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Saturday, December 22, 2012

Mini guia da Fast Fashion: onde comprar o quê (Parte I)

                                    
Esta semana falei num aspecto que acho muito importante quando o assunto é compras: onde adquirir o quê. Isto é particularmente verdade se falarmos das lojas fast fashion. Sejamos honestas: o hi-lo fashion conquistou todos os sectores da sociedade e poucas pessoas (ou mesmo ícones de estilo, celebridades...) mesmo tendo acesso às peças dos maiores designers, resistem à variedade e convenhamos, às inegáveis vantagens de adquirir certos artigos nas grandes cadeias. Há várias razões para isso: duas das mais importantes são o investimento de algumas destas marcas na qualidade e pesquisa de tendências (que são acompanhadas e reproduzidas quase em tempo real) e o facto de, efectivamente, alguns produtos não compensarem um investimento/ compromisso muito grande.
 Há quem encare o fenómeno da fast fashion como uma forma descartável de ir renovando o guarda roupa e quem (aqui me incluo) goste de visitar as grandes cadeias com mais método. Pessoalmente, aplico as minhas regras do smart shopping a quaisquer compras que faça, significativas ou não: e uma delas, aprendida à minha custa, é que tanto nas marcas exclusivas como nas mais acessíveis há artigos que valem a pena, outros nem tanto. Isto poupa-me bastante tempo (e desapontamentos) e quando entro numa determinada loja, já sei exactamente o que procurar. Claro que cada consumidor (a) estabelecerá os seus próprios critérios, mas ficam algumas dicas:

Zara
É a rainha do Fast Fashion por excelência e no meu entender, uma das lojas que mais tem evoluído: melhorou imenso em termos de pontos, costuras e botões; trabalha frequentemente com materiais nobres, como seda ou cachemira, e aposta em modelagens muito boas - que repete sazonalmente. Isto permite que façam as mesmas roupas em materiais diferentes de uma temporada para a outra, e que se veja o mesmo vestido em versão para o dia ou para a noite, por exemplo...o que significa que, por vezes, nem é preciso experimentar; basta ir buscar o nosso tamanho habitual e já sabemos como vai cair. Óptimo para mim, que abomino perder tempo nos provadores.

Recomendo: sheath dresses; malhas naturais; trench coats e gabardinas - a modelagem é sempre impecável, mas prefira as 3/4; saias lápis; roupa para sair; calçado de cabedal - dura anos. Se conseguir deitar a mão às calças cigarrette de fazenda  com cós masculino forrado, compre vários pares: raramente as têm, mas são perfeitas.

Menos bom: certas calças de tecido, que não as citadas acima- se o material for brilhante ou molengão, é para esquecer; os sobretudos - são bonitos e bem feitos, mas apanham borboto facilmente.


H&M
Para além das edições especiais, que quase sempre têm "items de coleccionador" bastante  tentadores, a vantagem da H&M está na execução de algumas peças: segundo fonte da marca, as roupas são mandadas fazer em fábricas diferentes, logo há artigos muito bem elaborados, outros nem tanto. Sabendo escolher, a roupa dura anos porque os pontos não cedem, não se perdem botões e no geral, a peça conserva-se tão bem como outras mais caras. 

Recomendo: As t-shirts e tops de vários tipos: o algodão é excelente e são do comprimento e modelo ideal, nem curtas demais, nem fechadas no decote e com mangas confortáveis. Ainda por cima, vêm em conjuntos (branco, preto, azul...) o que dá imenso jeito; saias e vestidos de brocado: têm quase sempre uma selecção de tecidos lindíssima. Skinny jeans - são resistentes, subidos o suficiente para assentar bem e têm tamanhos por polegadas. Também me agrada o facto de fazerem roupa bonita em números pequeninos, que assenta como deve nos ombros e nas costas.

Menos bom: Apesar de ter vestidos bonitos, talvez por ser uma marca sueca (terra de mulheres mais altas e de figura atlética, com pouca cintura e anca) a H&M investe, por vezes, num corte estranho - a cintura pode ficar demasiado subida e nem sempre acertam no comprimento ideal para a bainha. Já me aconteceu gostar de alguns vestidos, mas ter de mandar alterá-los. Também é preciso atenção aos materiais - embora a maioria tenha bom aspecto, a marca aposta bastante em tecidos sintéticos.

Bershka 
Ao contrário da sua irmã mais velha, a Zara, esta marca tem vindo, na minha opinião, a perder algumas qualidades - e o que digo não tem a ver apenas com o target a que se destina. Ainda tenho algumas peças compradas lá dos meus tempos de caloira, e 
mantêm-se óptimas. Recordo-me que quando comecei a reparar na marca havia um grande investimento em roupas com detalhes fofinhos, lindos casacos de couro verdadeiro, tecidos bordados e calçado equivalente ao da Zara, mas com um estilo mais divertido. Não é o que tenho visto e actualmente, é raro achar graça às suas colecções.

Recomendo: 
Apesar de tudo, a Bershka continua a fazer bem algumas peças. É o caso das malhas (muitas ainda são à base de algodão e cachemira) das t-shirts estampadas (o algodão é sólido e tem sempre modelos amorosos) e dos jeans com modelos à moda, como o saruel - ou, de resto, quaisquer jeans ou sarjas de cintura descaída. Duram muito, são confortáveis e bonitinhos e servem o propósito quando um estilo de calças é demasiado arrojado ou estranho para investir muito dinheiro nele.

