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Thursday, January 10, 2013

A polémica (e a tonteria) da Samsung


Corrijam-me se estou errada, mas a Samsung deve ser a marca mais citada do dia, pelo menos no que concerne à blogosfera e redes sociais. Em causa está a péssima reacção do público aos vídeos em que os bloggers Maria Guedes (Stylista), Tiago da Costa Miranda (…And This is Reality) Susana Rodrigues (The Stiletto Effect), Rodolfo Morgado (Lab Daily) e Pepa Xavier (Fashion-a-Porter) fazem um balanço de 2012 e formulam os seus desejos para o Ano Novo. 

A má recepção e as sátiras no Facebook levaram a marca a suspender a campanha mas os vídeos tornaram-se virais. O discurso de Pepa Xavier, em particular, caiu como uma bomba e a blogger está a ser alvo de chacota por dizer que este ano, gostaria de comprar "uma mala Chanel" ( suponho que uma carteira 2.55?) com o seu dinheiro.  A "polémica", que vale o que vale, levanta questões em vários ângulos. 

E é nesse sentido que quero comentar o tema - enquanto profissional de comunicação, enquanto blogger e vá lá, numa óptica fashionista (ou o que desejem chamar-lhe), tema já amplamente debatido aqui no Imperatriz.

 Não é meu desejo associar-me ao diz -que -disse geral ou tomar partidos. Dos bloggers que participaram, conheço o da Maria Guedes, cujo trabalho respeito,  e pouco mais. Outro estava na minha lista de blogs a ler sem que me tivesse realmente debruçado sobre ele (consequências da proliferação de blogs de conteúdo/aspecto muito semelhante e da minha falta de tempo). Não estou, por isso, em posição de fazer comparações ou juízos de valor .
 Mas tonterias à parte (embora inofensivos, os vídeos estão apresentados de uma maneira tonta - não podia dizer o contrário sem mentir)  seria bom que aligeirassem os ataques à pobre pequena. Por uma questão de decência (tenho visto comentários realmente ordinarecos de quem não tem nada melhor para fazer e arranjou ali um escape jeitoso para frustrações privadas; é possível criticar ou brincar sem cair em baixezas dessas) e por motivos que explico já a seguir. 
Creio que o caso levantará uma bem vinda discussão quanto à relação entre marcas e bloggers: só porque um blog apresenta determinado índice de popularidade, não significa que esteja alinhado com o posicionamento/diferencial/mensagem da marca, ou que o (a) blogger por trás dele represente, tendo só esse factor em conta, uma mais valia . Entendo que a Samsung queira conferir uma dimensão "cool" à sua imagem - mas para mostrar a quem? Quem era o público alvo? Se a campanha não se dirige a um nicho, é um erro convidar exclusivamente bloggers de moda. Se certas formas de estar podem ser compreendidas pelo público destes bloggers, haverá outros potenciais consumidores (mesmo dentro da blogosfera fashionista) que serão menos tolerantes. Importava diversificar.
       Se há tantas cautelas ao eleger uma "cara" (actrizes, modelos, desportistas) para uma marca/produto,  o processo não deve ser encarado com superficialidade quando se trata de new media. Só porque a campanha representa um investimento menor (e logo, apetecível) isso não significa que o seu impacto, positivo ou negativo, não seja esmagador. E caso corra mal, o problema propaga-se muito mais depressa.
  De qualquer modo, cabe à marca - e aos profissionais de marketing e comunicação encarregados de trabalhar a sua imagem - criar, gerir e controlar os moldes em que essas colaborações são feitas, para que ambas as partes beneficiem delas. Entregar a  concepção criativa da campanha a um dos bloggers participantes, sem uma supervisão rigorosa e imparcial, não me parece a estratégia mais acertada. O briefing devia enunciar, claramente, o que devia ou não ser dito, e o que era ou não aceitável. Faltou uma análise prévia? Assim parece.
 Quanto aos vídeos propriamente ditos, o facto de serem "intimistas" ou "pessoais" não dispensa, antes pelo contrário, um guião - e um profissional que conduza a entrevista, lembrando os pontos que importa abordar ou realçar. Poucas são as pessoas que não ficam intimidadas por uma câmara: gravar de improviso, ou como se fosse, o testemunho de alguém, dizendo-lhe "debita para aí os teus desejos" é a forma mais rápida de obter um discurso tolo, cheio de risinhos, má dicção e redundâncias. Creio que é o caso. Tivessem separado os desejos por tópicos ( profissionais, pessoais, de consumo, para o país...) e o resultado teria decerto sido outro.

