas com amigos. Cabelo solto e rebelde, e já está. Este ano tenho um novo casaco do género, em branco, para juntar à minha colecção de statement-coats, mas adorava um de pêlos longos e brilhantes como esse da imagem...

Monday, November 19, 2012

Christina precisa de stylist mandão, Taylor Swift não


         Christina Aguilera precisa de aceitar (ou de arranjar urgentemente um stylist corajoso que o faça) que não se pode ter tudo: ou trabalha para voltar ao seu tamanho habitual, ou compra um guarda roupa a condizer com a nova silhueta. Tentar esborrachar-se dentro das roupas de há uns anos é que não dá. No ano passado, ficou muito chateada pelo sururu que se levantou quando apareceu rechonchudinha, em estilo Dominatrix, na homenagem a Michael Jackson. Mas parece que o abalo não foi grande, pois esta semana repetiu a façanha nos American Music Awards.
Não sei qual dos visuais é pior: se o vestido Modas Milu, fatiotas para casório em Vila Onde Judas Perdeu as Botas  - aliás, Pamella Roland - que além de não trazer nada de novo e de não ser adequado a este tipo de evento não faz nada por ela, se o corpete que escolheu para subir ao palco. O peso de cada um é com cada um: se ela se sente bem estando mais roliça só tem de abraçar o facto e procurar roupas que a ponham bonita, com um ar confortável. Talvez deva pedir ajuda a Queen Latifah ou Christina Hendricks, que estão quase sempre fantásticas.


                                           Naughty side: Christina slipped into a saucy corset and fishnet stockings for her performance once inside the venue
Em sua defesa,  poucas celebridades acertam quando o assunto é o dress code para galas da indústria de música. Umas optam por vestir como se fossem para os Óscares, outras procuram dar nas vistas pelos piores motivos: é uma salganhada. Em eventos deste género, o estilo clássico parece deslocado e piroso, mas demasiada irreverência pode dar um ar reles ou poluído ao visual. Galas destas são a ocasião ideal para uma certa ousadia, sem comprometer a elegância:  mini vestidos, jumpsuits, smokings femininos, peças em pele ou vestidos de cocktail ousados, que não caem bem em circunstâncias de maior requinte e sobriedade. Taylor Swift conseguiu esse equilíbrio delicado e foi, para mim, a menina mais elegante da noite: tanto o Zuhair Murad dourado que usou para a red carpet como a pequena maravilha de inspiração gótica com que subiu ao palco são uma perfeição. Este último é um vestido icónico: tem o noir, tem o barroco (duas tendências poderosas nesta temporada) é fantasioso, edgy e arrojado, mas está esplendidamente feito e pensado à medida. Devo dizer que me desdobrei para encontrar o autor da obra, mas não tive sorte...alguém sabe?

Everything has changed: Taylor appears to be shedding her good girl image
                           Just like Heidi: Taylor Swift went for a similar look in her embellished gold frock and neat bun       

Sobre o Passatempo Concreto

O Passatempo Concreto foi recebido com muito entusiasmo e gostaria de agradecer a todos os que já estão a participar, pela adesão e palavras simpáticas. Queria também pedir a quem está a divulgar o passatempo via Facebook que deixe esse post público, para que se possa confirmar o link e assim, garantir a vossa entrada extra no sorteio (cujo resultado será apurado aleatoriamente através de um gerador automático). Não se esqueçam ainda de indicar claramente o vosso nome de seguidores no Blogger/Google Friend Connect e de fãs no Facebook. As meninas e meninos (que queiram oferecer um presente giro às namoradas, mulheres, mães, irmãs...) podem participar até ao dia 9 de Dezembro. Qualquer dúvida, podem conversar comigo via Facebook ou caixa de comentários. Bonne chance a todos!
 

300!


E passámos a barreira dos 300, seguidores amorosos e valentes! Já somos um pequeno  - mas destemido - exército capaz de fazer frente a uma horda de persas (ou do que vier, vá). Obrigada e um beijinho a todos, damas e cavalheiros!

Do tempo da avó: rolos de velcro


                                     
 Já tenho comentado convosco que sou uma utilizadora fiel de todo o tipo de modeladores, escovas quentes e rolos para o cabelo. Porém, graças à facilidade e rapidez oferecidas pelos rolos ou bigoudis eléctricos, quase me esqueço de usar uma técnica muito velha, mas sempre actual, muito querida dos cabeleireiros e facílima de empregar em casa: rolos de velcro. Como demoram à volta de 3 horas a secar totalmente ao ar e cerca de 45 minutos com o secador (menos tempo se empregarmos uma touca própria com cano para o ar quente, experiência com bons resultados mas muito desagradável de fazer) acabei por achar que não tinha utilidade para eles e guardei-os. Mas com o regresso dos penteados volumosos, que eu adoro, o caso mudou de figura. Os rolos de velcro existem em vários tamanhos e consoante estes, permitem fazer tudo: caracóis, alisar ou conferir volume e corpo. 