Menos bom: Skinny jeans - fazem-nas demasiado descidas na cintura, e de uma ganga demasiado áspera, para que funcionem (não percebo porque não adoptam para as calças justas o mesmo denim das outras...) ; acessórios, casacos ou calçado sintético. A relação qualidade-preço e o conforto dos seus sapatos também deixa a desejar, principalmente comparada com a de algumas marcas irmãs ou rivais.


         (Continua....)










Friday, December 21, 2012

L´ amour est sans merci

La Belle Dame sans Merci , J.H Waterhouse
                                                          
" O amor é rápido a suspeitar e cruel ao atormentar-se a si mesmo..."

AR Hope Moncrieff, "Beltenebros" (Amadis de Gaula) in `Romance & Legend of Chivalry´


Feliz Era de Aquário...


...e um fantástico Solstício de Inverno para todos. Celebrar o hipotético Apocalipse, o Yule e o início da tão aguardada Era de Aquário no mesmo dia, para logo a seguir festejar o Natal e o Ano Novo é muito evento junto, mas haja alegria e esperança. Afinal, o significado é o mesmo: novos começos, uma página em branco, mudança, chegada de um Menino-Deus que traz consigo a luz. Não sei quanto a vocês, mas eu já estou a pensar na minha Lista de Desejos oficial - não tanto de trapinhos e bens materiais, mas de sonhos, metas e objectivos que pretendo atingir. Correi, correi a comprar um papel bonito e uma tinta boa (de preferência, com uma caneta nova) para enumerar o que esperam que se concretize ao longo dos próximos meses. Fechem a lista num envelope, lacrem-no, guardem-no, e para o ano, de Deus quiser, verão o resultado... é divertido de fazer em família, tentar não custa, e não há melhor data do que esta. Bonne Chance!

Pergunta para os rapazes: puppy love

                            
Lembram-se, cavalheiros, dos vossos "fraquinhos" dos bancos de escola? De passar rasteiras à menina de quem secretamente gostavam,  arreliá-la, moer-lhe a paciência? De puxar as tranças (e mais tarde, com toda a força, os elásticos nas costas dos primeiros soutiens) às vossas eleitas? De lhes tirar os chapéus para as obrigar a perseguir-vos pelo recreio fora? E convidar a coleguinha que elas detestavam para se sentar convosco ao almoço? Roubar o bollycao àquela rapariga gira, só para que ela reparasse em vocês e vos obrigasse a devolvê-lo, nem que fosse à força de estalo ou no caso das menos maria-rapazes, de insulto?  Inventar, enfim, mil e uma partidas e desfeitas, pô-la chorar se preciso fosse, para que "ela" ficasse danada convosco e assim vos desse atenção, correspondendo a uma necessidade que nem vocês próprios conseguiam explicar -  e
 livrando-vos assim, muito manhosamente, de que os vossos amiguinhos vos cantassem o temido estribilho " olhós namorados, primos e casados!!!".
 É uma fase gira, pois é. Mas mais engraçado ainda é ver homens feitos, com idade e porte para ter juízo, que em vez de explicarem como gente grande o que os rói por dentro, dizerem o que sentem ou roubarem não o bollycao, mas uma valente beijoca que ponha tudo em pratos limpos de uma vez por todas ...  continuam a empregar os mesmos métodos. E há-os, pois há. Cada vez que me vêm contar um caso desses, vejo-me novamente de bibe, aos pontapés ao Fernandinho que me roubou o chapéu de palha, e as boas Irmãs a ralhar que uma menina não se comportava assim...

E pergunta a cara Rosa Cuequinha...

                                   
...das respectivas Crónicas, nos seus costumeiros desafios pré fim-de-semana, uma coisa que nós nunca tenhamos feito. Mesmo sem entrar na lista das coisas inconfessáveis, vulgo " nunca dei uma tareia a alguém no escuro e fugi sem prestar auxílio" ou " nunca cometi uma burla com, sei lá, as propinas" deve haver imensas coisas que nunca fiz (desportos radicais nunca me atraíram, por exemplo) . Mas sou uma rapariga prática e quando me fazem perguntas dessas, só me ocorrem exemplos um pouco sem graça - o que é esquisito, considerando a minha imaginação galopante.
 De modo que a primeira coisa que me lembrou foi "eu nunca dei graxa". Facto. Não gosto de dar graxa, detesto que me engraxem, e mesmo que por vezes me desse jeito não sou capaz de o fazer; não sei como se dá graxa e se tentasse, ia sair-me uma actuação tão postiça que só podia correr mal. Por outro lado, consigo topar à légua quando vejo uma "operação graxa em curso" por isso não sei se sou eu que tenho um radar-anti-sabujice ou se efectivamente, a graxa é uma coisa que se vê  a olho nu e por isso, não existem engraxadores geniais e sim pessoas que gostam que lhes" puxem o saco" mesmo percebendo perfeitamente o que está a acontecer. 
Não querer, nem saber adular causou-me algumas chatices ao longo da vida. Ninguém fica mais feliz do que eu por dar um elogio sincero, por deixar as pessoas bem consigo mesmas, por ser diplomática ou por levantar a moral de alguém. Mas para graxa intencional, com um objectivo, de quem faz vénias e se rebaixa..não tenho jeito nem paciência. Sou demasiado honesta. Ou seja, material pouco interessante para certos professores, conhecimentos ou chefias. 
Como o conhecimento não ocupa lugar, alguém tem um guia do género "Graxa para Totós em 10 passos" que me empreste?
 