Enfim, as palavras da Pepa, e de outros: é certo que cada um se expressa de acordo com o seu meio, região, educação e preferências. Eu própria utilizo certas expressões, e há outras que evito; mas é preciso ver que em público, ou em contextos profissionais, a linguagem deve ser o mais correcta e neutra possível, sem cair em floreados que conduzam a más interpretações, que "fiquem no ouvido" da pior forma ou que pareçam caricaturais. Tenho amigos que falam um pouco assim. Talvez não tanto, mas o suficiente para que as pessoas os caracterizem de determinada maneira. A primeira coisa que - a seu pedido, claro - lhes digo antes de uma entrevista é para evitarem determinados termos, vocabulário ou entoações que só os seus amigos entendem e que possam ser mal recebidos noutro contexto. 

Tivesse a Pepa dito "em termos de consumo, gostaria de comprar uma carteira Chanel 2.55"  - só isto, sem mais nada, e talvez não estivéssemos a ter esta conversa. De uma blogger de moda, espera-se um discurso articulado, de quem sabe do seu ofício, quando se fala de um item de moda. Só isto - nem explicações, nem gestos, nem risinhos.

 Isto, na forma - porque quanto ao conteúdo, há quer tem atenção três factores:

1- A ostentação, ou tudo o que se possa parecer com ela, é de evitar em qualquer situação. Cada um tem direito às suas aspirações e a gastar o próprio dinheiro como bem entende, mas convém usar da maior parcimónia para não roçar o mau gosto quando o assunto é  marcas, viagens e outros luxos. Mesmo quando se diz claramente "estou a juntar para comprar a carteira".

2 - O contexto actual, com o público muito sensível a esses temas. Qualquer um veria que esse discurso ia cair mal - e cair no ouvido - mesmo tratando-se de uma campanha para bens que não são de primeira necessidade. A tendência actual não é a ostentação...e convém não contrariar os ventos.

3 - O snobismo invertido dos portugueses, sempre muito vigilantes e prontos a irritar-se com as posses ou snobismo alheios.

Onde estava a Relações Públicas que devia ter analisado o hipotético guião e corrigido estes "quês" durante a entrevista?



 Mas ainda não acabámos. Quem editou os vídeos? Porque é na pós produção que se corrigem, por vezes, erros perigosos. Para quê vídeos tão longos, com segundos e segundos a titubear, a esconder o embaraço, a dizer mais do mesmo? Em vídeo, tudo parece mais cru. Uma simples conversa de café mal editada pode realçar coisas que de outro modo passariam despercebidas. Não vou entrar no artificialismo ou pedantismo de certos termos que foram direitinhos ao estereótipo do "blogger da moda" - o urbano, o trendy, o cosmopolita - pois isso já foi abordado noutros posts.

Só tenho pena que se tenha caído neste exagero, e que por conta de uma campanha mal pensada e mal dirigida toda a blogosfera seja atirada para o mesmo saco (e com ela, quem procura falar de moda e de outras coisas com seriedade e cabeça) . A eterna questão, que tanto me aborrece " quem gosta de moda é fútil e superficial" está agora mais acesa do que nunca. E são os próprios bloggers, ainda que mal guiados por quem devia ter gente competente a tratar do assunto, a atirar achas para a fogueira. Era só o que nós precisávamos!