Ao contrário dos rolos quentes, tanto podem ser usados em cabelos secos como húmidos. Os XL e XXL, que alisam e dão volume, são os meus preferidos e ideais para dias de vagar e preguiça, em que apetece secar o cabelo ao natural, mas com forma: basta aplicá-los por toda a cabeleira e deixar estar enquanto se faz outra coisa. Eventualmente termina-se com  uma secadela relâmpago e um pouco de ar frio. Et voilà: brushing feito com pouca ou nenhuma escova, sem danificar o cabelo. Para fazer o mesmo em tempo recorde, é só usar o secador - substituindo os rolos quentes XXL, que nem sempre se encontram à venda.
Outro truque comum é aplicá- los depois do brushing nas raízes (para volume) e nas pontas (pequenos, para ondas ) deixando cerca de meia hora enquanto se faz a maquilhagem, retirando-os quando o cabelo estiver completamente frio: técnica muito usada para conseguir cabelões estilo Giselle Bundchen ou Brigitte Bardot...
De modo que fui buscá-los para os devolver ao toucador. E desse lado, há fãs?


Passatempo concreto a decorrer:  http://jessi-aleal.blogspot.pt/2012/11/passatempo-concreto-sissi.html .                     Participem!

Sunday, November 18, 2012

Eça de Queiroz dixit: jornalistas amargos

"Juízos ligeiros, vaidade, intolerância - eis três negros pecados sociais que matam uma sociedade! (...) foi incontestavelmente a imprensa, que com a sua maneira superficial, leviana e atabalhoada de tudo afirmar, de tudo julgar, mais enraizou no nosso tempo o funesto hábito dos juízos ligeiros. (...) todos nós hoje nos desabituamos, ou antes nos desembaraçamos alegremente, do penoso trabalho de verificar. É com impressões fluidas que formamos as nossas maciças conclusões".

