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Friday, February 8, 2013

Ainda Anne Boleyn: french chic



Sobre a célebre elegância sem esforço das parisienses já se têm escrito vários tratados de moda. Conselhos como comer bem, beber e amar bem, andar ao ar livre, estar sempre apresentável, não descuidar a lingerie e a roupa de dormir "não vá haver uma catástrofe e uma pessoa ser salva pelos bombeiros em tristes figuras", saber usar os princípios da coquetterie e escolher peças de qualidade são verdades intemporais passadas de mãe para filha. Desse tema, bem como do chic italiano, trataremos um dia destes. Hoje
 importa-me realçar, no seguimento do post de ontem, que o encanto francês não é um fenómeno recente. Não começou sequer com Marie Antoinette ou vá, Madame de Pompadour. Como foi dito ontem, um dos factores de atracção da Rainha Anne Boleyn era o seu sentido de estilo apuradíssimo, que fez um efeito de causar aneurismas na corte de Henrique VIII. E onde aprendeu ela essa graça, esse requinte simples, que fez escola e punha os homens de cabeça à roda? Na corte francesa, claro. Imaginem-se a viver rodeados de english roses rechonchudinhas de  faces rosadas e cabelos claros que se vestiam assim...
                                 
...e aparecer a menina Anne com os seus toucados franceses, muito mais pequenos e graciosos, mangas longas e elegantes, corpetes justos q.b e decotes pronunciados, a realçar a sua beleza dramática. Assim, passem os preciosismos:
              
               
Reparem como estes formatos continuam presentes em muito do que usamos agora. Não esquecer também que Anne não escondia a sua magnífica cabeleira, ao contrário do que era moda na divertida, mas pesadona em termos de moda, corte inglesa. Quando foi coroada e ganhou o direito de montar a sua própria casa, foram estes os visuais impostos às açafatas e damas de companhia da nova Rainha consorte. O palácio sofreu uma verdadeira revolução de estilo. É claro que a senhora que se seguiu, Jane Seymour, acabou com a brincadeira num ápice mal se sentou no trono: baniu os bonnets franceses, os cabelos soltos e outras "extravagâncias" que o seu gosto modesto não tolerava. Mas enfim, se a "Good Queen Jane" é lembrada como a única das seis mulheres que conseguiu de algum modo domar o feroz Barba Azul, o seu estilo não ficou para a História. Anne Boleyn, por seu turno, continua a impressionar e inspirar. As it girls nunca morrem realmente.

1 comment:

Kaia Kakós said...

Ora ai está..bem que eu dizia que ela foi uma It Girl tudoriana...:-)

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