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Tuesday, February 19, 2013

Apetecia-me um post altamente introspectivo e intimista

Pois hoje não estou para graças ou para ter espírito, e não abundam coisas sumarentas da actualidade nem a nível de modas e elegâncias. Embora o Imperatriz não prime por reflexões "tocantes" e "bonitas" à Paulo Coelho, do estilo ai quem me dera ser gaivota não sei para quê (nisso de filosofar sou muito prática e a tender para o incisivo) ou Jaquim António nunca te esquecerei, volta e meia lá calha um texto mais...de profundis. Não raras vezes, posts desse género terminam com uma nota de sarcasmo, porque embirro com coisas pseudo profundas. Ou são tão maquilhados que já me têm vindo interrogar "aquilo era sobre ti, era para mim ou foi inventado?" porque como tenho dito, prefiro a subtileza. Mas enfim, sob pena de mandar o blog abaixo e de ter as pessoas que fazem a fineza de me ler a perguntar "mas a Sissi está doida ou bebeu o quê ao lanche?" apetecia-me ter jeito para qualquer coisa desse género. Cada qual é para o que nasce e não me atrevo a experimentar, mas há lá direito que uma pessoa queira estar cá com as suas arrelias e nos venham dizer "tu não cedes a aborrecimentos, tu não te deixas afectar, olha que tens este e aquele projecto e esta ou aquela tarefa e isso é muito mais relevante do que o facto de estares chateada, bla bla bla" e que uma pessoa responda que também é humana e que um dia não são dias para ficar tudo na mesma, que a Sissi é uma mulher forte e impassível e as pessoas fortes nunca se aborrecem com nada e levam tudo adiante na perfeição, um pouco como a Bree do Donas de Casa Desesperadas que é a única de quem eu gosto, ruiva e perfeitíssima, com um estilo impecável e faz tudo bem, mas tem os parafusos soltos, e aprendeu desde pequenina a fazer um meio sorriso enigmático para confundir o oponente, o inimigo ou o parceiro. Boa táctica, esse sorriso Nô das geishas - mas não é infalível. Posso aborrecer-me com fleuma, vá. Mas deixem-me estar um bocadinho irritada, ou triste, ou melancólica que também sou filha de Deus, e que isso me confunda os neurónios à vontade que amanhã passa-me.

3 comments:

Rosa Cueca said...

Percebo bem isso. Tanto que as pessoas até estranham quando pareço triste, não é normal e aprendi a camuflar isso muito bem..mas dias não são dias. *

Isto e aquilo said...

Mesmo as pessoas mais positivas, optimistas e bem-dispostas têm que ter os seus dias de neura, sem remorsos, nem culpas, porque senão também seriam um bocado "pateta-alegre". Digo eu, que sei do que se trata... ;)

Beijinhos

Maria Misteriosa said...

Até o mais controlado dos controlados não consegue impedir que a bussola volta e meia avarie!

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