 

Thursday, December 20, 2012

I´m a firestarter, twisted firestarter

                                                         
Mistério da vida: o Fogo é uma daquelas forças incontroláveis e incompreensíveis. Talvez por ter demasiado Fogo na minha personalidade (ascendente em Carneiro é só o começo, embora seja uma nativa de Terra) não posso brincar muito com ele. Já causei alguns incêndios lá em casa - felizmente de pouca monta, mas não ganhei para o susto nem para duas antiguidades danificadas. É portanto incrível que quando quero de facto acender o lume no único espaço adequado *e permitido, que à primeira qualquer um cai, à segunda só cai quem quer* para alojar nem que seja a mais insignificante labareda, ou seja, a lareira, por vezes o maroto se negue terminantemente a pegar. Sou eu com acendalhas, líquido para atear lareiras , pinhas, caruma e embalagens de ovos (excelentes para isso, by the way...) a enfarruscar-me, qual Gata Borralheira sem Fada Madrinha e a dizer "Come on baby, light my fire" e os troncos a fazerem pouco de mim. Desconfio que o Fogo é como muito boa gente e muitas coisas na vida: quando não é preciso aparecem, arranjam confusão, viram-nos a casa do avesso, é só emoção. E quando realmente nos dava jeito, escondem-se, calam-se bem caladinhas, acobardam-se e nem vê-las. Faltinha de sentido de oportunidade, é o que é.

E o texto desta tarde...


Pode ser lido também no site da Revista Activa, aqui.

O Mundo não pode acabar amanhã!


Os meus amigos Os Cavaleiros do Apocalipse
Ainda não usei um terço da roupa que tenho no closet. E há lá um vestido fabuloso, novinho em folha, à espera do Ano Novo. Além disso, tenho uma série de assuntos pendentes para resolver, mistérios por esclarecer e dúvidas para solucionar. Se não for pedir muito, adiem lá isso, que eu não estou com disposição para agitações dessas, ainda por cima num dia útil:  nem se pode assinalar a ocasião condignamente, porque infelizmente para quem trabalha não há tolerância de ponto para assistir ao Fim do Mundo. Assim não tem jeito nenhum. Rai´s parta os Maias mais a mania de adivinhar o futuro. 

7 Vícios de Estilo facilmente evitáveis



                   A mudança de Kelly Osbourne dava um post e é mais um bom exemplo de como "limpar" o estilo e evitar erros de elegância faz a diferença. Manteve a irreverência, mas tornou-se fabulosa.

Está certo que a maioria das pessoas  - pelo menos, as que se interessam pela sua aparência - não têm problemas tão sérios como Kelly Osbourne.  Mas se o aspecto dela mudou de trashy para fantástico em meia dúzia de passos (e emagrecer não foi sequer o mais importante, embora lhe desse mais liberdade de escolha para fatiotas) o que é que um pouco de atenção  fará por quem não precisa de milagres? Eis alguns erros - ou vícios de estilo - fáceis de contornar. Tê-los em conta pode ditar a diferença entre um visual "aceitável" e uma excelente aparência  e permite tirar partido do nosso guarda roupa de forma mais elegante. Além disso, é um processo divertido. Ora vejamos:

1 - Usar sempre a mesma carteira
Acessorizar permite actualizar e realçar o visual sem grande compromisso ou investimento, e a maioria das mulheres tem várias opções de "porta tralha" em formatos diferentes. No entanto, muitas são demasiado preguiçosas - ou ocupadas - para dar o devido uso à sua colecção, o que é uma pena pois a carteira (ou saco, bolsa, clutch...) adequada é por vezes, o toque que falta para um look que pareça cuidado, pensado e bem definido. Não tem de combinar com os sapatos, como muitas pessoas pensam, mas convém que esteja em harmonia com o resto do visual que se escolheu: romântico, clássico, descontraído...
Se não é uma " louca por carteiras" e prefere ter apenas o necessário, mais fácil se torna: um bom saco de cabedal, uma carteira clássica para o dia a dia e uma clutch versátil (e aconselho, grandota) bastam para estar sempre bem. Desde que se lhes dê uso: sair à noite de "malão de viagem"  é que não dá.

2 - Adoptar um "uniforme"
Por vezes conseguimos uma combinação confortável, prática e que funciona para nós (top comprido + calças skinny + botas de montar, por exemplo) e surge a tentação de o repetir diariamente, mais cor menos cor, em tecidos ou materiais diferentes. É importante vestir o que resulta no nosso tipo de corpo, e o que tem a ver com o nosso estilo pessoal, mas não convém que a silhueta seja sempre igualzinha e construída com peças do mesmo género. Não só isso é aborrecido, como convida a um certo desleixo que tira a vontade de investir no visual. Há muito por onde escolher dentro do que nos fica bem! Evite instalar-se na zona de conforto.

