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Thursday, February 14, 2013

Mae West - a Bad Girl por excelência

                               
"Uma dama que conhece as cordas dificilmente se deixa atar por elas"


Dizem que o formato da garrafa de Coca Cola foi inspirado nas suas curvas de cortar a respiração. Também emprestou o nome a coletes salva vidas durante a guerra. Era uma mulher bonita, supremamente bem feita, dotada de espírito, inteligência e de um sentido de humor picante e frívolo, que deixava as audiências de boca aberta. Nascida em Brooklyn, filha de um boxeur-tornado-detective de origem escocesa, irlandesa e inglesa e de uma modelo de lingerie alemã, Mae West fez carreira no vaudeville - como actriz e dramaturga - antes de debutar no cinema, com 38 anos de idade. Viria a tornar-se uma das estrelas mais controversas de todos os tempos: as formas acentuadas e os ditos desbragados garantiam-lhe a adoração do público. 


                  "Quando sou boa sou óptima, 
             quando sou má sou ainda melhor".

Ainda no Teatro, enfrentou a censura: a peça com que debutou na Broadway - Sex, nem mais nem menos - escrita e dirigida por si, escandalizou os críticos. A produção seguinte, The Drag (que defendia os direitos dos homossexuais) não chegou ao palco em Nova Iorque, graças à pressão da Sociedade para a Prevenção do Vício. Em 1927 foi condenada a alguns dias de cadeia por "corromper a moral da juventude" - passou-os na companhia do carcereiro e da sua mulher, em alegres ceias, e jurou à imprensa ter vestido "roupa interior de seda" durante a sua estadia atrás das grades. O incidente, como não podia deixar de ser, colocou-a ainda mais sob os holofotes.


 Nas telas, só ficava contente quando lhe permitiam reescrever as suas deixas - e o sucesso seguia-se inevitavelmente. Na sua primeira cena, quando lhe dizem "Goodness, what beautiful diamonds" ela responde "goodness has nothing to do with it, dearie". Foi a primeira de muitas citações a ficar para a história. Não é que Mae West fosse vulgar por natureza: sabia usar uma vulgaridade estudada nas ocasiões certas. "Não sou uma senhora modelo; um modelo é apenas uma imitação da realidade". 

   Para quebrar as regras com graça, é preciso conhecê-las. Há uma Mae West em cada mulher, mesmo nas verdadeiras senhoras - só é preciso deixá-la sobressair no momento exacto, nunca o contrário. Reflectir sobre as frases icónicas da actriz faria mais pela confiança de muitas mulheres dos nossos dias do que todos os livros de auto ajuda barata. Ela era senhora dos seus desejos, da sua vontade, da sua vida - adorava viver. O resto não importava, e era esse descaso que a tornava irresistível. A rapariga "que perdeu a reputação e nunca lhe sentiu a falta" acreditava que  "quando uma mulher se perde, os homens vão atrás dela. E que se as meninas boas vão para o céu, as más vão para todo o lado. Sim, essa frase tão batida foi ela que inventou. Deusa, nem mais.

             " Só se vive uma vez, mas se viver bem, uma vez chega"

"Aquele que hesita é um tolo"

"Cultive as suas curvas: podem ser perigosas, mas não evitadas"

"Nunca chore por um homem que a deixou: o que se segue pode apaixonar-se pelo seu sorriso".

"Esteja sempre no seu melhor - quem disse que o amor é cego?"

"Errar é humano, mas sabe divinamente".
  
   "Não há boas raparigas que se desviaram; só más raparigas que se descobriram"

"Geralmente evito a tentação, a não ser que não consiga resistir-lhe".

"Entre dois males, escolho sempre aquele que nunca experimentei".




6 comments:

Kaia Kakós said...

FA-BU-LO-SO! Quem disse que antigamente era tudo cinzento e as mulheres não sabiam viver? Uma diva!

Urso Misha said...

muito bom mesmo, keep imperatriz and carry on...

falta aí uma ou duas:
a clássica
"Is that a gun in your pocket, or are you just glad to see me?"
pelos vistos poderá não ter sido dito primeiro por ela, mas disse-o num filme em 33...

Sara Silva said...

gostei muito de conhecer esta senhora, apesar de ser demasiado bad girl para o meu gosto
Feliz Dia dos Namorados!

S* said...

Adoro as frases, revelam uma mulher cheia de garra.

Imperatriz Sissi said...

@Kaia, M. West era o saber viver em figura de mulher! Adoro-a!

@Urso, tinha-a aqui e confesso que me passou. E não incluí uma das minhas preferidas "não se deve deixar um homem na dúvida demasiado tempo - ele pode encontrar a resposta noutro lugar". Mas essa exigia muita reflexão; tem de ser consumida com parcimónia, para não virar o feitiço contra o feiticeiro, eu acho. Ela tem tantas tiradas fantásticas (e algumas difíceis de traduzir) que seriam precisos vários posts.

@Sara, ainda bem que gostaste! Todas as raparigas deviam memorizar as citações dela, me thinks.

@S*, mesmo. Muita.

Urso Misha said...

acho que nem é preciso assim tanta reflexão quanto isso.
e se calhar até dava um post essa frase ;)

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