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Monday, January 7, 2013

Maquilhagem: invenção dos anjos...e demónios

Segundo o Génesis (6:1-4) e outros textos judaico-cristãos como o Livro de Enoch, os Anjos Vigilantes - Grigori, (ben elohim/Benei Ha'Elohim), gibborim ("poderosos", em hebraico) "Filhos de Deus" (ou ainda, consoante a tradução, "filhos dos Deuses"  numa forma primitiva e politeísta do judaísmo) sentiram-se  fascinados pela beleza das filhas dos homens. Viram-nas do alto do Monte da Aliança e acharam-as lindas, lindas o suficiente para pôr em causa o céu. A tentação foi tão grande que 200 deles, dos mais belos e perfeitos, preferiram rejeitar a sua condição divina para tomar esposas entre as mulheres humanas. 
Daniel Chester French, "The Sons of God Saw the Daughters of Men that They were Fair" (1918)
Todos estavam conscientes de que violavam a Lei do Criador ao proceder assim - por isso juraram aceitar, por igual, o castigo que eventualmente adviesse da sua desobediência. 
 Nove grandes anjos lideraram a rebelião -  SamyazaUrakabarameelAkibeelTamielRamuelDanelAzkeelSaraknyalAsaelArmersBatraalAnaneZavebeSamsaveelErtaelTurelYomyael e Azazel
 As beldades da terra receberam os seus amantes angélicos com igual entusiasmo, e aceitaram os seus pedidos de casamento. Os filhos destas uniões foram chamados Nephilim (etim. "gigantes". "aprisionados" ou "caídos"). 

   Por algum tempo, tudo pareceu correr bem e os casais viviam felizes, num estado de enamoramento constante. Levados pelo amor às esposas, os Grigori, e em particular Azazel, ensinaram coisas novas aos mortais: as artes da guerra e da feitiçaria, o fabrico de espadas, facas, escudos e cotas de malha. Às mulheres em especial, mostraram-lhes "a arte do engano" : ou seja, a embelezar o corpo, a pintar o cabelo e a maquilhar o rosto. Azazel, ao que parece, era particularmente adepto da "pintura das pálpebras".
Mas seres tão criativos, fortes e poderosos não podiam simplesmente viver na Terra: em contacto com as paixões humanas, corrompiam-se. Por sua vez os humanos, não preparados para o conhecimento que os anjos  partilhavam com eles, não empregavam os ensinamentos da melhor maneira, corrompendo-se também. A intenção não era má - mas o resultado foi um desastre. Os anjos e suas mulheres entregavam-se a todo o tipo de pândegas e excessos; os seus filhos, varões invencíveis mas corruptos também,  só causavam confusão e a maldade multiplicou-se de tal maneira que Deus se arrependeu de ter criado a humanidade.
 O Criador, já aborrecido pela insurreição inicial, não podia tolerar aquele pandemónio  e decidiu castigar Azazel, o que trouxe a maquilhagem às mulheres, encarregando o Arcanjo Rafael de o acorrentar e bani-lo para sempre do Céu, prendendo-o no Deserto até ao Dia do Juízo (mesmo assim ele continuou a fazer das suas, mas isso é assunto para outro dia...). Depois ordenou que sete Santos Vigias liderados pelo Príncipe das Hostes Celestes, o Arcanjo Miguel, derrotassem os restantes Grigori e os seus filhos. Por fim, enviou o Dilúvio. Reza a Lenda que alguns sobreviveram, dando origem a descendentes excepcionais. Em certas culturas acreditava-se que feiticeiros, bruxas e alguns grandes reis  tinham o sangue destes anjos caídos. 
A ser verdade, foi através desses sobreviventes que a arte da maquilhagem se manteve em uso até hoje. Porque as mulheres, depois de terem acesso a essa arte demoníaca ou celeste, nunca mais abriram mão dela...
















                                                





2 comments:

Kaia Kakós said...

AHH, a maquilhagem! Invenção divina, sem dúvida! Graças a Deus pela maquilhagem! Eu não vivo sem, é viciante, porque é visível o que pode fazer por nós. Também há casos em que não faz nada pela pessoa que a usa, por não saber utilizá-la, pois é uma arte que exige trabalho e talento. Sem a maquilhagem seria, certamente, uma pessoa menos feliz, e isto pode parecer fútil, mas não é, porque cultivar a beleza não é sinónimo de burrice nem de fraco espírito (penso que a Sissi já falou sobre isto por aqui). Houve quem tivesse dito (e agora falha-me a fonte) que uma mulher muito maquilhada não é uma mulher feliz, e isto tem alguma razão de ser. A maquilhagem é um pau de dois bicos: quando usada sensatamente é uma forma de enaltecer o que se tem de melhor e esconder o menos bom; quando usada em exagero, demonstra a presença de algum tipo de distúrbio emocional. Para mim, a maquilhagem é um vício e uma necessidade e não abro mão dela nem que vejam os deuses todos obrigar-me!

Imperatriz Sissi said...

Ainda bem que Deus foi benevolente e não mandou mais dilúvios que obrigassem as mulheres a desmaquilhar-se permanentemente. Que seria de nós sem ela?

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