3 - Variar (ou inventar) demasiado
No outro extremo há quem, mesmo depois de anos e anos de compras e tentativa e erro, continue a querer experimentar tudo, caindo no estereótipo da fashion victim. Só porque as lojas apresentam vestidos tubo, bandage, linha A ou império, blusas soltas, saias compridas ou calções mínimos, não quer dizer que esse modelo nos assente, por mais bonito que seja.  Até parece que os designers tentam agradar a determinados tipos de corpo a cada temporada e que temos de aguardar a nossa vez para fazer o "abastecimento" de peças certas para nós. É a vida...
Por outro lado, em cada estação há sempre coisas que nos caem lindamente, e não somos obrigadas a adoptar TODAS as tendências vigentes: podemos usar os acessórios e apontamentos para isso. Celebridades que estão sempre impecáveis, como Eva Mendes ou Dita Von Teese, descobriram aquilo que resulta nelas e se estivermos atentas, o desenho das suas toilettes nunca se afasta demasiado disso - o que não significa que o visual se torne monótono. Também convém que se construa uma identidade de estilo, que vá sendo actualizada e melhorada. Podemos ter um look arrojado num dia e mais clássico no outro, mas convém que haja um fio condutor e que o que usamos faça sentido para nós...e para quem vê.

4 - Comprar sempre o mesmo, e no mesmo sítio
Já falei disso aqui. Se investe rios de dinheiro e apesar disso o seu armário parece uma linha de produção em série; se fica doente de cada vez que a Zara lança uma novidade; se está cansada de olhar para o espelho e na hora H acha sempre que precisa de alguma coisa nova; se o seu closet abarrota de peças de má qualidade ou pelo contrário, tem roupa a menos porque tudo o que compra custa os olhos da cara; ou se anda igual a toda a  gente que vê na rua... está na altura de fazer uma missão de reconhecimento das lojas e conhecer outras paragens. Tenha em atenção que o que é óptimo numa determinada marca pode ser sofrível noutra, independentemente do preço: há que conhecer o que vale a pena comprar em cada uma.


5 - Usar o calçado errado
Não é raro ver celebridades na red carpet com um vestido extraordinário e um sapato de designer que...estraga tudo. O tipo de salto é crucial. Uma regra básica: quanto mais magras as pernas, mais frágil pode ser o calçado. Sapatos sem qualquer tipo de compensação na planta achatam o tornozelo, engrossam a perna e obrigam a figura a dobrar-se para a frente, causando o efeito contrário ao que se pretende - a não ser que se deseje disfarçar "pernas de alicate". Quem quer elevar e adelgaçar visualmente o corpo pode escolher modelos igualmente elegantes, mas com um suporte reforçado ou compensação invisível. Se puder ter apenas uns, os clássicos pumps ou peep toes pretos com plataforma frontal e salto delicado, mas estável, são a panaceia por excelência. E se tiver outros em nude, está pronta para tudo.

6 - Não depurar o estilo...ou cair no look desenxabido
Seja o seu estilo simples ou elaborado, o mais importante é a base. Com mau ar, não há griffe que valha: cabelo, sobrancelhas, pele e unhas sempre tratados e um guarda roupa básico de qualidade são o começo de tudo. Se gosta de um visual dramático, procure não cair no erro de usar mais do que duas a três tendências (e três é o limite) no mesmo coordenado. E há que moderar os acessórios, pois menos é mais e convém que se veja a mulher, não uma árvore de Natal com pernas. Por outro lado, o minimalismo exige cuidado: não parece, mas ter um visual clean tem os seus quês. Peças de qualidade, roupa bem passadinha a ferro (e livre de cotão, borboto, pêlo de gato...) são o mais importante, mas sair despenteada, olheirenta, com ar de quem saltou da cama, e defender-se dizendo que "tem um look simples e minimalista" é um sacrilégio.

7 - Não actualizar o look, e ignorar a sua idade
Uma coisa é ter um estilo próprio e vincado, mantendo-se fiel às coisas que adora. Outra é não mudar uma vírgula ao longo das décadas e usar as mesmas peças, o mesmo penteado e a mesma maquilhagem exactamente da mesma maneira. Isto não cai lá muito bem  quando a pessoa mantém a silhueta e tem uma pele boa, mas quando não é o caso, pior ainda: parece estranho, até para quem gosta de vintage como eu (por vezes interrogo-me onde certas mulheres arranjam tanta roupa dos anos 70, 80 e 90 que parece acabada de comprar...terão acesso a algum armazém inesgotável?) e não raro, quem anda assim 
torna-se numa caricatura cruel de si mesma. Exemplos são as jovens "góticas" e metalheads portuguesas, que insistem na combinação Doc Martens + saia comprida dos anos 90, quando há tantas coisas de inspiração gótica que podiam escolher, e senhoras de meia idade que não largam a permanente da década de 80, ou a sombra verde com eyeliner que usaram no 25 de Abril. Se o seu cabelo é encaracolado e gosta dele assim mantenha-o, mas experimente usá-lo de uma forma ligeiramente mais actual. Não concordo que uma senhora tenha de cortar o cabelo a partir de certa idade, mas há muitas maneiras de ter cabelo longo, que não parecem uma peruca deprimente ou um abat jour. E é escusado dizer - por mais bonita que se seja, e por muito que se tenha um corpo fabuloso, há certas roupas - micro saias, micro shorts acompanhados de tops, tecidos e looks demasiado desportivos, etc - que só caem bem até aos 23 anos. Um estilo jovem, ou mesmo sexy, não tem de imitar o look das adolescentes - cada fase da vida tem o seu encanto.