28 comments:

Sara Silva said...

ainda hoje me deparei com esta polémica sem perceber nada dela, e horas depois, ao ter visto os vídeos e lido um pouco aqui e acolá, já defini a minha opinião:
acho que tanto pecou a samsung como os bloggers em questão. a samsung porque podia ter escolhido pessoas de diferentes áreas, visto que, ao serem todos fashion bloggers, é claro que iam falar dos seus objectos de desejo que a maioria do público ridiculariza. e os bloggers em questão não saem impunes desta história porque penso que podiam ter articulado o seu discurso de outra forma, tentando ser um pouco mais terra-a-terra em relação à realidade que se vive actualmente no nosso país. Por outro lado, não sabemos até que ponto eles não foram "obrigados" pela marca a dizer o que disseram

e, ao ler este teu post, reparei noutro aspecto: a edição sim, também é importante. tivesse ela sido feita de outra forma e o que eles dizem talvez não soasse de forma tão ridícula

enfim, este é um tema que "dá pano para mangas" porque ora eles são fúteis, ora eles têm sonhos como toda a gente, ora as pessoas que os criticam são todas invejosas... enfim, não há meio termo.

Joana come a papa said...

Não existe má publicidade. O objectivo era ser falado nas redes sociais, o que foi brilhantemente conseguido. Foi uma boa publicidade para a Samsung e para os bloggers em questão ( eu nao conhecia nenhum deles e agora sei que existem ).

S* said...

Muito sensato este teu texto. Mais do que o conteúdo, a falha aqui foi na escolha das palavras e no tom das mesmas. Não consigo criticar porque não sou mais nem menos que ninguém... mas a Samsung falhou.

Pusinko said...

A Joana come a papa realçou um aspecto importante: não há má publicidade. Apesar de concordar com esta afirmação no que se refere a (grandes) marcas, o mesmo não se aplica em termos individuais. Isto porque, no singular, é facílimo ficar rotulado.
De resto, é como referiste: falta um guião, correcção na linguagem (há termos que ficam tipo no ouvido, sei lá, tipo mil vezes esta muleta irritante), e edição de vídeo para imprimir dinamismo ao discurso.
Se a Samsung queria andar na boca do povo, aí tem e vai ganhar com isso. Já os bloggers...

Gata said...

Pois, há pouco vi este vídeo no Público online. De facto, é irritante que se farta, mas acho mal estarem a usar a fotografia da rapariga para criar páginas a criticá-la no facebook. Enfim, falta do que fazer...
Beijinhos

menina lamparina said...

Excelente reflexão. Vou partilhar um link para este teu post no lamparina, tá? Espero que não te importes... :) Beiju*

Akira Ureshi said...

Finalmente vi o video 'quero uma mala chanel' - Não percebo qual é o problema deste video, é uma miuda a falar do que gostava de ter e fazer em 2013 é uma tipica cliente da samsung e uma miuda real, ela disse que queria que o ano fosse cheio de coisas boas, logo não ia estar a falar da crise e coisas fantasticas... enfim gente que não tem que fazer é que critica este tipo de coisas
eu sei que a crise é real mas estar constantemente a falar nisso na minha opnião não muda nada, só piora... torna-se pessoas sem alma, mesquinhas e invejosas

♥ Guida said...

Ora nem mais! E por que é que surgem a Chanel, a Dior e sabe Deus que mais em vídeos da Samsung? As marcas agradecem a publicidade gratuita, mas fica por perceber qual é a ligação entre elas e uma marca ligada à tecnologia.

Sérgio Saraiva said...

Eu por acaso acho que este tipo de publicidade é negativa, apesar de se falar muito da marca. Isto porque há uma coisa que é a credibilidade que fica abalada. De resto, quando vi o vídeo a primeira vez, sem este contexto de polémica achei algo um pouco pateta, mas inofensivo... Até achei graça ao sotaque e forma de falar pouco polido da rapariga que não renuncia às suas origens. Acaba por ter uma inocência que não deixa de ter a sua graça, ao estilo pateta alegre… Sinceramente deseja uma mala, tal como muitos colegas meus desejam um iPhone ou um iPad…
Mas agora, depois do que aconteceu, vendo bem e tendo em conta o ambiente nacional de histerismo coletivo que se vive, acho que se meteu um pouco a jeito para ser gozada...

