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Friday, January 4, 2013

3ª Resolução brilhante do Ano Novo: Pollyana com juízo

                                            
Regra para bem viver que às vezes deixo passar: as coisas a que damos atenção multiplicam-se. Lembram-se da personagem Pollyanna, que jogava o "jogo do contente" e tentava sempre ver o lado bom das coisas chatas que lhe aconteciam? Hoje, Pollyanna é um termo usado para classificar uma pessoa optimista,  um pouco pateta alegre até. Tudo se quer na medida certa. Embora a minha tendência para diagnosticar a raiz dos problemas e as causas que levam ao instalar dos padrões negativos tenha muita utilidade (é péssimo viver com coisas a atrapalhar cá por dentro, e a causar confusão na nossa vida) é muito mais agradável reparar nas coisas boas. Não é saudável nem normal andar sempre contente. Uma pessoa precisa de exteriorizar e analisar os factos para avançar na vida. Mas o cinismo, a desconfiança constante e a mania de ver tudo à lupa também nos tolhem a capacidade de descontrair, obrigam-nos a andar de cenho carregado, a dar muito mais importância às coisas ou pessoas que nos chateiam, que nos trazem aborrecimentos, do que às coisas maravilhosas que andam por aí à nossa espera.
 Amor com amor se paga. Há que valorizar, estimar, olhar com olhos de ver as pessoas, coisas, acontecimentos, novidades, palavras, oportunidades e ocasiões que nos aquecem o coração. E ao reparar nelas, falar nelas, atraímos mais dessas coisas, porque a Sorte é mesmo assim: gosta de estar com gente feliz, serena, que irradia boas vibrações.
 Este ano quero aproveitar, com todo o empenho, o que me dá felicidade e me faz bem, em vez de pensar "ora, se tivesse mais isto e aquilo...ou "se aquele outro assunto deixasse de me aborrecer..." pois quanto mais alegria temos, menos poder damos aos aspectos tristes, que se apesar dos nossos esforços não tiveram solução, talvez se afastem ou se resolvam por si mesmos. Mirram sozinhos, por falta de quem os alimente...
 Em relação a essas coisas negras, ou pessoas que só incomodam, há que aplicar, com afinco, o Jogo do Contente:

" Isto não presta para nada, não vale um chavo, só me causou desgostos...MAS ESTOU CONTENTE porque me livrei do imbróglio".

" Tenho muita pena que as coisas terminem em sais de vinagre (ou águas de bacalhau) mas ESTOU CONTENTE porque o assunto já não me diz respeito".

"Até sinto falta de X ou Y, MAS ESTOU CONTENTE porque já não preciso de me afligir com as maluqueiras que fará a seguir, e estou livre do stress que isso me causava".

Tudo na vida é uma questão de perspectiva e opção. Há que estar contente porque embora não possamos controlar certos factores exteriores, o poder sobre essas duas ninguém nos tira. Escolhamos aquilo que é fantástico para nós.



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