                                                                













repetir sempre a mesma carteira qd se tem várias...

Wednesday, December 19, 2012

Quais fantasmas? Get the look: Ghost Whisperer.

Vejo Ghost Whisperer (a.k.a "Entre Vidas" ou "Em Contacto" - nunca percebi porque mudam o nome português da série conforme lhes parece, mas enfim) quando o Rei faz anos. É uma série gira, mas nunca sei exactamente quando passa e confesso que o part time da protagonista - aturar fantasmas doidos em vez de tratar dos seus assuntos, e convencer os parentes vivos dos ditos de que não é uma louca a imiscuir-se na vida alheia - me faz um pouco de impressão, apesar de adorar contos de almas do outro mundo. Mas quando  tenho um bocadinho gosto de espreitar: as histórias são interessantes, o marido da Melinda é muito giro, a química entre os dois actores é óptima e acima de tudo, a maquilhagem, o hair styling e o figurino deixam-se sempre atenta. Jennifer Love Hewitt, que também é produtora da série, quis assegurar o melhor trabalho em termos de guarda roupa, por isso contratou o costume designer Joseph Porro, que parece saber realmente do seu ofício. Não há episódio em que os misteriosos, mas elegantes looks da médium não me captem o olhar: roupas de inspiração gótica, vitoriana e/ou romântica, mas usadas em estilo ladylike. Tudo muito delicado, muito bem feito, em bons tecidos de cores escuras ou ricas, com muitos detalhes, rendas, cintos...um amor. Apenas não acho próprio que uma senhora casada ande em plena luz do dia com decotes tão grandes (são lindos, mas na vida real não é lá muito cómodo e não condiz, em todo o caso, com o perfil discreto da personagem...) mas isto é TV, vale tudo... 
    E não falemos nas variantes de big hair: com ou sem franja, mais claro ou mais escuro, liso ou com caracóis, mas sempre em cascata e cheio de volume, uma pessoa tira dali ideias que nunca mais acabam. Até parece incrível que haja tantas maneiras diferentes de usar o cabelo comprido...e solto. Quanto à makeup, embora seja à base de tons clássicos, também varia imenso e dou por mim a parar a imagem para ver melhor: é cat eye, é smokey eye normal ou feito com castanhos e muitas outras opões que não consigo memorizar; haja paciência para ver com atenção e tentar reproduzir, que aquela equipa é criativa e muito competente. Só tenho pena que as bloggers de moda à escala planetária ainda não tenham reparado muito na série, e que não haja por isso mais imagens disponíveis pela internet para vos mostrar, já que sou azelha demais para as tirar eu própria. Se ainda não deram uma olhadela, aconselho: nem vão dar pelos fantasmas, eu juro.

                               
 










Limpeza na lista de blogs: ao ataque!

"Toca a limpar, gente trabalhadora e esforçada".

Antes do Ano Novo, estou a limpar a lista de blogs que sigo: ela nunca funciona lá muito bem, como já tenho reclamado por aqui, e quanto mais "tralha" tem, menos possibilidade há de acompanhar aqueles que realmente me interessam e/ou com os quais interajo, nem os bloggers que têm a amabilidade de me ler e comentar, tão pouco os espaços que me provocaram curiosidade e que gostaria de ler com mais atenção. Alguns dos meus preferidos passam mesmo lá para o finzinho, independentemente da ordem alfabética. Realmente não percebo, mas até por uma questão de feng shui (acumular coisas que não se usam atrai energia negativa e disso quanto menos, melhor) é boa ideia retirar de lá:

1 - as escolhas óbvias: os blogs que não são actualizados desde 1900 e bolinha. Quando voltarem a escrever, let me know; gosto de gente viva e de blogs vivos. Um blog parado parece-me assim meio sinistro...

2 - outra escolha que não tem nada que saber: alguns que me pareceram interessantes, mas afinal...não têm apelo para mim. Os assim assim, que não acrescentam nada. E os que perderam o fôlego. Same old, same old, não obrigada.

3 - blogs sem caixa de comentários. Qual é a graça de ler se não se pode comentar? E não é que uma pessoa escreva com o intuito de receber comentários ou massagens ao ego, nada disso, mas...deve ser um pouco solitário. Cada um sabe de si e Deus de todos, mas a possibilidade de interacção é das coisas mais interessantes da blogosfera, eu acho.

4 - blogs de pessoas que escrevem com regularidade, e até razoavelmente, mas nunca se vêem por aí a comentar seja quem for. Está certo que isto não é exactamente troca por troca (sigo alguns blogs que não têm contacto estreito com o meu, e estou certa de que haverá pessoas que me lêem e com quem, por qualquer razão, ainda não interagi) mas um blog com número apreciável de seguidores e comentários, cujo dono nunca se vê a retribuir a atenção nos blogs de ninguém ( e não me refiro ao meu, é mesmo no geral) ou mesmo a responder aos comentários que lhe enviam soa-me a umbiguismo. Ou lembra-me uma máquina maléfica para ali a debitar textos, com ar ganancioso "comentem-me! comentem-me! que eu cá não respondo nem visito ninguém, há que dar graças aos céus pela minha existência". Se calhar é maldade minha, mas faz-me confusão.   Assim como assim, não devem dar pela minha falta, por isso, fora.