Ao Virar da Esquina said...

Não poderia concordar mais com o teu comentário. Para alguém com o curso de RP é complicado assistir a esta aberração sem pés nem cabeça. Se calhar não tiveram os mesmos professores que eu. Ainda assim quando amanhã tiver o cérebro mais acordado também vou fazer um post sobre o tema, não tanto na vertente profissional (nem há nada a acrescentar ao que disseste), mas pelo lado mais humano e espiritual da questão.

Nuno Raphael Relvão said...

Quando se contrata por amizade e conhecimento por oposição a uma selecção por qualificações erros assim acontecem. Ultimamente ando a notar a quantidade de empresas que passam maus bocados devido a uma clara capacidade de raciocínio mínimo por parte de quem rege certos departamentos - que podem ir desde as relações públicas até à própria gestão executiva.

Apesar da máxima "não há publicidade negativa", concordo mais com o Sérgio Saraiva, hoje em dia com a proximidade que existe entre empresas e clientes má publicidade tem muitas vezes efeitos nocivos nessa relação e pode mesmo destruir dinâmicas de lealdade do consumidor à marca.

A Flor said...

Ora nem mais Sissi. Quando me dei conta do que se estava à passar só pensei: "mas quem foi o idiota que editou isto?"! É claro que houve inúmeras falhas mas a edição é basicamente o culminar da campanha, é o que revela, por assim dizer, o resultado final.

Quanto à mocita, nada contra ela querer uma mala da Chanel. Bolas, até eu queria uma - sim, uma 2.55. Até lhe reconheço um certo mérito por estar a poupar para a comprar em vez de esperar que lhe caia do céu. Acontece que o desejo da mala aliado à sua forma um tanto ou quanto petulante de falar, ao comentário espectacular de "estar a trabalhar deixa-me com muito menos tempo" e ao facto de não haver uma única menção ás dificuldades pelas quais estamos a passar enquanto nação soa muito mal. Parece uma moça que está ou completamente à parte do resto do país ou que não tem o mínimo de sentido de solidariedade.

Imperatriz Sissi said...

Sara, de facto todos tiveram a sua quota parte e culpa, mas os bloggers (pelo menos, não todos) não são especialistas na área. Já a Samsung...o que me parece é que não levaram a campanha a sério como deviam, porque era de New Media, e tal...ou isso, ou teorias da conspiração que já ouvi, e que me parecem demasiado mirabolantes e arriscadas para levar a sério.

Imperatriz Sissi said...

Joana, não deixa de fazer sentido - mas não seria arriscado demais? Não há má publicidade, é certo, mas a notoriedade custa dinheiro e tempo a limpar.

Imperatriz Sissi said...

ou antes, a reputação.

Imperatriz Sissi said...

Obrigada, S*
Beijinho.

Imperatriz Sissi said...

Pusinko, não podia estar mais de acordo. Mas custa-.me a crer que o objectivo da Samsung fosse esse. É arriscado. A campanha tem um cunho muito amador. Para uma marca de gadjets, parece-me estranho.

Imperatriz Sissi said...

Arranjaram um bombo da festa. É irritante sim, é mau para a imagem da blogosfera portuguesa, mas não é caso para isto...e os insultos gratuitos são indesculpáveis.

Imperatriz Sissi said...

Obrigada! Beijo.

Imperatriz Sissi said...

O "problema" é que a ostentação é de mau gosto, principalmente numa altura destas - e foi uma ideia de ostentação palerma que o vídeo, pela forma como foi feito, passou. A blogger teve um discurso pouco brilhante, mas isso podia ter sido minimizado e evitava-se tanto circo. As pessoas são tolas por criticar com tanta veemência, mas a verdade é que criticam - e em comunicação temos de trabalhar para o público que temos, não para aquele que gostaríamos de ter...

Imperatriz Sissi said...