 in A Correspondência de Fradique Mendes

A dada altura da minha adolescência, pensei que o Jornalismo seria uma boa maneira de dar forma ao meu hábito de escrever. A minha avozinha não achou graça nenhuma à ideia - já me estava a ver para lá de Bagdad em grandes, profundas e arriscadas reportagens de guerra, e não queria netas dela nesses preparos. Ficou mais tranquila quando lhe disse que a ser jornalista de alguma coisa, seria de moda. Ou cronista, para poder dizer da minha justiça. Informação nunca me seduziu muito. Eu delirava com a revista Grande Reportagem e adorava conversar com alguns amigos da casa, repórteres intrépidos que montados na sua mota de alta cilindrada, percorriam as zonas mais conflituosas da Europa com minas a rebentar atrás deles. Achava tudo aquilo delicioso, mas conhecia-me o suficiente para saber que embora não me faltasse coragem, não arriscaria a pele  para simplesmente observar e relatar um acontecimento.
 Nunca gostei de ser a rapariga a quem dizem "saia do caminho, menina, que isto vai cair tudo". Para ir à guerra, teria seguido a tradição de família e optado por uma carreira militar - seria a primeira rapariga - mas essa hipótese nunca foi bem acolhida lá em casa e se não ia para zonas de conflito para fazer alguma coisa que jeito e acção tivesse, muito menos lá poria os pés para observar, indefesa e de microfone na mão. Gostava de intervir, de ter um papel activo nas situações, de tomar partido e não me via a ser neutra como a Suiça, a desempenhar funções de (com todo o respeito) bisbilhoteira, privada mesmo de emitir opinião sobre o assunto. Sempre tive demasiado conteúdo na cabeça (a qualidade desse conteúdo já é outra história) para servir de simples veículo de informação. Com a minha imaginação, era uma tortura limitar-me a relatar o que via sem conduzir, de algum modo, a história à minha maneira.  E esse conflito interior veio a atingir-me em cheio quando, mais tarde, trabalhei como jornalista na imprensa local. Por mais maçadora, revoltante, desinteressante ou inútil que a história fosse (de abóboras gigantes a inaugurações de casas mortuárias que eram, simultaneamente, salão de festas, apareceu-me de tudo) por mais que me apetecesse gritar "que ridículo que é isto tudo!"  convicta e cheia de verdade, respeitava demasiado o meu dever como jornalista de informação para me mostrar minimamente tendenciosa. O efeito que isso tinha na minha psique não era muito agradável, mas trabalho é trabalho.
Ora, creio que este é precisamente o problema de alguns jornalistas que há dias, a propósito da manifestação, vi acusados de falta de profissionalismo, de inventar e de acrescentar pontos, "bocas" ou pareceres.
 Querem sol na eira e chuva no nabal - adoram o protagonismo que os minutos em directo ou as páginas do jornal lhes conferem, mas não aceitam que o seu papel não é opinar e sim transmitir o que se passa. Ponto. Borrifando-se para o facto de o público, esperando de si isenção e imparcialidade, tomar à letra os seus bitaites, atiram para o ar ideias superficiais, consolidam rumores, apontam o dedo, conjecturam, imaginam, sem se darem ao trabalho de verificar a situação sob todos os ângulos. Nem todos os bons jornalistas escrevem ou reflectem excepcionalmente - e nem sempre quem pensa bem e escreve melhor é necessariamente um bom jornalista.
Depois, temos um defeito de profissão que encontro muito por aí: o jornalista amargurado. Batido nos meandros da profissão, habituado a furar à força os muros da reserva alheia, exercitar o seu faro para a verdade e a conseguir a desejada "verdade" nem que seja à marretada (muitos dariam saltos de alegria se lhes facultassem os instrumentos de tortura do Santo Ofício para uso quotidiano) sofre de uma desconfiança e cinismo permanentes, é furiosa e necessariamente anti poder e anti tudo, vê vigaristas, injustiças, artimanhas e conspirações em toda a parte; não é capaz de desligar esses mecanismos, de descontrair, nem mesmo quando despe a camisola, calça os chinelos e se senta tranquilamente ao computador, ao comando da sua rede social de eleição. Refastelado, do alto do seu estatuto de "pessoa com acesso a uma suposta informação privilegiada" escandaliza e cansa os seus amigos não jornalistas com constantes novidades e acusações acerca disto e daquilo. Quer a verdade - mas se a verdade não contiver nada de escandaloso, de sombrio, nada de manhoso, então não interessa. Poucos são os que escapam ao vício de procurar, desesperadamente, a toca do escândalo e da podridão. Tudo lhes merece ser medido, peneirado, dissecado. Menos ainda - felizmente, conheço alguns - são os que se divertem a divulgar boas notícias, os que não perdem o seu tempo com crispações diárias. 
 De modo que jornalismo por jornalismo, antes o que se ocupa das coisas belas - onde não corro o risco de me afligir diariamente com os pecados da humanidade - ou o de opinião, onde desabafo no lugar certo, não me expondo um potencial ressabiamento profissional e vicioso...

 " Nos homens que vagam para além do teu muro, tu só verás pecadores: e quando entre eles reconhecesses S. Francisco de Assis distribuindo aos pobres os derradeiros ceitis da Porciúncula, taparias a face para que tamanha santidade te não amolecesse, e gritarias mais sanhudamente: `lá anda aquele malandro a esbanjar com os vadios o dinheiro que roubou!´Todo o jornal destila intolerância, como um alambique destila álcool, e a cada manhã a multidão se envenena aos goles..."

                                                             idem


Passatempo concreto a decorrer:  http://jessi-aleal.blogspot.pt/2012/11/passatempo-concreto-sissi.html . Participem!

Passatempo CONCRETO + Sissi


Há algum tempo que andava a prometer um passatempo fofinho para as minhas queridas amigas (e amigos, claro). Tal como vos tinha sugerido, a Concreto associou-se ao Imperatriz Sissi para oferecer este camisolão lindo de morrer, assinado pelo designer Helder Baptista, da sua (muito cobiçada e que voou das prateleiras) Colecção  F/W 2012/13, no valor de €69,90. É ou não é extra fofinho? Meu dito, meu feito...

Para participar no sorteio, é só fazer o seguinte:

- Ser fã da página Concreto no Facebook;
- Ser (ou tornar-se) seguidor do Imperatriz Sissi - na engenhoca dos seguidores aí no topo da página, pois claro.
- Gostar do Imperatriz Sissi no Facebook.
- Quem divulgar o passatempo no blog ou redes sociais tem direito a uma entrada extra no sorteio.
- Enviar um e-mail para imperatrixsissi@hotmail.com ou imperatrixsissi@ gmail.com com os vossos nomes de seguidor no Blogger, Facebook e (para quem quiser mais uma entrada) link de divulgação do passatempo Concreto.

O passatempo decorre até ao dia 9 de Dezembro (para garantir que o presente chega a casa do (a) vencedor (a) antes do Natal!) e é válido para Portugal Continental e Ilhas.




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