5 - blogs "de moda" tolos. Livrei-me de boa parte desses aqui há tempos, mas ainda havia aqui alguns que o Reader se recusava a apagar (e olhem que houve uns quantos MESMO teimosos) e que começavam sinceramente a enervar-me, sempre ali a aparecer e além de tontos, a encaixar também na categoria acima, o que é muita tonteria junta. Ai publicas post sim, post sim, os looks banalíssimos da mesma pseudo-celebridade-alpinista-social?
Não trazes nada de novo, nem de espirituoso, nem que me ensine alguma coisa, me divirta ou me inspire? É chapar no blog toda a santa semana wihlists com tralha que qualquer uma chega ali ao Fórum ou Dolce Vita mais próximo e traz por meia dúzia de tostões, sem qualquer criatividade nem critério? E looks do dia patetas? Erros de ortografia, ainda por cima? Ai é? Então, toma. Fora do meu reader *língua de fora* que eu já aturo gente tola que chegue no mundo real.

Ainda não terminei, mas já não falta tudo. Por isso, deixo-vos duas perguntas:

- O que é que vos faz MESMO deixar de seguir um blog?

e,

- Agora que tenho mais espaço, que blogues fabulosos, interessantes e fantásticos é que eu ando a perder?







                             

As coisas que eu ouço: substitutos, clones ou imitação barata?

Ex namorada; actual namorada. Tão parecidas como, por exemplo, Minka Kelly e Leighton Meester. Go figure.
Tenho perdido a conta às vezes que ouço amigas (e amigos) queixarem-se: "vejam lá bem que o meu ex namorado (a)/ marido/ mulher foi arranjar alguém super parecido comigo". Ou pior um pouco: "aquele (a) infeliz traiu-me...e queres saber a melhor? A (o) outra (o) é parecido (a) comigo. Mas isto tem algum jeito? Para isso, ficava com (o) original e era escusado tanto drama! " . E já ouvi mesmo dizerem a um senhor "mas aquela é a sua nova mulher? É igualzinha à anterior...foi trocar para quê?". 
Celebrities Who Look AlikePor vezes, a parecença é realmente acentuada: o (a) ex e o (a) actual podiam passar por gémeos ou irmãos. Outras, por primo (a)s. Noutros casos ainda, há semelhanças mas a nova versão é - sejamos francos - um pouco tosca, como uma imitação barata, desencantada à pressa - como acontece quando destruímos o sapato que tínhamos planeado com tanto carinho para usar com certa toilette e temos de correr, à última da hora, todas as lojas para encontrar qualquer coisa no mesmo género que "quebre o galho". Finalmente lá acha um par que não é tão bonito, nem tão elaborado, exclusivo ou requintado, mas faz a parte para não irmos com algo que destoe completamente. Desenrasca, mas não é a mesma coisa.

                               
  Está certo que, regra geral, todos temos - física e psicologicamente - "o nosso tipo ideal". Por estes lados, posso dizer que a fórmula moço alto e espadaúdo + cabelo para o comprido com franja a cair sobre o rosto + feições cinzeladas e nariz com personalidade+ cara expressiva chama-me sempre a atenção. Mas dentro disso há o moreno dramático, o louro com ar de rei celta, o cavalheiro misterioso e carismático que parece o Ralph Fiennes, só para ilustrar alguns "modelos" a que posso achar graça. Ou seja, mesmo que se goste de um determinado género -e se cinjam os relacionamentos a pessoas que se encaixem nele - há sempre bastante por onde variar. Por isso acho estranho quando as pessoas não apresentam um certo número de relações na sua vida, mas...um maço de fotocópias
Certos cavalheiros mais velhos (e mulherengos) casam mesmo, sucessivamente, com versões mais jovens da mesma mulher. Claro que nada bate a original, nem o amor de juventude, e os objectivos das que se vão seguindo vão sendo menos românticos à medida que os anos passam, mas cada um sabe de si...
A meu ver, há - além da preferência pura e simples - duas razões para que isto aconteça:

1- Dizem que as pessoas procuram, de forma inconsciente,  alguém que se assemelhe a uma figura do sexo oposto importante na sua vida. Por exemplo, um rapaz cuja mãe é carinhosa, baixinha, delgada e loura vai provavelmente achar graça a raparigas com as mesmas características. 

                                             

2- Desgosto amoroso: há quem procure um amor perdido em cada novo relacionamento. Isto pode acontecer imediatamente e ser temporário, ou prolongar-se por toda a vida. Em ambos os casos, trata-se de uma péssima manobra de diversão:  não funciona para quem procura "a cópia perfeita" nem para os parceiros que vai arranjando, que nunca são amados por quem são, mas sempre em termos de comparação com outra pessoa. Não existem clones, por mais que dois indivíduos se pareçam. O lugar comum " quem me fez partiu o molde" aplica-se a toda a gente. Encontra-se "alguém que lembra" física e/ou psicologicamente aquela pessoa, mas falta sempre qualquer coisa. Até porque na ânsia de "substituir" rapidamente o "parceiro ideal" que se perdeu, de simbolicamente o  ter por perto, por vezes só se encontram, de facto, "cópias baratas". A culpa não é delas, e cada um tem as suas qualidades - simplesmente, não é a mesma coisa. Cada indivíduo, e o impacto que tem ao criar um relacionamento com outro, é um universo único em si próprio- e isso não é, nem pode ser, substituível.



