A Samsung quis associar-se à imagem "cool e urbana" de certos bloggers de moda. Deixá-los precisar com tanto detalhe os seus desejos a nível material teve um resultado assaz estranho. Há várias formas de dizer as coisas..." estive em Paris para u evento de renome internacional" "gostaria de comprar um 2.55" ou uma "it bag" era bastante mais subtil. Enfim, erros de casting e de guião.

Imperatriz Sissi said...

Nem mais, Sérgio. Visibilidade, credibilidade e notoriedade nem sempre andam juntas. Associar uma marca ao ridículo nunca é a melhor ideia. Quanto a não renunciar às suas origens, haveria que dizer a respeito...mas não quero ir por aí. É certo que se pôs a jeito, é certo que uma menina benzoca e bem criada deve ter outra forma de se expressar, mas estes ataques todos são exagerados. É atroz.

Imperatriz Sissi said...

Su, quero ler.

Imperatriz Sissi said...

Totalmente. Darem total liberdade a um dos envolvidos, sem critério, para trazer as amigas? Terá sido isso? Não consigo entender o amadorismo de que isto se revestiu...sendo da Samsung que estamos a falar. Oh, well. Para a semana ninguém se lembra disto.

Imperatriz Sissi said...

Great minds think alike...modéstia à parte ;)
Isso da carteira não tem mal per se...tal como dizes. Pessoalmente eu acho que Chanel e outras que tal, podendo compram-se e usam-se sem dizer nada. Não saber isto, principalmente para quem é tão bem, tão bem...ou pretende parecê-lo, é muito estranho. Nisto falhou, mas são subtilezas sociais que nada interessam face a tanto pão e circo. Adoro moda mas este endeusamento das marcas é um pouco bacoco, nouveau riche, e nesta altura que se atravessa, muito feio. Em todo o caso, uma atitude menos bem educada não é caso para tanta maldade e sururu. A campanha foi mal pensada. Para a próxima escolham melhor a equipa e os bloggers que convidam. Beijinhos.

Nuno Raphael Relvão said...

Uma correcção, deve-se ler "uma clara FALTA DE capacidade de raciocínio mínimo".

Também não coloco para lá de possível que tenha sido assim que foram escolhidos os bloggers, a) conhecidos(as) do pessoal do departamento publicitário ou b) os bloggers com mais seguidores para abranger um maior público.

Mas quando indiquei contratação por "cunha" estava a referir-me ao próprio departamento que organizou a campanha.

Qualquer que fosse o critério de selecção dos bloggers, era, como muito bem afirmaste, da competência dos promotores conduzir o processo de criação dos vídeos - desde o guião à pós-produção - e a sua adequação à publicação pública. Foi um claro sinal de amadorismo ou desmazelo (talvez por ser uma campanha de new media como disseste).

Nuno Raphael Relvão said...

"Adoro moda mas este endeusamento das marcas é um pouco bacoco, nouveau riche, e nesta altura que se atravessa, muito feio."

Gosto tanto!

Concordo com a A Flor, o facto de estar a poupar em vez de esperar que lhe saia uma nas rifas é sim de louvar - como não vi o vídeo estou a reger-me apenas pelo que vou lendo aqui - e uma atitude muito melhor que a dos que se fazem de "coitadinho sou desempregado" e que são muito mais bem aceites pelo povo.

Mas, como de resto já foi dito, bastava um

"com as dificuldades que estamos todos a atravessar e tento em conta o meu gosto pessoal por moda ando a poupar para uma mala que gosto muito mas ainda é cara e gostava que fosse este ano que a pudesse comprar"

e teria feito muito melhor e mais humilde figura - tanto para não ser alvo de invejas e ataques anti-snobismo como para não parecer uma deslumbrada por marcas e que dá mais valor ao aplique com o nome da marca que ao objecto em si.

Tamborim Zim said...

Só soube disto ontem e parece-me tudo um disparate, e tb o ti ti ti à volta do assunto será, talvez, meio desmedido. Quem é esta moça? Tem uma maneira ridícula e deselegante de falar, tem um blog, e daí? Representa os portugueses, os bloggers, alguém? Mau gosto o da Samsung, e tenho dito.

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