Tuesday, December 18, 2012

Se eu gerisse um nightclub...



...carreira que não pretendo abraçar, pois prefiro vertentes mais subtis e diurnas das Relações Públicas e uma coisa é a produção de eventos, outra coisa é tomar conta de um espaço e andar sempre feita vampira * mas não digo desta água não beberei, não vá algum árabe doido pagar-me a preço de ouro para eu organizar umas festas à minha maneira e depois ser chamada mentirosa, que os tempos não estão para graças nem para deitar dinheiro do petróleo à rua...fica a salvaguarda; nunca se sabe!*

  instituía meia dúzia de regras, devidamente transmitidas a porteiros com ar de gladiadores. E uma delas era decerto não deixar entrar ninguém que viesse vestido como quem vai para a escola ou para o emprego (em empregos sem dress code instituído, porque não acredito que alguns vão trabalhar naquelas figuras).  Já mencionei que gosto de ver gente adequadamente vestida para a noite e para eventos, mesmo em circunstâncias do mais casual. Não têm de ser todos hipsters, nem fashionistas, nem mesmo BCBG ou "gente bonita". Trata-se de estar adequado ao horário e ao local. E se já não é grande coisa ver os shorts de ganga à noite espaço sim, espaço sim (pelo menos essas esforçam-se lá à sua maneira por impressionar) pior ainda é olhar para as meninas de botas de montanha, jeans manhosos e casaquito de malha. A sério, não arranjam nada mais sem graça? Parece que andaram todo o santo dia com aquela fatiota. A desculpa " só gosto de roupa casual" não serve. Não custa nada trocar o cardigan por um blazer, ter umas calças escuras no armário, pôr um top bonitinho em vez da t-shirt e substituir a botifarra de dia por um salto alto ou vá, uma bailarina. E já agora, passar um pouco de pó no cara, pôr um gloss mais vivo (até a mais desastrada das mulheres sabe pôr gloss) e fazer um brushingzito no cabelo para tirar o ar "andei à chuva e a seguir vim para aqui". É pedir muito?
E pronto, com este post lá se vai a minha brilhante carreira no mundo "da night" (e eu ralada...). Não me parece que a maioria dos proprietários de nightclubs esteja disposta a  aplicar nos seus espaços as políticas que ainda vão vigorando em certos clubes privados por este mundo fora, e eu ia decerto espantar-lhes a freguesia toda.

Meninas, nunca substimem o poder....

                                    
...de um simples decote de bailarina, acompanhado de um smokey eye e gloss ou bâton coradinho colocado a trouxe-mouxe. Especialmente se quiserem ser regiamente atendidas pelos funcionários de todas as lojas onde puserem os pés. E era só isto...por vezes anda uma pessoa a imaginar looks elaborados e são os mais simples que chamam a atenção, God knows why. Claro que uma noite bem dormida e estar bem disposta ajuda...só não vos aconselho a passar pelo supermercado a seguir, já que há por aí muito marmanjo que considera que lá se vende tudo, até namoradas.

A Nobre Arte da "Sweet escape"

                                     
Uma das técnicas para bem viver que uma grande filósofa - mulher descomplexada e com nome de Deusa - me ensinou foi a do distanciamento emocional: se algo ou alguém te faz infeliz, dedica-te a outra coisa. Procura preencher esse vazio com algo semelhante, equivalente, que sirva o mesmo propósito. À força de tanta distracção, ganha-se poder. Parece-se com a "nobre arte de pôr o coração ao largo" numa versão mais fria, contida e calculada. A minha amiga D. aplicava essa estratégia com a destreza de um ninja, levava sempre  a melhor por mais que isso lhe custasse e sentia-se a Rainha do Mundo mesmo quando havia todos os motivos para estar em baixo. Ela tinha sempre um plano B e irradiava confiança em situações que deixariam outras mulheres em parafuso. Tanta fanfarronada deixava os outros desarmados - fazendo com que escapasse incólume, ou quase, a crises que arrasariam o comum dos mortais. Era admirável, digno de ser observado. Porém, como todas as boas estratégias (e tudo na vida, afinal) quando estudado ao pormenor o truque tinha os seus quês e o seu preço. A manobra de diversão interior funciona quando aplicada de passagem ou seja, em situações transitórias, temporárias ou de gravidade moderada. Resultava bem quando era usada por um espaço de tempo limitado, para depois se passar a outra coisa. Se o caso fosse realmente sério, ou muito prolongado, tinha efeitos secundários, pois nem o mais sereno dos mestres consegue ignorar (e assim, esconder) as próprias emoções durante muito tempo. Não podemos escapar ao que está dentro de nós - dependendo da disposição e meios de cada um é possível distrair, dissimular, apanhar um avião, manter-se ocupado (a), arranjar companhias diferentes, mudar de cenário - mas se o caso é sério, se algo está lá dentro para ser resolvido acabará por eclodir e vamos ter de o enfrentar mais cedo ou mais tarde - e quanto mais tarde, maior será o monstro. O universo arranja invariavelmente maneira de nos obrigar a olhar as coisas de frente, nem que as esconda num canto à espera do momento certo para atacar.
                                  
  Quando vejo esta técnica usada por períodos longos - adiando, afinal, o inevitável - lembro-me sempre das minhas lições de volteio. Éramos encorajados a fazer todas as acrobacias em cima do cavalo: piruetas, virar-nos ao contrário na sela - ou correr sem sela - fazer habilidades de rodeo
equilibrar-nos de pé a grande velocidade, saltar, galopar com uma rapidez alucinante, dar grandes quedas e voltar a montar como se nada fosse, dominar o cavalo furioso e aos coices...era um teste à coragem e capacidade de supremacia. Mas por mais que galopássemos, nunca saíamos do mesmo perímetro. O fogoso corcel estava preso por uma corda, às voltas, e não ia realmente a lugar nenhum. Tínhamos a ilusão da velocidade, da invencibilidade, mas o poder não era realmente nosso, não estávamos livres para correr dali para fora nem para tomar as rédeas. Assim é quando algo está atravessado lá  dentro - a manobra da sweet escape ajuda, sem dúvida alguma, mas é um analgésico - não a cura. E apesar de a "corda" não ser física (podemos, de facto, apanhar um avião para o cabo do mundo) continua bem presente: mesmo uma pessoa fugindo para longe, aturdindo-se com  substâncias ou distracções, andando num frenesi para fingir que o que a incomoda não existe, o problema acompanha-a para toda a parte. Pode gritar de forma insuportável ou sussurrar num zunzum permanente, mas continua lá. Contra o que está dentro de nós, não há "sweet escape" nem manobra de diversão que valha. A solução é inteiramente outra...e não sendo aplicada, corre-se o risco de andar a monte  para o resto da vida.

Monday, December 17, 2012

E eu é que sou má?!


"Estás para aí todo contente, levas um enxerto que nem imaginas!" - não fui eu que disse, mas podia.

Talvez porque aqui no Imperatriz se insiste numa certa moderação, mesmo nos desabafos (e porque em geral, procuro ser agradável e gosto de ver toda a gente bem) quando publico um texto mais mauzinho há quem estranhe e me pergunte o que se passa. Bom, meus queridos amigos, eu não sou diferente dos demais, nunca escondi o meu irish temper e como todo o mundo, tenho os meus dias; e se algo me inspirar a isso, não posso jurar que não me suba cá uma onda por mim acima, daquelas que nos dão para dizer das boas e das bonitas. O mais engraçado é que esta manhã passei um bocadinho a ler um blog muito apreciado cá da nossa praça - e de que gosto bastante, uma delícia, mas cujas actualizações não recebo por vezes, entenda-se lá porquê (o blogger tem mistérios que só ele sabe) . Estava aqui a rir-me, eu e os meus botões, com o refinado sentido de humor da amorosa da Ursa, quando pensei de mim para mim: se eu falasse assim, a gozar impiedosamente com tudo e todos e com todas as letras é que havia de ser giro, havia. Está certo que não me posso queixar, tenho a minha dose de contida troça que me faz muito bem à alma; além disso, cada uma com o seu estilo, eu não me sairia bem a fazer o mesmo e nem me posso esconder atrás de um urso, para figuras do dito já bastam as que não posso evitar, cada qual é para o que nasce. Mas não pude deixar de pensar "então eu é que sou mazinha e embirro, hein?". 

                
                                  
                    "Calma, Sissi. Calma. Não descarregue em mim que eu estou só a fazer  o meu trabalho!"

Aquilo sim, é embirrar com classe e sem papas na língua. Vai daí, a conversar com pessoas das minhas relações, apercebi-me que o modo embirrento e os instintos violentos andam para aí no ar - não é só de mim, nem cá das minhas arrelias; parece que este ano não há espírito de Natal que valha ou que se o Espírito de Natal quiser aparecer, vai ter de vir armado com uma daquelas bengalinhas de doce às risquinhas brancas e encarnadas para se defender ou quiçá, juntar-se  à festa pouco pacífica com umas bengaladas aqui e ali. Dizia eu, estava a conversar com uma pessoa que estimo muitíssimo - e que normalmente, é do mais zen que há - e a contar-lhe que me sentia capaz de dar piparotes em tudo, gritar, comer ameixas verdes e trepar aos pinheiros para insultar as pinhas, quando me responde essa pessoa: ah, Sissi, eu estou na mesma. Só me apetece partir tudo e descarregar o stress à traulitada. Hoje fui ao Fórum Coimbra e andava para lá um tipo vestido de homem - biscoito a fazer companhia ao Pai Natal numa promoção qualquer. Tinha cá uma cara de parvo que só me apeteceu 
enchê-lo de pancada!
Se até pessoas tranquilas andam com vontade de espancar um inocente e fofinho Gingerbread man que não lhes fez mal nenhum e que anda ali para ganhar o seu pão (ou o que quer que seja que os homens - biscoito comem) que farei eu? Pelo sim pelo não vou passar longe de ajuntamentos natalícios do género, porque confesso que a vontade me parece contagiosa...








      

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